Aung San Suu Kyi

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Aung San Suu Kyi Medalha Nobel
em birmanês AungSanSuuKyi1.png
Conhecido(a) por Líder da democracia na Birmânia
Secretária geral da Liga Nacional pela Democracia (LND)
Nascimento 19 de junho de 1945 (66 anos)
Rangum
Nacionalidade Myanmar Birmanesa
Cônjuge Michael Aris (1972-1999)
Ocupação Política, ativista
Religião Teravada

Aung San Suu Kyi (em birmanês: AungSanSuuKyi1.png, AFI[àuɴ sʰáɴ sṵ tɕì]; MLCTS: aung hcan: cu. krany; Rangum, 19 de junho de 1945) é uma política de oposição birmanesa, ex-secretária geral da Liga Nacional pela Democracia. Durante a eleição geral de 1990, seu partido conquistou 59% dos votos em todo o país, e obteve 81% (392 de 485) dos assentos no parlamento.[1][2][3][4][5][6][7] Ela já havia, no entanto, sido detida e colocada sob prisão domiciliar, permanencendo nesta condição por quase 15 dos 21 anos que se passaram desde 1990 até sua libertação, em novembro de 2010.[8]

Aung San Suu Kyi recebeu o Prêmio Rafto e o Prêmio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, em 1990, e o Prêmio Nobel da Paz em 1991. No ano seguinte recebeu o Prêmio Jawaharlal Nehru para a Compreensão Internacional, concedido pelo governo da Índia, e o Prêmio Internacional Simón Bolívar, do governo da Venezuela. Aung San Suu Kyi é filha de Aung San, considerado o pai da Birmânia (ou Mianmar) atual.

Índice

[editar] Biografia

Suu Kyi é filha de Aung San, o herói nacional da independência da Birmânia (também chamado Mianmar), que foi assassinado quando ela tinha apenas dois anos de idade.

Depois de ter vivido em Londres, regressou ao seu país em 1988, por altura da morte da mãe. O seu retorno à Birmânia coincidiu com a eclosão de uma revolta popular espontânea contra vinte e seis anos de repressão política e de declínio económico no país. Em pouco tempo, Suu Kyi tornou-se a líder do movimento de contestação ao regime militar.

Manifestação pela liberação de Aung San Suu Kyi, 2005.

Nesse ano de 1988, morreram dez mil pessoas em consequência das medidas de repressão adoptadas pelo regime. Após o seu partido (a Liga Nacional para a Democracia) ter obtido uma vitória esmagadora nas eleições de 1990, Suu Kyi viu-se remetida a prisão domiciliária pela junta militar que governa o seu país. A Birmânia - denominada Myanmar, a partir de 18 de junho de 1989 - continuou a ser dirigida pelo general Ne Win num regime ditatorial, mas a luta pela democracia ganhava crescente visibilidade e apoio internacional.

Manifestação pela liberação de Aung San Suu Kyi, em Nova York, 2003.

Em 1990, Aung San Suu Kyi ganhou o prémio Sakharov de liberdade de pensamento, e em 1991 foi galardoada com o Nobel da Paz.

Em 1995, o regime militar decidiu levantar a pena de prisão domiciliária imposta à Prémio Nobel, como sinal de abertura democrática dirigido à comunidade internacional. Mas sua liberdade durou pouco. Dos últimos 19 anos, ela passou 13 em prisão domiciliar.[9]

Em 2000, o grupo U2 fez uma canção em sua homenagem chamada "Walk On". Em 2005, Damien Rice e Lisa Hannigan escreveram a canção "Unplayed Piano em sua honra e tocaram-na ao vivo no "Nobel Peace Prize Concert (Nobels fredspriskonsert)" em Oslo, Noruega.

