Guerra do Afeganistão (2001–presente)

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Guerra do Afeganistão (2001-presente)
Parte da(o) Guerra ao Terrorismo, Guerra civil do Afeganistão
2001 War in Afghanistan collage 3.jpg
Data 7 de outubro de 2001 - presente
Local Afeganistão
Desfecho a decorrer
Combatentes
Coalizão:

Invasão de 2001:

Flag of Taliban.svg Talibã
Flag of al-Qaeda in Iraq.svg Al-Qaeda
Principais líderes

Estados Unidos Barack Obama
Estados Unidos George W. Bush
Estados Unidos Joseph Dunford[1]
Estados Unidos John P. Abizaid
Estados Unidos David D. McKiernan
Estados Unidos Stanley McChrystal
Estados Unidos Dan McNeill
Reino Unido David Cameron
Reino Unido Gordon Brown
Reino Unido Richard Dannatt
Reino Unido David Richards
Reino Unido Jock Stirrup
Reino Unido Richard Kemp
Flag of Afghanistan 1992 free.png Hamid Karzai
Flag of Afghanistan 1992 free.png Bismillah Khan Mohammadi  [2]

Flag of Taliban.svg Mohammed Omar
Flag of al-Qaeda in Iraq.svg Osama bin Laden 
Flag of al-Qaeda in Iraq.svg Ayman al-Zawahiri

Forças
OTAN – ISAF: 102.554 (2010)[3]

Estados Unidos Exército dos Estados Unidos: 48.000[4] [5]

Afeganistão Exército do Afeganistão: 380.586 (2014)[6]

Flag of Taliban.svg Taliban: ~25.000[7]

al-Qaeda: 600 - 1.000[8] [9]
Hezbi Islami: 10.000[10]
IMU: 10.000[11]
Milícia de Haqqani: 4.000[10]
TTP: 40.000+[12]
Quetta Shura:10,000[13]
TNSM:6.000
Total: +120.000 (2010)

Vítimas
  • Exército Afegão: 10.000 mortos[14]
  • OTAN: 3.424 mortos[15] (Estados Unidos: 2.313, Reino Unido: 448 mortos; Outros países: 600 mortos)
  • Feridos: 23.500[16] [17]

Total: ~ 13.500 mortos

Mais de 40 mil mortos ou capturados

Guerra do Afeganistão (2001–presente) ou Segunda Guerra do Afeganistão da história contemporânea, é uma guerra atual que opôs, inicialmente, de outubro a novembro de 2001, os Estados Unidos, com a contribuição militar da organização armada muçulmana Aliança do Norte e de outros países ocidentais (Reino Unido, França, Canadá e outros), ao regime talibã. A invasão do Afeganistão, liderada pelos americanos, teve início em 7 de outubro de 2001, à revelia das Nações Unidas, que não autorizaram a invasão do país. O objetivo declarado da invasão era encontrar Osama bin Laden e outros líderes da Al-Qaeda, destruir toda a organização e remover do poder o regime talibã, que alegadamente lhe dera apoio.[18] [19]

A invasão marca o início da guerra contra o terrorismo, declarada pelo governo Bush, após os atentados de 11 de setembro. A Aliança do Norte - grupo armado adversário dos talibãs - forneceu a maior parte das forças terrestres, enquanto os Estados Unidos e a OTAN ofereceram, na fase inicial, o apoio tático, aéreo e logístico.

Na segunda fase, após a recaptura de Cabul, as tropas ocidentais aumentaram a sua presença a nível local. Nos EUA, a guerra é também conhecida pelo nome militar de "Operação Liberdade Duradoura". Segundo a "Doutrina Bush", não há distinção entre a Al-Qaeda e as nações que a abrigam.

Duas operações militares no Afeganistão procuraram estabelecer controle sobre o país. A primeira (Operação Enduring Freedom - OEF) foi a que envolve Estados Unidos e seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte lutando contra a Al-Qaeda e o Talibã que operavam principalmente no leste e sul do país, ao longo das fronteiras com o Paquistão. Cerca de 28.300 tropas da OEF eram dos EUA, no começo do conflito. A segunda operação começou com a formação da Força Internacional de Assistência para Segurança (ISAF), inicialmente criada pelo Conselho de Segurança da ONU no final de Dezembro de 2001 para garantir Cabul e seus arredores com o propósito de estabilizar o país e derrotar a insurgência. A OTAN assumiu o controle da ISAF em 2003. Até Dezembro de 2008, as forças internacionais possuíam cerca de 51.350 soldados de 41 países, com os membros da OTAN proporcionam o núcleo das tropas. No auge, os Estados Unidos tinham cerca de 68 000 soldados no Afeganistão. A segunda maior força era do Reino Unido, com 9 000 combatentes.[4] [5] [20]

O ataque inicial removeu o Talibã do poder, mas logo uma insurgência liderada pelos fundamentalistas recuperou sua força.[21] [22]

A guerra foi menos bem sucedida na consecução do objetivo de restringir o movimento al-Qaeda. Desde 2006, o Afeganistão tem visto as ameaças à sua estabilidade no aumento atividade insurgente do Talibã e nos altos níveis de produção de drogas ilegais,[23] [24] e um frágil governo com controle limitado fora de Cabul.[25]

Em 1º de agosto de 2010, os Países Baixos tornaram-se o primeiro país membro da OTAN a retirar suas tropas do Afeganistão. A retirada total das tropas multinacionais deve completar-se em 2014, isto é, treze anos depois de iniciada a ocupação militar do país. A guerra do Afeganistão já é o mais longo conflito da história dos Estados Unidos, e seu custo, desde 2001, é calculado em 345 bilhões de dólares, além de 1.600 militares americanos mortos. A esta altura, os analistas não acreditam em vitória militar num país sob o governo supostamente corrupto de Hamid Karzai (posto no cargo pelos EUA e reeleito em eleições supostamente fraudadas) e dividido entre diferentes etnias, tribos e áreas de influência de senhores da guerra.[26] Com o passar do tempo, viu-se um enfraquecimento da insurgência islâmica, que passou a preferir atentados a bomba do que confrontos diretos com as tropas de ocupação. Em uma vitória simbólica, em 2 de maio de 2011, forças especiais dos Estados Unidos conduziram uma operação na cidade paquistanesa de Abbottabad que culminou com a morte do terrorista Osama bin Laden.[27]

Em 22 de junho de 2011, o Presidente americano Barack Obama anunciou que os Estados Unidos dariam início a uma retirada sistemática de soldados e equipamentos do país ainda em 2011. É esperado que as últimas tropas da Otan deixem o Afeganistão em 2016.[28]

Índice

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Territórios controlados pelas partes beligerantes em 1996.

Após a primeira guerra no Afeganistão que levou à retirada do Exército Vermelho em 1989 e da queda do regime comunista, em 1992, uma guerra civil entre as várias facções continuou. Em 1996, o Taliban, um movimento fundamentalista islâmico formado em 1994, conquistou a capital Cabul e, posteriormente, invadiu cerca de 90% do país.

Os guerrilheiros anti-Taliban e outros grupos de resistência tinham criado uma coligação conhecida como a Aliança do Norte, que controlava até 2001 a parte norte do país. Em 9 de Setembro de 2001, dois dias antes dos atentados nos Estados Unidos, o líder da Aliança, Ahmad Shah Massoud foi assassinado (presumivelmente por agentes da Al Qaeda).

Embora os membros da comunidade internacional, incluindo os Estados Unidos, inicialmente viram o Talibã como uma potencial fonte de estabilidade para o país devastado pela guerra[29] , a tolerância para hospedagem de extremistas islâmicos combinada com a sua relutância em negociar com os seus inimigos rapidamente azedou a relação. Em Maio de 1996, Osama bin Laden e outros membros da al-Qaeda se estabeleceram no Afeganistão e têm estreitas alianças com o regime talibã no país, onde foram criados vários acampamentos para formação de terroristas. Sob o regime Talibã, a Al-Qaeda foi capaz de usar o Afeganistão como um lugar para treinar e doutrinar combatentes, armas de importação, em coordenação com outros jihadistas, e traçar ações terroristas.[30] Após os atentados às embaixadas dos Estados Unidos na África, em 1998, o presidente Bill Clinton ordenou ataques com mísseis em campos de treinamento de militantes no Afeganistão. Os efeitos de tais represálias foram limitados.

Em 1999 e 2000, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou duas resoluções que estabeleceu sanções econômicas e de armas ao Afeganistão para incentivar os talibãs para fechar acampamentos de formação de terroristas e entregar Bin Laden para as autoridades internacionais para responder aos ataques de 1998. O Taliban rejeitou repetidamente as exigências, no entanto.

Ataques de 11 de setembro de 2001[editar | editar código-fonte]

As Torres gêmeas do World Trade Center com o incêndio. A United Airlines Flight 175 atingiu à Torre Sul (direita), e logo após o American Airlines Flight 11 atingiu a Torre Norte (esquerda). Os ataques de 11 de setembro deram inicio a Guerra do Afeganistão.

Em 11 de setembro cerca de 3.000 pessoas foram mortas em ataques coordenados contra o World Trade Center e o Pentágono por aviões civis seqüestrados. Os ataques foram rapidamente ligados a Osama bin Laden e a Al-Qaeda. Menos de uma semana após os acontecimentos de 11 de setembro de 2001, o presidente dos EUA George W. Bush, identificou Osama Bin Laden como o "principal suspeito" nos ataques.[31] Após os ataques de 11 de setembro de 2001, os investigadores logo encontraram indícios da participação de Osama bin Laden, que inicialmente negou qualquer envolvimento no caso. Mas, em 2004, pouco antes das eleições presidenciais, Bin Laden em uma mensagem de vídeo afirmou que a al-Qaeda esteve diretamente envolvida nos ataques. Em 21 de Maio de 2006, foi encontrada uma mensagem de áudio publicada em um site (o que o governo americano considera frequentemente usado pela Al-Qaeda), no qual Bin Laden admitiu que ele pessoalmente treinou os 19 terroristas do 11 de Setembro.

