José Maria da Silva Paranhos

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José Maria da Silva Paranhos
Visconde do Rio Branco
Senador pelo Mato Grosso
Período de governo 11ª a 17ª Legislatura (senador vitalício)
Presidente do Conselho de Ministros
Período de governo 1871 a 1875
Ministro das Relações Exteriores
Período de governo 1855 a 1857, 1858 a 1859
Ministro da Marinha
Período de governo 1853 a 1855, 1856 a 1857
Ministro da Fazenda
Período de governo 1861 a 1862, 1871 a 1875
Ministro da Guerra
Período de governo 1871
Vida
Nascimento 16 de março de 1819
Salvador
Morte 1 de novembro de 1880 (61 anos)
Rio de Janeiro
Progenitores Mãe: Josefa Emerenciana de Barreiros
Pai: Agostinho da Silva Paranhos
Dados pessoais
Alma mater Escola Militar
Cônjuge Teresa de Figueiredo Faria
Partido Conservador
Profissão professor, político, jornalista e diplomata
Assinatura Assinatura de José Maria da Silva Paranhos
Títulos nobiliárquicos
Visconde do Rio Branco 20 de junho de 1870
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José Maria da Silva Paranhos, primeiro e único GCNSC (Salvador, 16 de março de 1819Rio de Janeiro, 1 de novembro de 1880) foi um estadista, professor, político, jornalista, diplomata[1] e monarquista[2] brasileiro. É considerado ao lado de Honório Hermeto Carneiro Leão, Marquês de Paraná, o maior estadista do Segundo Reinado (1831-1889).[1]

Juventude[editar | editar código-fonte]

José Maria da Silva Paranhos nasceu em 16 de março de 1819 na cidade de São Salvador da Baía de Todos os Santos na então capitania da Bahia. Seu pai era o português Agostinho da Silva Paranhos que imigrou para o Brasil com o irmão João na primeira década do século XIX.[1] Agostinho casou-se com Josefa Emerenciana de Barreiros, também portuguesa, e trabalhou como negociante de fazendas, alcançando notoriedade por sua honestidade e pela filantropia que realizou.[3] José Paranhos perdeu o pai ainda criança, o que resultou em um período de grande dificuldade financeira para a sua família.[3] [4] Sua mãe veio a falecer alguns anos mais tarde.[3]

Seu tio materno, o coronel de engenheiros Eusébio Gomes Barreiros,[3] ajudou sua família e financiou seus estudos, enviando-o para o Rio de Janeiro em 1835.[1] Ingressou no ano seguinte na Academia da Marinha para realizar o curso de humanidades para a carreira de ciências e da administração,[3] mas não a freqüentou por muito tempo e logo se matriculou no curso de Engenharia na Escola Militar,[1] que se situava num grande edifício no Largo de São Francisco de Paula.[5] Lecionou em ambas as escolas como professor substituto[6] e graduou-se em ciências matemáticas [7] com louvor tendo se distinguido pelo "comportamento exemplar, raro talento e incessante aplicação."[3] Tornou-se membro da Maçonaria nesta época, por volta de 1840, chegando a publicar um folheto a respeito da "Constituição Maçônica".[8]

Paranhos contraiu matrimônio com Teresa de Figueiredo Faria em 1842. Dos nove filhos que tiveram, somente o mais velho, José Maria da Silva Paranhos Júnior, teve alguma proeminência na vida pública nacional.[8] [9] Matriculou os filhos no Colégio Pedro II e buscou incutir-lhes os valores monárquicos e dinásticos provenientes da sociedade imperial da época.[9] Paranhos ingressou em 1847 na carreira do magistério sendo elevado a lente catedrático do 6º ano na Escola Militar onde poucos anos antes havia estudado. Permaneceu no cargo até 1863, ensinando as disciplinas de aritmética,[10] artilharia e fortificações permanentes, mecânica, economia política, estatística e direito administrativo.[1] Em 1848 iniciou a sua atuação como jornalista ocupando a posição de um dos principais redatores do periódico liberal Novo Tempo e mais tarde no moderado Jornal do Commercio, onde angariou grande renome pelas críticas ferozes que desferiu contra o ditador argentino don Juan Manuel de Rosas.[6] [7]

