José Maria da Silva Paranhos

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O Visconde do Rio Branco
Presidente do Conselho de Ministros Império do Brasil
Período 7 de março de 1871
a 25 de junho de 1875
Monarca Pedro II
Antecessor(a) O Marquês de São Vicente
Sucessor(a) O Duque de Caxias
Ministro da Fazenda
Período 7 de março de 1871
a 25 de junho de 1875
Antecessor(a) O Visconde de Inhomirim
Sucessor(a) O Barão de Cotejipe
Período 2 de março de 1861
a 24 de maio de 1862
Antecessor(a) Ângelo Moniz da Silva Ferraz
Sucessor(a) José Pedro Dias de Carvalho
Ministro das Relações Exteriores
Período 16 de julho de 1868
a 29 de setembro de 1870
Antecessor(a) João Silveira de Sousa
Sucessor(a) José Antônio Pimenta Bueno
Período 12 de dezembro de 1858
a 10 de agosto de 1859
Antecessor(a) Caetano Maria Lopes Gama
Sucessor(a) João Lins Vieira Cansanção de Sinimbu
Período 14 de junho de 1855
a 4 de maio de 1857
Antecessor(a) O Visconde de Abaeté
Sucessor(a) Caetano Maria Lopes Gama
Vida
Nome completo José Maria da Silva Paranhos
Nascimento 16 de março de 1819
Salvador, Baía de Todos os Santos,  Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves
Morte 1 de novembro de 1880 (61 anos)
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,
 Brasil
Progenitores Mãe: Josefa Emerenciana de Barreiros
Pai: Agostinho da Silva Paranhos
Dados pessoais
Alma mater Academia Real dos Guardas Marinhas
Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho
Ordem do Cruzeiro do Sul
Ordem da Rosa
Ordem de Cristo
Ordem de Nossa Senhora de Vila Viçosa
Legião de Honra
Ordem da Águia Branca
Ordem de Santa Ana
Ordem de Leopoldo
Ordem dos Santos Maurício e Lázaro
Ordem de Carlos III
Esposa Teresa de Figueiredo Faria
Partido Liberal (1847–1849)
Conservador (1853–1880)
Religião Catolicismo
Assinatura Assinatura de José Maria da Silva Paranhos
Títulos nobiliárquicos
Visconde do Rio Branco 20 de junho de 1870
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José Maria da Silva Paranhos, Visconde do Rio Branco (Salvador, 16 de março de 1819Rio de Janeiro, 1 de novembro de 1880) foi um político, monarquista, diplomata e jornalista brasileiro. Rio Branco nasceu na capital da capitania da Baía de Todos os Santos em uma família rica, porém a maior parte da fortuna foi perdida após a morte de seus pais ainda em sua infância.

Rio Branco estudou na Academia Real dos Guardas Marinhas e se tornou em 1841 um aspirante de marinha. Mais tarde no mesmo ano foi estudar na Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, eventualmente se tornando um instrutor. Ele se tornou um político do Partido Liberal ao invés de continuar sua carreira como militar. Foi eleito deputado provincial do Rio de Janeiro em 1845 e subiu até o poder na província sob a tutelagem de Aureliano de Sousa e Oliveira Coutinho, Visconde de Sepetiba – um político veterano que exercia enorme influência sobre o jovem e inexperiente imperador D. Pedro II. Rio Branco temporariamente abandonou a política depois da queda de Sepetiba e a subsequente dissolução do Partido Liberal.

Seu trabalho como jornalista, destacando as ameaças representadas pelos conflitos armados nas repúblicas do rio da Prata (Confederação Argentina e Uruguai), atraíram a atenção de Honório Hermeto Carneiro Leão, Marquês do Paraná, que o convidou a trabalhar como seu secretário em uma missão diplomática em Montevidéu. Eles foram bem sucedidos na formação de alianças que eventualmente contribuíram para a queda de Juan Manuel de Rosas, ditador argentino que declarou guerra contra o Brasil. Rio Branco se juntou em 1853 ao Partido Conservador de Paraná e mais tarde fez parte do gabinete que o segundo presidiu. Ele rapidamente cresceu dentro do partido durante a década de 1860 enquanto vários membros se juntavam ao partido recém criado da Liga Progressista. Rio Branco foi enviado ao Uruguai em 1864 com o objetivo de conseguir um fim diplomático para a Guerra do Uruguai. Mesmo sendo bem sucedido, acabou repentinamente dispensado do cargo. Ele foi chamado novamente em 1869 e enviado para o Paraguai, desta vez para negociar o fim da Guerra do Paraguai. Seus esforços foram reconhecidos e Pedro II lhe criou o título de Visconde do Rio Branco.