O então presidente dos Estados Unidos, George Bush, falando ao congresso americano sobre a guerra ao terror. No discurso, ele exigiu que as autoridades do talibã entregassem Osama bin Laden e destruissem a infraestrutura da Al-Qaeda no seu país, ou eles "sofreriam do mesmo destino que aguardava os terroristas".

Em 21 de Setembro de 2001, o presidente dos EUA, George W. Bush, fez um ultimato aos talibãs,[32] que formulou as seguintes exigências:

  • entregar todos os líderes da al-Qaeda no Afeganistão para os Estados Unidos;
  • libertar todos os prisioneiros de nações estrangeiras, incluindo cidadãos americanos;[33]
  • proteger jornalistas estrangeiros, diplomatas e de voluntários no Afeganistão;
  • fechar acampamentos de formação de terroristas no Afeganistão e entregar todos os terroristas às autoridades competentes;
  • garantir o livre acesso dos EUA aos acampamento, a fim de verificar o seu encerramento.

Os talibãs não responderam diretamente a Bush, considerando que o início de um diálogo com um dirigente político não-muçulmano era um insulto ao Islã. Assim, por mediação da sua embaixada no Paquistão, afirmou a rejeitar o ultimato dado, porque não há provas ligando Bin Laden aos atentados de 11 de Setembro. Eles também ressaltaram que Bin Laden era um convidado em seu país.[34]

Em 22 de setembro os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita decidiram não reconhecer o governo taliban no Afeganistão. Apenas Paquistão continuou a manter os contatos diplomáticos com o país.[carece de fontes?]

Ao que parece, em 4 de outubro, secretamente os talibãs propusseram ao Paquistão entregar Bin Laden, e pediram o julgamento de um tribunal internacional sob as leis da Sharia. Assume-se que o Paquistão rejeitou a oferta.[carece de fontes?] No meio de outubro, alguns membros moderados do regime talibã reuniram-se com o embaixador dos EUA do Paquistão para encontrar uma maneira de convencer Mullah Omar a entregar Bin Laden aos Estados Unidos. Em 7 de outubro, pouco antes da invasão, os talibãs estavam dispostos a a colocar Bin Laden em um tribunal islâmico no Afeganistão. Os EUA recusaram esta oferta por julga-la insuficiente,[35] e os bombardeamentos de alvos no Afeganistão por forças aglo-americanas começaram no mesmo dia.

Apenas em 14 de outubro, uma semana após a eclosão da guerra, o Taliban concorda em entregar bin Laden para um país neutro para o julgamento, mas apenas com a apresentação de provas do envolvimento de Bin Laden no 11 de Setembro. Esta oferta também foi rejeitada por Bush, que declarou "Não há necessidade de discutir a inocência ou culpa. Nós sabemos que ele é culpado".[36]

O Conselho de Segurança das Nações Unidas não tinha autorizado o uso da força contra o Afeganistão, em qualquer resolução subsequente para o 11 de Setembro. A administração Bush não declarou guerra, e rotulou tropas talibãs como partidários dos terroristas em vez de soldados, negando-lhes a proteção da Convenção de Genebra e o devido processo legal. Esta posição tem sido contestada no Suprema Corte dos Estados Unidos.[37]

O conflito[editar | editar código-fonte]

2001: Derrubada do Talibã[editar | editar código-fonte]

Principais operações da campanha do Afeganistão, de outubro-dezembro 2001.

Fracassadas as negociações entre o governo americano e os talibãs, no domingo, 7 de Outubro de 2001, as forças armadas dos Estados Unidos e do Reino Unido começam a bombardear o Afeganistão, com o objetivo de atacar as forças Taliban e a al-Qaeda. As operações foram precedidas e complementadas por trabalho da Agência Central de Inteligência (CIA) e as forças de operações especiais (SOF), com grupos de oposição afegãs, em particular, a Aliança do Norte. Além do Reino Unido, Canadá, França, Austrália e Alemanha também declararam o seu apoio aos EUA. O presidente do Paquistão - General Pervez Musharraf - também manifestou o seu acordo, apesar da falta de entusiasmo dos Estados Árabes, relativa à eliminação da Al-Qaeda do Paquistão. O Paquistão abre as suas fronteiras às ondas de refugiados provenientes do Afeganistão. Os ataques foram registrados na capital, Cabul, onde a eletricidade foi interrompida, em Candaar, onde viveu líder taliban, o mullah Omar, e campos de formação, na cidade de Jalalabad.[38] [39] [40]

Em cerca de 45 minutos após o bombardeio, George W. Bush e Tony Blair confirmaram a seus respectivos países que estavam sob um ataque aéreo contra o Afeganistão, mas que os objetivos das bombas eram exclusivamente militares, e, no entretanto, também foram lançados alimentos, medicamentos e suprimentos para o povo afegão.[41] Aproximadamente ao mesmo tempo, a CNN passou a mostrar imagens exclusivas do bombardeio de Cabul em todo o mundo.[42]

Pouco antes do ataque o canal de informação por satélite nas línguas árabe Al Jazeera recebeu um vídeo pré-gravado de uma mensagem por Osama bin Laden. Neste, o líder da al-Qaeda condena qualquer ataque contra o Afeganistão, afirmando que os EUA falharam no Afeganistão e, em seguida, iriam desmoronar, tal como a União Soviética. Então, bin Laden lançou uma jihad contra os Estados Unidos. [carece de fontes?]

Campanha Aérea[editar | editar código-fonte]

Mapa mostrando as principais operações estadunidenses no Afeganistão.

Antes do início dos ataques aéreos, os meios de comunicação especulam que os talibãs poderiam utilizar mísseis Stinger antiaéreos de fabricação americana, os remanescentes da invasão soviética dos anos 1980. Não há informações de tais mísseis, o que, em qualquer caso, nunca foram utilizados. Além disso, os talibãs tinham pouco a oferecer em matéria de armas antiaéreas, com base principalmente de certos materiais de guerras anteriores abandonadas pelos tropas soviéticas. Portanto helicópteros Apache e vários outros aviões foram capazes de operar sem grandes riscos.

Durante o bombardeio, nenhum avião americano foi abatido por fogo inimigo. Em poucos dias a maioria dos campos de formação de terroristas tinham sido severamente danificados e as medidas antitalibãs tinham sido destruídas. A população civil foi devastada com a marcha do conflito.

Posteriormente, os ataques foram concentrados sobre os objetivos de comando, controle e comunicações para minar as possibilidades de resposta dos talibãs. No entanto, duas semanas após a guerra, os talibãs ainda resistiam. A Aliança do ar, por isso, pediu reforços em sua frente. Entretanto, milhares de milicianos Pashtun do Paquistão chegaram como reforços para o Taliban.

A terceira fase do bombardeio foi realizado com o F/A-18 Hornet e tinha como objetivo atacar linhas de suprimentos e outros edifícios pertencentes aos fundamentalistas do talibã. Os aviões americanos lançaram bombas de fragmentação em posições de defesa dos talibãs. Os jihadistas foram severamente afetados pelos ataques, enquanto que a Aliança do Norte começou a obter resultados importantes após anos de conflito. A aviação militar americana voltou a atacar o coração de Candaar controlada por Mohammed Omar. Mas, apesar de tudo, até o início de novembro, a guerra continuou a abrandar.

Então começou a quarta fase do ataque e nas linhas de frente talibãs foram lançada quase 7 toneladas de bombas BLU-82 e artilharia da AC-130. Os ataques foram de grande sucesso. A tática teve efeitos limitados e os ataques talibãs aumentaram. Contudo, os combatentes mujahidins não tinham qualquer experiência anterior para combater o poder fogo dos Estados Unidos, e muitas vezes estavam mesmo no topo de uma montanha, onde as Forças Especiais poderiam facilmente identificá-los e chamar apoio aéreo.

O grosso da milícia Talibã foi dizimada, combatentes estrangeiros assumiram o controle da segurança das cidades afegãs. Entretanto, a Aliança do Norte, com a colaboração de membros paramilitares da CIA e de Forças Especiais, começaram uma ofensiva a parte: vencer Mazari Sharif, e a partir dessa posição cortar linhas de abastecimento talibã no norte e, em seguida, partir para Cabul.

A Batalha por Mazar-i-Sharif[editar | editar código-fonte]

Em 9 de novembro, começou a batalha de Mazar-i-Sharif. Os EUA bombardearam as defesas talibãs, concentrado nas gargantas Chesmay-e-Safa, através do qual ele entra na cidade. Às 14 h, a Aliança do Norte avança do sul e oeste, ocupando a principal base militar na cidade e ao aeroporto, assim forçando o Talibã a recuar para a cidade. Dentro de quatro horas a batalha tinha acabado. Os talibãs recuaram para o sul e leste e Mazar-i-Sharif foi tomada.

Um dia depois a cidade foi dada à pilhagem. A Aliança do Norte varreu a cidade em busca de presos, imediatamente baleou várias pessoas suspeitas de terem simpatias com os talibãs. Também foi descoberto no interior de uma escola, um paraíso de cerca de 520 talibãs combates, principalmente a partir do Paquistão. Eles também foram executados.

No mesmo dia, a Aliança tinha avançado rapidamente em direção ao norte. A queda do Mazar-i-Sharif tinha levado para a entrega de várias posições talibãs. Muitos comandantes decidiram mudar lados ao invés de lutar. Muitas das suas tropas de linha de frente foram contornados e rodeados no norte da cidade de Kunduz como a Aliança do Norte já tinha passado indo sul. Também no sul fechar seu poder, pelo menos, parecia frágil. A polícia religiosa interrompeu suas patrulhas regulares. Parecia que o regime iria desmoronar dentro de um curto espaço de tempo.