Início da carreira política[editar | editar código-fonte]

A atuação jornalística de Paranhos em favor dos liberais aproximou-lhe do conselheiro Aureliano de Sousa e Oliveira Coutinho, futuro visconde de Sepetiba, de quem se tornou amigo e protegido.[6] Em 1845, aos 26 anos de idade, foi eleito deputado para a Assembléia Legislativa da província do Rio de Janeiro graças a incentivos de Aureliano Coutinho. Por indicação do mesmo, Paranhos tornou-se secretário em 1846, em seguida vice-presidente e mais tarde presidente interino da província.[7] Neste último cargo, fez diversas realizações, sendo a mais importante à reforma do ensino primário e secundário da província.[1]

Foi eleito em 1847 deputado geral pela província do Rio de Janeiro e tomou posse no ano seguinte.[1] [6] [7] Em suas defesas pelo gabinete presidido por Manuel Alves Branco, futuro visconde de Caravelas, revelou-se um grande orador parlamentar, vindo a se considerado mais tarde um dos maiores de sua época.[6] [11] Foi um dos poucos homens públicos que conseguiu tornar-se profundamente respeitado não apenas por seus aliados, mas também por seus opositores, principalmente devido a sua honestidade, cultura, inteligência, perspicácia, talento com a oratória e competência.[11] Anos mais tarde diria ao jovem Alfredo d´Escragnolle, futuro visconde de Taunay, sobre o seu aprendizado da arte da política e em boa parte realizado sob a égide de Miguel Calmon, futuro marquês de Abrantes: "Nada há que eduque um orador como esse cuidado e sua atenção até nas locuções mais triviais. Nem o senhor imagina quanto o velho Marquês [de Abrantes] era cauteloso em seu modo de dizer."[12]

M. Silva Paranhos.

Retirou-se por algum tempo da vida política com o advento dos conservadores e a queda do gabinete liberal no final de 1848, focando na carreira jornalística.[13] Acabou por afastar-se progressivamente dos liberais após a participação de alguns de seus membros na revolta da Praieira, pois condenava o recurso às armas ante a uma comum rotatividade dos partidos no poder.[14] Demitiu-se do liberal Correio Mercantil deslocando-se para o moderado Jornal do Commercio, onde atuou como redator e jornalista.[6] A partir de 1850 e até o final de 1851, escreveu todas as semanas uma série de artigos intitulados "Cartas a um amigo ausente", onde tratava de política, dos costumes da sociedade e do dia-a-dia do Rio de Janeiro.[14]

Passou em seguida a escrever em seus artigos a respeito da anarquia reinante na região do rio da Prata, onde atacava o ditador argentino, dom Juan Manuel Rosas, chamando-o de "O Canibal". Sua defesa pela política externa belicista de Paulino Soares, futuro visconde do Uruguai, logo chamou a atenção dos conservadores. O conservador Honório Hermeto Carneiro Leão, futuro marquês de Paraná, foi escolhido como ministro plenipotenciário na região do rio da Prata. Para o cargo de seu secretário, escolheu inesperadamente Paranhos,[13] preterindo vários diplomatas brasileiros, inclusive Francisco Adolfo Varnhagen, a quem considerava "moço orgulhoso, convencido e arrogante".[15] Carneiro Leão e Paranhos lograram sucesso em sua empreitada ao assinarem um tratado internacional de aliança entre o Brasil, Uruguai e as províncias rebeldes argentinas Corrientes e Entre Rios, seguido por um outro com o Paraguai em 1851.[1] [16] Paranhos, que atuou com "brilhantismo",[7] foi nomeado ministro residente e chefe da legação brasileira em Montevidéu.[13] Seu trabalho foi reconhecido, vindo a receber a comenda da Imperial Ordem da Rosa em 1852.[13]

O Gabinete da Conciliação[editar | editar código-fonte]

Honório Hermeto Carneiro Leão foi nomeado pelo Imperador para organizar um novo gabinete em 4 de setembro de 1853 e convidou o seu amigo e tutelado José Paranhos para ocupar o ministério da Marinha. Paranhos havia há pouco sido eleito deputado geral pelo Rio de Janeiro e aceitou o convite, retornando do Uruguai em 1854.[13] De acordo com Joaquim Nabuco:

