Léon Jouhaux

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Léon Jouhaux Medalha Nobel
Sindicalismo
Nacionalidade França Francês
Nascimento 1 de julho de 1879
Local Paris
Morte 28 de abril de 1954 (74 anos)
Local Paris
Atividade
Campo(s) Sindicalismo
Prêmio(s) Nobel prize medal.svg Nobel da Paz (1951)

Léon Jouhaux (Paris, 1 de julho de 1879 — Paris, 28 de abril de 1954) foi um líder sindicalista francês.

Foi laureado com o Nobel da Paz de 1951. Foi presidente do Comité Internacional do Conselho Europeu, membro do conselho da Organização Internacional do Trabalho, delegado junto das Nações Unidas.

O pai de Jouhaux trabalhou em uma fábrica de fósforos em Aubervilliers. Teve que parar o curso secundário quando seu pai foi demitido em uma greve. Conseguiu um emprego na fábrica, aos dezesseis anos e imediatamente tornou-se parte importante da organização dos operários. Em 1900, Jouhaux organizou uma greve contra o uso do fósforo branco, que cegara seu pai. Foi demitido, e trabalhou em vários empregos até que devido a sua influência no movimento foi reintegrado a direção sindical.

Em 1906, foi eleito pelo sindicato, como representante na Confédération Générale du Travail, onde subiu rapidamente na hierarquia da central operária. Em 1909 ele se tornou o tesoureiro interino, e pouco depois secretário-geral da organização, cargo que ocupou até 1947.

Lutava pelas bandeiras iniciais do movimento sindical - jornada de oito horas, direito à representação sindical e negociação coletiva, férias. Na época do governo da Frente Popular, o Acordo Matignon de 1936, do qual foi um dos signatários, concedeu muito destes direitos aos trabalhadores franceses.

Nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial, Jouhaux organizou vários protestos de massa contra a guerra. Contudo, uma vez começada a guerra, Jouhaux apoiou a França, acreditava que uma vitória da Alemanha nazista levaria à destruição da democracia na Europa. Durante a guerra, foi preso e encarcerado no campo de concentração de Buchenwald.

Após a guerra, Jouhaux se desligou da CGT para formar a CGT-FO social-democrata. Em 1951 foi laureado com o Nobel da Paz. Num contexto internacional, seu trabalho foi fundamental na criação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), e foi eleito para altos cargos em organismos sindicais internacionais, incluindo a Federação Internacional dos Sindicatos e seu seguimento no pós-guerra, a Federação Mundial dos Sindicatos, até sua morte.

Léon Jouhaux morreu em 1954, e foi enterrado no Cemitério do Père-Lachaise em Paris.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Ralph Johnson Bunche
Nobel da Paz
1951
Sucedido por
Albert Schweitzer


Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.