Rio Branco se tornou o Presidente do Conselho de Ministros (primeiro-ministro) em 1871. Ele se tornaria o presidente que mais tempo ocupou o cargo de líder do conselho, com seu gabinete sendo o segundo de maior duração na história brasileira. Seu governo ficou marcado por uma época de prosperidade econômica e da adoção de várias reformas necessárias – apesar de provarem-se bastante falhas. A mais importante de suas iniciativas foi a Lei do Ventre Livre, que alforriava crianças nascidas de mulheres escravas. Rio Branco liderou o governo que aprovou a lei e sua promulgação aumentou sua popularidade. Entretanto, seu governo foi pego em uma crise com a Igreja Católica que resultou na expulsão de maçons das irmandades. Rio Branco renunciou junto com seu gabinete em 1875 após quatro anos. Sua saúde começou a deteriorar rapidamente depois de uma viagem pela Europa e ele foi diagnosticado com câncer de boca. Rio Branco morreu em 1880 e foi muito lamentado por todo o país. Ele é considerado por muitos historiadores como um dos maiores estadistas do Brasil.

Início de vida[editar | editar código-fonte]

José Maria da Silva Paranhos nasceu no dia 16 de março de 1819 em Salvador, Baía de Todos os Santos, na época quando o Brasil fazia parte do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Seus pais eram Agostinho da Silva Paranhos e Josefa Emerenciana de Barreiros.[1] [2] Agostinho Paranhos e seus dois irmãos haviam imigrado para o Brasil no início do século XIX.[3] Ele se tornou um rico comerciante e se casou com Josefa, pertencente a uma das mais antigas famílias da Baía de Todos os Santos. A família dela tinha raízes na cidade do Porto, onde a própria família de Agostinho se originava.[4] Ele permaneceu leal a Portugal em 1822 na época da Independência do Brasil, fazendo com que fosse ostracizado e perdesse seus negócios.[5] [6]

José Paranhos de uniforme de cadete do exército, c. 1841.

Paranhos teve uma infância simples e sem luxúrias. Apesar de seus pais não serem mais ricos, eles nunca passaram pela pobreza. Mais tarde em sua vida, ele lembraria-se com carinho sobre a Baía de Todos os Santos como a "terra natal" de sua infância.[7] Seu pai morreu enquanto ele ainda era criança e sua mãe se foi alguns anos depois. Ele e seus irmãos mais novos ficaram em uma situação precária já que o restante da fortuna de Agostinho tinha sido apropriada por um parente.[5] [7] Os irmãos foram salvos por um de seus tios maternos Eusébio Gomes Barreiros, um coronel do Corpo de Engenheiros do exército.[1] [5] [7] Barreiros cuidou dos filhos da irmã junto com os seus e pagou por suas educações.[1] [8] Um homem culto, ele teve uma grande influência no crescimento de Paranhos, e anos mais tarde seu sobrinho viria sempre falar muito bem sobre o tio.[9]

Paranhos foi enviado a capital imperial Rio de Janeiro em 1835 aos catorze anos de idade para continuar seus estudos. No início do ano seguinte ele foi aceito na Academia Real dos Guardas Marinhas.[1] [10] Paranhos dava aulas para seus colegas de classe a fim de ajudar no pagamento de sua educação.[11] Em 1841 aos 22 anos, ele se formou com a patente de aspirante de marinha, entrando em seguida na Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho.[12] Paranhos foi atrás de um curso de engenharia e desenvolveu um gosto pela matemática.[3] [13] Foi promovido a alferes na marinha antes de se formar na escola militar e se tornou um professor subsituto na escola naval.[11] [14] Ele se casou em 1842 com Teresa de Figueiredo Faria, cuja família também vinha da cidade do Porto em Portugal.[11] [15]

Paranhos se formou na escola militar em 1843 com a patente de alferes no Corpo de Engenheiros, porém decidiu voltar para a vida civil e se concentrar em sua carreira como professor. Ele se tornou um instrutor regular na academia naval no ano seguinte, dando aulas de artilharia. Foi transferido em 1845 para o corpo de professores da academia militar para dar aulas de artilharia, fortificação e mais tarde mecânica.[11] Além de professor, Paranhos também se tornou jornalista e começou a trabalhar por volta de 1844 em jornais que apoiavam o Partido Liberal.[14] [16] Ele continuou como professor na escola militar e começou a dar aulas de economia política, estatística e direito administrativo por volta de 1863.[3] [17] Em 1874 se tornou deão da recém criada Escola de Engenharia (atual Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro), um ramo civil do programa de engenharia da academia militar.[18]

Início da carreira política[editar | editar código-fonte]

Facção Áulica[editar | editar código-fonte]

Os artigos escritos por Paranhos para os jornais Liberais atraíram a atenção de outros membros do Partido Liberal. Ele se tornou amigo e protegido de Aureliano de Sousa e Oliveira Coutinho (posterior Visconde de Sepetiba).[16] Na época, Aureliano Coutinho era a figura mais poderosa da política nacional do Brasil. Era líder da Facção Áulica, um grupo – algumas vezes considerado uma ala do Partido Liberal – que tinha uma influência sobre o jovem e inexperiente imperador D. Pedro II. Membros da facção incluiam importantes criados da criadagem imperial e políticos notáveis.[19]