"Paranhos era um homem de talentos e faculdades diversas, grande trabalhador, adaptável a quase todos os ramos da administração. Como jornalista mostrara-se natural, simples, preferindo à lucidez do pensamento ao ornato literário; sua palavra na tribuna tinha os mesmos atributos: era pronta, cortês, flexível como um florete, mas também imprópria para todo aparato de eloquência. […] Mais diplomata ainda do que político, eram os negócios exteriores sobretudo que o atraíam. […] sua carreira foi feita à força de trabalho e de talento, impondo-se por sua especialidade a todos os governos, e também pela confiança, primeiro, de Paraná, depois, de Caxias, por último do Imperador".[17]

O gabinete da Conciliação. Paranhos encontra-se à direita.

Permaneceu na posição de ministro da Marinha até junho de 1855,[1] quando assumiu o ministério dos Negócios Estrangeiros no lugar do colega Antônio Paulino Limpo de Abreu, visconde de Abaeté.[18] Realizou a conclusão do dique da Ilha das Cobras, reformou o corpo de saúde da Armada e dos oficiais da fazenda e organizou às classes dos artistas dos navios de guerra a vapor.[19] Ocupou novamente o cargo de ministro da Marinha, acumulando-o com o dos Negócios Estrangeiros. Em posse das duas funções, enviou uma missão diplomática ao Paraguai em conjunto com uma frota da Armada de guerra e obteve como consequência a assinatura de um tratado de Amizade, Navegação e Comércio em 6 de abril de 1856. Seu sucesso possibilitou a postergação por mais alguns anos do iminente e muito provavelmente inevitável conflito armado entre os dois países.[1] [20]

Alcançou uma outra vitória logo em seguida com um tratado de aliança com a Confederação Argentina em 7 de março de 1856. A defesa aguerrida dos interesses brasileiros por parte de Paranhos, mesmo contra a Grã-Bretanha, permitiu que seu esforço fosse reconhecido até mesmo pelos britânicos. James Howard Harris, conde de Malmesbury e secretário do Estrangeiro elogiou publicamente a competência e perseverança de Paranhos.[19] O Gabinete da Conciliação, como ficou conhecido o ministério presidido pelo marquês de Paraná e depois por outros chefes conservadores até meados de 1860, foi um dos mais longevos e bem-sucedidos da história do Segundo Reinado.

Foi reeleito deputado geral pelo 2º distrito do Rio de Janeiro em 1857[19] e mais tarde por Sergipe em 1861.[7] O falecimento do marquês de Paraná em 1856 criou um vácuo no cenário político que eventualmente foi ocupado por Paranhos e que logo se tornou um dos principais chefes do Partido Conservador.[21] Em 1861 assumiu o ministério da Fazenda no gabinete presidido por Luís Alves de Lima e Silva, seu grande amigo, mais uma vez destacando-se por sua integridade e competência. Alcançou o topo da carreira política ao ser eleito senador pela província do Mato Grosso no ano seguinte.[7] [21] Recebeu de dom Pedro II as insígnias de dignitário da Ordem Imperial do Cruzeiro, além de ter sido grã-cruz de Santana de 1ª classe da Rússia, sócio do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional e presidente honorário da Sociedade Universal Promotora das Artes e Indústria de Londres.[22]

Ministro plenipotenciário no Paraguai[editar | editar código-fonte]

Conde d´Eu (com a mão na cintura) e à sua esquerda, José Paranhos e entre ambos, Alfredo d´Escragnolle, cercados por oficiais brasileiros durante a Guerra do Paraguai, 1870.

Coube-lhe a incumbência de organizar o governo provisório do Paraguai, após a conclusão da guerra, em 1869/1870.

