Néstor Kirchner

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Néstor Carlos Kirchner
54º presidente da Argentina Argentina
Período de governo 25 de maio de 2003
a 10 de dezembro de 2007
Vice-presidente Daniel Oswaldo Sciolli
Antecessor(a) Eduardo Duhalde
Sucessor(a) Cristina Kirchner
Secretário-geral da Unasul Flag of UNASUR.svg
Período de governo 4 de Maio de 2010
a 27 de outubro de 2010
Antecessor(a) cargo criado
Sucessor(a) María Emma Mejía
Primeiro-cavalheiro da Argentina Argentina
Período de governo 10 de Dezembro de 2007
a 27 de outubro de 2010
Antecessor(a) Cristina Kirchner
Sucessor(a)
Governador de Santa Cruz Flag of Santa Cruz province in Argentina.gif
Período de governo 10 de dezembro de 1991
a 24 de maio de 2003
Antecessor(a) Héctor Marcelino García
Sucessor(a) Héctor Icazuriaga
Vida
Nascimento 25 de Fevereiro de 1950
Río Gallegos, Santa Cruz
 Argentina
Morte 27 de outubro de 2010 (60 anos)
El Calafate, Santa Cruz
 Argentina
Nacionalidade Argentina argentino
Dados pessoais
Alma mater Universidade Nacional de La Plata
Cônjuge Cristina Fernández
Partido Partido Justicialista (PJ)
Profissão Advogado
Assinatura Assinatura de Néstor Kirchner

Néstor Carlos Kirchner[nota 1] (Río Gallegos, 25 de fevereiro de 1950El Calafate, 27 de outubro de 2010) foi um advogado e político argentino, presidente de seu país, governador de Santa Cruz e presidente da UNASUL. Foi casado com Cristina Fernández, que o sucedeu na Casa Rosada.

Primeiros tempos[editar | editar código-fonte]

Kirchner nasceu na capital da província de Santa Cruz, na região da Patagônia. Seu pai, Néstor Kirchner, era um carteiro descendente de imigrantes suíços; sua mãe, María Ostoić, chilena descendente de imigrantes croatas, nascida em Punta Arenas. Realizou seus estudos primários e secundários em escolas públicas locais. Ingressou, depois, no Colegio Nacional República de Guatemala.

Kirchner militou no movimento justicialista como membro da Juventud Peronista, um setor juvenil de esquerda radicalmente oposto a ditadura militar de Juan Carlos Onganía. No início da década de setenta, Kirchner estudou Direito na Universidad Nacional de La Plata, diplomando-se em 1976. No mesmo ano, logo depois do golpe de 24 de Março, junto com sua esposa, Cristina Fernández, abandonou La Plata para retornar a Río Gallegos e dedicar-se a exercer sua profissão, afastado da política. No contexto da ditadura, ajudou vários refugiados políticos, em 1981, eu visito Cesar Vivar um prisioneiro político. Kirchner conseguiu um emprego em uma concessionária de carros. Poucos meses depois, ele foi transferido para Rio Turbio quando ele corria o risco de ser preso novamente. Ele também participou da mãe Marucco Alberto, militante peronista, enquanto seu filho foi preso pela ditadura em Rawson, durante a ditadura militar de Videla foi preso em duas oportunidades.[1]

Com o retorno da democracia em 1983, Kirchner se converteu em funcionário do governo provincial. Do final de 1983 até julho de 1984 foi presidente da Caja de Previsión Social da província, mas foi forçado pelo governador a renunciar devido a uma disputa sobre política financeira. Este incidente o fez conhecido no âmbito local, e constituiu o passo inicial de sua carreira política.

Em 1987 candidatou-se a intendente municipal (prefeito) de Río Gallegos. Elegeu-se por escassa vantagem nas eleições de 6 de setembro, assumindo o cargo em 10 de dezembro. No mesmo pleito, o também peronista Ricardo del Val foi eleito governador de Santa Cruz, marcando o predomínio do Partido Justicialista na província.

A gestão de Kirchner como intendente durou de 1987 a 1991, e garantiu sua eleição para governador da província em 1991, com 61% dos votos. Nessa época, sua esposa já era membro do congresso provincial.

