Graça Aranha

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Graça Aranha Academia Brasileira de Letras
Em Roma, 1904
Nome completo José Pereira da Graça Aranha
Nascimento 21 de junho de 1868
São Luís
Morte 26 de janeiro de 1931 (62 anos)
Rio de Janeiro
Nacionalidade  Brasileiro
Ocupação Escritor e diplomata

José Pereira da Graça Aranha (São Luís, 21 de junho de 1868Rio de Janeiro, 26 de janeiro de 1931) foi um escritor e diplomata brasileiro, e um imortal da Academia Brasileira de Letras[1] , considerado um autor pré-modernista no Brasil, sendo um dos organizadores da Semana de Arte Moderna de 1922.[2]

Devido aos cargos que ocupou na diplomacia brasileira em países europeus, ele esteve a par dos movimentos vanguardistas que surgiam na Europa, tendo tentado introduzi-los, à sua maneira, na literatura brasileira, rompendo com a Academia Brasileira de Letras por isso em 1924.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em uma família abastada do Maranhão, Graça Aranha graduou-se em direito pela Faculdade do Recife e exerceu cargos na magistratura e na carreira diplomática.

Como diplomata, serviu em Londres, com Joaquim Nabuco, e foi ministro na Noruega, Holanda e na França, onde se aposentou.[3]

Assumiu o cargo de juiz de direito no Rio de Janeiro, ocupando depois a mesma função em Porto do Cachoeiro (hoje Santa Leopoldina), no Espírito Santo. Nesse município ele buscou elementos necessários para criar sua obra mais importante, Canaã. Esta é um marco do chamado pré-modernismo, publicada em 1902, junto com a obra Os Sertões, de Euclides da Cunha.

Graça Aranha apresentou uma visão filosófica e artística assimilada de fontes muito diferentes e às vezes contraditórias.

Participou da Semana de Arte Moderna de 1922, sendo um dos seus organizadores, quando pronunciou o texto A Emoção Estética na Arte Moderna, defendendo uma arte, uma poesia e uma música novas, com algo do "Espírito Novo" apregoado por Apollinaire[carece de fontes?]. Rompe com a Academia Brasileira de Letras em 1924, a qual acusou de passadista e dotada de total imobilismo literário. Ele chegou a declarar "Se a Academia se desvia desse movimento regenerador, se a Academia não se renova, morra a Academia!".

Encontra-se colaboração da sua autoria na revista luso-brasileira Atlantida[4] (1915-1920).

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Canaã, 1902
  • Malazarte, 1911[5]
  • A Estética da Vida, 1921
  • Espírito Moderno, 1925
  • Futurismo (manifesto de Marinetti e seus companheiros), 1926
  • A Viagem Maravilhosa, 1929
  • O manifesto dos mundos sociais, 1935

Referências

  1. EW, Atelaine Normann; FILIPOUSKI, Ana Mariza Ribeiro. Literatura Brasileira e Portuguesa. In: LUFT, Celso et al. Novo Manual de Português. 3. ed. São Paulo: Editora Globo, 1996. p. 336-342-343
  2. de Arte Moderna. Enciclopédia Digital Master.
  3. EW, A. N.; FILIPOUSKI, A. M. R., 1996. p. 343
  4. Rita Correia (19 de Fevereiro de 2008). Ficha histórica: Atlantida: mensário artístico, literário e social para Portugal e Brasil (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Página visitada em 17 de Junho de 2014.
  5. Consentino, André Tezza. MALAZARTE E A ESTÉTICA IRRACIONALISTA. Revista Letras da UFPR. Página visitada em 5 de agosto de 2010.

Lorbeerkranz.png Academia Brasileira de Letras[editar | editar código-fonte]

Foi um dos membros fundadores da Academia Brasileira de Letras, titular da cadeira 38.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Tobias Barreto
(patrono)
Lorbeerkranz.png ABL - fundador da cadeira 38
1897 — 1931
Sucedido por
Santos Dumont