Presidente do Conselho de Ministros[editar | editar código-fonte]

Ao ser convidado por dom Pedro II a formar um gabinete em 7 de março de 1871, o Brasil que o visconde do Rio Branco iria governar era bem diferente do que conheceu ao entrar na política. O país saíra de uma longa guerra vitorioso e era considerado internacionalmente ao lado dos Estados Unidos a maior potência econômica e militar do continente americano.[23] Era o apogeu do Império brasileiro e que assim se manteria até o final do regime monárquico.[24] Para os cargos de ministros, o visconde escolheu políticos jovens e competentes, assim como quase vinte anos antes o marquês de Paraná havia o feito. Um dos escolhidos, João Alfredo, viria a tornar-se mais tarde também presidente do Conselho de Ministros.

O gabinete Rio Branco realizou diversas reformas e empreendimentos, dentre elas: Fixou em 40% a taxa de imposto para todas as mercadorias importadas (e que viria a incentivar a indústria nacional), ao mesmo tempo em que criou franquias aduaneiras para importações relacionadas a plantas vivas, sementes, raízes, bulbos e aparelhos mecânicos com o intuito de desenvolver a agricultura.[25] Realizou o primeiro Censo nacional em 1872, aumentou em dezenas de milhares de quilômetros as estradas de ferro de todo o país, e inaugurou a linha telegráfica que ligava o Brasil a Europa possibilitando um contato entre ambas as partes que as separaria por poucos minutos.[26] Empreendeu a reforma judiciária, criou a fiança provisória e um novo e liberal Código Criminal, assim como ampliou o hábeas corpus.[8] [27] Possibilitou também a entrada de milhares de imigrantes por ano através de uma bem-sucedida política oficial imigratória. Tornou o Brasil o terceiro país do mundo a possuir uma estação de tratamento de esgoto e o quinto a possuir uma rede de esgotos em suas cidades.[26] O Império brasileiro, segundo Heitor Lyra, "entrava resolutamente no caminho largo e arejado do progresso, antecipando-se a muitas das nações europeias".[26]

Maçom, Grau 33 e Grão-Mestre da Loja da rua do Lavradio. Cooperou com a publicação de vários jornais anticlericais editados pela maçonaria, entre eles no Rio, o jornal A Família; em São Paulo, o Correio Paulistano; em Porto Alegre, O Maçom; no Pará, o Pelicano; no Ceará, A Fraternidade; no Rio Grande do Norte, A Luz; em Alagoas, O Labarum e em Recife, dois, A Família Universal e A Verdade. Quando da interdição das irmandades religiosas infiltradas por maçons, por Dom Vital de Olinda e Dom Antônio Macedo Costa, moveu processo contra estes dois bispos, o que culminou com a prisão de Dom Vital em 1874. Foi um dos ministérios mais duradouros do período imperial, com participação de políticos de ambos os partidos. Coube a Paranhos sancionar a Lei do Ventre Livre (28 de setembro de 1871) e enfrentar a questão epíscopo-maçônica nos anos de 1873/1874. Tinha interesse direto na questão, já que era ele mesmo grão-mestre da maçonaria.

Últimos anos[editar | editar código-fonte]

Armas do visconde do Rio Branco.

Após mais de quatro anos presidindo um gabinete que alcançou grande êxito, Paranhos desejava a qualquer custo deixar o cargo. Escreveu uma carta a dom Pedro II em 4 de maio de 1875 onde dizia: "Sabe Vossa Majestade, que eu desejo entregar o meu posto a quem melhor possa ocupar. Se não enfermei ainda em público, não é duvidoso que estou cansado".[28] No mês seguinte o Imperador o substituiu pelo amigo de ambos, Luís Alves de Lima e Silva, o duque de Caxias. Acompanhou de perto a administração do Marechal e, em seguida, viu o retorno dos liberais ao poder. Envelhecido e enfermo, retirou-se progressivamente da vida política e em 1877 também da posição como diretor da Escola Politécnica que ocupava desde 1846.[27] Visitou o filho mais velho em Paris em 1879, mas recusou-se se encontrar com os netos.[29]

José Maria da Silva Paranhos, visconde do Rio Branco, faleceu em 1 de novembro de 1880. Enquanto agonizava, falou: "Não perturbem a marcha do elemento servil [escravidão]".[30] Mesmo no leito de morte, ainda temia pelo futuro da monarquia a que serviu com tanto valor e dedicação. Delirando, acreditava estar discursando na Câmara de Deputados.[31] Morreu pobre, como era de costume com os políticos do Império.[32] O salário da profissão era insuficiente sequer para uma vida simples e era o prestígio que lhe dava importância. Paranhos Júnior, o futuro barão do Rio Branco, teve que leiloar a biblioteca do falecido pai para arcar com as despesas do funeral.[32]