Governador de Santa Cruz[editar | editar código-fonte]

Quando Kirchner assumiu o governo, Santa Cruz contribuía com apenas 1% do PIB nacional, principalmente com a produção de matérias primas (principalmente petróleo), e enfrentava uma grave crise econômica, com elevados níveis de desemprego e um alto déficit fiscal. Suas políticas se centraram na realização de intervenções para estimular a atividade produtiva, o emprego e o consumo.

Diminuindo o gasto público e aproveitando-se dos lucros da indústria petrolífera, Kirchner restaurou o equilíbrio das contas públicas. A província alcançou níveis razoaveis de crescimento econômico. Seus críticos afirmam que sua gestão não foi diferente da maior parte dos governadores peronistas. Se opôs ao projeto relacionado com a privatização da Aerolineas Argentinas, a reforma trabalhista banalizado demissão e lei de privatização do petróleo.[2]

Em 1994 e 1998, Kirchner conseguiu a aprovação de reformas na constituição provincial. Entre a primeira obra pública de seu governo, com destaque para o início das obras ligadas a Santa Cruz com o sistema nacional de rede elétrica. É também começou a construção do Hospital de Santa Cruz, terminado em 1994.[3] Em 1995, com as reformas já em vigência, Kirchner foi reeleito governador por ampla margem (66,5% dos votos). Kirchner se distanciou de Carlos Menem, lançando uma linha interna dentro do partido chamada “Corriente Peronista”.[4]

Néstor Kirchner e sua esposa Cristina Fernández de Kirchner, que o sucedeu nas eleições presidenciais de 2007.

A tentativa de Menem, em 1998, de conseguir uma terceira eleição consecutiva para presidente gerou forte rejeição na sociedade argentina, no âmbito acadêmico e também dentro do Partido Justicialista. Kirchner se aliou ao principal opositor de Menem dentro do peronismo, o governador da Província de Buenos Aires Eduardo Duhalde.

Em maio de 1999 Kirchner foi reeleito governador de Santa Cruz com 54,7% dos votos, derrotando uma aliança entre a Unión Cívica Radical e os setores menemistas do justicialismo, chamado Movimiento Federal Santacruceño. Entretanto, nas eleições presidencialistas de 24 de outubro do mesmo ano, foi eleito presidente Fernando de la Rúa, candidato da la Alianza (coligação de forças de centro e da esquerda moderada, liderada pela UCR), que também conquistou a maioria na câmara dos deputados.

De la Rúa renunciou ao cargo tendo cumprido apenas metade de seu mandato após uma grave crise econômica e uma série de protestos populares, os panelaços. Após uma série de presidentes interinos, incapazes de estabilizar a situação, em janeiro de 2002 o Congresso nomeou Eduardo Duhalde para completar o período presidencial.

As eleições presidenciais de 2003[editar | editar código-fonte]

Néstor Kirchner com seu antecessor, Eduardo Duhalde.

A situação nas vésperas das eleições presidenciais se apresentava confusa. Vários líderes do Partido Justicialista aspiravam uma candidatura: o próprio Kirchner, que contava com poucas forças próprias para definir uma eleição interna; o ex-presidente Carlos Menem; e os governadores das províncias de Córdoba, José Manuel de la Sota, Salta,[Juan Carlos Romero, e San Luis, Adolfo Rodríguez Saá. As primárias do Partido Justicialista foram anunciadas inicialmente para novembro de 2002, e logo remarcadas para fevereiro de 2003.

O então presidente Duhalde, figura de peso dentro do justicialismo, por sua posição e influência na estrutura partidária da província de Buenos Aires, o distrito mais povoado do país, anunciou apoio a Carlos Reutemann, governador da Província de Santa Fé. Com a desistência deste, e não tendo fechado acordo político com De la Sota, Duhalde acabou por apoiar Kirchner.

Entretanto, a situação interna do justicialismo não estava resolvida, e se o apoio de Duhalde era significativo, não garantia por si só a candidatura. Por outro lado, o desgaste de uma primária tão próxima de um pleito nacional, previsto para 27 de abril, poderiam provocar um revés nas expectativas de uma vitória do justicialismo. Assim, em 24 de janeiro, com o argumento de que os três pré-candidatos (Kirchner, Rodiguez Saá e Carlos Menem) apresentavam programas opostos, o congresso do Partido Justicialista toma uma decisão inédita: suspendeu as primárias e permitiu a todos o uso dos símbolos partidários, já que a constituição argentina permite que um partido apresente mais de um candidato para as eleições gerais. Na prática, significava que iriam se enfrentar como se pertencessem a partidos distintos.