O imperador nomeou Aureliano Coutinho como Presidente do Rio de Janeiro em 1844, a mais rica e importante província do Brasil na época.[20] Com o apoio de Aureliano Coutinho e da forte base política, Paranhos foi eleito em 1845 aos 26 anos de idade para a Assembleia Legislativa Provincial. No ano seguinte Aureliano Coutinho o nomeou como secretário provincial, depois vice-presidente e mais tarde presidente interino.[14] Paranhos foi eleito em 1847 como deputado representando o Rio de Janeiro.[3] [14] [16]

A Facção Áulica perdeu seu poder em 1847 depois de passar anos dominando a política brasileira. Pedro II amadureceu fisicamente e se tornou mais astuto politicamente, removendo todos ligados ao grupo de seus cargos. Como seu líder, Aureliano Coutinho foi completamente excluído da vida política: "resultado de um banimento implícito, se não dito, imposto por Pedro II".[21] O monarca deixou claro que não toleraria mais ser influenciado por facções políticas.[22] De fevereiro de 1844 a maio de 1848, todos os quatro gabinetes que governaram o Brasil foram compostos inteiramente de membros do Partido Liberal. Divisões internas dentro do partido impediram o avanço de projetos Liberais que tinham o objetivo de modernizar o país, incluindo uma reforma educacional e a construção de ferrovias e linhas de telégrafo.[23]

O imperador convidou o rival Partido Conservador para formar um novo gabinete logo depois da renúncia do último gabinete Liberal.[23] Paranhos perdeu boa parte de sua influência com seu partido fora do governo. Entretanto, o Partido Liberal não estava disposto a aceitar a perda de poder.[24] [25] A facção mais radical dos Liberais na província de Pernambuco, conhecida como o Partido da Praia, defendeu abertamente uma revolta. Os praieiros, Liberais apenas nominalmente, eram associados da Facção Áulica.[26] A revolta proposta seria uma tentativa de reconquistar o controle do governo.[24] Os praieiros tiveram pouco apoio e a opinião pública ficou contra. O grupo não conseguiu convencer a maioria da população que uma revolta traria benefícios.[27] A revolta foi completamente derrotada em 2 de fevereiro de 1849 depois de atacarem Recife, capital de Pernambuco.[25] [28] Mesmo Paranhos tendo condenado a Revolta Praieira, ela mais as quedas de Aureliano Coutinho e do Partido Liberal deixaram quase impossível uma continuação na carreira política. Seu foco voltou novamente para seu trabalho como jornalista.[29] [30]

Guerra do Prata[editar | editar código-fonte]

Depois de deixar a política, Paranhos parou de escrever para jornais Liberais e se tornou editor do politicamente neutro Jornal do Commercio.[16] Ele escreveu uma série de artigos semanais de 1850 até o final de 1851 que era chamada "Cartas a um Amigo Ausente". A coluna lidava com assuntos como política, a sociedade brasileira e a vida dária da capital imperial. Seus artigos logo começaram a lidar também com a política externa do Brasil, especialmente da Confederação Argentina e da guerra civil no Uruguai.[29]

Juan Manuel de Rosas, o ditator argentino, havia auxiliado os rebeldes separatistas brasileiros da província de São Pedro do Rio Grande do Sul durante a Revolução Farroupilha nas décadas de 1830 e 1840,[31] e continuava tentando anexar a província. Além da ameaça para a integridade territorial brasileira, Rosas tinha ambições de conquistar o Paraguai, o Uruguai e a Bolívia.[32] O gabinete Conservador do Brasil decidiu formar alianças militares com os países ameaçados pelo ditador.[33] O Exército Brasileiro comandado por Luís Alves de Lima e Silva, Conde de Caxias (depois Duque de Caxias) cruzou a fronteira para o Uruguai em 4 de setembro de 1851.[34]

Paranhos começou a escrever artigos apoiando a política externa proativa do Brasil, que o aproximou do Partido Conservador.[29] O Ministro das Relações Exteriores, Paulino José Soares de Sousa (futuro Visconde do Uruguai),[35] nomeou o líder Conservador Honório Hermeto Carneiro Leão (posterior Marquês do Paraná)[36] como diplomata plenipotenciário especial na região do rio da Prata.[29] Honório Hermeto surpreendeu e decidiu levar Paranhos como seu secretário, ignorando diplomatas brasileiros muito mais experientes. Eles partiram para a capital uruguaia Montevidéu em 23 de outubro de 1851.[37]