Legado[editar | editar código-fonte]

O visconde do Rio Branco foi "um típico conservador modernizante, que procurou implementar as reformas propagandeadas pelos liberais, esvaziando o programa político da oposição".[7] Suas habilidades para aniquilar os alicerces da escravidão ao mesmo tempo em que modernizou o país fez com que Euclides da Cunha o considerasse um "demolidor e construtor".[33] O historiador Heitor Lyra o considerou o maior estadista de sua época e de "todos os outros, o único que teria podido, até certo ponto, emparelhar com ele, teria sido o Marquês de Paraná […]. Mas Paraná, mesmo, não possuía nem a serenidade, nem a maleabilidade política, nem a visão objetiva de Rio Branco. Se o espírito de decisão de ambos era notável, faltara contudo a Paraná o senso prático das coisas, no grau elevado em que o possuía Rio Branco".[11] Joaquim Nabuco assim o definiu:

"Tinha seriedade, critério, infatigabilidade, coragem, vigor físico, pontualidade, correção, figura, maneiras; matemático, tinha alguma coisa de frio, de exato, de positivo, de regular, de metódico no espírito; o seu talento era lúcido, analítico, perspicaz; a imaginação o não arrastava; as suas qualidades não eram de inovação propriamente dita, mas em grau eminente de imitação e aproveitamento; era amável, cortês, insinuante, cativante em grau de chamar a si a quem queria; reservado e prudente, porém não criava intimidades, não punha todos ao seu nível; a qualidade superior nele era a sua diplomacia nas relações com a Coroa [o Imperador] e com a opinião [do Parlamento]" […].[34]

O historiador José Murilo de Carvalho conclui que:

"Rio Branco agigantou-se na política durante a Guerra do Paraguai e conquistou de vez a simpatia de d. Pedro ao conseguir aprovar no Parlamento a Lei do Ventre Livre, contra a vontade de seu próprio partido. Realizou o mais longo e eficiente governo do Segundo Reinado, quatro anos e três meses, no decurso do qual fez aprovar várias reformas defendidas pelos liberais. Rio Branco foi sem dúvida o mais completo estadista da época, para o que contou com pequena ajuda da natureza, um belo físico, grandes dotes oratórios. Transitou do campo liberal para o conservador, distinguiu-se inicialmente na diplomacia e depois na grande política nacional. Transformou-se no reformador de confiança do imperador".[35]

É também o patrono da cadeira 40 da Academia Brasileira de Letras.

Gabinete de 7 de março de 1871[editar | editar código-fonte]

Foi Presidente do Conselho de Ministro e simultaneamente ministro da Fazenda

Homenagens[editar | editar código-fonte]

  • A Avenida Visconde do Rio Branco, importante via no Centro na cidade de Niterói, foi-lhe dado nome em sua homenagem.


