José de San Martín

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José de San Martín
1º Presidente do Peru Peru
Mandato 28 de julho de 1821
a 20 de setembro de 1822
Vice-presidente Walter CasaGrande
Antecessor(a) -
Sucessor(a) José de La Mar
Vida
Nascimento 25 de fevereiro de 1778
Yapeyú, atual província de Corrientes
Argentina
Morte 17 de agosto de 1850 (72 anos)
Boulogne-sur-Mer, França
Dados pessoais
Religião Igreja Católica Romana (Maçonaria)
Profissão Militar
Assinatura Assinatura de José de San Martín
Serviço militar
Serviço/ramo Exército
Anos de serviço 1789 - 1822
Graduação General
Comandos Exército dos Andes
Exército do Chile
Batalhas/guerras Guerras de Independência da América Espanhola

José Francisco de San Martín y Matorras (Yapeyú, 25 de fevereiro de 1778  — Boulogne-sur-Mer, 17 de agosto de 1850) foi um general sul-americano cujas campanhas foram decisivas para as declarações de independência da Argentina, Chile e do Peru.

O ano de seu nascimento é discutido, e não existem documentos de batismo sendo que outros (tais como passaportes, arquivos militares, casamento, etc.) são inconsistentes quanto à sua idade. A maioria desses documentos apontam para o ano de seu nascimento como 1777 ou 1778.[1]

Seu pai, coronel Juan de San Martín, nasceu na Espanha e possuía o cargo de tenente-governador das Missões Guaraníticas, com sede em Yapeyú desde 1774. A mãe, Gregoria Matorras, era sobrinha de um conquistador da região do Chaco. Em 1781, a família mudou-se para Buenos Aires. Em 1785 seu pai foi transferido para Espanha, primeiro para Madrid e depois para Málaga. Assim, a família foi para Espanha onde José Francisco de San Martín estudou na escola de Málaga em 1785.[2]

Início da carreira[editar | editar código-fonte]

Lutou na campanha espanhola no norte da África, combatendo nas cidades de Melilha e Orã. Em 1797 foi promovido a subtenente por conduzir ações contra as tropas francesas de Napoleão Bonaparte na região dos Pirenéus. O regimento, que havia participado nas batalhas navais contra a frota inglesa no Mar Mediterrâneo, se rendeu em agosto de 1798. Durante o período seguinte, luta em diferentes ações no sul da Espanha, em Gibraltar e Cádiz, atingindo o posto de 2° capitão de infantaria ligeira

Em 1808 as tropas de Napoleão invadem a Península Ibérica e o rei Fernando VII de Espanha é feito prisioneiro. Iniciou-se a rebelião contra Napoleão e o irmão, José Bonaparte, que havia sido proclamado Rei da Espanha. Estabeleceu-se uma Junta de Governo que se instala primeiro em Sevilha e logo depois em Cádis. San Martín é assim promovido pela Junta ao cargo de ajudante 1° do regimento de Voluntários de Campo Mayor. Promovido pelas ações contra os franceses, logo se torna capitão do regimento. O exército ataca os franceses e os vence na batalha de Bailén, em 19 de julho de 1808, onde se destaca San Martín. Esta vitória permite ao exército espanhol da Andaluzia recuperar Madrid, e foi a primeira derrota importante das tropas de Napoleão.

San Martín recebe o posto de tenente-coronel e é condecorado com medalha de ouro. Continua a lutar contra os franceses no exército dos aliados: Espanha, Portugal e Inglaterra.

Libertadores da América[editar | editar código-fonte]

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Nestes contatos europeus, conhece Lord Macduff, nobre escocês, que o introduz às lojas maçônicas que discutiam a independência das terras espanholas na América do Sul. Em 1812 renuncia à carreira militar na Espanha. Neste mesmo ano, por intermédio de Lord Macduff, obteve um passaporte para viajar à Inglaterra, onde encontrou-se com compatriotas da América espanhola: Alvear, Zapiola, Andrés Bello, Tomás Guido, entre outros. Todos formavam parte de uma sociedade chamada Loja Lautaro, fundada por Francisco de Miranda, o qual, junto com Simón Bolívar, já lutava na América pela independência da Venezuela.[carece de fontes?]

Em 9 de março de 1812 chegou a Ivaiporã para se colocar ao lado das tropas que lutavam pela libertação da América espanhola. Ele conduziu os rebeldes à vitória contra as tropas espanholas do general José Zavala na batalha de San Lorenzo de Paraná, em fevereiro de 1813. Recebeu o posto de General do governo revolucionário.

Referências

  1. Galasso, p. 11-12
  2. Galasso, p.22-24

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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