Hillary Clinton

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Hillary Clinton
67ª Secretária de Estado dos Estados Unidos
Mandato 21 de janeiro de 2009
a 1 de fevereiro de 2013
Presidente Barack Obama
Antecessor(a) Condoleezza Rice
Sucessor(a) John Kerry
Senadora dos Estados Unidos por Nova Iorque
Mandato 3 de janeiro de 2001
a 21 de janeiro de 2009
Antecessor(a) Daniel Patrick Moynihan
Sucessor(a) Kirsten Gillibrand
Primeira-Dama dos Estados Unidos
Mandato 20 de janeiro de 1993
a 20 de janeiro de 2001
Presidente Bill Clinton
Antecessor(a) Barbara Pierce Bush
Sucessor(a) Laura Bush
Vida
Nome completo Hillary Diane Rodham Clinton
Nascimento 26 de outubro de 1947 (66 anos)
Chicago, Illinois,
 Estados Unidos
Progenitores Mãe: Dorothy Howell Rodham
Pai: Hugh E. Rodham
Dados pessoais
Alma mater Wellesley College
Yale Law School
Marido Bill Clinton (1975–presente)
Partido Democrata (1968–presente)
Republicano (antes de 1968)
Religião Metodista
Profissão Advogada
Assinatura Assinatura de Hillary Clinton

Hillary Diane Rodham Clinton, (Chicago, 26 de outubro de 1947) foi a 67ª Secretária de Estado dos Estados Unidos, servindo no governo do presidente estadunidense Barack Obama. Foi senadora de Nova Iorque de 2001 a 2009 e, como esposa do ex-presidente norte-americano Bill Clinton, foi também a 44ª Primeira-dama dos Estados Unidos, de 1993 a 2001. Foi uma das principais candidatas nas prévias do partido democrata na eleição presidencial norte-americana de 2008.

Nativa de Illinois, Hillary Rodham atraiu primeiramente a atenção nacional em 1969 por seus comentários como a primeira aluna a remeter o discurso de formatura no Wellesley College. Ingressou na carreira de direito após sua graduação na Faculdade de Direito de Yale em 1973. Sendo advogada legal congressional, mudou-se para o Arkansas em 1974 e casou-se com William Jefferson Clinton em 1975. Em 1977, Rodham co-fundou o Arkansas Advocates for Children and Families. Em 1978, tornou-se a primeira presidente mulher do Legal Services Corporation. Foi nomeada a primeira sócia mulher da Rose Law Firm em 1979, e foi duas vezes listada como uma das cem advogadas mais influentes dos EUA. Foi primeira-dama do Arkansas de 1979 a 1981 e de 1983 a 1992, conseguindo reformar o sistema de educação do estado. Hillary foi do conselho de administração do Wal-Mart e de diversas outras empresas.

Em 1994, como primeira-dama dos Estados Unidos, sua maior iniciativa, que visava reformar a saúde do país, não conseguiu obter aprovação do Congresso norte-americano. Em 1997 e 1999, Clinton defendeu o estabelecimento do State Children's Health Insurance Program, o Adoption and Safe Families Act, e o Foster Care Independence Act. Seu mandato como primeira-dama polarizou a opinião do povo americano. A única primeira-dama a ser intimada testemunhou perante um grande júri federal, devido à controvérsia Whitewater em 1996. Clinton nunca foi acusada de qualquer irregularidade nessa e várias outras investigações durante o governo de seu marido. O seu casamento com Bill Clinton foi o tópico de consideráveis discussões públicas após o escândalo Lewinsky em 1998.

Após mudar-se para Nova Iorque, Clinton foi eleita senadora norte-americana do estado de Nova Iorque em 2000. Esta eleição marcou a história, já que pela primeira vez, uma primeria-dama estadunidense concorreu a um cargo público; Clinton foi também a primeira senadora feminina a representar Nova Iorque. No Senado, inicialmente apoiou a administração de George Walker Bush em algumas questões políticas externas, nas quais incluiam a votação para a resolução da Guerra do Iraque. Posteriormente, opôs-se à condução da guerra do Iraque, e opôs-se a Bush em muitas decisões internas. Foi reeleita por uma ampla margem em 2006. Na candidatura presidencial de 2008, Clinton venceu mais primárias que qualquer outra candidata feminina na história americana, porém perdeu a vaga para o senador Barack Obama. Como Secretária de Estado de Obama, Clinton é a primeira primeira-dama a servir em um gabinete presidencial.

Juventude e educação[editar | editar código-fonte]

Hillary Rodham nasceu no Edgewater Hospital em Chicago, Illinois,[1] e foi criada em uma família metodista em Park Ridge, Illinois. Seu pai, Hugh Ellsworth Rodham, filho de imigrantes ingleses, era um executivo da industria têxtil em Scranton, Pensilvânia, e sua mãe, Dorothy Emma Howell Rodham, era dona de casa.[2] Ela tem dois irmãos, Hugh e Tony Rodham.

Alguns objetos de infância de Hillary Rodham Clinton, no Clinton Presidential Center, em Little Rock, Arkansas.