A queda de Cabul[editar | editar código-fonte]

Na noite do dia 12 de novembro as forças talibãs, com benefício da escuridão, abandonou Cabul. O exército chegou à cidade na parte da tarde, encontrou uma força de cerca de uma dúzia de soldados escondidos no parque da cidade. Cabul estava agora em mãos aliadas.[43]

A queda de Cabul marcou o início de um colapso de posições do Talibã. Dentro de 24 horas após a queda de Cabul, também foram tomadas todas as províncias ao longo da fronteira do Irã, incluindo a cidade de Herat. Os comandantes locais Pashtuns e chefes militares já controlavam o noroeste do país, incluindo Jalalabad. O que permaneceu dos talibãs paquistaneses e voluntários recuou para o norte, rumo Konduz, e sudeste, para Candaar, a fim de preparar a defesa. Cerca de 2000 membros da Al-Qaeda e dos Taliban, incluindo talvez mesmo Bin Laden, estão agrupados na montanha em cavernas de Tora Bora, 50 km a sudoeste de Jalalabad. Em 16 de Novembro, a aviação norte-americana começou a bombardear a zona, enquanto a CIA e as forças especiais locais recrutaram alguns chefes militares que estavam envolvidos em um ataque iminente em cavernas.[44]

A queda do Konduz[editar | editar código-fonte]

Também em 16 de Novembro começou o cerco de Konduz, que ocorreu com nove dias de combates aéreos e terrestres. Finalmente, após nove dias de combates pesados e bombardeio aéreo americano, combatentes talibãs se entregam à forças da Aliança do Norte no dia 25 de novembro-26 de novembro. Pouco antes da entrega, aeronaves paquistanesas chegaram ostensivamente para evacuar algumas centenas de militares e do pessoal da inteligência que se apressaram para o auxílio do regime talibã contra a Aliança do Norte antes da invasão dos EUA. Acredita-se que pelo menos 5.000 pessoas no total foram evacuadas da região, incluindo militares da al-Qaeda e aliados talibãs no Afeganistão ao Paquistão.[45] [46] [47]

A revolta de Qala-i-Jangi[editar | editar código-fonte]

Fuzileiros americanos em ação no Afeganistão, em novembro de 2001.

Em 25 de novembro, enquanto alguns prisioneiros da batalha de Konduz eram conduzidos à fortaleza de Qala-i-Jang, a cerca de Mazar-e-Sharif, os talibãs atacaram os guardas do Norte. Este incidente levou a uma revolta de 600 prisioneiros, que ocupou a ala sul do edifício, onde havia um armazém cheio de armas, e um pequeno exército. Um agente da CIA, Johnny Micheal Spann, foi assassinado enquanto interrogava prisioneiros, tornando-se o primeiro americano vítima da guerra.

A revolta foi sedada após sete dias de combates através dos esforços de uma unidade de SBS, Boinas Verdes e de alguns dos milicianos no norte do país. A artilharia AC-130 participaram na prestação dos bombardeios em várias ocasiões, bem como um ataque aéreo. Sobreviventes talibãs foram inferiores a 100, enquanto 50 soldados do norte foram mortos. A revolta marcou o fim dos combates na zona norte agora sob o controle dos senhores da guerra da Aliança do Norte.[48]

Tomada de Candaar[editar | editar código-fonte]

Para o final de novembro de Candaar, local de origem dos talibãs e seu último reduto estavam sob pressão crescente. Cerca de 3.000 soldados liderados por Hamid Karzai, um homem de simpatia ocidental, avançou para a cidade do leste, o corte de abastecimento. Entretanto, a Aliança do Norte continuou no seu caminho de norte-nordeste e cerca de 1.000 fuzileiros norte-americanos, que chegaram através de helicóptero CH-53E Super Stallion, e estabeleceram um acampamento ao sul de Candaar.

Em 26 de novembro, houve o primeiro grande choque em uma zona de fogo, quando 15 veículos armados abordaram a base, mas foram destruídas por helicóptero. Entretanto, os ataques aéreos continuaram a enfraquecer os talibãs em Candaar quando Mullah Omar estava escondido. Omar, líder dos Taliban, foi ousado, apesar de seu movimento para o final de novembro, controlava apenas 4 das 30 províncias afegãs, e impulsionou suas forças para lutar até a morte.

Uma vez que os talibãs estavam à beira de perder o seu reduto, os EUA centraram a atenção em Tora Bora. Milícias tribais locais, que contavam mais de 2.000 paramilitares incorridos, pagos e organizados pela CIA e as Forças Especiais, continuou a fluir para um ataque e prosseguiu com os pesados bombardeios sobre posições suspeitas da Al-Qaeda. Em 5 de Dezembro, a milícia afegã assumiu o controle da várzea na montanha grutas por combatentes da Al-Qaeda e preparou posições dos vagões para atacar as forças inimigas. Os combatentes da Al-Qaeda retiraram com morteiros, rifles de assalto e lançadores de levantar posições fortificadas e preparar para a batalha.

Insurgentes do talibã.

Rumo a 6 dezembro, Omar finalmente começou a dar um sinal de estar pronto para deixar Candaar às facções tribais. Com suas tropas destruídas pelos pesados bombardeios americanos e as pessoas restantes que vivem em Candaar para evitar tornar-se um alvo, mesmo o moral do Mulá Omar desmoronou. Entendia que não podia levar muito tempo Candaar, começou a mostrar sinais de querer negociar a cidade para ir para líderes tribais, desde que ele e seus homens recebessem alguma proteção importante. O governo dos EUA rejeita qualquer anistia para Omar ou qualquer líderes talibãs. Em 7 de Dezembro, Mullah Mohammad Omar fugiu para fora da cidade de Candaar com um grupo de lealistas e se mudou nas montanhas do noroeste de Oruzgan, negando a promessa dos talibãs para que cedam os seus combatentes e armas. Ele foi visto pela última vez durante a condução com um grupo de guerrilheiros em um comboio de motocicletas. Outros membros da liderança do Taliban fugiram para o Paquistão através do telecomando passes de Paktia e Paktika. Em qualquer caso, Candaar, a última cidade controlada pelos talibãs, tinha caído, e a maioria dos combatentes talibãs tinham dissolvidos. A cidade fronteiriça de Spin Boldak tinha entregue no mesmo dia, marcando o fim do controle talibã no Afeganistão. Forças tribais afegãs lideradas por Gul Agha foram apreendidas da cidade de Candaar, enquanto os fuzileiros assumiram o controle da cidade e foi introduzido uma base americana.

A batalha de Tora Bora[editar | editar código-fonte]

Combatentes da Al-Qaeda ainda resistiam nas montanhas de Tora Bora. As milícias tribais antitalibã continuou ainda uma tenaz avanço através de um terreno difícil, acompanhado por pesados ataques aéreos efetuados pelas Forças Especiais dos EUA. Enfrentando a derrota e a relutância dos concidadãos muçulmanos, as forças da al-Qaeda chegaram a um acordo sobre uma trégua para dar tempo para entregar as suas armas. Em retrospectiva, no entanto, muito entendem que a trégua era apenas um truque para permitir que altos membros da Al-Qaeda, incluindo Osama bin Laden escapar. Em 12 de dezembro de lutaram novamente, provavelmente feito por um estouro do destacamento que protege a retaguarda de um exército que ganhou tempo para a fuga da maior parte das forças através da White Mountains às áreas tribais do Paquistão. Mais uma vez, as forças tribais auxiliadas pelas tropas de operações especiais e apoio aéreo dos EUA a partir de posições fortificadas da al-Qaeda nas cavernas e bancas espalhadas por toda a região montanhosa. Em 17 dezembro, o último complexo de cavernas tinham sido tomadas e seus defensores fugiram. Uma pesquisa da área por tropas americanas continuaram em janeiro, mas não revelaram qualquer evidência de Bin Laden ou a direção da al-Qaeda. É opinião quase unânime de que já tinha fugido em regiões tribais do Paquistão a sul e leste. Estima-se que cerca de 200 combatentes da Al-Qaeda foram mortos durante a batalha, juntamente com um número desconhecido de combatentes tribais antitalibã. Não foi relatada a morte de qualquer americano.

Esforços diplomáticos[editar | editar código-fonte]

Reuniões de vários líderes afegãos foram organizadas pelas Nações Unidas e tiveram lugar na Alemanha. Os Talibãs não participaram. Estas reuniões produziram um governo interino e um acordo para permitir que uma força de manutenção da paz das Nações Unidas entrarem no Afeganistão. As resoluções da ONU de 14 de Novembro de 2001, incluía uma condenação do regime talibã no Afeganistão que permitiu ser usado como uma base para a exportação de terrorismo pela rede Al-Qaeda e outros grupos terroristas e por ter fornecido refúgio seguro para Osama bin Laden, a Al-Qaeda e seus associados, e, neste contexto, apoiaram o povo afegão na substituição do regime dos talibãs.

A resolução das Organizações das Nações Unidas de 20 de Dezembro de 2001, "O apoio aos esforços para erradicar o terrorismo internacional, em conformidade com os estatutos da Organização das Nações Unidas e também reafirmando sua resolução 1368 (2001), de 12 de Setembro de 2001 e 1373 (2001), de 28 de Setembro de 2001."

As Nações Unidas não só condenaram o regime talibã, mas ainda asseguraram uma missão internacional de manutenção da paz.

Ajuda humanitária[editar | editar código-fonte]

Acredita-se que no Afeganistão há 1 milhão e meio as pessoas que sofrem de fome e 7 milhões e meio sofrem com o resultado da grave situação do país - a combinação de uma guerra civil, a seca relacionados com fome e, em extensão, para o opressivo regime talibã e a invasão liderada pelos EUA.