Néstor Kirchner e o ex-ministro de economia Roberto Lavagna.

Kirchner iniciou a campanha numa posição desfavorável. As pesquisas de intenção de voto indicavam que ele estava atrás dos outros peronistas e também de Ricardo López Murphy, candidato de centro-direita. Entretanto, a popularidade de Kirchner começou a crescer impulsionado por um programa de perfil Social-Democrata, com que buscava diferenciar-se das políticas adotadas durante os governos de Menem e De la Rúa, prometendo prioridade para a produção, a justiça, a educação, o trabalho, a igualdade e a saúde (sintetizado pelos slogans publictários “Un país en serio” e “Primero Argentina”). Alguns analistas indicam que a campanha de Kirchner foi, em grande parte, influenciada pela eleição de Luís Inácio Lula da Silva no Brasil, um ano antes. Não é desprezível, também, o apoio de Duhalde e a promessa de manter o ministro da economia, Roberto Lavagna, com uma imagem positiva perante a sociedade.

Nas eleições de 27 de abril de 2003, a Frente para la Victoria (de Kirchner) obteve 22% dos votos, em segundo lugar, atrás de Menem que recebeu 24,3% dos votos válidos. Antes do segundo turno das eleições, previsto para 18 de maio de 2003, Kirchner visitou o presidente brasileiro, Lula, e o do Chile, Ricardo Lagos Escobar, declarando suas intenções de fortalecer o Mercosul, e declarou que mantinha com orgulho as convicções políticas que havia sustentado no passado.

Pesquisas de intenção de voto indicavam entre 60 e 70% de preferência para o governador de Santa Cruz, o que foi interpretado nem tanto como um apoio explícito aos méritos próprios de Kirchner, mas como uma rejeição a possibilidade de Menem presidir novamente o país. Em 14 de maio, Menem, após uma série de rumores e desmentidos, renunciou a candidatura, o que automaticamente converteu Kirchner em presidente eleito. Muitos analistas denunciaram a manobra de Menem, que, além de evitar uma derrota esmagadora, teve também a intenção de enfraquecer Kirchner, que ascendeu a presidência com a menor votação da história da Argentina.

Presidência da república[editar | editar código-fonte]

Kirchner e Lula, março de 2004.

Néstor assumiu em 25 de março de 2003, e manteve o ministro da economia de Duhalde, Roberto Lavagna, e outros membros do gabinete de seu antecesor. A política econômica do governo de Kirchner continuou as linhas estabelecidas por Lavagna, mantendo a desvalorização da moeda mediante uma forte participação do Banco Central na compra de divisas, impulsionando as exportações e levando a um crescimento econômico com taxas próximas de 10% do PIB. Em novembro de 2006 as reservas internacionais subiram acima de 30 bilhões de dólares, o desemprego baixou para 10% e a pobreza se manteve em 33,5%.


Kirchner manteve uma relação verbal conflituosa com o FMI, ainda que tenha optado, a exemplo de Lula, presidente brasileiro, pelo pagamento antecipado da totalidade da dívida com este organismo internacional (mais de 10 bilhões de dólares). Assim, apesar das declarações públicas, o governo de Kirchner foi o que mais pagou dívidas ao FMI em toda a história argentina.

lançou o Programa Nacional de Luta contra a Aids, que disse em uma cobertura livre de 100 por cento dos medicamentos e suprimentos para as pessoas que necessitam de tratamento, estimado em mais de 25.000 em todo o país.[5]

O período 2003-2007 foi um período de grande progresso na economia da Argentina, cuja taxa de crescimento média de cerca de 9% ao ano. O desempenho produtivo foi impulsionado pela melhoria contínua apresentou gastos domésticos privados (consumo e investimento) e das exportações. A geração de trabalho foi outra característica do governo, a taxa de desemprego estava descendo sem interrupção, atingindo níveis de um dígito[6] Durante a sua presidência indústria cresceu a uma média anual de 10,3%, seguindo a dinâmica da economia [7] Durante seu governo eo de Cristina Fernandez eo poder de compra dos salários e aposentadoria triplicou. Poder de compra aumentou em um grande número de produtos e serviços.[8] A Argentina continua crescendo mais de 8% ao ano desde 2003. Crescimento do PIB, Argentina - 2003-07: 8,8%, 9,0%, 9,2,%, 8,5%, 7,4%.[9] .