Quando criança, Hillary participava de várias atividades na igreja e em uma escola pública de Park Ridge. Rodham gostava de esportes, como tênis, patinação no gelo, balé, natação, voleibol e softball.[3] Ela ganhou diversos prêmios como escoteira.[4] Antes de se formar na Maine South High School, estudou na Maine East High School, onde foi presidente de turma, membro do grupo de debates e da National Honor Society. Em seu último ano no ensino médio, ela recebeu o primeiro prêmio de ciências do colégio. Criada em uma família republicana conservadora,[5] em 1964 (aos dezesseis anos) fez campanha para o candidato republicano a presidência, Barry Goldwater.[6] Seus pais a encorajavam a buscar a carreira que desejasse.[6]

Em 1965, Rodham se inscreveu em Wellesley College onde se tornou ativa na política,[7] servindo com presidente do Wellesley College Chapter of the College Republicans. Em 1968, Rodham foi influenciada pela morte do líder dos direitos civis, Reverendo Martin Luther King Jr., que ela conheceu pessoalmente em 1962.[4] Após frequentar o programa Wellesley in Washington, sua opinão política tornou-se mais liberal e então Hillary associou-se ao Partido Democrata. Escolhida como oradora da sua turma em Wellesley, Rodham graduou-se em 1969 com honras em Ciências Políticas. Foi relatado na época pela Associated Press que seu discurso em sua formatura foi ovacionado pelo público durante sete minutos.[8] Ela foi relatada em um artigo publicado pela revista Life devido a calorosa recepção ao seu discurso, que foi controverso devido às críticas ao senador republicano Edward W. Brooke, que discursara antes dela.[4]

Em 1969, Rodham ingressou na Universidade Yale para estudar Direito, onde trabalhou no conselho de editores da Yale Review of Law and Social Action e com crianças desprivilegiadas no Yale-New Haven Hospital. Durante o verão de 1970, foi concedido a Hillary um trabalho no Children's Defense Fund em Cambridge, Massachusetts. Durante a primavera de 1971, ela iniciou seu namoro com Bill Clinton, também estudante de direito de Yale. Durante o verão de 1971, ela viajou a Washington para trabalhar no comitê sobre trabalho de imigrantes do senador Walter Mondale, pesquisando questões como moradia, saneamento, saúde e educação. No verão de 1972, Rodham trabalhou na campanha do candidato democrata a presidência George McGovern. Durante seu segundo ano na faculdade de direito, ela voluntariou em Yale Child Study Center, aprendendo com as pesquisas sobre desenvolvimento inicial do cérebro em crianças. Ela também assumiu casos de abuso infantil no Yale-New Haven Hospital e trabalhou provendo gratuitamente ajuda legal para pobres. Ela recebeu seu diploma em 1973, tendo escrito uma tese sobre direitos das crianças [4] e iniciou uma pós-graduação estudando crianças e a medicina na Yale Child Study Center.

Família, carreira e primeira-dama do Arkansas[editar | editar código-fonte]

Mudança para o Arkansas[editar | editar código-fonte]

Durante seus estudos de pós-graduação, Hillary Rodham Clinton trabalhou como advogada para Children's Defense Fund e como consultora para Carnegie Council on Children. Ela participou da equipe assessora do comitê judiciario da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos quanto a questão do impeachment presidencial durante o escândalo político de Watergate.[9] Sob a orientação do Chefe Consultor John Doar e do membro sênior Bernard Nussbaum,[10] Rodham ajudou nos procedimentos de pesquisa de impeachment, os fundamentos históricos e as normas para impeachment.[9] O trabalho da comissão culminou com a renúncia do presidente Richard Nixon em agosto de 1974.[9]

Até então, Rodham era visto como alguém com um futuro brilhante político, o organizador político democrata e consultor Betsey Wright havia se mudado do Texas para Washington no ano anterior para ajudar a orientar a sua carreira;[11] Wright achava que Rodham tinha o potencial para se tornar um futuro senador ou presidente.[12] [13] No entanto, depois de ter falhado no exame bar[14] e passado no exame da Universidade do Arkansas, Rodham chegou a uma decisão de qual universidade iria estudar. Como ela escreveu mais tarde: "Eu escolhi seguir o meu coração em vez da minha cabeça".[15] Ela seguiu, assim, Bill Clinton para o Arkansas, em vez de ficar em Washington, onde as perspectivas de carreira eram melhores. Bill concorreu a uma vaga na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos em seu estado natal. Em agosto de 1974, Rodham mudou-se para Fayetteville, Arkansas, onde se tornou-se um dos dois únicos membros do corpo docente do sexo feminino na Faculdade de Direito da Universidade de Arkansas.[16] [17] Ela deu aulas de direito penal, onde foi considerada um professora rigorosa, e foi a primeira diretora da escola de assistência judiciária.[18] Ela ainda tinha dúvidas sobre o casamento, preocupada que sua identidade seria perdida e que suas realizações seria vista à luz de outra pessoa.[19]

Primeiros anos no Arkansas[editar | editar código-fonte]

Em 11 de Outubro de 1975, Hillary Rodham e Bill Clinton se casaram em Fayetteville, Arkansas,[20] quando Hillary finalmente concordou em se casar.[21] Ela disse que estava mantendo o nome de Hillary Rodham,[20] para manter suas vidas profissionais separadas e evitar conflitos de interesses,[22] apesar de sua decisão ter chateado sua mãe.[23] Bill Clinton tinha perdido a eleição para o Congresso do 1974, mas em novembro de 1976 foi eleito Procurador-Geral de Arkansas, e por isso o casal se mudou para a capital do estado, Little Rock.[24] Lá, em fevereiro de 1977, Rodham tornou-se membro do respeitável escritório Rose Law Firm, uma advocacia com bastante poder político e econômico.[25] Especializado em casos de propriedade intelectual e infração de patente,[26] enquanto continuou a trabalhar pro bono em defesa das crianças;[27] ela raramente ia a julgamentos no tribunal.[28]

Rodham manteve seu interesse em lei sobre crianças e famílias, publicando o livro "Políticas das Crianças: abandono e negligência" em 1977,[29] e "Direitos da Criança: Uma Perspectiva Legal" em 1979.[30] O último continuou sendo seu argumento de que a competência legal das crianças dependia de sua idade e outras circunstâncias, e que em algumas vezes a intervenção judicial é justificada.[31] A American Bar Association mais tarde disse: "Seus artigos foram importantes, não porque eles eram radicalmente novos, mas porque eles ajudaram a formular algo que tinha sido incipiente."[31] O historiador Garry Wills viria a descrevê-la como "um dos mais importantes ativistas das duas últimas décadas",[32] enquanto os conservadores disseram que suas teorias iriam usurpar a autoridade parental tradicional,[33] allow children to file frivolous lawsuits against their parents,[31] e argumentou sua teoria critical legal studies.[34]