No Paquistão, as Nações Unidas e as organizações privadas ajuda começaram a multiplicar pelo grande esforço humanitário exigido para além dos grandes esforços para os refugiados e para os alimentos. O Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas ter suspenso temporariamente desde o início das operações de bombardeios no Afeganistão. Esforços no início (dezembro 2001), retomado com uma distribuição diária de 3.000 toneladas. Estima-se que 30.000 toneladas de alimentos serão necessários (desde Janeiro de 2002) suficientes para fornecer ajuda as multidões de pobres.

A Focus Assistência Humanitária (FOCO), uma filial da Aga Khan Development Network (ADKN), continua a trabalhar com atividades de reabilitação e de assistência, mantendo suas operações, apesar da crise e do encerramento de vários na fronteira afegã. Durante o ano de 2001, trouxe comida e outra assistência para mais de 450.000 pessoas no Afeganistão, entregando 1400 toneladas de alimentos para cerca de 50.000 pessoas vulneráveis, até ao final de Setembro de 2001. Em outubro de 2001 tinha distribuído mais de 10.000 toneladas de alimentos em Badakhshan, com 4.000 toneladas sobre a sua forma de distribuição para as pessoas vulneráveis em zonas de grande altitude, na província. A FOCUS também havia criado um programa de organizações agrárias gramíneo aldeias na província acreditavam que elas poderiam produzir mais de 30.000 toneladas de cereais por ano.

Em 1º de novembro, a C-17 dos EUA, voando a 10.000 metros de altura lançou 1.000.000 pacotes de alimentos e medicamentos são assinalados com uma bandeira americana. Os Médicos Sem Fronteiras em uma chamada propaganda transparente e afirmou que utilizam medicamentos sem médicos é provavelmente mais prejudicial do que bom. Thomas Gonnet, chefe da Ação Contra a Fome no Afeganistão disse que foi um «ato de marketing".

2002: Operação Anaconda[editar | editar código-fonte]

Os soldados embarcam em um helicoptero na Operação Anaconda.

Depois de Tora Bora, forças afegãs, os EUA e seus aliados consolidaram sua posição no país. Na sequência de uma Loya Jirga, ou do município mais importantes facções afegãs, líderes tribais e antigos exilados, foi formado em Cabul um governo interino afegão, sob a liderança de Hamid Karzai. As Forças americanas estabeleceram a sua base principal, a Base Aérea de Bagram, ao norte de Cabul. O aeroporto de Cabul tornou uma importante área para bases dos EUA. Muitos postos avançados foram criados em províncias orientais para capturar fugitivos do Taliban e da al-Qaeda. O número de tropas da coligação liderada pelos EUA operando no país cresceu para mais de 10.000. Entretanto, os talibans e a Al Qaeda não tinha se entregado. As forças da Al-Qaeda começaram a reorganizar nas montanhas de shahi-Kot na Província de Paktia em janeiro e fevereiro de 2002. Mesmo um fugitivo talibã na província de Paktia, o Mulá Saifur Rehman, começou a reconstruir algumas das tropas do seu apoio militar aos guerrilheiros antiamericano. Reuniu mais de 1.000 homens para o início de março de 2002. A intenção dos rebeldes era usar a região como base para lançar ataques de guerrilha e, possivelmente, uma grande ofensiva semelhante à do Mujaïdine que combateram as tropas soviéticas, nos anos 80.

Um combatente Anti-Taliban das forças (ATF) na província de Helmand no Afeganistão em Janeiro de 2002.

As fontes de inteligência dos Estados Unidos e as milícias afegãs aliadas logo notaram a disposição na Província de Paktia e preparam uma enorme força para combatê-lo. Em 2 de Março de 2002, as forças afegãs e norte-americanas lançaram uma ofensiva contra as forças da al-Qaeda e talibãs entrincheirados nas montanhas da shahi-Kot sudeste de Gardez. As forças rebeldes, que utilizaram armas pequenas, RPG e morteiros, foram enraizadas nas bancas e cavernas nas encostas em uma altitude de mais ou menos 3.000 m. Eles utilizaram a tática "bater e correr", abrindo fogo sobre os EUA e forças afegãs e depois recuando em cavernas e bancas de evitar o regresso ao fogo e bombardeio incessante. Para piorar a situação, mesmo para as tropas da coligação, os americanos inicialmente subestimaram os comandantes das forças da al-Qaeda e os Taliban como um pequeno grupo isolado de menos de 200 unidades. Acontece que os guerrilheiros estavam entre 1.000 e 5.000, de acordo com algumas estimativas, e estavam recebendo reforços.

Pós-Operação Anaconda[editar | editar código-fonte]

Após a batalha no Shahi-Kot, acredita-se que os combatentes da Al-Qaeda estabeleceram-se em abrigos de protetores tribais no Paquistão, onde as forças novamente começaram a lançar ataques através da fronteira contra forças dos EUA no Verão de 2002. As unidades de Guerrilha em número de 5 a 25 homens, ainda regularmente atravessam a fronteira de seus refúgios no Paquistão para lançar foguetes nas bases dos EUA e tentam emboscadas em comboios e patrulhas norte-americanas, assim como nas tropas do Exército Nacional Afegão, uma milícia de forças afegãs que trabalham com os EUA, lideradas pela coligação, e organizações não-governamentais.

Entretanto, forças talibãs continuaram a permanecer escondidas em áreas rurais do sul em quatro províncias que formam o seu reduto, Candaar, Zabol, Helmand e Uruzugan. Na esteira da Operação Anaconda, o Pentágono exigiu que os Royal Marines britânicos, que são altamente treinados em guerra de montanha, fossem mobilizados. Realizaram uma série de missões ao longo de várias semanas com resultados variados. Os talibãs, que durante o Verão de 2002 numeravam em centenas, evitaram uma batalha com forças afegãs, norte-americanas e seus aliados, tanto o quanto possível, e durante as operações afastaram para as cavernas e túneis da vasta cordilheira do Afeganistão e do outro lado da fronteira com o Paquistão.[49]

2003-2005: A nova insurreição talibã[editar | editar código-fonte]

Fuzileiros navais procurando por guerrilheiros do Taliban no verão de 2005.

Depois de ter tentado impedir as forças dos EUA durante o Verão de 2002, os restantes talibãs começaram a recuperar gradualmente a sua segurança e iniciaram preparativos para lançar a insurgência que Mullah Mohammad Omar havia prometido durante os últimos dias de poder dos talibãs. Em setembro, forças talibãs começaram o recrutamento de pashtuns em zonas no Afeganistão e no Paquistão para lançar uma nova "jihad" ou guerra santa, contra o governo afegão e a coligação liderada pelos EUA. Em muitas aldeias do centro-Taliban no sudeste do Afeganistão também começaram a aparecer panfletos distribuídos em segredo durante a noite chamando para a jihad. Pequenos acampamentos móveis são criados ao longo da fronteira com o Paquistão por fugitivos da Al Qaeda e do Talibã para treinar novos recrutas na guerrilha e táticas terroristas, de acordo com fontes afegãs e uma declaração da Organização das Nações Unidas. A maioria dos novos recrutas foram retirados em madrasas ou escolas religiosas em áreas tribais do Paquistão, onde os talibãs tinham inicialmente emergido. Quanto mais bases, alguns com pelo menos 200 homens foram criadas nas zonas montanhosas tribais do Paquistão, no Verão de 2003. A vontade dos lugares paramilitares paquistanesas na fronteira para impedir a infiltração deste tipo foi posta em causa, e operações militares paquistanesas provou de pouco efeito.

Os talibãs gradualmente se reorganizaram e reconstruíram as suas forças durante o inverno, a preparação para uma ofensiva no verão. Estabelecido um novo tipo de operação: se reúnem em grupos de cerca de 50 pessoas ao lançar ataques isolados em postos avançados e os comboios de soldados afegãos, da polícia ou das milícias e, em seguida, divididos em grupos de 5-10 homens para evitar a posterior reação. As forças dos EUA nesta estratégia foram atacados indiretamente através de ataques a bases antimísseis e dispositivos explosivos improvisados. Para coordenar a estratégia Mulá Omar nomeu um conselho de 10 homens para a resistência, com ele como cabeça.

O primeiro sinal de que forças talibãs estavam sendo reorganizada saiu em 27 de Janeiro de 2003 durante a Operação Mongoose, quando um grupo de combatentes aliados do Talibã e com a Hezb Islami foram descobertos e atacados pelas forças dos EUA no complexo de cavernas Adi Ghar , 24 km ao norte de Spin Boldak. Foi registrada a morte de 18 rebeldes e nenhuma norte-americana. Ela era suspeita de que a área era uma base para levar suprimentos e combatentes do Paquistão. Os primeiros ataques isolados por relativamente grandes grupos alvos talibãs no Afeganistão realizou-se mais ou menos no mesmo período.

Soldados do exécito alemão no Afeganistão.

Com o verão continuou, os ataques gradualmente crescente frequência no coração do território dos Taliban. Dezenas de soldados afegãos do governo, organizações não-governamentais e os trabalhadores humanitários, e vários soldados dos EUA morreram nos ataques, emboscadas e ataques de foguete. Além dos ataques guerrilheiros, combatentes talibãs começaram a reunir as suas forças no distrito de Dai Chopan, um distrito em Zabol através da Candaar e Uruzgan e está no cerne do território Talibã. O distrito de Dai Chopan é uma área remota e pouco povoada do sudeste do Afeganistão composto por morros, montanhas rochosas intercaladas pelas estreitas gargantas. Os combatentes talibãs decidiram que era o espaço perfeito para fazer um baluarte contra o governo afegão e as forças da coligação. Durante o verão se reuniram em que foi talvez a maior concentração de militantes talibãs desde a queda do regime, com mais de 1.000 guerrilheiros. Mais de 200 pessoas, entre as quais várias dezenas de policiais afegãos foram mortos em agosto de 2003 enquanto os combatentes talibãs tomaram o poder.

Resposta da Coligação[editar | editar código-fonte]

Como resultado, as forças da coligação começaram a preparar-se para a ofensiva para erradicar as forças rebeldes. Em finais de Agosto de 2005, as forças governamentais afegãs assistidas por tropas americanas e pesados bombardeios por aviões americanos sobre posições talibãs avançaram nas montanhas-fortalezas. Depois de uma batalha com duração de uma semana, forças talibãs foram encaminhadas com mais de 124 combatentes mortos (segundo as estimativas do Governo do Afeganistão). O Porta-voz do Taliban, no entanto, negou o elevado número de perdas e estimativas americanas foram ligeiramente menores.

2006: OTAN no sul do Afeganistão[editar | editar código-fonte]

Desde Janeiro de 2006, a Força Internacional de Assistência para Segurança (ISAF) da OTAN começou a substituir as tropas dos EUA no sul Afeganistão da Operação Liberdade Duradoura. A 16a Brigada de assalto aéreo britânico (mais tarde reforçado pela Royal Marines) formou o núcleo da força sul do Afeganistão, com tropas e helicópteros da Austrália, Canadá e Holanda. A força inicial consistia de cerca de 3.300 britânicos,[50] 2300 canadenses,[51] 1400 holandeses,[52] 280 dinamarqueses,[53] 300 australianos[54] e 150 estónios.[55] O apoio aéreo foi fornecido por aviões e helicópteros de combate americanos, britânico, holandeses, noruegueses e franceses.

Em Janeiro de 2006, o objetivo da OTAN no sul do Afeganistão foi de formar a Equipe de Reconstrução Provincial lideradas pelos britânicos em Helmand, enquanto os Países Baixos e o Canadá iriam orientar esses projetos, respectivamente, em Oruzgan e Candaar. Os Talibãs locais manifestaram oposição à chegada da nova força no poder prometeu resistir.[56]

O sul do Afeganistão enfrentou, em 2006, a maior onda de violência no país desde a queda do regime talibã por forças dirigidas pelos EUA em 2001, com as recém-implantadas tropas da OTAN enfrentaram militantes rebeldes. Operações da OTAN têm sido lideradas por comandantes britânicos, canadenses e holandeses. A Operação Mountain Thrust foi lançada em 17 de Maio de 2006 com a intenção de erradicar as forças talibãs. Em julho, a Canadian Forces lançou a Operação Medusa, em uma tentativa de deixar as áreas livres dos talibãs, de uma vez por todas, apoiada por forças americanas, britânicas, holandesas e dinamarquesas. Os combates das forças da OTAN foram intensos no segundo semestre de 2006. A OTAN tem sido bem sucedida em conseguir vitórias táticas sobre o Talibã, mas os talibãs ainda não estão completamente derrotados e a OTAN teve de continuar operações em 2007.

2007: Ofensiva da Coligação[editar | editar código-fonte]

Forças Americanas e Britânicas na província Helmand em 2007.
Um soldado da 10ª Divisão de Montanha dos EUA, fazendo patrulhas em Aranas, Afeganistão.
Tanque do exército holandês atacando o Taliban em Chora, 16 de junho de 2007.

Em 13 de Janeiro de 2007 uma força britânica, liderada pela Royal Marines, lançou uma operação para atacar um reduto talibã no sul da província de Helmand.

Em janeiro e fevereiro de 2007, o Royal Marines britânico apresentou a Operação Vulcão para limpar posições dos insurgentes de tiros na aldeia de Barikju, a norte de Kajaki. Em março foi lançado Operação Aquiles que além de envolver soldados americanos e britânicos, incluiu os holandeses e canadenses. O alvo do ataque é remover a província de Helmand das mãos dos talibãs. Outras operações, tais como a Operação Prata e Operação Silício, foram conduzidos para manter a pressão sobre os talibãs.

Em 4 de março de 2007, pelo menos 12 civis foram mortos e 33 ficaram feridos pelos ataques dos Marines dos EUA no distrito de Shinwar Nangrahar, província do Afeganistão. Os americanos reagiram a uma emboscada a bomba. O evento tornou-se conhecido como o Massacre Shinwar. Os 120 membros da unidade da Marine responsáveis pelo ataque foram convocados a sair do país porque o incidente danificou a unidade de relações com a população local afegã.

Em 13 de Maio, as forças da ISAF anunciaram a morte do mullah Dadullah, um dos mais importantes comandantes talibãs, durante um confronto entre os talibãs e tropas afegãs e da coligação.

A Operação Aquiles, que terminou em 30 de maio de 2007 e foi imediatamente seguida pela Operação Lastay kulang naquela noite. Durante o verão, as forças da OTAN alcançaram vitórias táticas sobre o Taliban na Batalha de Chora na província de Orūzgān, onde forças ISAF holandesas e australianas estão mobilizadas.

Em Dezembro de 2007, o Talibã deixou a cidade de Musa Qala, nas mãos dos aliados após alguns dias de sítio, que também provocam vítimas civis até então era a maior cidade controlada pelos talibãs.

2008-2009: Expansão da guerrilha[editar | editar código-fonte]

Soldados americanos em patrulha em Kunar.

Em agosto de 2008, a situação piora para a OTAN, já que suas baixas aumentam sendo que junho, julho e agosto houve mais mortes que no Iraque, somando estes 3 meses são quase 120 mortos comparando isso com os 190 que morreram nos primeiros 3 anos o conflito é um claro sinal do ressurgimento da guerra.[57] No dia 19, dez soldados franceses foram mortos em uma emboscada talibã perto de Cabul.[58]

Até outubro de 2008, o país continua em um clima de guerra constante, e segundo o Financial Times existe descontentamento crescente com o governo de Hamid Karzai. Segundo o jornal, a instabilidade poderia se espalhar para o norte, onde os líderes da Aliança do Norte, excluídos e pressionados por Karzai, estariam rearmando-se.

O ano de 2009 foi ainda mais violento desde a invasão em 2001. A insurgência Talibã intensificou os ataques em todo o território, causando grande número de mortes de civis e forças afegãs e estrangeiras.[59] A onda de violência no país exigiu uma revisão da estratégia da OTAN no Afeganistão incluindo o envio de mais tropas dos países membros, bem como promover e melhorar a formação das forças de segurança afegãs.[60]

Em maio de 2009, a Casa Branca declarou que não impediria os bombardeios ao país, recusando o pedido do presidente afegão, Hamid Karzai, depois que dois vilarejos foram bombardeados, matando mais de uma centena de civis.[61] [62] [4] [5] [15] [20]

Especialmente sangrento foi em outubro de 2009, que foi registrado o maior número de ataques de insurgentes durante a invasão. No dia 4, oito soldados norte-americanos foram mortos em um ataque talibã no leste do país.[63] No dia 17, um suicida se explodiu em frente à embaixada indiana em Cabul, matando 17 pessoas.[64] Em 28, o comando talibã ataca a casa de hospedes da ONU em Cabul, matando 13 pessoas, incluindo seis funcionários da ONU.[65]

No início de novembro de 2009, o líder da oposição, Abdullah Abdullah anunciou sua renúncia apresentada ao segundo turno das eleições, a realizar no dia 8, o que significava a reeleição automática do presidente Hamid Karzai.[66]

Em 1 de dezembro de 2009, o governo dos EUA pediu a OTAN o envio de 10.000 tropas adicionadas a mais 30.000 em que o país se compromete a implantar, em 2010. O Reino Unido se comprometeu em enviar mais 500 militares, enquanto outros países da coalizão estão estudando a proposta.[67]

2010: Ofensiva Anglo-Americana e conversas de paz[editar | editar código-fonte]

Fuzileiros americanos em Marja, em fevereiro de 2010.

Em janeiro de 2010, oficiais americanos disseram reservadamente que os paquistaneses estavam relutantes em ir atrás dos talibãs afegãos e contra os Haqqani porque eles os viam como possíveis aliados contra os interesses da Índia no Afeganistão pós-ocupação americana.[68] Contudo, nas aparições publicas, autoridades americanas elogiavam os militares paquistaneses e seu comprometimento com a luta contra os insurgentes na fronteira.[69] O presidente afegão Hamid Karzai também iniciou conversas de paz com os grupos Haqqanis em março de 2010.[70] O Presidente paquistanês Asif Ali Zardari disse que o Paquistão perdeu mais de 35 bilhões de dólares em oito anos de lutas.[71] De acordo com o governo afegão, cerca de 900 talibans em operações conduzidas em 2010.[72] Junto com o crescimento da insurgência, também houve um aumento significativo das baixas entre tropas da coalizão, em especial dos americanos.[73]

Em outubro de 2008, o Secretário de Defesa Gates anunciou que um acordo político com o Talibã seria a única forma de por fim ao conflito. "Tem de haver finalmente – e eu vou enfatizar esse 'finalmente' – reconciliação como parte o acerto politico para a paz," ele falou.[74]

As conversas de paz começaram de fato em 2010. Em janeiro, comandantes Talibãs se encontraram secretamente com enviados especiais das Nações Unidas.[75]

Ofensiva em Marja[editar | editar código-fonte]

Marines em combate, 2010.

Em fevereiro, forças da Coalizão e do Afeganistão iniciaram uma pesada ofensiva, codinome Operação Moshtarak, para destruir as fortalezas talibãs em Marja.[76] As operações começaram em 13 de fevereiro e, de acordo com oficiais americanos e afegãos, foi a primeira vez que uma ofensiva foi liderada por tropas do Afeganistão.[77] Os ataques contaram com o apoio de 15 000 soldados americanos, britânicos e afegãos. Era a maior ofensiva conjunta no país desde a invasão de 2001. As tropas lutaram em uma área de menos de 260 km², com uma população de 80 000 pessoas.[78]

Ainda em 2010, os Estados Unidos começaram a enviar mais soldados ao Afeganistão como parte dos planos do Presidente Barack Obama de aumentar a segurança naquele país. Cerca de 9 000 soldados dos 30 000 planejados para o fim de março foram enviados e mais 18 000 chegaram em junho, entre elas a 101ª Divisão Aerotransportada. O Pentágono disse que o número de soldados americanos no país já superava os que estavam no Iraque em 2003.[79]

Tensões entre Paquistão e Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Tensões entre o Paquistão e os Estados Unidos começaram em setembro quando vários soldados paquistaneses foram mortos ou feridos na fronteira. Os militares foram mortos por aviões americanos que perseguiam insurgentes talibãs na região da fronteira mas sem motivo aparente abriram fogo contra postos de controle paquistaneses. Em retaliação ao ataque, o Paquistão fechou a passagem de Torkham para comboios de suprimento da OTAN por tempo indeterminado. Esse incidente foi seguido por imagens e videos de soldados paquistaneses hostilizando e matando civis inocentes.[80] Com o fechamento da passagem de Torkham, talibãs baseados no Paquistão atacaram combois da OTAN, matando vários funcionários da organização e destruindo pelo menos 100 veículos.[81]

Ataques contra líderes Talibãs[editar | editar código-fonte]

Em maio de 2010, forças especiais da OTAN iniciaram uma série de ataques e operações para capturar ou matar líderes talibãs. Em março de 2011, de acordo com os militares americanos, as operações mataram ou capturaram mais de 900 soldados e comandantes de baixo nível do talibã. A eficiência da operação foi dada como incerta.[82]

2011: Redução da presença militar dos EUA e da OTAN[editar | editar código-fonte]

A morte de Osama bin Laden[editar | editar código-fonte]

Obama com sua equipe durante a operação que resultou na morte de bin Laden.

Em 1 de maio de 2011, autoridades americanas anunciaram que o líder da al Qaeda, Osama bin Laden, havia sido morto por tropas americanas em uma operação conduzida pela CIA e pelos Navy SEALs, sob ordens do Presidente Barack Obama, no Paquistão. Multidões se reuniram enfrente a Casa Branca em Washington, DC, gritando "USA, USA" depois que a notícia se espalhou e o Presidente Obama falou ao povo em rede nacional de televisão e descreveu a operação ressaltando a morte do líder terrorista.[83]

Batalha de Candaar[editar | editar código-fonte]

A Batalha de Candaar foi parte de uma ofensiva nomeada em homenagem a antiga "Batalha de Bad'r (ano 624)". Os confrontos se seguiram logo após um anúncio oficial feito em 30 de abril de 2011, depois que o Taliban lançou sua ofensiva de primavera com ataques simultâneos por todo o país.[84]

Em 7 de maio de 2011, o Taliban lançou um pesado ataque contra prédios do governo em Candaar. Às 12:30h, hora local, os Talibans atacaram os prédios centrais da cidade. Os insurgentes haviam falado que seu principal objetivo era tomar o controle da cidade de Candaar. Ao menos oito locais foram atacados: o complexo do governador, o escritório do prefeito, o quartel-general da NDS, três estações da polícia e duas escolas.[85]

A batalha prosseguiu por mais um dia, até 8 de maio de 2011. O reporter da BBC, Bilal Sarwary, disse:

"Este foi o pior ataque sobre Candaar desde a queda da cidade em 2001 e da expulsão dos Talibans de seu controle e foi realmente vergonhoso para o governo afegão."[86]

Retiradas antecipadas[editar | editar código-fonte]

Em 6 de junho de 2011, autoridades da Casa Branca afirmaram que o Presidente Obama tomaria uma decisão a respeito de uma retirada geral do país "em breve".[87] O plano seria começar a retirar as tropas e equipamentos ainda em junho e completar tudo até 2014. Em 7 de junho, o chefe do Comite do Senado para as Forças Armadas Carl Levin ressaltou que "pelo menos 15 000 homens seriam retirados ainda este ano".[88] Em 22 de junho, Barack Obama falou à nação ao vivo da Casa Branca e anunciou oficialmente que 10 000 soldados seriam retirados até o fim de 2011 e outros 23 000 também deixariam o país no verão de 2012.[28]

Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, e Hamid Karzai, presidente da República Islâmica do Afeganistão, após assinarem novos acordos de parceria entre os dois países, em maio de 2012.

Após o anúncio, vários países da aliança transatlântica também declararam suas intenções de deixar o país.[89] [90] Em 1 de agosto de 2010, os Países Baixos tornaram-se de fato o primeiro país membro da OTAN a retirar suas tropas do Afeganistão. O próximo país a se retirar deve ser o Canadá, em 2011. Mais do que a falta que os dois mil soldados farão à ISAF, a retirada tem um impacto simbólico. Os Países Baixos "quebraram a solidariedade entre os membros da OTAN", destacou Hans de Vreij, influente repórter da Rádio Nederland. Nenhum dos aliados europeus se mostrou disposto a preencher a lacuna deixada pelos neerlandeses. Ao contrário, a maioria estuda ou já definiu uma data para a saída, o que deixa os governos da França e da Alemanha, países onde a guerra nunca foi popular, sob pressão.[91] Os Estados Unidos devem iniciar sua saída do território afegão a partir de julho de 2011, mas "numa primeira fase a retirada será limitada", informou Robert Gates, secretário da Defesa dos Estados Unidos. A Polônia anunciou que se retiraria em 2012 e o Reino Unido, em 2014 ou 2015, antes das próximas eleições britânicas. Na conferência de doadores em Cabul, em julho, ficou estabelecido que até ao final de 2014 a polícia e o Exército Afegão assumirão o controle de todas as províncias do país.[92]

2012: Acordos estratégicos[editar | editar código-fonte]

Em 2012 os ataques feitos por insurgentes continuaram no mesmo nível que em 2011, totalizando 28 000 atentados e outras ações feitas pelo talibã naquele ano.[93]

Soldados americanos enfrentando insurgentes islâmicos em Kunar.
Reformulação da Frente Unida (Aliança do Norte)[editar | editar código-fonte]

Ao fim de 2011, a Frente Nacional do Afeganistão (FNA) foi criada por Ahmad Zia Massoud, Abdul Rashid Dostum e Haji Mohammad Mohaqiq, que foi descrito como uma reformulação da ala militar da Frente Unida (Aliança do Norte) para se opor a um retorno do talibã ao poder.[94] Enquanto isso, enquanto isso a ala política do movimento formou a Coalizão Nacional do Afeganistão, liderada por Abdullah Abdullah, se tornando o principal movimento de oposição no parlamento afegão.[95] [96]Amrullah Saleh, ex chefe da inteligência, criou um novo movimento ("Tendência Verde Afegã) que chegou a mobilizar 10 000 manifestantes anti-talibã em Kabul, em maio de 2011.[97] [98]

Em janeiro de 2012, a Frente Nacional do Afeganistão ficou preocupada com a possibilidade de um acordo secreto entre os Estados Unidos, o Paquistão e o Talibã durante uma reunião em Berlim.[99] Depois do encontro com um representante do congresso americano, um representante da Frente Nacional Afegã afirmou que a única forma de se chegar a um acordo seria se todas as partes concordassem com os termos, afirmando que um entendimento sem envolver os guerrilheiros anti-talibã seria ignorar os sacrifícios feitos por estes.[100]

Acordo de parceria[editar | editar código-fonte]
Soldados afegãos em combate na província de Helmand.

Em 2 de maio de 2012, os presidentes Karzai e Obama assinaram um acordo estratégico entre os países[101] O acordo de parceria entre os Estados Unidos e o governo do Afeganistão,[102] providenciava um plano de estratégia para a relação entre essas nações após a retirada das forças americanas do país.[103] O acordo entrou em vigor em 4 de julho.[104] No dia 7, como parte do acordo, os Estados Unidos designaram o Afeganistão como um "aliado extra-OTAN", após uma reunião entre Karzai e a secretária de Estado Hillary Clinton em Kabul.[105] Em novembro, os dois países começaram as negociações para um acordo bilateral de segurança, que envolveria uma data para retirada dos soldados americanos do território afegão.[carece de fontes?]

Encontro da OTAN em Chicago: Retirada das tropas e presença ao longo prazo[editar | editar código-fonte]

Em 21 de maio de 2012, os líderes dos países membros da OTAN endossaram um acordo de retirada das suas tropas do Afeganistão. As forças da ISAF iriam transferir o comando das missões de combate aos militares afegãos em meados de 2013,[106] mudando sua função de combatente para conselheiro, auxiliando no treinamento e assistindo as forças de segurança afegã.[107] [108] A maioria dos 130 000 soldados estrangeiros no Afeganistão já estariam de volta aos seus respectivos países em dezembro de 2014.[106] Um pequeno contingente militar da OTAN ficaria para atrás e teria a missão de dar suporte ao governo afegão.[107] [109]

2013: Retirada das tropas americanas[editar | editar código-fonte]

Encontro entre Karzai e Obama[editar | editar código-fonte]

Karzai visitou os Estados Unidos em janeiro de 2012. Naquela altura, os americanos já estavam abertamente falando em retirar todas as suas tropas do Afeganistão ao fim de 2014.[110] Em 11 de janeiro, Karzai e Obama concordaram em transferir as operações de combate da OTAN para as forças afegãs na primavera de 2013.[111] [112] O presidente Obama disse na entrevista: "O que vai acontecer nesta primavera é que os afegãos estarão na liderança do país. [...] Eles (as forças da ISAF) continuará lutando ao lado dos afegãos. [...] Nós os assistiremos com ajuda, treinamento e aconselhamento".[112] "Nós temos que atingir nosso objetivo principal. [...] de incapacitar e desmantelar a al-Qaeda, para termos certeza de que eles não nos atacaram de novo", Obama completou.[113]

Um soldado americano da 10ª divisão de montanha na província de Nuristan.

O presidente Obama afirmou que o ritmo da retirada dos soldados americanos seria determinado pelos lideres militares do Pentágono.[114] Ele afirmou que a função dos Estados Unidos na região após 2014 seria focada em operações de contra-terrorismo e treinamento.[113] [114] Barack também salientou que a presença militar americana no país precisaria incluir imunidade para os soldados estadunidenses com relação a lei afegã, mas Karzai relutava.[115]

Um dos primeiros passos para a transição seria a transferência de prisioneiros, dos cuidados dos americanos para as autoridades afegãs,[112] [116] além da completa retirada dos soldados dos Estados Unidos dos vilarejos pelo país ainda em 2013.[116] [117]

Transferência da responsabilidade de segurança[editar | editar código-fonte]

Militares do Exército Nacional do Afeganistão durante um exercício de treinamento.

Em 18 de junho de 2013, a transferência de responsabilidade da segurança do país foi completada.[118] [119] [120] A última etapa seria a retirada da presença militar estrangeira de 95 distritos remanescentes. Karzai afirmou que "quando os afegãos veem a responsabilidade da segurança sendo transferido, eles apoiaram o exército e a polícia ainda mais". O secretário-geral da OTAN, Fogh Rasmussen, disse que os cinco estágios estabelecidos para a transferência de responsabilidade começaria em março de 2011.[118] A ISAF permaneceria no país até 2014.[120] [121]

Acordos de segurança bilaterais entre Estados Unidos e Afeganistão[editar | editar código-fonte]

Como parte do acordo firmado entre autoridades americanas e afegãs em 2012, os dois países firmaram um novo acordo de segurança,[122] em 20 de novembro de 2013.[123] Neste entendimento foi acertado que os conselheiros militares americanos permaneceriam no país, junto com as tropas especiais, para auxiliar as forças afegãs, em ações anti-terrorismo contra a Al Qaeda e outros grupos insurgentes. Presidente Obama afirmou que a quantidade de soldados seria pequena.[124] [125]

2014: Início da retirada das forças internacionais e reincidência da violência[editar | editar código-fonte]

O começo do ano de 2014 foi complicado para o governo afegão, com os combates contra os guerrilheiros mujahidins e os atentados se intensificando. Ainda assim, o presidente afegão Hamid Karzai começou a negociar um plano com os britânicos se retirarem do país, junto com os americanos.[126]

Em 27 de maio de 2014, o presidente americano, Barack Obama, afirmou que as missões de combate das forças dos Estados Unidos no Afeganistão terminariam oficialmente em dezembro de 2014. Uma força residual de 9 800 soldados ficaria para atrás, para ajudar a treinar e dar suporte às tropas afegãs, além de realizar missões pontuais de contraterrorismo contra a al-Qaeda.[127] Esta força continuaria a ser gradualmente reduzida em tamanho entre 2015 e 2016, quando apenas uma pequena tropa ficaria para atrás para defender as embaixadas estrangeiras. Outras nações da OTAN também já estavam em processo de retirar seus militares do Afeganistão.[128]

Risco de um Estado fracassado[editar | editar código-fonte]

Em Novembro de 2006, o Conselho de Segurança das Nações Unidas alertaram que o Afeganistão poderia se tornar um Estado fracassado devido a um aumento da violência talibã, a crescente produção de drogas ilegais, bem como a fragilidade das instituições do Estado. Em 2006 , o Afeganistão é o 10º classificado no Índice de Estados Falhados (de 11º em 2005). De 2005 a 2006, o número de atentados suicidas, ataques diretos a fogo, e dispositivos explosivos improvisados cresceram. Documentos de inteligência desclassificado mostram que os santuários que abrigam a al-Qaeda, os talibãs, a rede Haqqani e Hezb-i-Islami terem aumentado quatro vezes no último ano no Afeganistão. A campanha no Afeganistão removeu com êxito os talibãs, mas teve menos sucesso em atingir o objetivo de garantir que a al-Qaeda já não poderia operar no Afeganistão.

A BBC News publicou um artigo em 19 de junho de 2007 sobre a vida no Afeganistão desde a ocupação dos EUA. O artigo enfoca a vida dos moradores de Asad Khyl. O que parece ser sugerido é que a segurança no Afeganistão parece ter sido melhor, mas a pobreza e corrupção ainda é um grande problema. A partir de 2008, o Afeganistão é classificado em 10ª no índice de Estado fracassado.

Em uma recente entrevista, o ex-chefe de tropas dos EUA no Iraque e agora o chefe do Comando Central, general David H. Petraeus, insistiu em que os talibãs estão ganhando força.

A Força Internacional de Assistência para Segurança[editar | editar código-fonte]

Países com tropas no Afeganistão (2010).
Distribuição das tropas da ISAF no Afeganistão.

A Força Internacional de Assistência para Segurança (ISAF) é uma força internacional de estabilização no Afeganistão autorizado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas em 20 de Dezembro de 2001. Em 5 de Outubro de 2006, a ISAF tinha uma equipe de cerca de 32.000 homens de 34 países. Em 31 de Julho de 2006, a Força Internacional de Assistência para a Segurança liderada pela OTAN assumiu o comando do sul do país e 5 de outubro de 2006, leste do Afeganistão.

Síntese das principais contribuições tropas (mais de 500, 1. De dezembro de 2008):

ISAF total - 64.500[129]

Reações Internationais[editar | editar código-fonte]

O apoio internacional[editar | editar código-fonte]

A primeira onda de ataques foi realizada apenas por forças americanas e britânicas. Desde o primeiro período de invasão, essas forças foram aumentadas por tropas e aviões de Austrália, Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Nova Zelândia e Noruega, entre outros. Em 2006 havia cerca de 33.000 soldados.

Protestos, manifestações e eventos[editar | editar código-fonte]

Houve vários pequenos protestos em várias cidades e centros universitários nos Estados Unidos e outros países nos primeiros dias após o início dos bombardeios. Foram em grande parte pacífica, mas, no Paquistão, anteriormente um aliado dos talibãs, houve mais protestos e greves gerais. Algumas delas foram fechadas pela polícia com os mortos entre os manifestantes. Tanto nas nações islâmicas do que em não-islâmicas, foram organizados protestos e manifestações de diversos tamanhos de ataque contra o Afeganistão. Muitos manifestantes acreditavam que o ataque contra o Afeganistão foi agressão injustificada. Alguns pensaram que teria causado a morte de muitos inocentes porque impediu os trabalhadores humanitários trazerem comida para o país.

Além disso, em 2006, foi afirmado que "o FBI não tinha" nenhuma evidência" ligando Bin Laden aos atentados de" 11 de Setembro.

O curso sete anos de guerra no Afeganistão tem sido repetidamente alvo de grandes protestos em todo o mundo. Desde o lançamento oficial, pelo governo de George W. Bush, em Outubro de 2001, da Operação Liberdade Duradoura, a primeira de grande escala, manifestações ocorrem todos os anos.

Em 2001 um levantamento indicou que cerca de 88% dos americanos apoiaram a guerra no Afeganistão contra os 10% que reprovaram. No Reino Unido, 65% apoiaram a ação militar. Já em Dezembro de 2006, 61% dos americanos acreditavam que os Estados Unidos tinham feito a decisão certa sobre o uso da força militar, contra 29% que se opuseram. Atualmente, no Canadá, a opinião pública é uniformemente dividida em grande parte do país e fortemente contra a guerra no Quebec.

Narcotráfico[editar | editar código-fonte]

Hectares de cultivo de papoula entre 1994-2007 (tabela com base em dados da ONU). Em janeiro de 2008, foi estimado que o Afeganistão produziu 93% da produção mundial de papoula do ópio.

Em 2000, o Talibã, tinha imposto a proibição da produção de ópio, o que levou a reduções de 90%. No entanto, logo após a invasão do Afeganistão, em 2001, a produção de aumentou consideravelmente. Em 2005, o Afeganistão tinha recuperado a sua posição como o maior produtor mundial de ópio, com 90% da produção mundial. A maior parte é transformada em heroína e vendida na Europa e na Rússia. Os esforços dos Estados Unidos e aliados para barrar o comércio de drogas não têm tido sucesso sobretudo porque muitos indivíduos suspeitos são altos funcionários do governo Karzai. De fato, as recentes estimativas do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime mostra que 52% do PIB do Afeganistão, que é de 23 bilhões de dólares[130] , é gerado pelo comércio da droga. O aumento da produção tem sido associada à deterioração da situação de segurança, como a produção é significativamente menor em áreas com estável segurança. A erradicação da papoula tem sido um fracasso, agravada pela falta de projetos de desenvolvimento alternativo para substituir papoula perdeu subsistência. Ao invés de decorrentes cultivos de papoula, a erradicação da papoula conseguiu apenas em adicionar à pobreza extrema nas zonas rurais e descontentamento geral, especialmente no sul do Afeganistão. O extermínio dos cultivos de papoula afegã dos agricultores rurais não é tão simples como remover apenas uma droga como a cultura é fonte de subsistência para os agricultores rurais. O Ópio é mais rentável que o trigo e destruindo os campos de ópio leva a insatisfação da população local. Várias alternativas para a erradicação da papoula foram propostas, incluindo licenciamento controlado ópio de papoula para os projetos medicinais.

Violações dos direitos humanos[editar | editar código-fonte]

O Afeganistão tem sido palco de extensas violações dos direitos humanos ao longo dos últimos vinte anos. A subsequente guerra civil aumentou os casos de abusos por parte das facções armadas em luta pelo poder. Os Talibã, que subiram ao poder em 1998 e governaram o Afeganistão por cinco anos, até os ataques dos EUA em 2001, foram notórios por abusos contra os direitos humanos das mulheres. Antigos chefes militares e políticos afegãos foram responsáveis por inúmeras violações dos direitos humanos em 2003, incluindo sequestros, estupros, roubo e extorsão.

As consequências da invasão liderada pelos Estados Unidos, o ressurgimento das forças talibãs, o recorde na produção de drogas e o rearmamento dos senhores da guerra afetaram o bem-estar e os direitos de centenas de milhares de cidadãos inocentes afegãos, segundo a Human Rights Watch. A situação dos direitos humanos é difícil nas prisões e sobretudo para as mulheres. O aumento do poder dos Taliban levou a um aumento das violações dos direitos humanos contra as mulheres, de acordo com o Departamento de Estado americano. A Anistia Internacional afirmou que até 756 civis foram mortos por bombas em 2006, principalmente em estradas por atacantes suicidas pertencentes ao Taliban.Mas as ações da coligação de forças lideradas pelos EUA, em luta contra os talibãs, também são criticadas em razão do grande número de vítimas civis. Houve várias denúncias de violações.[131]

Casos de abusos cometidos[editar | editar código-fonte]

A Aliança do Norte, aliada dos Estados Unidos, tem sido acusada de crimes cometidos em novembro de 2001, contra os prisioneiros talibãs e da Al Qaeda. O governo norte-americano é acusado de querer encobrir o caso, de modo a não perturbar os seus aliados afegãos e para preservar alguns dos seus membros suspeitos de terem sido testemunhas oculares dos acontecimentos. O caso foi revelado pelo periódico Newsweek após a publicação de um memorando confidencial para a ONU. Segundo a nota, os itens encontrados "suficientes para justificar uma investigação criminal formal." Este infelizmente não é o único caso detectado durante o decorrer desta guerra, desde 1978. Em 1997 e 1998, tais cenas tinham sido cometidos pelos talibãs e os seus opositores. As cidades de Meymana, Faryab, Herat, entre outros também foram palco execuções em massa cometidas pelos talibãs durante este período, enquanto em 1998 a cidade de Shebarghan viu os seus adversários usar o mesmo método.

O massacre de Dasht-i-Leili provavelmente aconteceu em dezembro de 2001, quando um número (discutido entre 250 e 3.000) de prisioneiros talibãs foram abatidos a tiro ou sufocados até a morte dentro de contentores de metal, em carros transportados por soldados americanos e da Aliança do Norte, que iam de Kunduz para a prisão de Sheberghan, no norte. Estas alegações são contestadas pelo jornalista Robert Young Pelton, que estava presente no evento. Há boatos de que a Coalizão tem torturado prisioneiros durante os interrogatórios.[carece de fontes?] Muitas queixas se referem à prisão ao Camp X-Ray em Guantánamo em Cuba.

Em 2004, a organização Human Rights Watch publicou um relatório intitulado "Liberdade Duradoura - Abusos das forças dos EUA no Afeganistão", que contém várias alegações de abusos por parte forças americanas.

Em Fevereiro de 2005, o "American Civil Liberies União” liberou documentos obtidos dos EUA, mostrou que, após o escândalo da Prisão de Abu Ghraib, o exército tinha destruído fotografias que documentavam abusos contra prisioneiros sob sua custódia no Afeganistão. As fotografias foram feitas no campo de fogo Tycze e em torno das aldeias de Gujay e Sukhagen.

Em 22 de agosto de 2008, a aldeia de Azizabad, na província de Herat, sofreu um ataque aéreo das forças da OTAN. 78 a 92 civis, em sua maioria crianças, foram mortos.[132] O ataque também destruiu casas e a infraestrutura da aldeia. O alvo teria sido um comandante Taliban, que afinal não foi atingido. Posteriormente um aldeão foi responsabilizado pela tragédia e condenado à morte, sob a acusação de ter dado uma informação falsa às forças da coalizão.[133]

Em julho de 2010, o site Wikileaks divulgou 92 mil documentos secretos do exército dos Estados Unidos, reportando a morte de milhares de civis no Afeganistão, por militares norte-americanos. O vazamento teve enorme repercussão mundial.[134] Wikileaks repassou as informações para The New York Times, The Guardian e Der Spiegel, e depois publicou-os na Internet.[135] [136] Os relatórios abrangem o período de janeiro de 2004 a dezembro de 2009.[137] [138] [139] O porta-voz da Wikileaks, Julian Assange defendeu a confiabilidade do material vazado sobre o conflito e disse que os documentos contêm evidências de que crimes de guerra foram cometidos por tropas de diversas nacionalidades, em especial pelas forças estadunidenses, durante a ocupação militar do Afeganistão.[140]

Em 19 de setembro de 2010, um novo escândalo implicou soldados americanos. O Washington Post divulgou que cinco soldados da brigada Stryker da 2ª Divisão de Infantaria são acusados de cometerem assassinatos gratuitos e dois outros, por fatos correlatos, que teriam ocorrido a partir de 15 de janeiro de 2010, na região de Candaar. As acusações do jornal envolvem também o esquartejamento de cadáveres. Os soldados teriam também fotografado os corpos mutilados, e alguns teriam guardado ossos e crânios das vítimas. Um dos soldados da mesma unidade que tentou alertar a hierarquia foi violentamente espancado. O pai de um dos soldados também teria relatado o ocorrido ao exército americano, sem ter resposta. Os cinco soldados negam todas a acusações.[141]

A controvérsia sobre a tortura em Guantánamo[editar | editar código-fonte]

Em Março de 2002, altos funcionários da CIA autorizaram duras técnicas de interrogatório. A administração Bush disse, dias após os atentados de 11 de setembro, que membros da Al-Qaeda capturados no campo de batalha não eram sujeitas à Convenção de Genebra, uma vez que não se tratava de uma guerra convencional. Portanto eles não teriam direito ao tratamento de prisioneiros de guerra, regido pela Terceira Convenção de Genebra, que contempla certos direitos básicos, que estariam sendo negados aos presos. Como Guantánamo, apesar de ser uma base norte-americana instalada em território de Cuba contra a vontade desse país, tecnicamente não é território dos Estados Unidos, arrasta-se na Corte Suprema dos Estados Unidos a discussão se os presos têm direito a advogado, a ver familiares e a serem submetidos a um julgamento justo, ou se podem ser sentenciados à morte por uma corte militar sem que a evidência utilizada seja submetida a um debate contraditório.

Perspectivas de pacificação e reconstrução[editar | editar código-fonte]

Depois do ataque da coligação liderada pelos EUA que levou à derrota dos Talibã em Novembro de 2001 e à formação da Autoridade Afegã Interina (AAI) resultante do Acordo de Bona de Dezembro de 2001, os esforços internacionais para reconstruir o Afeganistão foram o tema da Conferência de Dadores de Tóquio para a Reconstrução do Afeganistão em Janeiro de 2002, onde foram atribuídos 4,5 biliões de dólares a um fundo a ser administrado pelo Banco Mundial. As áreas prioritárias de reconstrução são a construção de instalações de educação, saúde e saneamento, o aumento das capacidades de administração, o desenvolvimento do sector agrícola e a reconstrução das ligações rodoviárias, energéticas e de telecomunicações. Dois terços da população vivem com menos de dois dólares americanos por dia. A taxa de mortalidade infantil é de aproximadamente 160 por 1000 nascimentos. A coligação no Afeganistão fez inúmeros anúncios de dar todas as alternativas para reconstruir o país. Esses anúncios foram criados para oferecer:

  • ajuda econômica significativa;
  • uma presença militar e policial para proteger as pessoas e para desmantelar os grupos terroristas (a segurança seria feita pela Força Nacional de Assistência para Segurança sob o comando da OTAN mais integrantes da Operação Liberdade Duradoura remanescentes - 45 000 homens no total, sendo 20 000 soldados americanos);
  • apoio para criar uma polícia e o Exército Nacional Afegão, que será responsável pela manutenção da segurança no país.

Mas todas estas declarações nunca foram totalmente cumpridas. A comunidade internacional tem feito muitas promessas para mantê-las completamente, mas a corrupção local tem desviado uma parte significativa dos milhares de milhões de dólares dado por muitos países. As províncias continuam dominadas pelos senhores da guerra, o Taliban reagrupa-se nas escolas islâmicas do outro lado da fronteira com o Paquistão e a administração local está longe de ser eficiente e honesta.

Críticos da política de guerra contra o terrorismo acreditam que a pacificação do Afeganistão não está completa e que sem ela, a guerra contra o terrorismo é um fracasso. Dos dez primeiros meses de 2006, a guerrilha e a luta contra os Talibã teriam deixado mais de 3 000 mortos no Afeganistão.

Foi o objetivo declarado da operação, destruir a Al-Qaida, campos de treinamento de terroristas e suas infra-estruturas, e dar um fim aos membros e nas atividades terroristas no Afeganistão. Mesmo a queda do regime talibã deveria ser alcançada, porque estes foram acusados de ajudar e proteger a al-Qaeda. A operação deveria continuar para melhorar significativamente a situação humanitária no Afeganistão, e criar a "democratização". É controverso se este objetivo foi alcançado. Em 2005, realizaram-se eleições gerais, mas a situação de segurança continua a ser precária.

De acordo com um relatório publicado novembro 2007 pelo Conselho Britânico Senlis, os talibãs estabeleceram uma presença permanente em mais da metade do país. Eles também controlam centros de bairros e as principais ligações de transportes, além de partes da economia e da infraestrutura de energia do Afeganistão.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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