Internacionalmente, Kirchner era parte de um grupo de líderes de vários países, junto com Lula (Brasil), Vázquez (Uruguai), Evo Morales (Bolívia), Michelle Bachelet (Chile), Rafael Correa (Equador) e Hugo Chávez (Venezuela), que levantou a possibilidade de uma coalizão de países da região a desenvolver políticas independentes dos poderes hegemônicos mundiais.

Kirchner fez uma crítica pública às violações dos direitos humanos durante a última ditadura militar (de 1976 à 1983, inicialmente encabeçada pelo general Jorge Rafael Videla) e convidou para fazer parte do governo membros de organismos de Direitos Humanos.

Néstor Kirchner e Maradona, em 12 de agosto de 2004.

Nas últimas eleições legislativas (em outubro de 2005), Kirchner obteve maioria a nível nacional e conseguiu suplantar Duhalde no controle do aparato político da Grande Buenos Aires. Isto se refletiu no governo federal, principalmente na sustituição de Roberto Lavagna por Felisa Miceli no Ministério da Economia.

Um de seus primeiros atos foi decreto assumindo um aumento de aposentadorias, terminando com o congelamento dos benefícios de pensão que tinha sido mantida por 10 anos sem aumento. Um mês depois, impôs um 80% descontos em medicamentos. Um grande desconto para os aposentados. [10]

Quando ele tomou posse a dívida era de cerca de U $ S 190 bilhões. Após negociações com várias agências conseguiu reduzir a dívida no final de sua dívida pública tinha caído para US $ S 140 bilhões.[11]


Política educacional[editar | editar código-fonte]

Aumento do orçamento para a educação, o investimento que tenho em educação para 6% do PIB. Em 2005, o orçamento foi dobrado em relação a 2003 e triplicou em 2006. Isto envolveu o crescimento inicial de 6.700 milhões 2.300 milhões de pesos em 2006. O orçamento da educação até o final de seu governo era de 18.000 milhões de pesos, o maior investimento da história da educação. Promulgou em 2005 a Lei 26.206 de Educação. estabelecimento de ensino secundário obrigatório e incorpora o ensino obrigatório da ciência da computação e uma segunda língua em todas as escolas. Desde 2004, lançou 23.000 centros de alfabetização, onde 170 mil pessoas aprenderam a ler e escrever com o apoio de 14 mil professores. Por meio do Programa Nacional de Educação, eu construo em 4 anos no cargo cerca de 745 escolas públicas.

O orçamento da universidade aumentou em 172% no período e passou de 1,624 milhões para 4,412 milhões de pesos em 2007. Os salários médios dos professores universitários aumentou 174% no período de 2003-2007. 30.000 bolsas de estudo foram lançados com um orçamento anual de 145 milhões de pesos, as bolsas foram concedidas a estudantes de famílias de baixa renda e aspiram a carreiras científicas e técnicas.

Política de trabalho[editar | editar código-fonte]

Estabeleceu o aumento de 33% no abono de família para crianças. A medida para beneficiar os trabalhadores beneficiários públicos e privados do sistema de subsídios de desemprego, os beneficiários de pensão e os veteranos do Atlântico sul. [12]

Durante a década de 1990, a Suprema Corte foi duramente criticado pela falta de independência em relação ao Executivo. Kirchner foi proposta para renovar o Tribunal. De 19 de junho de 2003, por decreto presidencial, todos os candidatos à Suprema Corte deve passar por uma exposição preentandose cena pública em grandes meios de comunicação em todo o país. O currículo do candidato deve ser publicado e promovido no site e deve ser discutida por associações de direito, universidades, organizações de direitos humanos, e qualquer cidadão.[13] A renovação da Suprema Corte durante os primeiros anos do governo Kirchner, com a nomeação de Eugenio Raúl Zaffaroni, em 2003, e Elena Highton de Nolasco e Maria Carmen Argibay em 2004, foi visto e é geralmente reconhecido pela oposição como um passo positivo que proporciona independência ao Judiciário e ao Tribunal ideologicamente equilibrada.[14] Em relação à política de segurança durante a sua presidência, a taxa de homicídios caiu 37 por cento desde 2002. Passo de 9,2 homicídios por 100 mil habitantes em 2002-5,8 casos.[15] [16] As exportações se multiplicaram entre 2002 e 2006, cresceu cerca de 80%.[17] Encararo um monte de obras públicas e de investimentos no poder por mais de 80 mil milhões de pesos, a instalação de mais de 8.700 megawatts, que se estende a mais de 4.000 quilômetros de linhas de alta tensão e expansão de 20 milhões de capacidade do gasoduto.[18] Em ambas câmaras do Congresso, até maio de 2006 Kirchner enviou 136 projectos de lei ao Congresso, enquanto 201 foram sancionadas por decretos.

