Oliveira Viana

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Francisco José de Oliveira Viana Academia Brasileira de Letras
Nascimento 20 de junho de 1883
Saquarema
Morte 28 de março de 1951 (67 anos)
Niterói
Nacionalidade  Brasileiro
Ocupação Professor, jurista, historiador e sociólogo

Francisco José de Oliveira Viana (Saquarema, 20 de junho de 1883Niterói, 28 de março de 1951) foi um professor, jurista, historiador e sociólogo brasileiro, imortal da Academia Brasileira de Letras.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Era filho de Francisco José de Oliveira Viana e D. Balbina Rosa de Azeredo. Estudou no colégio Carlos Alberto, em Niterói, onde concluiu o curso preparatório, ingressando na Faculdade Livre de Direito, no Rio de Janeiro, atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde bacharelou-se em 1906.

Logo ingressa como catedrático da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense, em Niterói – então a capital do Estado do Rio de Janeiro - lente de Processo Penal, em 1916. Após um afastamento do corpo docente, volta a integrá-lo em 1930, para ocupar uma cadeira nova no curso de Direito, de que seria um dos mais expressivos titulares: a cadeira de Direito Social (conhecida depois como Direito Industrial e mais tarde Direito do Trabalho). Dessa fase destacam-se três livros: Problemas de Direito Corporativo (1938); Problemas de Direito Sindical (1943) e a coletânea de estudos dispersos agrupados sob a denominação de Direito do Trabalho e Democracia Social, editada em 1951.Ocupa diversas funções públicas estaduais e federais, até tornar-se, a partir de 1940, ministro do Tribunal de Contas da União.

Suas obras, versando sobre a formação do povo brasileiro, têm o mérito de ser das primeiras que tentaram abordar o tema sob um prisma sociológico e diferenciado. Escreveu “Populações Meridionais do Brasil” (1918), considerado um clássico do pensamento nacional[1] .

Foi um dos ideólogos da eugenia racial no Brasil. Combateu a vinda de imigrantes japoneses para o Brasil. Ficou notoriamente reconhecido pela autoria de frases como “os 200 milhões de hindus não valem o pequeno punhado de ingleses que os dominam” e “o japonês é como enxofre: insolúvel[1] e ainda “o partido é o presidente” se referindo a Getúlio Vargas.

Como jurista, especializou-se no Direito do trabalho, ramo então nascente no Brasil, que ajudou a consolidar, além de haver sido o organizador da legislação que criou o imposto sindical.

Era membro, ainda, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, e de outros congêneres estaduais, do Instituto Internacional de Antropologia; da Academia de História de Portugal; da Academia Dominicana de História e, finalmente, da Sociedade de Antropologia e Etnologia do Porto.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Populações Meridionais do Brasil (1920)
  • Pequenos Estudos de Psicologia Social (1921)
  • O Idealismo na Evolução Política do Império e da República (1922)
  • Evolução do Povo Brasileiro (1923)
  • O Ocaso do Império (1925)
  • O Idealismo na Constituição (1927)
  • Problemas de Política Objetiva (1930)
  • Raça e Assimilação (1932)
  • Formation ethnique du Brésil coloniel (1932)
  • Problemas do Direito Corporativo (1938)
  • As Novas Diretrizes da Política Social (1939)
  • Os Grandes Problemas Sociais (1942)
  • Instituições Políticas Brasileiras, 2 vol. (1949)
  • Introdução à História Social da Economia Pré-Capitalista no Brasil (1958)

Lorbeerkranz.png Academia Brasileira de Letras[editar | editar código-fonte]

Foi eleito a 27 de maio de 1937 para ocupar a cadeira 8 da Academia, que tem por patrono Cláudio Manuel da Costa, como seu segundo ocupante. Foi recebido somente em 20 de julho de 1940, pelo acadêmico Afonso d’Escragnolle Taunay.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Alberto de Oliveira
(fundador)
Lorbeerkranz.png ABL - segundo acadêmico da cadeira 8
19371951
Sucedido por
Austregésilo de Ataíde