Misiones (província)
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Província de Misiones |
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|---|---|
| Bandeira | Brasão |
(detalhe) |
(detalhe) |
| Mapa | |
| Capital | Posadas |
| Área: | |
| - Posição | 21º |
| - Total | 29.801 km² |
| - % da Argentina | 1,07% |
| População: | |
| - Posição | 9º |
| - Total | 1.061.590 (Est 2007) [1] |
| - % da Argentina | 2,70% |
| - Densidade | 35,62 hab./km² |
| - Analfabetismo | 6,1% (2001) [2] |
| Divisão administrativa: | |
| - Departamentos | 17 |
| - Municípios | 75 |
| Gentílico | Misionero/a |
| Fuso horário | GMT-3 |
| Governador | Maurice Closs (PJ) |
| Legisladores nacionais: | |
| - Câmara de deputados | 7 deputados |
| - Senado | 3 senadores |
| ISO 3166-2 | AR - N |
| Website | misiones.gov.ar |
Misiones (Missões na sua forma aportuguesada) é uma Província argentina situada ao nordeste do país. Limita-se ao oeste com o Paraguai, separada apenas pelo Rio Paraná, ao leste, norte e sul com o Brasil e a sudoeste com a Província de Corrientes.
Índice |
História [editar]
Antes da chegada dos europeus, a província era povoada pelos índios guaranis. O primeiro europeu a chegar à região foi Sebastião Caboto, que, explorando o rio Paraná em dezembro de 1527, achou os saltos de Apipé.
Em 1541, Álvar Núñez Cabeza de Vaca chegou às Cataratas del Iguazú (em português: cataratas do Iguaçu).
No século XVII, a Companhia de Jesus chegou à zona. Os jesuítas iniciaram sua atividade criando reduções. Em poucos anos, chegaram a criar trinta delas. Graças a elas, os índios guaranis, que já começavam a praticar a agricultura, terminaram por adotar o sedentarismo.
Em 1811, o território foi anexado à república do Paraguai por Dr. José Gaspar García Rodríguez de Francia, quando as imensas terras dos jesuítas, que após a sua expulsão, em meados do século XVIII, haviam passado para as mãos do Estado Espanhol, foram arrendadas por baixo preço a camponeses livres.1
Em 1814, Gervasio Antonio de Posadas, diretor das Províncias Unidas, anexou Misiones a Corrientes, gerando um problema de autonomia que se prolongou durante setenta anos. Em 1830, Corrientes invadiu a província, até que, em 1838, teve lugar a retomada paraguaia.
A província foi cedida à Argentina em 1852 por Carlos Antonio López, pai de Francisco Solano López, em troca do reconhecimento argentino da independência paraguaia.2
Em 1865, se iniciou a guerra do Paraguai, chamada pelos paraguaios Guerra de La Triple Alianza.
"Para a Argentina, a Guerra do Paraguai havia representado um passo decisivo para completar o processo de formação de seu estado nacional, pela eliminação ou incorporação da maioria das oposições provinciais ao governo de Buenos Aires. A oligarquia portenha sentia-se à vontade para aspirar à efetiva aplicação do Tratado da Tríplice Aliança, que lhe daria de presente todo o chaco paraguaio. O governo argentino, chefiado então por Sarmiento (que sucedera a Mitre), e tendo como ministro das relações exteriores Tejedor, empenhou-se em por em prática sua política anexionista.(...)As discussões e disputas se arrastaram por dois anos, tornando-se mais graves a partir de janeiro de 1872, quando o barão de Cotegipe assinou um tratado em separado com o governo títere de Asunción. Os protestos de Buenos Aires levaram a um clima em que a possibilidade de guerra contra o Império não era descartada. Principalmente porque o governo do Rio de Janeiro, apresentando-se como "benévolo", perante os paraguaios, contentou-se com a fixação de fronteiras nos limites reivindicados antes da guerra, e contestados por Solano López (...)Finalmente, a 3 de fevereiro de 1876, o Tratado de Irigoyen-Machain entre Buenos Aires e Asunción, aceito pelo Rio de Janeiro, encerrou a questão. Segundo ele, a Argentina teria uma parte do território do Chaco até o rio Pilcomayo, e as tropas brasileiras se retiravam do Paraguai, respeitando as cláusulas brasileiro-paraguaias de 1872."3
Como vemos, como resultado da Guerra, que se encerrou em 1870, além de Misiones, os paraguaios perderam a região do Chaco, correspondente à Província de Formosa para a Argentina.
Conforme transcrito acima, ambas as anexações foram definitivamente reconhecidas em 1876, depois do Tratado de Irigoyen-Machain que firmou a paz com a Argentina.
Em 10 de dezembro de 1953, a lei 14 294 dispôs a provincialização do Território Nacional de Misiones.
Aspectos geográficos [editar]
Sua superfície faz que Misiones seja a segunda menor província da Argentina depois de Tucumán. Apresenta a forma de cabo de frigideira.
Integra o maciço de Brasília através da meseta misionera. Suas rochas contêm importantes quantidades de ferro. Este se decompõe e faz parte do solo, outorgando-lhe a cor vermelha característica. Pelo centro da meseta se eleva a Serra de Misiones, que chega a sua maior altitude, 843 m, em Bernardo de Irigoyen, no Cerro Rincón.
Clima [editar]
Desenvolve-se o clima subtropical sem estação seca, o que converte Misiones numa das províncias mais úmidas do país. Os ventos predominantes são os do noroeste, sudeste e este. Parte da vegetação foi transformada pelo homem para implantar cultivos ou pecuária. O bioma original se encontra protegido no Parque Nacional Iguazú.
Recursos hídricos [editar]
A província se encontra abraçada por três grandes rios: o Paraná, o Uruguai e o Iguazú, canais naturais de escoamento de uma região com chuvas abundantes.
Divisão administrativa [editar]
A província se encontra dividida em 17 departamentos. A constituição da província foi aprovada o 21 de abril de 1958.
Economia [editar]
O maior aporte a sua economia provém da selva. As principais espécies exploradas são Pinheiro do Paraná, Guatambu, Cedro, Petiribi, Incenso, Cana fístula, Anchico, Eucaliptus e Gueycá. Outra fonte de recursos é o cultivo de erva-mate, o cultivo de chá e, em menor medida, de tabaco, da cana-de-açúcar, do arroz e do café. A produção de gado é escassa e essencialmente de bovinos.
Principais cidades [editar]
Turismo [editar]
Com respeito ao turismo, podemos dividir a província em 5 sub-regiões: