Guerra Civil do Afeganistão

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Guerra Civil Afegã
Data 1979 - presente
Local Afeganistão
Desfecho Em curso.
Impasse militar, seguido da retirada soviética em 1989. Queda do governo socialista em 1992. Os talibãs predominam desde 1996, guerra entre estes e a Aliança do Norte até 2001. Intervenção da OTAN. Queda do regime talibã. Destruição dos campos da Al Qaeda. Insurgência talibã.
Intervenientes
1978-1989 (Intervenção da URSS)
Regime socialista/União Soviética vs. mujahidins

1989-1992 (Retirada soviética)
Regime socialista vs. mujahidins


1992-1996 (Queda do governo)
Facções mujahidins combatem entre si.


1996-2001 (O movimento talibã toma o poder)
Regime talibã vs. Aliança do Norte


2001-presente (Intervenção da OTAN e dos EUA)
República Islâmica/OTAN vs. Insurgência talibã

Vítimas
600.000-2.000.000 mortos[1]
5.000.000 deslocados

A guerra civil do Afeganistão é um extenso e complexo conflito que assola este país da Ásia Central desde 1979 até o presente, e possui muitas diferentes grupos que combatem de acordo com os distintos estágios:

Índice

[editar] Fases

[editar] Revolução de Saur

Em 27 de abril de 1978, os militares desfecharam um golpe de Estado, chefiado pelos partidos comunistas unificados Khalq e Parcham, após a morte de um dos principais membros do Parcham. O Presidente Mohammed Daoud Khan foi morto juntamente com familiares quando os golpistas tomaram o palácio presidencial. O termo pachto saur significa "abril".

[editar] Envolvimento soviético

O novo governo comunista do Afeganistão encontrou resistência aos seus programas. A seu pedido, a União Soviética interveio com suas forças armadas. Mesmo com o apoio soviético, o governo não logrou controlar efetivamente o país e impedir a rebelião, que recebia apoio do Paquistão, dos EUA e da Arábia Saudita. A União Soviética retirou suas tropas em 1989.

[editar] Colapso do governo

Após a retirada soviética, a República Democrática do Afeganistão continuou a lidar com ataques dos mujahidin. O governo continuou a receber apoio financeiro e em armas da União Soviética por muitos anos e conseguiu melhorar seu desempenho, mas sofreu um golpe duro quando Abdul Rashid Dostum, um de seus principais generais, passou para o lado dos mujahidin.

[editar] Desentendimentos entre os mujahidin

Após tomar o poder, a união dos mujahidin desfez-se e começou um período de lutas entre si. Gulbuddin Hekmatyar foi apontado como o responsável por um devastador ataque de foguetes contra Cabul, e Dostum começou a atacá-lo. Este último juntou suas forças às de Hekmatyar e os combates destruíram grande parte de Cabul, enquanto que o país foi dividido conforme as suas etnias. Em 1994, formou-se o movimento dos talibãs no sul do país, com apoio paquistanês, o qual rapidamente obteve vitórias contra Dostum e o comandante tadjique Ahmad Shah Massoud; em 1996, os talibãs tomaram a capital.

[editar] O regime dos talibãs

Após a queda de Cabul, Dostum e Massoud uniram-se para formar a Frente Unida Islâmica para a Salvação do Afeganistão (ou Aliança do Norte). Naquele período, os talibãs continuaram a avançar contra a Aliança até controlar 95% do território afegão. Dostum viu-se forçado a abandonar o Afeganistão, e Massoud foi assassinado em 9 de setembro de 2001.

[editar] Envolvimento dos EUA

Após os ataques de 11 de setembro de 2001, a Aliança do Norte, com apoio dos EUA e outros aliados, derrubou os talibãs e estabeleceu uma nova república, sob o comando do Presidente Hamid Karzai. Os talibãs constituíram então um movimento de resistência na porção meridional do país e com frequência usam o território paquistanês como refúgio.[carece de fontes?]

Referências

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