Honório Hermeto conseguia enxergar o potencial das pessoas, e Paranhos – que havia se mostrado um homem competente durante seu tempo como político Liberal do Rio de Janeiro – tinha talentos que poderiam ser colocados em bom uso. Como Honório Hermeto disse a Paranhos ao justificar sua escolha de um jornalista jovem e inexperiente diplomaticamente: "Não consultei ninguém sobre nomeá-lo. O que influenciou minha mente foi seu mérito, que prezo: eu espero, senhor, que prove que eu acertei".[38] [39] Ele era um homem bonito e charmoso, tinha 1,95 m de altura, olhos azuis e cabelo loiro.[40] O historiador Jeffrey D. Needell afirmou que em Paranhos, Honório Hermeto tinha "um homem com distinta habilidade literária, com um passado militar e um incomum bom conhecimento técnico, com instintos políticos e coragem política comprovada, e com uma necessidade clara para um novo patrono com o recente eclipse de Aureliano [Coutinho]".[41] Tudo isso, além de uma cabeça fria, excepcionais habilidade oratórias, energia inesgotável e uma mente culta e criativa, lhe fizeram a pessoal ideal para o cargo.[42]

Os dois homens chegaram em Montevidéu para negociações em 2 de novembro.[37] Honório Hermeto assinou no dia 21 um tratado de aliança com o Uruguai e as províncias argentinas dissidentes de Entre Ríos e Corrientes.[43] Uma divisão brasileira, junto com tropas uruguaias e argentinas, invadiu a Argentina. Os aliados derrotaram Rosas, que fugiu para o Reino Unido, na Batalha de Monte Caseros em 3 de fevereiro de 1852.[44] Para Needell, Paranhos "rapidamente adaptou suas próprias habilidades para as necessidades da missão. Ele demonstrou não apenas as esperadas inteligência e habilidade verbal, más uma surpreendentemente rápida compreensão das questões e dos atores, lidando com as complicações com dinâmica, mostrando um dom para a decisão, uma capacidade de trabalho, um olho para os detalhes e um instinto de se impor que conquistou a aprovação de Honório [Hermeto] e, após algumas hesitação (supostamente porque Paranhos era um novato, no modo de pensar de Paulino Soares), o apoio de Paulino [Soares]".[45] Bartolomé Mitre, um aliado do Brasil contra Rosas e que posteriormente se tornou presidente da Argentina, lembraria-se décadas depois que Paranhos havia sido a "alma" da missão diplomática bem sucedida liderada por Honório Hermeto.[38]

Partido Conservador[editar | editar código-fonte]

Gabinete de Conciliação[editar | editar código-fonte]

O Gabinete de Conciliação. Pedro II ao centro, Honório Hermeto na ponta esquerda e Paranhos na ponta direita.

Paranhos ficou para trás quando Honório Hermeto voltou para o Brasil, tendo sido nomeado o ministro diplomático brasileiro no Uruguai. Seu tempo no Uruguai lhe permitiu adquirir uma compreensão da dinâmica que caracterizava as nações hispano-americanas da época. Nesses países era comum a existência de crises intermitentes que levariam ou resultariam em golpes de estado, governos ditatoriais, partidarismo político e guerras civis. Uma tendência e habilidade para a diplomacia ficou evidente durante sua estadia – como notou em fevereiro de 1853 o satisfeito Visconde do Uruguai, ainda Ministro das Relações Exteriores: "De maneira geral, eu aprovo o que nossos representantes diplomáticos fazem; entretanto, quase sempre me parece que, caso eu estivesse em seus lugares, teria feito melhor. Más com o Dr. Paranhos o pensamento não me ocorre. Todas as vezes que leio seus comunicados, digo a mim mesmo: 'Isto é precisamente o que eu teria feito ou dito'".[46]

Honório Hermeto (agora Visconde do Paraná) foi nomeado em 6 de setembro de 1853 como o Presidente do Conselho de Ministros (primeiro-ministro) e encarregado de organizar um novo gabinete.[47] Pedro II queria avançar seu próprio plano ambicioso, que ficou conhecido como "a Conciliação".[48] O objetivo era colocar um fim na erupção periódica de conflitos armados entre facções políticas, como havia ocorrido da Revolta Praieira. Tinha se tornado comum para partidos que haviam perdido o poder pelas eleições tentar reconquistá-lo através da força. A Conciliação tinha a intenção de fortalecer o papel do parlamento na solução das disputas políticas do país. Ambos os partidos seriam obrigados a deixar o partidarismo político de lado e ao invés disso dedicarem-se ao bem geral da nação.[47] [49]

Paraná convidou vários liberais a entrar no Partido Conservador e até mesmo nomeou alguns para serem ministros. Um deles era Paranhos, que assumiu o cargo de Ministro das Relações Exteriores em 1855.[36] Ele ainda estava em Montevidéu quando soube que Paraná havia conseguido elegê-lo como deputado em 1853.[46] O gabinete foi muito bem sucedido, porém enfrentou desde o início uma grande oposição por parte de membros do Partido Conservador que repudiavam os novos recrutas Liberais, acreditando que eles não partilhavam verdadeiramente dos ideais do partido e estavam principalmente interessados em conseguir cargos públicos.[50] [51] [52] Paraná demonstrou grande resiliência ao enfrentar ameaças e superar obstáculos e contratempos.[50] [53]

