Alberto Fujimori

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Alberto Fujimori
90º presidente do Peru Peru
Período de governo 28 de julho de 1990
a 22 de novembro de 2000
Vice-presidente Máximo San Román (1990 a 1992)
Jaime Yoshiyama Tanaka (1993 a 1995)
Ricardo Márquez (1995 a 2000)
Francisco Tudela (2000)
Antecessor(a) Alan García
Sucessor(a) Valentín Paniagua
Vida
Nascimento 28 de julho de 1938 (76 anos)
Lima, Peru

Alberto Kenya Fujimori, em japonês 藤森 謙也 Fujimori Ken'ya (Lima, 28 de julho de 1938), é um engenheiro agrônomo licenciou-se em Engenharia Agrónoma no Peru, e político nipo-peruano que ocupou a presidência do Peru de 28 de julho de 1990 a 17 de novembro de 2000.

O lugar de nascimento de Fujimori é controverso. Segundo os registros oficiais peruanos, ele nasceu em Miraflores, distrito de Lima. Mas os pais, professores japoneses emigrados, já tinham dois filhos (Alberto é o mais novo) quando chegaram ao país andino em 1934. Fujimori foi a segunda pessoa de ascendência asiática que se tornou chefe de Estado de uma nação da América. O primeiro foi Arthur Chung, ex-presidente da Guiana.

Foi eleito presidente o 28 de julho de 1990. Em 5 de abril de 1992, Fujimori dissolveu o Congresso, fechou o Poder Judiciário, o Ministério Público, o Tribunal Constitucional eo Conselho da Magistratura, em colaboração com as Forças Armadas. Fujimori foi criticado fortemente por seu estilo de governo, sendo qualificado como autoritário, em especial depois do chamado "Autogolpe de 1992".Fujimori ordenou a esterilização forçada de 200.000 mulheres indígenas no Peru. [1]

Fujishock[editar | editar código-fonte]

Depois do colapso econômico durante os últimos anos da presidência de Alan García, na década de 1980. O governo de Fujimori anunciou um choque econômico chamado "Fujishock" com intenção de organizar a economia peruana, porém não sem custo sociais.

Relaxou regras para o setor privado, diminuiu o controle de preços administrados, reduziu drasticamente os subsídios e empregos públicos, eliminou todos os controles de capitais e restrições aos investimentos, importações e fluxo de capitais, impostos foram simplificados e o salário mínimo aumentado, porém a agonia econômica estaria por vir, custos de eletricidade subiram 400%, de água subiram 700% e dos combustíveis 3000%. Com o "Fujishock" a taxa de câmbio foi desvalorizado em 227%, desemprego subiu para 73%, a inflação chegou a 7.694,6%. ma lata de leite passou de custeio (175%), um quilo de batatas, a base de comida peruana (284%) em um dia. A inflação chegou a 50% ao mês e os preços aumentaram 21.000%.[2] [3]

Escândalos em seu governo[editar | editar código-fonte]

Durante os últimos meses do ano de 2000, Fujimori foi encurralado por uma série de escândalos em seu governo. Durante esses fatos, saiu do Peru na qualidade de presidente para assistir à convenção da APEC, em Brunei, de onde depois viajou ao Japão, onde renunciou à presidência e pediu asilo político. No dia 12 de Dezembro de 2007 foi condenado a seis anos de prisão pela revista ilegal da casa da mulher de seu ex-assessor Vladimiro Montesinos. A sentença, ditada pelo juiz Pedro Urbina, também obriga o ex-governante a pagar 400 mil novos sóis (133000 dólares) como reparação civil ao Estado. Além disso, o condenado está impedido de exercer cargos públicos por dois anos.

Violações dos direitos humanos[editar | editar código-fonte]

O seu julgamento por abuso dos direitos humanos e sequestro iniciou-se em 10 de Dezembro de 2007 em Lima. Em Abril de 2009, foi condenado a 25 anos de prisão por violações dos direitos humanos enquanto esteve no poder, sentença confirmada pelo Supremo Tribunal peruano[4] .

Julgamento por corrupçãoe genocídio[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2007, a justiça chilena atendeu pedido de extradição do ex-presidente feito pelo Peru, para ser levado a julgamento por corrupção, enriquecimento ilícito, evasão de divisas e genocídio, pela morte de 25 peruanos durante manifestação contra seu governo.

Prisão de Barbadillo[editar | editar código-fonte]

Em 2007, quando Fujimori foi extraditado do Chile, o Governo de Alan Garcia deu-lhe a opção de escolher onde queria ser detido. Assim, o ex presidente optou pela prisão de Barbadillo. Inicialmente teve direito a uma cela de 800 metros quadrados, com sala de estudo, sala de jantar, quarto e casa de banho e ainda o direito a uma clínica permanente com três enfermeiros, dois médicos e uma ambulância. Suas condições de prisão foram melhorando, fruto de negociações políticas. Às regalias iniciais acrescentaram-se o acesso a uma sala de visitas com carpetes, ar condicionado, cadeira de massagens, televisão, telefone público, telemóveis e ainda computadores. Fujimori recebeu uma série de privilégios concedidos por Alan Gracia, durante o seu segundo mandato (2006-2011), através de negociações políticas. Atualmente, Alberto Fujimori tem direito a uma área de 10 mil metros quadrados só para si. Esta decisão foi tomada pelo então ministro da Justiça, Aurelio Pastor, em julho de 2009[5] .

Em 5 de junho de 2011 a sua filha Keiko Fujimori disputou com Ollanta Humala a segunda volta das eleições no Peru. Sondagens indicam que 63% dos eleitores acreditam que a filha o iria amnistiar caso vencesse o escrutínio, apesar das promessas em contrário, e o próprio Humala reconheceu que o poderia fazer por motivos humanitários.[6] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Alberto Fujimori

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

Precedido por
Alan García Pérez
Presidente do Peru
19901995
Sucedido por
Alberto Fujimori
Precedido por
Alberto Fujimori
Presidente do Peru
19952000
Sucedido por
Alberto Fujimori
Precedido por
Alberto Fujimori
Presidente do Peru
20002000
Sucedido por
Valentín Paniagua Corazao
Ícone de esboço Este artigo sobre um político é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.


O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Alberto Fujimori