Após a presidência[editar | editar código-fonte]

Cristina Kirchner foi eleita presidente da Argentina no dia 28 de outubro de 2007. Assim sendo, Néstor se tornou o primeiro primeiro-cavalheiro da Argentina em 10 de dezembro de 2007, data em que Cristina foi empossada como a primeira mulher eleita presidente de seu país.

Morte[editar | editar código-fonte]

Faleceu em decorrência de uma parada cardiorespiratória na cidade turística de El Calafate, na Província de Santa Cruz, na manhã do dia 27 de outubro de 2010.[19] [20] Foi sepultado no Cemitério de Rio Gallegos, Río Gallegos, Santa Cruz na Argentina em um Mausoléu construído em sua memória.[21]

Notas

  1. Segundo algumas fontes, também considerado o nome Néstor Carlos Kirchner Ostoić, incluindo o sobrenome de sua mãe.

Referências

  1. Gabriel Pandolfo: Néstor: el presidente militante, cit., t. III, § 2
  2. http://www.lanacion.com.ar/41603-kirchner-esta-solo-y-denuncia
  3. Gabriel Pandolfo: Néstor: el presidente militante, cit., t. IV, § 2, págs. 110 a 113.
  4. http://edant.clarin.com/suplementos/especiales/2003/05/11/l-557563.htm
  5. http://www.rodolfowalsh.org/spip.php?breve2603
  6. http://www.cep.gov.ar/descargas_new/panorama_sector_industria/estudios_del_sec_ind/2008/s57_indarg_2003_2007.pdf
  7. http://www.cep.gov.ar/descargas_new/panorama_sector_industria/estudios_del_sec_ind/2008/s57_indarg_2003_2007.pdf
  8. http://www.infonews.com/2013/09/08/economia-96642-cuanto-crecio-el-poder-de-compra-de-salarios-y-jubilaciones-en-10-anos.php
  9. COSTA, Antonio Luiz M. C. Vidas Paralelas. Nosso Mundo. Revista CartaCapital nº 434, 7/3/2007 pp. 30-32
  10. Gabriel Pandolfo: Néstor: el presidente militante, cit., t. IV, § 4, págs. 120 a 123.
  11. http://www.envarelkadri.org.ar/index.php/otros-articulos/argentina-y-latinoamerica/244-mas-de-cien-razones-mas-de-cien-motivos-por-santiago-lamas
  12. Gabriel Pandolfo: Néstor: el presidente militante, cit., t. IV, § 4, p. 127.
  13. http://www.telam.com.ar/notas/201305/18285-la-renovacion-de-la-corte-la-primera-gran-reforma-encarada-por-nestor-kirchner.html
  14. http://www.pagina12.com.ar/diario/elpais/1-220365-2013-05-19.html
  15. http://tiempo.infonews.com/notas/disminuyo-indice-de-homicidios-comparacion-con-ano-2002
  16. http://www.lmcordoba.com.ar/nota/31131_la-tasa-de-homicidios-descendio-un-37-por-ciento-desde-2002
  17. http://www.cepal.cl/publicaciones/xml/1/32311/CapIV.pdf
  18. http://www.telam.com.ar/notas/201305/18178-argentina-tiene-el-consumo-de-energia-per-capita-mas-alto-de-la-region-y-solo-importa-un-8.html
  19. Morre o ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner - Correio Brasiliense. Acessado em 27 de outubro de 2010
  20. Morre ex-presidente argentino Néstor Kirchner - G1. Acessado em 27 de outubro de 2010
  21. Néstor Kirchner (em inglês) no Find a Grave.
Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Néstor Kirchner
Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Néstor Kirchner
Precedido por
Eduardo Alberto Duhalde
Interino
Presidente da Argentina
2003 - 2007
Sucedido por
Cristina Kirchner
2007 - presente
Precedido por
Cristina Kirchner
Consortes de Presidentes da Argentina
2007 - 2010
Sucedido por
-