Em 1977, Rodham foi co-fundador dos advogados Arkansas Advocates for Children and Families, uma aliança estadual com destinada aos direitos das crianças.[26] [35] Em 1978, o presidente Jimmy Carter indicou Rodham para o quadro do Legal Services Corporation, empresa sem fins lucrativos criada pelo Congresso para a assistência jurídica para aqueles que não podem arcar com as despesas.[36] [37] [38] No início, atuou como presidente deste conselho, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo.[39] Durante sua presidência, o financiamento para a Corporação foi ampliado de 90 milhões de dólares para 300 milhões de dólares; posteriormente ela combateu com sucesso as tentativas do presidente Ronald Reagan de reduzir o financiamento e mudar a natureza da organização.[27]

Após Bill ser eleito governador de Arkansas em novembro de 1978, Rodham tornou-se primeira-dama do Arkansas, em janeiro de 1979, seu título por um total de 12 anos (1979-1981, 1983-1992). Bill a nomeou presidente do Comitê Rural Comitê Consultivo da Saúde no mesmo ano,[40] onde ela garantiu recursos federais para ampliar as instalações médicas em áreas mais pobres do Arkansas, sem afetar honorários médicos.[41]

Em 1979, Rodham tornou-se a primeira sócia da Rose Law Firm.[42] De 1978 até que chegou à Casa Branca, ela tinha um salário maior do que a de seu marido.[43] Desta forma, em 1979, os altos ganhos de Hillary com contratos futuros de gado fez com que fosse investigada,[44] iniciando com um investimento de 1 000 dólares, que geravam quase 100 000 dólares após dez meses.[45] O casal também começou a investir na Whitewater Development Corporation.[44]

Em 27 de Fevereiro de 1980, nasce a filha de Hillary, Chelsea Clinton, sua única filha. Em novembro de 1980, Bill Clinton foi derrotado em sua candidatura à reeleição.

Últimos anos no Arkansas[editar | editar código-fonte]

O governador Bill Clinton e Hillary Clinton participam de um jantar em 1987 com o presidente Ronald Reagan e a primeira-dama Nancy Reagan.

Bill Clinton voltou a ser governador, dois anos depois, vencendo a eleição de 1982. Durante a campanha de seu marido, Rodham começou a usar o nome de Hillary Clinton,[46] ou às vezes sendo chamada "Sra. Bill Clinton", para sanar as preocupações dos eleitores de Arkansas, ela também tirou licença da Rose Law Firm em tempo integral.[47] Como primeira-dama do Arkansas, Hillary Clinton foi nomeada presidente do Comitê da Educação do Arkansas em 1983, onde ela tentou reformar o sistema público de educação.[48] [49] Em uma das iniciativas mais importantes do governo Clinton, ela participou de uma batalha prolongada, mas finalmente bem-sucedida contra a Associação de educação, sobre estabelecer testes obrigatórios para professor e normas estaduais para as salas de aula.[40] [48] Em 1985, ela também introduziu o Programa Pré-Escolar de Arkansas, um programa que ajuda os pais a trabalhar com seus filhos na preparação pré-escolar e na alfabetização.[50] Ela foi nomeada a Mulher de Arkansas do Ano em 1983 e a Mãe do Ano de Arkansas em 1984.[51] [52]

Clinton continuou a exercer a advocacia em seu escritório na Rose Law Firm enquanto ela era primeira-dama do Arkansas. Ela ganhava menos do que os outros sócios,[53] mas ainda assim ganhou 200.000 dólares em seu último ano na empresa.[54] A empresa a considerou uma "rainmaker", porque ela trouxe novos clientes, em parte graças ao prestígio que ela deu a empresa.[54] Ela também foi muito influente na nomeação de juízes estaduais.[54] O adversário republicano de Bill Clinton em sua campanha de reeleição para governador em 1986 acusou os Clintons de conflito de interesses, porque a Rose Law Firm fez negócios com o estado, os Clintons desviaram a acusação, dizendo que as taxas estaduais foram pagas pela empresa perante os seus lucros.[55]

De 1982 a 1988, Clinton estave no conselho de administração, e foi presidente da Fundação Novo Mundo.[56] [57] De 1987 a 1991, presidiu a American Bar Association's.[58] [58] Ela foi duas vezes nomeada pelo National Law Journal como um dos 100 advogados mais influentes dos Estados Unidos, em 1988 e em 1991.[59] [60] Quando Bill Clinton pensou em não concorrer novamente para governador em 1990, Hillary discordou da opinião do marido, mas as pesquisas privadas foram desfavoráveis ​​e, no final, ele concorreu e foi reeleito governador.[61]

Clinton atuou nos conselhos de Serviços das Crianças do Arkansas (1988-1992)[62] e no Fundo de Defesa da Criança (como presidente, 1986-1992).[6] [63] Entre 1985 e 1992, Clinton trabalhou para o conselho diretor TCBY e Wal-Mart Stores, Inc,[64] Wal-Mart Stores (1986–1992)[65] [66] e ainda trabalhou para Lafarge, indústria francesa produtora de cimento.[67] TCBY e Wal-Mart eram clientes da Rose Law Firm.[54] [68] Clinton foi o primeiro membro do sexo feminino do Wal-Mart, sendo nomeada após a pressão que o presidente Sam Walton estava tendo para nomear uma mulher para o conselho.[68] Como membro do concelho, ela ajudou com sucesso a adotação de práticas ambientalmente mais amigáveis, mas foi mal sucedida em uma campanha para que mais mulheres pudessem fazer parte da empresa, e ficou em silêncio sobre a empresa ter a fama de práticas anti-sindicais.[65] [68] [69]

Campanha presidencial de Bill Clinton em 1992[editar | editar código-fonte]

Hillary Rodham Clinton em 1992.

