Hiperinflação

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Em Macroeconomia, hiperinflação é uma inflação acima dos níveis adequados e fora de controle. O que ocorre é um encarecimento rápido dos produtos, recessão e desvalorização acentuada da moeda.

O caso clássico conhecido é a crise econômica alemã de 1923. Alguns especialistas também costumam dar esta classificação para a inflação brasileira poucos dias antes da vigência do Plano Collor.

A maior hiperinflação do mundo foi registrada na Hungria, logo após a Segunda Guerra Mundial, quando sua moeda era o pengő.

Em 2008, a Economia do Zimbabwe viveu um surto hiperinflacionário que foi um dos maiores da história e o primeiro registrado no século XXI.

Definição[editar | editar código-fonte]

Segundo Philip Cagan, ocorre hiperinflação quando a taxa de inflação mensal supera os 50%.

Nota de 100 milhões de marcos na Alemanha em 1923

Em muitos países latino americanos as subidas de preços já alcançaram nas últimas décadas taxas muito elevadas, algumas na ordem de 400% anual e inclusive superiores. Há uma mudança qualitativa, é uma situação substancialmente diferente à inflação normal, com problemas e peculiaridades próprias, que requerem explicações e soluções diferentes. Numa situação hiperinflacionária, as pessoas não estão dispostas a manter dinheiro devido à rapidez com que este perde seu valor.

História da hiperinflação[editar | editar código-fonte]

A hiperinflação não é uma novidade. Em diversos países e outros períodos históricos foram conhecidos também processos inflacionistas extraordinários. O mais estudado de todos eles é o sofrido pela Alemanha depois da Primeira Guerra Mundial. A obrigação de pagar fortes indenizações às nações vencedoras e a caótica situação interna que impedia obter pela via fiscal os ingressos necessários, induziram a República de Weimar a financiar-se imprimindo papel moeda sem nenhuma contenção. Entre janeiro de 1922 e dezembro de 1923 a taxa acumulada de inflação ascendeu a um bilhão por cento.

Ainda mais grave foi a hiperinflação sofrida pela Hungria imediatamente depois da Segunda Guerra Mundial. Os preços se multiplicaram por mais de 1027 em doze meses, multiplicando-se duas vezes cada dia. Países como Rússia, Peru, Bolívia, Polônia, Áustria, Grécia, China, Argentina e mais recentemente Equador, Iugoslávia também tiveram hiperinflação.

Hiperinflação na América Latina[editar | editar código-fonte]

A hiperinflação latino-americana não alcançou nunca essas taxas extremas, mas já foram muito mais perduráveis no tempo. A taxa média de inflação anual durante o período 1978-1987, por exemplo, foi de:

Mas não foram as propostas estruturalistas senão as mais clássicas (restrição monetária e contenção do gasto público) as que conseguiram deter a espiral inflacionária. Isso sim, com efeitos muito desagradáveis para a população desses países. De fato, como consequência das repercussões de algumas políticas antiinflacionistas excessivamente rígidas, no final dos anos 1980 ocorreram em vários países sul-americanos (Argentina, Peru, entre outros) motins espontâneos com assalto a lojas de alimentação por multidões procedentes dos bairros mais pobres. A cultura popular no México atribui a derrota do Partido Revolucionário Institucional (PRI) nas eleições do ano 2000 em parte às más políticas presidenciais diante da inflação e desvalorização que açoitaram aquele país em 1994, sob a presidência de Ernesto Zedillo Ponce de León.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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