Rio da Prata

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Rio da Prata
Foz do Rio da Prata vista de satélite
Mapa da Bacia do Prata
Mapa da Bacia do Prata
Comprimento 219 km
Caudal médio 22.000 m³/s
Foz Oceano Atlântico
Área da bacia 3.200.000 km²
Delta Mar del Plata
País(es)  Argentina, Uruguai

O rio da Prata é o estuário criado pelos rios Paraná e Uruguai, formando sobre a costa atlântica da América do Sul uma muesca triangular de 290 quilômetros de largura. A bacia hidrográfica combinada do Rio da Prata e seus afluentes (os rios Lujan, Matanza, Samborombón e Salado do Sul) possui uma superfície de aproximadamente 3 200 000 km².

Corre de noroeste a sudeste e mede dois quilômetros de largura no ponto que se toma como origem. No ponto onde as águas deixam de ser doces e se convertem no Oceano Atlântico sua largura é de 219 quilômetros. O limite exterior do Rio da Prata está determinado pela linha imaginária que une Punta del Este (República Oriental do Uruguai) com Punta Rasa no extremo norte do Cabo San Antonio (República Argentina).

Origem da denominação[editar | editar código-fonte]

O nome refere-se á lendária Sierra de Plata que foi procurada por Aleixo Garcia, Sebastião Caboto e outros, subindo os rios da Prata, Paraná, Paraguai e Uruguai e realizando expedições terrestres até Chaco e Chiquitos. É possível que a tal Sierra de Plata tenha sido uma evocação remota ao Cerro Rico de Potosí que os indígenas transmitiam boca a boca, ou que tal informação tenha origem nos Incas do Peru. Em 1525, Sebastião Caboto encontrou alguns índios que acompanhavam Aleixo Garcia, os quais carregavam prata que obtiveram em sua expedição, e inferiu que naquela zona havia muita prata; desde então organizaram-se expedições ao Rio da Prata. O rio , ou estuário, denominou o país (Argentum (Ag), prata -> Argentina).

Regiões geográficas[editar | editar código-fonte]

Fisicamente o Rio da Prata se divide em três regiões geográficas:

Foto do rio desde a EEI.

Quanto às costas do rio, estas apresentam características muito diversas. A costa uruguaia pertence à formação geológica do Maciço de Brasília, com costas altas e praias de areia rodeadas de dunas separadas por cabos rochosos. A costa argentina corresponde à bacia sedimentar de la Pampa, formada por platôs de limo que alternam com planícies barrosas e pantanosas.

A cada ano chegam 57 milhões de m³ de sedimentos que, proveniente das províncias do norte da Argentina e dos estados da região sul do Brasil, é arrastado ao estuário. O canal do rio está dominado pela presença de extensos bancos de baixa profundidade que dificultam a navegação com embarcações de calado, que deve ser feito seguindo diversos canais naturais e artificiais, muitos dos quais, em especial a rota que comunica Buenos Aires com o Oceano Atlântico, são objeto de constante dragagem para evitar a acumulação de sedimentos e mantê-los abertos à navegação. Os principais bancos são Ortiz, Arquímedes, Inglés e Rouen.

Martín García[editar | editar código-fonte]

A morfologia da área específica de Martín García caracteriza-se por uma elevação fluvial atravessada por canais e composta por sedimentos cinza-marrom, arenosos no norte, areias limosas e limos arenosos no sul e limos argilosos (lodos) na margem argentina. O delta sofre um contínuo avanço de 15 metros por ano, produzindo uma diminuição das profundidades do leito com a formação de bancos que logo se transformam em ilhas. Esse processo está presente e muito ativo na zona cercana à Ilha Martín García que é de núcleo rochoso, com o crescimento da Ilha de Timoteo Domínguez e dos bancos como o de Santa Ana e do Medio.

É parte do limite entre Argentina e Uruguai. A costa uruguaia é, em geral, alta, apresentando praias arenosas. Os principais afluentes pela costa uruguaia são os rios San Juan, Rosario, Santa Lucía e Solís. A costa argentina é em geral baixa, formada por limos, sendo abundantes os camalotes e juncais. Nela se destaca a Baía de Samborombón, cuja costa possui 180 km de longitude. Nesta baía desembocam vários cursos de água, muitas vezes canalizados, sendo os principais os rios Samborombón e Salado.

Os principais portos são o de Buenos Aires, no sudoeste, e o de Montevidéu, a noroeste.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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