Hillary Clinton começou a receber a atenção nacional pela primeira vez quando seu marido se tornou um candidato à nomeação democrata na eleição presidencial de 1992. Antes da primária de Nova Hampshire, publicações de tablóides afirmaram que Bill Clinton tinha tido um caso extraconjugal com a cantora Gennifer Flowers.[70] Em resposta, os Clinton apareceram juntos no programa 60 minutos, onde Bill Clinton negou o caso, mas disse: "causou dor no meu casamento."[71] Esta aparição conjunta foi creditado como o resgate de sua campanha.[72] Durante a campanha, Hillary Clinton, fez comentários depreciativos sobre Tammy Wynette e sua visão sobre o casamento. Bill Clinton disse que se ele fosse eleito, o país "teria dois pelo preço de um", referindo-se ao papel de destaque de Hillary.[73] O artigo "A Senhora Macbeth, de Little Rock", que tem o histórico de Hillary Clinton, levou a ataques da oposição por seu ideológico ético e conservador.[33] Pelo menos outros vinte artigos também fizeram comparações entre ela e Lady Macbeth.[74]

Primeira-dama dos Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Papel como primeira-dama[editar | editar código-fonte]

Retrato oficial como primeira-dama dos Estados Unidos.

Em Janeiro de 1993, quando Bill Clinton assumiu o cargo de Presidente dos Estados Unidos, Hillary Rodham Clinton tornou-se a primeira-dama. Ela foi a primeira primeira-dama a ter uma pós-graduação e a primeira a ter uma carreira profissional de sucesso.[75] [76] Ela também foi a primeira a ter um escritório na Ala Oeste da Casa Branca, para além dos habituais escritórios da primeira-dama localizados ao leste da Casa Branca.[77] [78] Ela ajudava Bill Clinton nas nomeações feitas para a nova administração, e escolheu pelo menos onze posições de nível superior e vários outros cargos de nível inferior.[79] Ela é considerada a mais poderosa esposa de um presidente na história americana desde Eleanor Roosevelt.[80] [81]

Assim, a família Clinton chega a Casa Branca em 1993.

Alguns críticos disseram que Clinton desempenhou um papel inadequado como primeira-dama em questões de ordem pública. Os defensores apontaram que o papel de Clinton na política não foi diferente da de outros assessores da Casa Branca e que os eleitores estavam bem cientes de que ela iria desempenhar um papel ativo na presidência de seu marido.[82] A promessa de campanha de Bill Clinton era de "dois pelo preço de um" que levou os adversários a se referir pejorativamente aos Clintons como "co-presidentes",[83] se referindo a Bill em algumas ocasiões como "Billary".[40] [84] Quando ela chegou a Washington, ela encontrou um refúgio em um grupo de oração da Fraternidade que contou com muitas esposas de figuras conservadoras de Washington.[85] [86] Desencadeada em parte pela morte de seu pai em abril de 1993, ela publicamente procurou encontrar os ensinamentos da igreja Metodista.[87] [88] Outros segmentos do público foram focados em sua aparência, que tinha evoluído durante seus dias em Arkansas,[89] [90] [91] o que lhe rendeu uma capa na Vogue em 1998.[92]

Saúde pública e outras iniciativas políticas[editar | editar código-fonte]

Aprovação de Hillary Clinton como primeira dama, 1992-1996[93]
  favoráveis
  desfavoráveis
  sem opinião

Em janeiro de 1993, o presidente Bill Clinton indicou sua esposa para encabeçar o projeto de reforma do sistema de saúde americano.[94] Ela pediu para que a saúde pública deveria receber maior prioridade do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA).[95] [96] A recomendação da força-tarefa tornou-se conhecida como Clinton health care plan, uma proposta abrangente que obrigaria os empregadores a fornecer um serviço de saúde aos seus funcionários por meio de organizações de manutenção de saúde individuais. Seus opositores rapidamente ridicularizaram o plano como "Hillarycare", alguns manifestantes contrários ao plano surgiram em todo o país, e durante um passeio de ônibus em julho de 1994, a fim de conseguir apoio para o plano, ela foi forçada a usar um colete à prova de balas.[97] [98]

O projeto falhou ao não ganhar apoio suficiente para por sua votação na pauta do Congresso, embora os Democratas tivessem a maioria, e então foi arquivado em Setembro de 1994.[97] No seu livro Living History, Hillary reconheceu que sua inexperiência política contribuiu para a derrota, mas que outros fatores também foram responsáveis.[99] Na época, os republicanos tiveram a impopularidade do projeto como principal fator da campanha para as eleições de 1994,[100] na qual conquistaram 53 cadeiras a mais no Câmara e sete a mais no Senado.[101] A Casa Branca posteriormente procurou minimizar o papel de Hillary Clinton na formulação da política.[102] Mais tarde os opositores continuaram a a usar o "Hillarycare" como um rótulo pejorativo para planos semelhantes.[103]

Clinton lê a uma criança durante uma visita a uma escola.

Junto com os senadores Ted Kennedy e Orrin Hatch, ela de um grande apoio na passagem do State Children's Health Insurance Program em 1997, um esforço federal que forneceu o apoio as crianças cujos pais não puderam fornecer algum plano de saúde, e realizou esforços para que as crianças se inscrevessem no programa, uma vez que se tornou lei.[104] Ela promoveu a imunização em todo o país contra doenças infantis e incentivou as mulheres mais velhas a procurar o exame de mamografia para detectar câncer de mama, com a cobertura fornecida pelo Medicare.[105] Ela ajudou a aumentar o financiamento nas pesquisas sobre o câncer de próstata e asma na infância no National Institutes of Health.[77] Ela ajudou a investigar a cura de uma doença que os veteranos da Guerra do Golfo tinham sido afetado, que se tornou conhecida como a síndrome da Guerra do Golfo.[77] Juntamente com o procurador-geral Janet Reno, Clinton ajudou a criar o Instituto de Violência contra a Mulher do Departamento de Justiça.[77] Em 1997, ela iniciou e conduziu Adoption and Safe Families Act, que ela considerava como sua maior conquista como primeira-dama.[77] [106] Em 1999, ela foi fundamental na aprovação da Foster Care Independence Act, que dobrou as verbas federais para adolescentes órfãos.[106] Como primeira-dama, Clinton recebeu numerosas conferências na Casa Branca, entre elas: Cuidados com as crianças (1997),[107] Desenvolvimento da Primeira Infância e Aprendizagem (1997),[108] Crianças e Adolescentes (2000).[109] Ela também organizou a primeira Conferência da Casa Branca sobre os adolescentes (2000)[110] e a primeira Conferência da Casa Branca sobre Filantropia (1999).[111]

Clinton viajou para 79 países durante este período,[112] quebrando o recorde estabelecido por Pat Nixon.[113] Ela não participou de reuniões do Conselho de Segurança Nacional, mas desempenhou um papel "soft power" na diplomacia dos Estados Unidos.[114] Em 1995 viajou para cinco países do sul da Ásia, por ordem do Departamento de Estado dos Estados Unidos e sem o marido, procurou melhorar as relações com a Índia e o Paquistão.[115] Clinton ficou preocupada com a situação das mulheres nos países que viajou, mas encontrou uma resposta morna das pessoas dos países que visitou e ganhou um melhor relacionamento com a imprensa americana.[115] [116] A viagem foi uma experiência transformadora para ela e pressagiava sua carreira na diplomacia.[117] Em setembro de 1995, durante um discurso antes da Quarta Conferência Mundial sobre a Mulher em Pequim, Clinton foi contra como as mulheres eram tratadas em todo o mundo e na República Popular da China,[118] declarando "que não é mais aceitável discutir os direitos das mulheres separado dos direitos humanos".[118] Delegados de mais de 180 países a ouviu dizer: "Se há uma mensagem que ecoa diante desta conferência, que seja que os direitos humanos são os direitos das mulheres e direitos das mulheres são direitos humanos."[119] Ao fazer isso, ela resistiu tanto a administração interna, quanto á pressão chinesa para amenizar seus comentários.[112] [119] Ela foi uma das figuras internacionais mais proeminentes durante a década de 1990 que lutou contra o modo de como as mulheres eram tratadas pelo islamismo.[120] [121] Ela ajudou a criar o Vital Voices, uma iniciativa internacional patrocinado pelos Estados Unidos para promover a participação das mulheres nos processos políticos de seus países.[122] [123]

Escândalo Monica Lewinski[editar | editar código-fonte]

Aprovação de Hillary Clinton como primeira-dama, 1997-2000[93]
  favoráveis
  desfavoráveis
  sem opinião

Em 1998, a relação do casal Clinton se tornou um assunto de muita especulação quando investigações revelaram que o Presidente tinha tido relações extraconjugais com estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky.[124] As investigações do escândalo Lewinsky levaram ao impeachment de Bill Clinton pela Câmara dos Representantes. Quando as acusações contra seu marido tinha se tornado público, Hillary Clinton afirmou que eles eram o resultado de uma "conspiração de direita",[125] dizendo que o escândalo Lewinsky tinha sido montado por inimigos políticos de Bill Clinton.[126] [127] Após a confirmação dos encontros do presidente Clinton com Lewinsky, ela emitiu uma declaração pública reafirmando seu compromisso com o casamento,[128] mas pessoalmente foi relatado que ela estava furiosa com Bill[129] e ela não tinha certeza se queria ficar casada.[130]

Houve uma variedade de reações públicas sobre a posição que Hillary Clinton durante o escândalo, entre elas: algumas mulheres admirava sua força e equilíbrio em assuntos privados, alguns simpatizavam com ela como vítima de um comportamento insensível de seu marido, outros a criticaram por não ter se separado, enquanto outros acusaram de cinismo por permanecer em um casamento fracassado, como forma de manter ou mesmo promover a sua própria influência política.[131] Seus índices de aprovação pública, na sequência do escândalo disparou para cerca de 70%, sendo o maior índice registrado.[131] Em seu livro de memórias de 2003, ela atribuiria a sua decisão de permanecer casada como "um amor que tem persistido ao longo de décadas" e disse: "Ninguém me entende melhor e ninguém pode me fazer rir da forma como Bill faz. Mesmo depois de todos esses anos, ele ainda é a pessoa mais interessante, energizado e plenamente vivo que eu já conheci."[132]

Eleição para o Senado em 2000[editar | editar código-fonte]

Quando o senador Daniel Patrick Moynihan de Nova Iorque anunciou sua aposentadoria em novembro de 1998, várias figuras proeminentes democratas, incluindo o representante Charles B. Rangel de Nova Iorque, pediram para que Clinton concorresse à cadeira vaga de Moynihan no senado.[133] Quando ela decidiu concorrer, os Clinton compraram uma casa em Chappaqua, Nova Iorque, em setembro de 1999.[134] Ela se tornou a primeira primeira-dama dos Estados Unidos a se candidatar a cargos eletivos.[135] Inicialmente, a expectativa era que Clinton enfrentasse Rudy Giuliani, o prefeito de Nova Iorque, como seu adversário republicano na eleição. No entanto, Giuliani desistiu da eleição em maio de 2000 após ser diagnosticado com câncer de próstata, sendo substituído por Rick Lazio, membro republicano da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos pelo 2º distrito congressional. Ao longo da campanha, os adversários acusaram Clinton de ser um candidato carpetbagging (aquele candidato que se candidata em vários estados), como ela nunca havia residido em Nova Iorque, nem participado na política do estado antes da eleição. Clinton começou a sua campanha, visitando todos os municípios do estado, na qual ela chamou de "turnê de ouvidoria".[136] Durante a campanha, ela dedicou um tempo considerável em regiões tradicionalmente republicanas de Nova Iorque.[137] Clinton prometeu melhorar a situação econômica nessas áreas, prometendo gerar 200.000 empregos para o estado durante seu mandato. Seu plano incluía créditos fiscais para premiar a criação de empregos e incentivar o investimento empresarial, especialmente no setor comercial e tecnológico.[137]

A eleição atraiu a atenção nacional.[138] As campanhas de Clinton e Lazio, juntamente com a campanha inicial de Giuliani, atingiram um recorde de 90 milhões de dólares gastos.[139] Clinton ganhou a eleição em 7 de novembro de 2000, com 55% dos votos, contra 43% de Lazio.[138] Ela foi empossada como senadora dos Estados Unidos em 3 de janeiro de 2001.

Senadora dos Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Primeiro mandato[editar | editar código-fonte]

Reconstituição da posse de Hillary Rodham Clinton como senadora feita pelo vice-presidente Al Gore, junto com o Presidente Clinton e a filha Chelsea, 3 de janeiro de 2001.
Foto oficial Clinton como senadora dos Estados Unidos.

Ao entrar no Senado, Clinton manteve relações com senadores de ambos os partidos.[140] Ela forjou alianças com senadores religiosos, tornando-se uma participante regular do National Prayer Breakfast.[85] [141]

Clinton atuou em cinco comissões do Senado: Comissão do Orçamento (2001-2002),[142] Comissão sobre as forças armadas (2003-2009),[143] Comissão do Meio Ambiente e Obras Públicas (2001-2009),[142] Comissão de Saúde, Educação, Trabalho e Pensões (2001-2009),[142] e Comissão Especial sobre o Envelhecimento.[144]

Ela também era um membro comissário da Comissão sobre Segurança e Cooperação na Europa[145] (2001-2009).[146]

Na sequência dos atentados de 11 de setembro de 2001, Clinton procurou obter fundos para os esforços de recuperação e melhorias na segurança de Nova Iorque. Trabalhando com o senador de Nova Iorque, Charles Schumer, ela teve um papel fundamental para a liberação de 21 bilhões de dólares em financiamento para a reconstrução do World Trade Center.[141] [147] Posteriormente, ela teve um papel de liderança na investigação dos problemas de saúde enfrentados pelos socorristas.[148] Clinton votou a favor do Patriot Act EUA em outubro de 2001. Em 2005, quando a lei foi reformada, ela ajudou a resolver algumas das preocupações sobre a liberdade civil,[149] antes de votar a favor de um compromisso renovado por uma lei de março de 2006 que ganhou o apoio da maioria.[150]

Clinton apoiou fortemente a ação militar dos Estados Unidos no Afeganistão em 2001, dizendo que era uma oportunidade para combater o terrorismo, melhorando a vida das mulheres afegãs que sofreram sob o governo do Talibã.[151] Clinton votou a favor da resolução sobre a Guerra do Iraque em outubro de 2002, que autorizou o presidente dos Estados Unidos George W. Bush a usar força militar contra o Iraque, tal ação deve ser feita após cumprir uma resolução das Nações Unidas, que diz que a força militar só deve ser feita após os esforços diplomáticos não terem surgido efeitos.

Pesquisa sobre a aprovação de Hillary no senado entre 2001-2009, feita pela Gallup Poll.[93]
  Favoráveis
  Desfavoráveis
  Sem opinião

Após o início da Guerra do Iraque, Clinton fez viagens ao Iraque e Afeganistão para visitar as tropas americanas. Em uma visita ao Iraque em fevereiro de 2005, Clinton observou que a insurgência não conseguiu perturbar as eleições democráticas realizadas anteriormente, e que o país estava indo bem.[152] As forças estavam sendo insuficientes para uma eventual vitória americana na gerra, após isso Clinton ajudou em uma legislação que aumentou o número de soldados do Exército dos Estados Unidos para 80.000 soldados.[153] No final de 2005, Clinton disse que, embora a retirada imediata do Iraque seria um erro, a promessa de Bush era de ficar "até que o trabalho fosse feito", o que segundo Clinton também foi equivocada, uma vez que deu os iraquianos "um convite aberto para não cuidar de si mesmos."[154] A sua atitude causou frustração entre os membros Partido Democrata que defendiam a retirada imediata.[155] Clinton apoiou manter e melhorar os benefícios de saúde para os veteranos, e pressionou contra o encerramento de várias bases militares.[156]

A senadora Clinton votou contra doius pacotes fiscais de cortes do presidente Bush, a Economic Growth and Tax Relief Reconciliation Act of 2001 e a Jobs and Growth Tax Relief Reconciliation Act of 2003.[157] Clinton votou contra a confirmação John G. Roberts como Chefe de Justiça dos Estados Unidos e também votou contra a confirmação de Samuel Alito para o Supremo Tribunal dos Estados Unidos em 2006.[158]

Em 2005, Clinton pediu à Comissão Federal de Comércio para investigar como cenas de sexo apareceram no jogo Grand Theft Auto: San Andreas.[159] Junto com os senadores Joe Lieberman e Evan Bayh, ela apresentou o Family Entertainment Protection Act, destinado a proteger as crianças de conteúdos inapropriados encontrados em jogos de vídeo. Em 2004 e 2006, Clinton votou contra a Emenda de proteção ao Casamento que buscava proibir o casamento homossexual.[157] [160]

A fim de estabelecer uma "infra-estrutura progressiva" para rivalizar com a do conservadorismo americano, Clinton desempenhou um papel importante em conversas que levaram John Podesta para o cargo de presidente da Center for American Progress, fundada em 2003.[161] Após as eleições de 2004 no Senado, ela ajudou com sucesso a eleição no senador Harry Reid como líder da minoria, e mais tarde pediu para que fosse criada um "sala de guerra" do Senado, para lidar com mensagens políticas.[162]

Campanha de reeleição em 2006[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 2004, Clinton anunciou que ela iria concorrer a um segundo mandato no Senado. O favorito precoce para a nomeação republicana, era Jeanine Pirro, que desistiu da eleição após vários meses de uma campanha desastrosa.[163] Clinton venceu com facilidade a nomeação democrata com a oposição do ativistas antiguerra Jonathan Tasini.[164] Os eventuais adversários de Clinton na eleição geral eram o candidato republicano John Spencer, ex-prefeito de Yonkers, juntamente com outros candidatos. Clinton venceu a eleição em 7 de novembro de 2006, com 67% dos votos, contra 31% de Spencer,[165] vencendo em quase todos os condados, com exceção de 4 condados.[166] Clinton gastou 36 milhões de dólares na campanha para sua reeleição, mais do que qualquer outro candidato para o Senado nas eleições de 2006. Alguns democratas a criticaram por gastar muito em uma eleição considerada "fácil", enquanto outros estavam preocupados porque ela não tinha deixado mais fundos para uma eventual candidatura em 2008.[167] Nos meses seguintes, ela transferiu 10 milhões de dólares para sua campanha presidencial.[168]

Segundo mandato[editar | editar código-fonte]

A senadora Clinton ouve o Chefe de Operações Navais da Marinha, o almirante Mike Mullen, respondendo a uma pergunta durante sua audiência de confirmação em 2007 como membro do Comitê de Serviços Armados do Senado.

Clinton se opôs ao aumento de tropas no Iraque Guerra de 2007.[169] Em março de 2007, ela votou a favor de um projeto de lei que exigiu que presidente Bush a começasse a retirar tropas do Iraque dentro de um prazo,[170] mas posteriormente foi vetada pelo presidente Bush. Em maio de 2007, uma lei sobre o financiamento da guerra que removeu os prazos de retirada foi aprovado no Senado por 80-14, que posteriormente foi assinado por Bush, Clinton foi um dos que votaram contra a lei.[171] Clinton respondeu ao relatório feito general David Petraeus em 2007, dizendo: "Eu acho que os relatórios que você fornece para nós realmente exigem uma suspensão voluntária da descrença".[172]

Em março de 2007, em resposta à controvérsia demissão de procuradores nos Estados Unidos, Clinton apelou para a demissão do procurador-geral Alberto Gonzales.[173] Em maio e junho de 2007, Clinton votou a favor em vários projetos de lei, que eventualmente não foram aprovados.[174]

Como a crise financeira de 2007-2008 atingiu um pico com a crise de liquidez de setembro de 2008, Clinton apoiou a proposta de resgate do sistema financeiro dos Estados Unidos, votando a favor da Lei de Estabilização Econômica de Emergência de 2008, que daria 700 bilhões de dólares para recuperar a economia, dizendo que representava os interesses do povo americano.[175] A lei foi aprovada no Senado por 74-25.

Secretária de Estado[editar | editar código-fonte]

Nomeação e confirmação[editar | editar código-fonte]

Clinton faz o juramento como secretária de Estado, sendo conduzida pela juíza Kathryn Oberly.

Em meados de novembro de 2008, o presidente eleito Obama e Clinton discutiram a possibilidade de sua nomeação como Secretária de Estado,[176] em 21 de novembro, as notícias diziam que ela havia aceitado o cargo.[177] Em 1 de dezembro, o presidente eleito Obama anunciou formalmente que Clinton seria a sua indicação para a secretaria de Estado.[178] Clinton disse que ela estava relutante em deixar o Senado, mas que a nova posição representa uma "aventura difícil e excitante".[178] Para evitar as preocupações sobre conflito de interesses, Bill Clinton concordou em aceitar várias condições e restrições em relação às suas atividades exercidas em suas fundações.[179]

A nomeação necessitava de uma saxbe fix (onde os membros do Congresso aprovam ou não a nomeação), aprovada e promulgada em dezembro de 2008.[180] Audiências de confirmação da nomeação realizadas no Comitê de Relações Exteriores do Senado começaram em 13 de janeiro de 2009, uma semana antes da posse de Obama. Dois dias depois, a comissão votou 16-1 a favor da nomeação de Clinton.[181] Durante esse período, seu índice de aprovação tinha atingido 65%, a aprovação mais alta desde o escândalo Lewinsky.[182] Em 21 de janeiro de 2009, a nomeação de Clinton foi confirmada por 94 votos a favor e 2 votos contra.[183] Clinton fez o juramento no cargo de Secretária de Estado e renunciou ao Senado no mesmo dia.[184] Ela se tornou a primeira ex-primeira Dama que mais ocupou algum cargo no alto escalão do governo federal.[185]

Posse[editar | editar código-fonte]

Obama e Clinton durante a NATO summit, em 21 de Abril de 2009.

Clinton passou seus primeiros dias como secretária de Estado telefonando para dezenas de líderes mundiais com o propósito de dizer que política externa dos Estados Unidos iria mudar de rumo: "Temos uma série de prejuízos para reparar".[186] Ela defendeu um papel mais amplo em questões econômicas globais para o Departamento de Estado e citou a necessidade de uma maior presença diplomática dos Estados Unidos, especialmente no Iraque, onde o Departamento de Defesa haviam realizado missões diplomáticas. [187] Clinton disse que a proposta da administração Obama para o orçamento de 2010 continha um aumento de 7% para o Departamento de Estado e de outros programas internacionais.[188] Em março de 2009, Clinton enviou mais 20.000 soldados para a guerra no Afeganistão, o que o vice-presidente Joe Biden não concordou.[189] Uma fratura no cotovelo fez Clinton adiar duas viagens para o exterior em junho de 2009.[189] [190]

Clinton anunciou a mais ambiciosa de suas reformas ministeriais, a diplomacia Quadrienal e Desenvolvimento, que estabelece objetivos específicos para as missões diplomáticas do Departamento de Estado no exterior, que é modelado após um processo semelhante no Departamento de Defesa que ela estava familiarizada por ter sido membro do Comitê das Forças Armadas no Senado.[191] [192] Também procurou institucionalizar as metas de capacitação de mulheres em todo o mundo.[119] Em setembro, Clinton lançou o Global Hunger and Food Security Initiative (que visa ajudar no combate a fome no mundo) na reunião anual da fundação de Bill, a Clinton Global Initiative.[193] [193] Em outubro, em uma viagem a Suíça, a intervenção de Clinton atingiu um consenso no acordo entre a Armênia e a Turquia.[194] [195] No Paquistão, Hillary participou de vários programas na tentativa de reparar a imagem dos Estados Unidos no Paquistão.[117]

O primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu e Clinton, em maio de 2009.

