Conflito no sul do Líbano (1982–2000)

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Conflito no sul do Líbano
Parte da(o) Conflito Israel-Líbano
Israel outpost.JPG
Um posto do Exército israelense, em 2007, visto do lado libanês da fronteira.
Data 1982–2000
Local
Desfecho * A retirada das forças israelitas do Líbano
Combatentes
Flag of Palestine.svg OLP
Hezbollah
Flag of Syria.svg Siria
Flag of the Lebanese Communist Party.svg LCP
Flag of Lebanon.svg resistência libanesa desorganizada
Flag of Israel.svg Israel
SLA

Conflito no Sul do Líbano é um termo que se refere ao conflito armado que durou cerca de 20 anos entre as Forças de Defesa de Israel e as milícias libanesas, aliadas a grupos islâmicos de guerrilha liderado pelo Hizbollah, e ocorrido dentro da região do Sul do Líbano descrita pelos israelenses como "Zona de Segurança".[1] [2] Também pode se referir à história mais longa de conflito na região, desde que a Organização pela Libertação da Palestina transferiu suas operações para o Líbano meridional, após os eventos ocorridos durante o Setembro Negro de 1971, no reino da Jordânia. Historicamente, a tensão entre os refugiados palestinos e as diversas facções libanesas fomentaram a disputa política interna no Líbano entre essas diferentes facções; por este motivo, o conflito no sul do Líbano pode ser visto como parte da Guerra Civil Libanesa.

Entre os conflitos anteriores à invasão israelense de 1982, destaca-se a 'Operação Lithani', que visava erradicar as bases da OLP do Líbano e deu apoio às milícias maronitas cristãs como retaliação aos constantes ataques da OLP à população civil da Galileia (norte de Israel). A invasão de 1982 resultou na saída da OLP do Líbano, e a criação da "Zona de Segurança", no sul do país, para evitar que a população civil israelense continuasse a sofrer ataques dos militantes do outro lado da fronteira. As tropas israelenses obtiveram sucesso na erradicação das bases da OLP, e abandonaram parcialmente o território em 1985. A invasão, no entanto, agravou a intensidade do conflito com as milícias libanesas locais, e resultou na consolidação de diversos movimentos xiitas locais no Líbano, incluindo o Hizbollah e o Amal, a partir do que até então era um desorganizado movimento de guerrilha. Ao longo dos anos, o número de vítimas militares dos dois lados aumentou, à medida que ambos os lados passaram a usar armamentos mais modernos, e o Hizbollah avançou em suas táticas. Até o final dos anos 1980, Israel e seu aliado, o Exército do Sul do Líbano (SLA), enfrentara resistência de muitas facções libanesas desorganizadas. Entre as primeiras organizações de resistência estavam a Frente de Resistência Nacional Libanesa, liderada pelo Movimento Amal e o Partido Comunista Libanês; ao longo da década de 1990 a organização, com o apoio da Síria e do Irã, assumiu o posto de potência militar e principal grupo da região, monopolizando a administração da atividade de guerrilha no Sul do Líbano.

No ano 2000, cumprindo promessa de sua campanha eleitoral, Ehud Barak, o recém-eleito primeiro-ministro de Israel, retirou as tropas israelenses do sul do Líbano,[1] de acordo com a Resolução 425 do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, aprovado em 1978; este recuo resultou, consequentemente, no colapso total do Exército do Sul do Líbano, principal aliado de Israel na região.[3] Apesar dos gestos israelenses, o governo libanense e o Hizbollah consideraram a retirada incompleta até que as tropas israelenses saíssem das fazendas de Shebaa. Após a retirada, o Hizbollah passou a controlar, civil e militarmente, a parte sul do Líbano.

A Linha Azul abrange a fronteira israelo-libanesa, uma extensão abrange a Colinas de Golã libanesa.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Online NewsHour: Final Pullout - 24 de maio de 2000 (transcrição). "Israelis evacuate southern Lebanon after 22 years of occupation." Acessado em 15 de agosto de 2009.
  2. Hizbollah makes explosive return: Israel's proxy militia under fire in south Lebanon. Charles Richards, The Independent. 18 de agosto de 1993. Acessado em 15 de agosto de 2009.
  3. UN Press Release SC/6878. (18 de junho de 2000). Security Council Endorses Secretary-General's Conclusion On Israeli Withdrawal From Lebanon As Of 16 June.