Bartolomé Mitre

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Bartolomé Mitre Martinez
Bartolomé Mitre Martinez
Presidente da Argentina
Mandato 11 de abril de 186211 de outubro de 1868
Vice-presidente Marcos Paz
Antecessor(a) Juan Esteban Pedernera
Sucessor(a) Domingo Faustino Sarmiento
Vida
Nascimento 26 de junho de 1821
Buenos Aires, Argentina
Falecimento 19 de janeiro de 1906 (84 anos)
Buenos Aires, Argentina
Primeira-dama Delfina Vedia de Mitre
Partido Partido Liberal
Unión Cívica
Unión Cívica Nacional
Profissão militar, escritor e político

Bartolomé Mitre Martinez (Buenos Aires, 26 de junho de 1821 — Buenos Aires, 19 de janeiro de 1906) foi um político, escritor e militar argentino, foi presidente da Argentina de 1862 a 1868.

Como tantos outros opositores de Juan Manuel de Rosas, teve que exilar-se, atuando como soldado e jornalista no Uruguai, Bolívia, Peru e Chile.

Em 1848, ocorreu uma revolução na Bolívia, e Mitre foi desterrado. Viajou ao Peru e em seguida ao Chile, onde atuou no jornalismo como co-redator de Juan Bautista Alberdi, que era o diretor do El Comercio de Valparaíso. Nesta cidade, publica Manuel Blanco Encalada e Thomas Cochrane.

Mais tarde, escreve no El Progreso, diário que criado por Sarmiento, no qual prega a indivisibilidade territorial da soberania dos países das Américas, defende o direito de livre pensamento para os estrangeiros (sempre que não atentassem contra a soberania dos países que os acolhiam) e a democracia em um sentido amplo, e empreende campanhas para melhorar social e economicamente o povo.

Regressou à Argentina depois da queda de Rosas, liderando o levante da Província de Buenos Aires contra o sistema federal de Justo José de Urquiza, e ocupou diversos cargos de relevância no governo provincial depois que a cidade de Buenos Aires foi separada da Província.

Mitre.

Foi derrotado por Urquiza na guerra civil de 1859. Depois da Batalha de Pavón (1861) (na qual misteriosamente foi vencedor depois que Urquiza se retirou quase sem lutar), Buenos Aires se reincorporou à Confederação Argentina, aceitando a Constituição de 1853, porém introduzindo mudanças que a beneficiavam. Em outubro de 1862 Mitre foi eleito presidente, com o que se conseguiu a definitiva unidade do país, e se iniciou um período de relativo progresso.

Durante sua presidência, se aconteceram dois fatos de enorme relevância para a política argentina. Primeiramente, se organizou a administração da justiça, que deixou de ser um assunto privado (onde o caudilho regional vencedor decidia sobre a sorte dos vencidos) para passar a ser uma atribuição do Estado nacional. Em segundo, iniciou a Guerra do Paraguai, onde a Argentina, aliada a Brasil e Uruguai, enfrentou o Paraguai.

Em 1890, face à crise do governo de Miguel Juárez Celman, criou a Unión Cívica, da qual logo se separaria a Unión Cívica Radical.

Mitre também foi fundador do La Nación, um dos jornais mais influentes da América Latina.

Como biógrafo, escreveu, dentre outras, a História de San Martín. Traduziu também ao espanhol a Eneida, de Virgílio, e a Divina Comédia, de Dante. O seu jornal também traduziu para o espanhol em 1906 o livro Esaú e Jacó, de Machado de Assis.

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Ligações externas [editar]


Precedido por
Juan Esteban Pedernera (interino)
Presidente da Argentina
18621868
Sucedido por
Domingo Faustino Sarmiento
Precedido por
Alexandre de Gusmão
(patrono)
Lorbeerkranz.png Correspondente da ABL - fundador da cadeira 1
18981906
Sucedido por
Gonçalves Viana