Paraná morreu repentinamente em setembro de 1856 e seu gabinete conseguiu sobreviver por apenas mais alguns meses. O imperador, apesar de cético quanto aos meios que a Conciliação foi implementada,[51] aprendeu a apreciar seus méritos e queria que ela continuasse.[54] O apoio de Pedro II deu uma nova chance à Conciliação e permitiu que Paranhos voltasse ao governo novamente em 12 de dezembro de 1858 como Ministro das Relações Exteriores.[55] A questão mais urgente que ele enfrentou foi a persistente recusa do governo do Paraguai em permitir que navios brasileiros acessassem a província do Mato Grosso. Na época a melhor e mais rápida maneira de chegar naquela distante província era viajar pelo Oceano Atlântico e entrar nos rios que fluiam pelas nações ao sul do Brasil. Um dos motivos da guerra contra a Argentina em 1851 era garantir a livre passagem de navios. A crise entre o Brasil e o Paraguai se arrastava desde a época que Paranhos fazia parte do gabinete de Paraná. Ele assinou um tratado em 12 de fevereiro de 1858 que permitia a livre navegação pelos rios paraguaios. Isso adiou o início de uma guerra, que viria a ocorrer em 1864.[56]

Liga Progressista[editar | editar código-fonte]

Paranhos c. 1858.

Os ultraconservadores que eram contra a política da Conciliação eram liderados por Joaquim José Rodrigues Torres, Visconde de Itaboraí, Eusébio de Queirós e o agora Visconde do Uruguai. Esses estadistas mais velhos eram da mesma geração de Paraná e haviam assumido a liderança do Partido Conservador após a morte dele. Apesar de Conservadores no nome, eles repetidas vezes em várias áreas mostraram-se mais progressistas que seus rivais Liberais.[57] Uruguai virou o patrono de Paranhos desde a missão diplomática de 1851 e muito influenciou seu protegido,[46] que inicialmente ficou com os ultraconservadores. Paranhos conseguiu persuadir Caxias (que havia sido o comandante geral brasileiro na Guerra do Prata, Ministro da Guerra no Gabinete de Conciliação e sucessor de Paraná na presidência do conselho) a permanecer do lado da velha guarda Conservadora.[58]

Nenhum dos gabinetes durou muito depois de 1857. Eles rapidamente caiam pela falta de maioria na Câmara dos Deputados. O Partido Conservador estava dividido: de um lado estavam os ultraconservadores e do outro lado os conservadores moderados. Uma nova geração de políticos surgiu após o Gabinete de Reconciliação, querendo muito adquirir mais poder dentro do partido. Paranhos pertencia a esse grupo mais jovem. Esses homens viam seu caminho até o topo como estando bloqueado pelos Conservadores mais velhos, que não estavam dispostos a abrir mão do controle.[59]

Os membros restantes do Partido Liberal, que definhava desde a Revolta Praieira de 1849, aproveitaram a aparente dissolução iminente do Partido Conservador para voltarem à política nacional com força renovada. Eles deram um duro golpe no governo em 1860 quando conseguiram vencer vários assentos na Câmara dos Deputados.[60] O imperador pediu em 2 de março de 1861 para Caxias liderar um novo gabinete. Ele escolheu Paranhos como Ministro da Fazenda (e Ministro das Relações Exteriores interino), que logo se tornou o braço direito de Caxias. Sua influência tornou-se tão grande que o novo ministério ficou conhecido como o "Gabinete Caxias–Paranhos".[61]

O novo governo enfrentou um grande desafio: a Câmara dos Deputados estava dividida em três grupos: os ultraconservadores, os moderados e os Liberais. Caxias e Paranhos nomearam homens que eram ultraconservadores ou moderados para os ministérios restantes, uma tentativa de revigorar a oposição Liberal e consolidar uma maioria governamental.[58] Mesmo conseguindo recrutar apoiadores suficientes vindos de fora do partido para formar um governo, o gabinete estava prejudicado desde o início por conta da falta de unidade interna. Ele foi condenado quando José Tomás Nabuco de Araújo Filho, amigo de Paranhos e antigo colega do Gabinete de Conciliação, fez um discurso que defendia a fusão dos Conservadores Moderados e os Liberais em um novo partido político.[62]

O discurso foi recebido com tanto entusiasmo que ambos os grupos votaram como uma facção única e coesa, deixando o governo sem maioria. O gabinete pediu para Pedro II dissolver a câmara e convocar novas eleições, porém ele se recusou. Sem alternativa os ministros renunciaram, e em 24 de maio de 1862 o imperador nomeou um membro da coalizão Moderada-Liberal para formar um novo gabinete.[63] O novo partido foi chamado de Liga Progressista,[64] porém a maioria de seus membros eram Conservadores.[65] O novo gabinete encerrou catorze anos de domínio Conservador na política nacional.[63] A derrota não foi uma perda total para Paranhos, já que havia sido nomeado por Pedro II como senador vitalício pelo Mato Grosso em novembro de 1862, logo depois de ter conseguido o maior número de votos na eleição. Ele assumiu seu posto como senador em 5 de março de 1863.[nota 1]

Diplomata[editar | editar código-fonte]

Guerra do Uruguai[editar | editar código-fonte]

Paranhos c. 1864.