Referências

  1. a b c d e f g h i j k ENCICLOPÉDIA BARSA. Volume 13: Prêmio – Rosário. Rio de Janeiro: Encyclopaedia Britannica do Brasil, 1987, pg.360
  2. NABUCO, Joaquim. Um Estadista do Império. Volume único. 4 ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1975, p.713
  3. a b c d e f SISSON, S.A. Galeria dos brasileiros ilustres. Brasília: Senado Federal, 1999, p.205
  4. ENCICLOPÉDIA BARSA. Volume 13: Prêmio – Rosário. Rio de Janeiro: Encyclopaedia Britannica do Brasil, 1987, pg.438
  5. LYRA, Heitor. História de Dom Pedro II: Fastígio. São Paulo, USP, 1977, p.309
  6. a b c d e f SISSON, S.A. Galeria dos brasileiros ilustres. Brasília: Senado Federal, 1999, p.206
  7. a b c d e f g h VAINFAS, Ronaldo. Dicionário do Brasil Imperial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002, pg.438
  8. a b c VAINFAS, Ronaldo. Dicionário do Brasil Imperial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002, pg.439
  9. a b Revista Nossa História. Ano 3. nº 25. Rio de Janeiro: Vera Cruz, novembro de 2005, p.33
  10. GOLIN, Tau. A Fronteira. Porto Alegre: L&PM Editores, 2002, p.11
  11. a b c LYRA, Heitor. História de Dom Pedro II: Fastígio. São Paulo: USP, 1977, pg.10
  12. LYRA, Heitor. História de Dom Pedro II: Fastígio. São Paulo: USP, 1977, pg.11
  13. a b c d e SISSON, S.A. Galeria dos brasileiros ilustres. Brasília: Senado Federal, 1999, p.207
  14. a b GOLIN, Tau. A Fronteira. Porto Alegre: L&PM Editores, 2002, p.13
  15. GOLIN, Tau. A Fronteira. Porto Alegre: L&PM Editores, 2002, p.15
  16. GOLIN, Tau. A Fronteira. Porto Alegre: L&PM Editores, 2002, p.39
  17. NABUCO, Joaquim. Um Estadista do Império. Volume único. 4 ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1975, p.157-8
  18. SISSON, S.A. Galeria dos brasileiros ilustres. Brasília: Senado Federal, 1999, p.208
  19. a b c SISSON, S.A. Galeria dos brasileiros ilustres. Brasília: Senado Federal, 1999, p.209
  20. SISSON, S.A. Galeria dos brasileiros ilustres. Brasília: Senado Federal, 1999, p.208-9
  21. a b ENCICLOPÉDIA BARSA. Volume 13: Prêmio – Rosário. Rio de Janeiro: Encyclopaedia Britannica do Brasil, 1987, pg.360-1
  22. SISSON, S.A. Galeria dos brasileiros ilustres. Brasília: Senado Federal, 1999, p.210
  23. LYRA, Heitor. História de Dom Pedro II: Fastígio. São Paulo: USP, 1977, pg.9
  24. LYRA, Heitor. História de Dom Pedro II: Fastígio. São Paulo: USP, 1977, pg.14
  25. SODRÉ, Nelson Werneck. Panorama do Segundo Império. 2. ed. Rio de Janeiro: GRAPHIA, 2004, pg.200
  26. a b c LYRA, Heitor. História de Dom Pedro II: Fastígio. São Paulo: USP, 1977, pg.13
  27. a b ENCICLOPÉDIA BARSA. Volume 13: Prêmio – Rosário. Rio de Janeiro: Encyclopaedia Britannica do Brasil, 1987, pg.361
  28. LYRA, Heitor. História de Dom Pedro II: Fastígio. São Paulo: USP, 1977, pg.217
  29. Revista Nossa História. Ano 3. nº 25. Rio de Janeiro: Vera Cruz, novembro de 2005, p.34
  30. LYRA, Heitor. História de Dom Pedro II: Declínio. São Paulo: USP, 1977, pg.9
  31. CARVALHO, José Murilo de. D. Pedro II. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, pg.59
  32. a b LYRA, Heitor. História de Dom Pedro II: Fastígio. São Paulo: USP, 1977, pg.273
  33. LYRA, Heitor. História de Dom Pedro II: Fastígio. São Paulo: USP, 1977, pg.12
  34. NABUCO, Joaquim. Um Estadista do Império. Volume único. 4 ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1975, p.712-3
  35. CARVALHO, José Murilo de. D. Pedro II. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, pg.58-9
  36. http://www.academia-ane.org.br/academicos.html

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • CERQUEIRA, P. P. O visconde do Rio Branco. Salvador: Centro de Estudos Baianos, 1969.
  • ENCICLOPÉDIA BARSA. Volume 13: Prêmio – Rosário. Rio de Janeiro: Encyclopaedia Britannica do Brasil, 1987
  • GOLIN, Tau. A Fronteira. Porto Alegre: L&PM Editores
  • SISSON, S.A. Galeria dos brasileiros ilustres. Brasília: Senado Federal, 1999
  • VAINFAS, Ronaldo. Dicionário do Brasil Imperial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002
  • VIANA Filho, L. A vida do barão do Rio Branco. Rio de Janeiro: José Olympio, 1959.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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