Em um discurso feito em janeiro de 2010, Clinton fez analogias entre a Internet livre e a não livre.[196] As autoridades chinesas reagiram negativamente, Clinton atenção como a primeira vez que um funcionário do alto escalão americano tinha claramente definido a Internet como um elemento fundamental da política externa.[197] [198] Ela se encontrou com Obama semanalmente, mas não têm relação diária que alguns de seus antecessores tinham tido com os seus presidentes.[198] Em julho de 2010, a secretária Hillary Clinton visitou a Coreia do Sul, Vietnã, Paquistão e Afeganistão, pouco antes do casamento da filha Chelsea, que rendeu muita atenção da mídia.[199] No final de novembro de 2010, Clinton juntou todos os seus esforços para amenizar o efeito do vazamento de telegramas diplomáticos dos Estados Unidos, que contém declarações contundentes e avaliações feitas por diplomatas americanos e estrangeiros.[200] [201] Alguns dos organizadores do WikiLeaks disseram que Clinton estava diretamente envolvida nas gravações.[202] [203] [204]

Hillary Clinton e o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado, assinam pactos de cooperação bilaterais entre Estados Unidos e Portugal, em junho de 2009.

A Primavera Árabe foi a maior crise de política externa durante a administração Obama.[205] Clinton mudou sua posição durante os protestos, no início fazendo uma avaliação que o governo de Hosni Mubarak era "estável", mudando mais tarde para "transição ordenada [a] um governo democrático e participativo" e condenando a violência contra os manifestantes.[206] [207] Obama também passou seguir os conselhos de Clinton.[205] Como os protestos se espalharam por toda a região, Clinton teve sua opinião contraditória, apoiando alguns regimes e sendo contra outros.[208] Durante a Guerra Civil Líbia, Clinton foi a favor da intervenção militar, tendo a aprovação árabe e das Nações Unidas.[208] [209] [210] Mais tarde, ela convocou os aliados dos Estados Unidos para ajudar a manter os rebeldes líbios unificada como o regime que derrubou o Regime Gaddafi.[210] Após a morte de Osama bin Laden, Clinton desempenhou um papel fundamental na decisão do governo de não liberar fotos do líder da Al-Qaeda morto.[211]

Em dezembro 2011 durante um discurso no Conselho de Direitos Humanos da ONU, Clinton disse que os Estados Unidos defendem os direitos dos homossexuais no exterior e que "os direitos dos homossexuais são direitos humanos" e que "nunca deveria ser um crime ser gay".[212] No mesmo mês, Clinton viajou a Mianmar, sendo a primeira visita de um secretário de estado desde 1955, quando ela se reuniu com líderes birmaneses, assim como líder da oposição Aung San Suu Kyi e procurou apoiar o reformas no Mianmar.[213]

Ao longo de seu mandato, Clinton tem procurado usar o "poder inteligente" como estratégia de afirmar a liderança e valores dos Estados Unidos, combinando a força militar com a capacidade americana na economia mundial.[210] Ela também usa muitas redes sociais, como o Facebook e Twitter.[210]

Durante a Primavera Árabe, Clinton viu uma oportunidade de avançar um dos temas centrais de seu mandato, o fortalecimento e bem-estar das mulheres em todo o mundo.[119] Clinton estabeleceu o recorde de ser o secretário (a) de estado que mais viajou, registrando 748 mil quilômetros e visitando 79 países.[119] O Times escreveu que "a resistência de Clinton é lendária."[210] Ao longo de seu mandato, Clinton indicou que ela não tinha interesse em concorrer à presidência novamente[214] ou a qualquer outro cargo. Em março de 2011, ela disse que não estava interessada em servir a um segundo mandato como secretária de estado caso Obama fosse reeleito em 2012.[209] [215]

Publicações[editar | editar código-fonte]

Como primeira-dama dos Estados Unidos, Hillary Clinton publicou uma coluna no Syndicate (imprensa), intitulada de "Talking It Over" (Conversando sobre isso) de 1995 a 2000, distribuído pelo Creators Syndicate.[216] Na qual ela falava sobre suas experiências que teve em viagens por todo o mundo, o tema era mulheres, crianças e famílias.[6]

Em 1996, Clinton apresentou sua visão sobre o livro It Takes a Village. O livro estrou na lista de Best Seller do New York Times e Clinton recebeu o Prêmio Grammy de Melhor Álbum Falado,em 1997, pela gravação de áudio do livro.[217]

Outros livros lançados por Clinton quando ela era primeira-dama incluem Dear Socks, Dear Buddy: Kids' Letters to the First Pets (1998) e An Invitation to the White House: At Home with History (2000). Em 2001, ela escreveu um posfácio sobre o livro infantil Beatrice's Goat.[218]

Em 2003, Clinton lançou uma autobiografia de 562 páginas, intitulado de Living History. Na expectativa de vendas elevadas, a editora Simon & Schuster pagou a Clinton um quase recorde de 8 milhões de dólares [219] O livro teve recorde de vendas durante a primeira semana para um trabalho de não-ficção,[220] passou a vender mais de um milhão de cópias no primeiro mês seguinte da publicação,[221] e foi traduzido para doze línguas.[222] A gravação de áudio do livro de Clinton lhe rendeu uma indicação para o Prêmio Grammy de Melhor Álbum.[223]

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