Outra guerra civil estourou no Uruguai e colocou seus partidos políticos uns contra os outros.[67] O conflito interno levou ao assassinato de brasileiros e o saque de suas propriedades uruguaias.[68] O gabinete Progressivo do Brasil decidiu intervir e enviou um exército, que invadiu o Uruguai em dezembro de 1864, iniciando a breve Guerra do Uruguai.[69] [70]

Francisco Solano López, o ditador do Paraguai, aproveitou a situação uruguaia para estabelecer seu país como uma potência regional. Ele ordenou em novembro de 1864 que um navio a vapor brasileiro fosse tomado, iniciando a Guerra do Paraguai. Em dezembro o exército paraguaio invadiu a província do Mato Grosso (atual estado do Mato Grosso do Sul). Quatro meses depois o Paraguai invadiu o território da Argentina em preparação para um ataque contra a província brasileira de São Pedro do Rio Grande do Sul.[69] [71]

Aquilo que parecia uma simples intervenção militar de curta duração acabou levando a uma guerra total no sudeste da América do Sul. O gabinte Progressivo nomeou Paranhos como ministro plenipotenciário. Sua missão era terminar o conflito com o Uruguai para que o Brasil pudesse concentrar sua atenção na ameaça mais séria imposta pelo Paraguai. Ele chegou na capital argentina Buenos Aires em 2 de dezembro de 1864.[72] Paranhos assinou um tratado com o governo uruguaio em 20 de fevereiro de 1865, encerrando a guerra.[73] Ele não apenas conseguiu trazer a paz más também forjou uma aliança entre o Brasil, a Argentina e os rebeldes do Uruguai (que formaram o novo governo pós-guerra) contra o Paraguai. O pacto mais tarde seria oficialmente assinado como o Tratado da Tríplice Aliança.[74]

O almirante Joaquim Marques Lisboa, Barão de Tamandaré (mais tarde Marquês de Tamandaré), comandante geral das forças brasileiras e membro da Liga Progressista, reclamou com o gabinete sobre os acordos engenhados por Paranhos. Na época que o tratado foi concluído, Montevidéu estava cercada por tropas brasileiras e sob bloqueio pela marinha. Tamandaré e o gabinete estavam ansiosos pelo fim do conflito que resultaria na conquista da capital inimiga e no aumento da popularidade do governo brasileiro. Entretanto, Paranhos impediu tal resultado. Ele foi demitido do cargo em retaliação pela conclusão sem derramamento de sangue.[74] Ao voltar para o Brasil ele se defendeu no senado: "Digam [...] o que quiserem sobre o ato diplomático de 20 de fevereiro; vocês não serão capazes de tirar de mim esta grande convicção: o pensamento que naquela solução eu salvei a vida de 2.000 compatriotas, [e] evitei a destruição de uma importante capital". Mesmo assim, ele recebeu prêmios no Uruguai, na Argentina e até mesmo no Brasil por suas realizações ao engenhar o fim do conflito e formar uma aliança.[75]

Guerra do Paraguai[editar | editar código-fonte]

O Conde d'Eu (com a mão na cintura) com Paranhos (à sua esquerda, de calça branca e cartola) e Alfredo d'Escragnolle Taunay (entre os dois) junto com oficiais brasileiros em 1870.

A Ligra Progressista foi marcada desde seu início por conflitos internos entre a ala Progressista (os antigos Moderados Conservadores) e os Históricos (os antigos Liberais).[76] Todos os gabinetes formados pela liga depois de 1862 duraram pouco. A invasão paraguaia em 1864 levou a um conflito muito mais extenso do que era esperado, aumentando as tensões dentro do partido. Ocorreu uma briga em 1868 entre Caxias (comandante geral das forças brasileiras na guerra) e o gabinete Progressivo, fazendo com que os ministros renunciassem depois de perderem sua credibilidade para prosseguir com a guerta. Pedro II acabou chamando os Conservadores de volta para o poder em julho. Mais uma vez Paranhos – que desde 18 de agosto de 1866 era membro extraordinário do Conselho de Estado – se tornou Ministro das Relações Exteriores.[75]

A ascenção do Partido Conservador forçou a união dos Progressistas e os Históricos – algo que eles não haviam conseguido realizar enquanto estavam no poder. A coalizão Progressita–Histórica foi rebatizada como Partido Liberal (o terceiro a ter esse nome na história do Brasil[nota 2] ) Sua ala mais radical se declararia em 1870 como republicana – um sinal dos tempos para o fim da monarquia no final da década seguinte.[79]