Em 2008, Suu Kyi foi classificada como a 71ª mulher mais poderosa do mundo, pela revista Forbes. Em setembro do mesmo ano, seu estado de saúde suscitou preocupação. Ela estaria recusando a comida que lhe era fornecida pela junta militar.[10]

[editar] Prisão e julgamento

Nove ganhadores do Nobel manifestaram apoio a Aung San Suu Kyi, que atualmente está sendo julgada.[11] Segundo a Secretária de Estado para os Direitos Humanos da França, Rama Yade, a detenção de Suu Kyi, a poucos dias de sua liberação, visa afastá-la do processo eleitoral. O objetivo do regime é chegar às eleições legislativas de 2010 sem entraves. "Trata-se de um estado que vive sob o terror há vinte anos," [12]. Suu Kyi, mantendo-se em seu país, marca resistência pacífica mas firme ao regime autoritário.[13]

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, qualificou de escandaloso o processo contra Aung San Suu Kyi. "É escandaloso que ela seja julgada e continue a ser detida em razão de sua popularidade", declarou Clinton em Washington.[14]

Em 30 de maio, os dois juízes militares que julgam a principal opositora birmanesa, adiaram a data de apresentação das razões finais no processo contra ela, de 1º para 5 de junho. "O tribunal pronunciará a sentença depois das razões finais" − disse Kyi Win, da equipe de três advogados que defendem Aung San Suu Kyi.[15]

Em 19 de Junho de 2010, Aung San Suu Kyi completou 65 anos ainda em prisão domiciliar, e nesta ocasião o presidente americano Barack Obama fez um apelo ao governo de Myanmar para que a liberte, assim como aos demais presos políticos.[16]

No dia 13 de novembro de 2010, Suu Kyi foi libertada da prisão domiciliar.[17]

Referências

  1. Aung San Suu Kyi should lead Burma, Pravda Online. 25 de setembro de 2007
  2. The Next United Nations Secretary-General: Time for a Woman. Equality Now.org. Novembro de 2005.
  3. MPs to Suu Kyi: You are the real PM of Burma. The Times of India. 13 de junho de 2007
  4. Walsh, John. (fevereiro de 2006). Letters from Burma. Universidade Internacional Shinawatra.
  5. Sentence for Burma's Aung San Suu Kyi sparks outrage and cautious hope. Deutsche Welle, citação: "The NLD won a convincing majority in elections in 1990, the last remotely fair vote in Burma. That would have made Suu Kyi the prime minister, but the military leadership immediately nullified the result. Now her party must decide whether to take part in a poll that shows little prospect of being just."
  6. The Hon. PENNY SHARPE. Discurso: "In 1990 Daw Aung San Suu Kyi stood as the National League for Democracy's candidate for Prime Minister in the Burmese general election. The National League forDemocracy won in a landslide. But instead of her taking her rightful place as Burma's new Prime Minister, the military junta refused to hand over power." Página 52
  7. A twist in Aung San Suu Kyi's fate. Patrick Winn — GlobalPost. Citação: "Suu Kyi has mostly lived under house arrest since 1990, when the country's military junta refused her election to the prime minister's seat. The Nobel Peace Laureate remains backed by a pro-democracy movement-in-exile, many of them also voted into a Myanmar parliament that never was." 21 de maio de 2009.
  8. Burma releases Aung San Suu Kyi. BBC News, 13 de novembro de 2010.
  9. Presidente do Parlamento Europeu apela à libertação de Suu Kyi. 18 de junho de 2009.
  10. Le pouvoir birman a la responsabilité de la survie de Mme Suu Kyi
  11. EFE, 21 de maio de 2009 Termina 4ª audiência de Suu Kyi sem informações sobre julgamento
  12. http://www.france-info.com/spip.php?article294451&theme=81&sous_theme=188 Entrevista concedida por Rama Yade, em 20 maio de 2009(em francês)
  13. O Exemplo de Aung San Suu Kyi
  14. Reuters, 21 de maio de 2009 Hillary Clinton juge le procès d'Aung San Suu Kyi scandaleux.
  15. Rádio Vaticano, 30 de maio de 2009 Adiada apresentação de argumentação contra Aung San Suu Kyi
  16. Euronews, 19 de junho de 2010 Aung San Su Kyi faz 65 anos
  17. Libertada a ícone da democracia birmanesa Aung San Suu Kyi. IG:Último Segundo (13/11/2010). Página visitada em 18/11/2011.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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Precedido por
Mikhail Gorbachev
Prémio Nobel da Paz
1991
Sucedido por
Rigoberta Menchú Tum
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