Roque Sáenz Peña

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Este artigo não cita fontes fiáveis e independentes. (desde março de 2010). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Roque Sáenz Peña

Roque Sáenz Peña

Período de governo: 12 de Outubro 1910
9 de Agosto - 1914
Antecessor: José Figueroa Alcorta
Sucessor: Victorino da Plaza
Vice-presidente: Victorino da Plaza
Nascido em: 19 de Março de 1851
Local de nascimento: Buenos Aires
Data de falecimento: 9 de Agosto de 1914 (63 anos)
Local do falecimento: Buenos Aires
Profissão: Advogado
Partido Político Partido Nacional Autonomista

Roque Sáenz Peña (Buenos Aires, 19 de março de 1851Buenos Aires, 9 de agosto de 1914) foi um advogado e político argentino, presidente de seu país entre 1910 e 1914. Combatente voluntário do exército peruano na Guerra do Pacífico.

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Filho de Luis Sáenz Peña (presidente da Argentina entre 1892 e 1895) e de dona Cipriana Lahitte, nasceu em uma família de partidários de Juan Manuel de Rosas: seus avós paterno e materno, Roque Sáenz Peña e Eduardo Lahitte, haviam sido deputados da Legislatura durante o governo de Rosas. Depois da derrota de Rosas em Caseros, as tradições federais dos avós e do pai, que não mudaram suas convicções, os mantiveram afastados da função pública. Cursou seus estudos secundários no Colégio Nacional de Buenos Aires. Em 1875 se graduou doutor em Direito.

Durante a Revolução de 1874 na Argentina defende as autoridades da nação, como Capitão do Regimento N° 2. Vencida a revolução, é promovido a Segundo Comandante das Guardas Nacionais, porém solicita baixa. Opositor de Mitre, milita no Partido Autonomista encabeçado por Adolfo Alsina, e em 1876 é eleito deputado na Legislatura da Província de Buenos Aires. Apesar da sua juventude, chega a presidir o legislativo provincial. Em 1878, por causa das dissidências internas do autonomismo devido à política de conciliação iniciada pelo presidente Avellaneda a quem Sáenz Peña se opunha, renunciou a seu cargo e terminou por abandonar transitoriamente a política.

A Guerra do Pacífico[editar | editar código-fonte]

Ao declarar-se a Guerra do Pacífico, entre Chile e Peru, em 1879, se ausenta silenciosamente de seu país viajando até Lima. Oferece seus serviços ao Peru, que lhe outorga o grau de Tenente Coronel. Se destaca na batalha de Tarapacá. Com a queda do chefe de seu regimento, assume o comando e faz retroceder as forças chilenas.

Comandando, em Arica, o batalhão de Iquique, depois de ser ferido, cai prisioneiro do comandante Supper. É submetido ao Conselho de Guerra e é confinado próximo da capital chilena. Posto em liberdade depois de três meses, a pedidos de sua família e do governo argentino, regressa a Buenos Aires em setembro de 1880. O Congresso da Nação em votação unânime lhe devolve a cidadania argentina, que havia perdido de jure ao incorporar-se ao exército peruano.

Atuação política posterior[editar | editar código-fonte]

Presidia na época o país o General Roca, e seu Ministro de Relações Exteriores, Bernardo de Yrigoyen o nomeia Subsecretário em 1881. Em 1883, junto com seus amigos Paul Groussac, Carlos Pellegrini e Exequiel Ramos Mejía concebe o projeto de fundar a revista Sud América, na qual suas idéias americanistas foram amplamente divulgadas. Renuncia ao cargo de Subsecretário, e se muda para a Europa por dois anos.

De volta a Buenos Aires, apóia a candidatura presidencial de Miguel Juárez Celman. Em 1887, com Juárez Celman já na presidência, é designado ministro plenipotenciário no Uruguai. No ano seguinte sobressai-se como representante do país na Conferência de Montevidéu. Em 1889 - 1890, junto com Manuel Quintana representa a Argentina na Conferência de Washington. Ali defende o princípio de inviolabilidade dos Estados e se opõe ardorosamente ao projeto norte-americano de criar uma união aduaneira continental. Voltou a Buenos Aires para ser ministro de Relações Exteriores do agonizante governo de Juárez Celman, que cairia pouco depois.

Em meio à grave crise política e econômica que sacudia o país, a figura de Roque Sáenz Peña se perfila como favorita para as eleições presidenciais de 1892. Contava com forte apoio entre a juventude, e na Província de Buenos Aires.

Para destruir sua candidatura, Mitre, aliado de Roca, impulsiona a de seu próprio pai: Luis Sáenz Peña. Para não enfrentar seu pai, Roque prefere renunciar a sua candidatura. As eleições dão como vencedor Luis Sáenz Peña, que designa Roque como chefe do Regimento de Guardas Nacionais. Em junho de 1892 se incorpora à Câmara de Senadores da Província de Buenos Aires, porém pouco depois renuncia aos dois cargos para retirar-se da vida pública. Por um tempo viveu em Entre Ríos, e regressou a Buenos Aires em 1895 para montar um escritório de advogado junto com seus amigos Federico Pinedo e Carlos Pellegrini.

Em 1905, em reconhecimento a sua atuação durante a Guerra do Pacífico, foi convidado oficialmente pelo Peru para inaugurar um monumento a Francisco Bolognesi Cervantes. Ali recebe a medalha de ouro dada pelo Congresso peruano, e os galões de General de Brigada do exército peruano.

Em 1906 o governo de José Figueroa Alcorta o designa representante extraordinário para assistir aos atos da boda de Alfonso XIII de Espanha. De regresso à Argentina, em 1907 é nomeado para encabeçar as missões diplomáticas na Suíça e Itália. Chegando a Roma, recebe instruções de seu governo para representar o país na segunda Conferencia de Paz de Haia junto com Luis María Drago. Ali sustentaram uma posição favorável à criação de um tribunal internacional de arbitragem. Em 1909 forma parte do tribunal que arbitra as diferenças entre Estados Unidos e Venezuela. Sua missão diplomática junto aos governos italiano e suíço se prolonga até 1910. Na Itália ficou sabendo da sua proclamação como candidato a Presidente da República.

Presidente da Nação[editar | editar código-fonte]

Assumiu a presidência em 12 de outubro de 1910. Seus esforços se concentram em democratizar a vida política, através de una reforma eleitoral baseada em três elementos chave: o voto secreto, obrigatório, e utilizando o padrão militar. Entre os opositores a seu governo se encontravam os beneficiários do antigo regime eleitoral, cujos privilégios se viam claramente ameaçados pela reforma.

Assim, muitos legisladores dos setores conservadores, ainda que não se opondo abertamente, impuseram dificuldades à reforma. No entanto, esta foi proclamada em 10 de fevereiro de 1912 como Lei N° 8871, conhecida desde então como "Lei Sáenz Peña".

Por razões de saúde entregou o mando presidencial a seu vice-presidente Victorino de la Plaza.Morreu dois anos antes de terminar seu mandato.


Precedido por
José Figueroa Alcorta
Presidente da Argentina
1910 - 1914
Sucedido por
Victorino de la Plaza