A capital paraguaia Assunção foi tomada em 1 de janeiro de 1869, levando a crença difundida que a guerra estava próxima de seu fim. Paranhos partiu para Assunção em 1 de fevereiro como ministro plenipotenciário com o objetivo de concluir um acordo de paz.[75] Ele levou consigo como secretário seu filho mais velho José Maria da Silva Paranhos Júnior (posterior Barão do Rio Brando[nota 3] ) Os dois eventualmente viriam a romper relações devido a um caso entre Paranhos Júnior e uma atriz belga que produziria vários filhos. Apesar do casal ter vivido juntos, eles nunca se casaram e nunca houve um reconhecimento formal da existência dela e de seus filhos. Paranhos desaprovava a vida pessoal do filho, que era considerada escandalosa para a sociedade brasileira do século XIX. Paranhos Júnior viria a ter uma grande carreira como Ministro das Relações Exteriores muito depois da morte de seu pai e o estabelecimento do republicanismo no Brasil. Ele passou a ser considerado como um dos maiores herois da nação por seu papel importantíssimo ao definir as fronteiras internacionais do país, sendo oficialmente designado como o patrono da diplomacia brasileira.[81]

Presidente do Conselho de Ministros[editar | editar código-fonte]

Ao ser convidado por Pedro II a formar um gabinete em 7 de março de 1871, o Brasil que o visconde do Rio Branco iria governar era bem diferente do que conheceu ao entrar na política. O país saíra de uma longa guerra vitorioso e era considerado internacionalmente ao lado dos Estados Unidos a maior potência econômica e militar do continente americano.[82] Era o apogeu do Império brasileiro e que assim se manteria até o final do regime monárquico.[83] Para os cargos de ministros, o visconde escolheu políticos jovens e competentes, assim como quase vinte anos antes o marquês de Paraná havia o feito. Um dos escolhidos, João Alfredo, viria a tornar-se mais tarde também presidente do Conselho de Ministros.

O gabinete Rio Branco realizou diversas reformas e empreendimentos, dentre elas: Fixou em 40% a taxa de imposto para todas as mercadorias importadas (e que viria a incentivar a indústria nacional), ao mesmo tempo em que criou franquias aduaneiras para importações relacionadas a plantas vivas, sementes, raízes, bulbos e aparelhos mecânicos com o intuito de desenvolver a agricultura.[84] Realizou o primeiro Censo nacional em 1872, aumentou em dezenas de milhares de quilômetros as estradas de ferro de todo o país, e inaugurou a linha telegráfica que ligava o Brasil a Europa possibilitando um contato entre ambas as partes que as separaria por poucos minutos.[85] Empreendeu a reforma judiciária, criou a fiança provisória e um novo e liberal Código Criminal, assim como ampliou o hábeas corpus.[86] [87] Possibilitou também a entrada de milhares de imigrantes por ano através de uma bem-sucedida política oficial imigratória. Tornou o Brasil o terceiro país do mundo a possuir uma estação de tratamento de esgoto e o quinto a possuir uma rede de esgotos em suas cidades.[85] O Império brasileiro, segundo Heitor Lyra, "entrava resolutamente no caminho largo e arejado do progresso, antecipando-se a muitas das nações europeias".[85]

Maçom, Grau 33 e Grão-Mestre da Loja da rua do Lavradio. Cooperou com a publicação de vários jornais anticlericais editados pela maçonaria, entre eles no Rio, o jornal A Família; em São Paulo, o Correio Paulistano; em Porto Alegre, O Maçom; no Pará, o Pelicano; no Ceará, A Fraternidade; no Rio Grande do Norte, A Luz; em Alagoas, O Labarum e em Recife, dois, A Família Universal e A Verdade. Quando da interdição das irmandades religiosas infiltradas por maçons, por Dom Vital de Olinda e Dom Antônio Macedo Costa, moveu processo contra estes dois bispos, o que culminou com a prisão de Dom Vital em 1874. Foi um dos ministérios mais duradouros do período imperial, com participação de políticos de ambos os partidos. Coube a Paranhos sancionar a Lei do Ventre Livre (28 de setembro de 1871) e enfrentar a questão epíscopo-maçônica nos anos de 1873/1874. Tinha interesse direto na questão, já que era ele mesmo grão-mestre da maçonaria.

