Hipólito Yrigoyen

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Hipólito Yrigoyen
Hipólito Yrigoyen
Presidente da  Argentina
Mandato (1°) 12 de outubro de 1916 - 12 de outubro de 1922
(2°) 12 de outubro de 1928 - 6 de setembro de 1930
Vice-presidente (1°) Pelagio Luna (1916-19)
(2°) Enrique Martínez
Antecessor(a) (1°) Victorino de la Plaza
(2°) Marcelo Torcuato de Alvear
Sucessor(a) (1°) Marcelo Torcuato de Alvear
(2°) José Félix Uriburu
Vida
Nascimento 12 de julho de 1852
Buenos Aires, Argentina
Morte 3 de julho de 1933 (80 anos)
Buenos Aires, Argentina
Dados pessoais
Primeira-dama Luisa Bacichi de Yrigoyen
Partido Unión Cívica Radical - UCR
Profissão professor

Juan Hipólito del Sagrado Corazón de Jesús Irigoyen, conhecido como Hipólito Yrigoyen (12 de julho 1852 - 3 de julho de 1933). Foi um político argentino, duas vezes presidente de seu país (1916-1922 e 1928-1930)

A Causa contra o Regime[editar | editar código-fonte]

Juan Hipólito del Sagrado Corazón de Jesús Irigoyen Alem, conhecido como Hipólito Yrigoyen, foi o terceiro filho do basco francês Martín Irigoyen e de Marcelina Alem, irmã de Leandro Alem, o fundador da Unión Cívica Radical (UCR).

Yrigoyen se graduou em direito pela Universidade de Buenos Aires em 1878, exercendo sua profissão no escritório de Alem e de Aristóbulo del Valle. Foi eleito deputado nacional pela província de Buenos Aires em 1880.

Após o suicídio de seu tio Leandro Alem, Hipólito Yrigoyen torna-se líder da UCR. Assume como política a Intransigência, uma postura de total oposição ao regime conhecido como Concordância, que estabelecia, mediante fraude eleitoral, a alternância no governo de distintos setores conservadores. Seu zelo levou o seu partido à ação armada em 1893 e 1905. Mais tarde, orienta sua ação de forma não violenta mediante a abstenção revolucionária. Sua luta chega a bom termo con a promulgação da Lei Sáenz Peña, que estabeleceu o sufrágio obrigatório, secreto e universal (ainda que excluindo as mulheres).

Era conhecido como el Peludo, por seu caráter pouco sociável e introvertido. Filosoficamente, tem sido associado com o krausismo espanhol.

Primeira presidência (1916-1922)[editar | editar código-fonte]

O impulso inicial da conquista dos direitos democráticos se vê freado ao não controlar nem o Senado, nem o governo de muitas das províncias. Yrigoyen recorre em vários casos à intervenção federal, aprofundando o enfrentamento com os setores conservadores.

Economicamente, a Argentina se beneficia do fim da Primeira Guerra Mundial, com a abertura dos mercados aos produtos primários (carne e cereais) que eram a base de sua riqueza. A Argentina era conhecida como o celeiro do mundo e figurava entre os primeiros lugares em PIB por habitante.

Apesar de suas medidas de caráter social (como a obrigatoriedade do descanso dominical), por ação ou omissão reprimiu ou deixou que setores do exército e que grupos paramilitares atuassem contra os movimentos de trabalhadores e contra minorias.

Ao não poder ser reeleito conforme decisão constitucional, foi sucedido por Marcelo Torcuato de Alvear, líder da facção antipersonalista de seu partido.

Segunda presidência (1928-1930)[editar | editar código-fonte]

Ao ser reeleito, Yrigoyen já se encontra idoso e se vê rodeado por assessores que, ao lhe falarem das oposiçőes socialista e conservadora, lhe ocultavam a realidade, filtrando-lhe assim o acesso às notícias do que se passava no país e no mundo (o assim chamado Diário de Yrigoyen).

A situação econômica se agravava ao sentirem-se já os primeiros sinais da Grande Depressão, e os setores filofascistas do exército e os intelectuais (como Leopoldo Lugones) conpiravam abertamente por uma mudança de regime.

Finalmente, em 16 de Setembro de 1930, foi deposto por José Félix Uriburu, no primeiro golpe de estado da época constitucional.

Últimos Anos[editar | editar código-fonte]

Depois de sua derrubada, Yrigoyen foi detido e confinado reiteradamente à ilha de Martín García. Após seu falecimento em Buenos Aires a 3 de julho de 1933, seu cortejo fúnebre foi acompanhado por uma impressionante multidão.

Precedido por
Victorino de la Plaza
Presidente da Argentina
1916 - 1922
Sucedido por
Marcelo Torcuato de Alvear
Precedido por
Marcelo Torcuato de Alvear
Presidente da Argentina
1928 - 1930
Sucedido por
José Félix Uriburu