Últimos anos[editar | editar código-fonte]

Após mais de quatro anos presidindo um gabinete que alcançou grande êxito, Paranhos desejava a qualquer custo deixar o cargo. Escreveu uma carta a dom Pedro II em 4 de maio de 1875 onde dizia: "Sabe Vossa Majestade, que eu desejo entregar o meu posto a quem melhor possa ocupar. Se não enfermei ainda em público, não é duvidoso que estou cansado".[88] No mês seguinte o Imperador o substituiu pelo amigo de ambos, Luís Alves de Lima e Silva, o duque de Caxias. Acompanhou de perto a administração do Marechal e, em seguida, viu o retorno dos liberais ao poder. Envelhecido e enfermo, retirou-se progressivamente da vida política e em 1877 também da posição como diretor da Escola Politécnica que ocupava desde 1846.[87] Visitou o filho mais velho em Paris em 1879, mas recusou-se se encontrar com os netos.[89]

José Maria da Silva Paranhos, visconde do Rio Branco, faleceu em 1 de novembro de 1880. Enquanto agonizava, falou: "Não perturbem a marcha do elemento servil [escravidão]".[90] Mesmo no leito de morte, ainda temia pelo futuro da monarquia a que serviu com tanto valor e dedicação. Delirando, acreditava estar discursando na Câmara de Deputados.[91] Morreu pobre, como era de costume com os políticos do Império.[92] O salário da profissão era insuficiente sequer para uma vida simples e era o prestígio que lhe dava importância. Paranhos Júnior, o futuro barão do Rio Branco, teve que leiloar a biblioteca do falecido pai para arcar com as despesas do funeral.[92]

Legado[editar | editar código-fonte]

O visconde do Rio Branco foi "um típico conservador modernizante, que procurou implementar as reformas propagandeadas pelos liberais, esvaziando o programa político da oposição".[93] Suas habilidades para aniquilar os alicerces da escravidão ao mesmo tempo em que modernizou o país fez com que Euclides da Cunha o considerasse um "demolidor e construtor".[94] O historiador Heitor Lyra o considerou o maior estadista de sua época e de "todos os outros, o único que teria podido, até certo ponto, emparelhar com ele, teria sido o Marquês de Paraná […]. Mas Paraná, mesmo, não possuía nem a serenidade, nem a maleabilidade política, nem a visão objetiva de Rio Branco. Se o espírito de decisão de ambos era notável, faltara contudo a Paraná o senso prático das coisas, no grau elevado em que o possuía Rio Branco".[95] Joaquim Nabuco assim o definiu:

"Tinha seriedade, critério, infatigabilidade, coragem, vigor físico, pontualidade, correção, figura, maneiras; matemático, tinha alguma coisa de frio, de exato, de positivo, de regular, de metódico no espírito; o seu talento era lúcido, analítico, perspicaz; a imaginação o não arrastava; as suas qualidades não eram de inovação propriamente dita, mas em grau eminente de imitação e aproveitamento; era amável, cortês, insinuante, cativante em grau de chamar a si a quem queria; reservado e prudente, porém não criava intimidades, não punha todos ao seu nível; a qualidade superior nele era a sua diplomacia nas relações com a Coroa [o Imperador] e com a opinião [do Parlamento]" […].[96]

O historiador José Murilo de Carvalho conclui que:

"Rio Branco agigantou-se na política durante a Guerra do Paraguai e conquistou de vez a simpatia de d. Pedro ao conseguir aprovar no Parlamento a Lei do Ventre Livre, contra a vontade de seu próprio partido. Realizou o mais longo e eficiente governo do Segundo Reinado, quatro anos e três meses, no decurso do qual fez aprovar várias reformas defendidas pelos liberais. Rio Branco foi sem dúvida o mais completo estadista da época, para o que contou com pequena ajuda da natureza, um belo físico, grandes dotes oratórios. Transitou do campo liberal para o conservador, distinguiu-se inicialmente na diplomacia e depois na grande política nacional. Transformou-se no reformador de confiança do imperador".[97]

É também o patrono da cadeira 40 da Academia Brasileira de Letras.

Títulos e honras[editar | editar código-fonte]

Brasão do Visconde do Rio Branco. Seu lema era Deus et Labor (Deus e Trabalho).[98]

Nobreza[editar | editar código-fonte]

  • 20 de junho de 1870: Visconde do Rio Branco (com Grandeza)[98]

Honras[editar | editar código-fonte]

Outros[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. No Império do Brasil, o imperador podia escolher um novo senador a partir de uma lista que continha os três candidatos que haviam recebido o maior número de votos populares.[66]
  2. O primeiro Partido Liberal apareceu em 1826. Era uma coalizão entre o bloco Coimbra (cujo núcleo mais tarde tornaria-se o Partido Conservador), os Nativistas e os Radicais. Ele desapareceu em 1831 com a abdicação de Pedro I.[77] O segundo Partido Liberal apareceu por volta de 1837 quando o bloco Coimbra se tornou o partido do governo. Era uma aliança entre os Nativistas, Radicais e antigos Restauracionistas (políticos que propunham a volta de Pedro I como regente durante a minoridade de Pedro II) e durou até a Revolta Praieira de 1849.[78]
  3. A nobreza brasileira era apenas vitalícia, com o título ficando extindo com a morte do titular ao invés de passar hereditariamente. O filho de algum nobre apenas tornaria-se nobre também através de seus próprios méritos, como foi o caso de Paranhos Júnior, que recebeu o título de Barão do Rio Branco em 1889 após a morte de seu pai.[80]

Referências

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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