Bashar al-Assad

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Bashar al-Assad
Presidente da Síria Síria
Mandato 17 de julho de 2000
a atualidade
Vice-presidente Najah al-Attar 1
Antecessor(a) Abdul Halim Khaddam (interino)
Sucessor(a)
Vida
Nascimento 11 de setembro de 1965 (47 anos)
Damasco, Distrito de Damasco
 Síria
Primeira-dama Asma al-Assad
Partido Partido Baath
Profissão Médico

Bashar Hafez al-Assad (em árabe: بشار حافظ الأسد‎) (Damasco, 11 de setembro de 1965) é um político sírio e actual presidente de seu país desde 17 de julho de 2000. Sucedeu a seu pai, Hafez al-Assad, no comando do país.

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Biografia [editar]

Nascido em Damasco, Bashar al-Assad veio de uma família muito envolvida com política, sendo seu pai o próprio Presidente da Síria. Ele estudou oftalmologia em sua cidade natal e depois foi para Londres concluir os estudos. Inicialmente tinha poucas aspirações políticas e seu pai educara seu irmão mais velho, Basil al-Assad, para ser o futuro presidente. Porém a morte deste em um acidente de automóvel mudou a situação e Bashar converteu-se no herdeiro político de seu pai, que viria a falecer em 10 de junho de 2000. Bashar al-Assad tornou-se então General do Estado Maior e Chefe Supremo das Forças Armadas Sírias. Nomeado candidato único pelo Partido Árabe Socialista Baath (único partido do regime) para a Presidência da República, foi eleito mediante referendo em 10 de julho de 2000, tomando posse em 17 de julho. Em dezembro de 2000 casou-se com Asma al-Assad.

O começo de seu mandato foi marcado por uma esperança de mudanças democráticas, que foi frustrada com a continuidade da política de seu antecessor. Ante à ameaça da ideia de guerra preventiva levada a cabo pela administração norte-americana, a instabilidade do Líbano, na qual a Síria mantinha uma forte presença militar e as constantes tensões com seu vizinho Israel, Bashar al-Assad procurou manter um discurso reformista que poderia satisfazer os anseios da União Europeia e dos Estados Unidos, mas que na prática não produziu nenhuma concessão ao movimento de oposição do país. A forte pressão internacional sobre Bashar al-Assad após a morte do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri, cuja autoria foi atribuída aos serviços de inteligência sírios, fez com que as tropas mantidas no Líbano fossem retiradas.

Bashar al-Assad foi reeleito em um referendum convocado no dia 27 de maio de 2007 onde conseguiu 97% de aprovação, mas ele concorreu sozinho. No dia 25 de junho de 2010, iniciou uma série de viagens pela América Latina, visitando Cuba, Venezuela, Brasil e Argentina.

Em 2011, frente a vários protestos no mundo árabe por reformas democráticas, o governo de al-Assad prometeu abrir mais a política do país para o povo. Porém frente a lentidão dessas mudanças, ou o não cumprimento da promessa, opositores ao seu regime começaram uma série de protestos pedindo a derrubada do Presidente, que respondeu aos manifestantes com o envio de tropas do Exército à areas de protesto. A violência da repressão do governo fez com que vários países pelo mundo, como os Estados Unidos, Canadá e União Européia adotassem sanções contra a Síria. Com as manifestações se transformando em revolta armada contra o seu governo, seus exércitos foram acusados, repetidas vezes, de crimes contra a humanidade, e a comunidade internacional e a oposição interna do seu país começaram a pedir a sua renúncia imediata da presidência, mas ele se recusou e afirmou que continuaria na luta para se manter no poder.2 Por diversas vezes, o ditador afirmou que seu país é vitima de uma "conspiração estrangeira", envolvendo terrorismo, com o objetivo de desestabilizar a Síria.3 4 Segundo o governo de seu país, Assad pretende se candidatar nas eleições marcadas para 2014.5

Relações exteriores [editar]

Bashar al-Assad mantem relações com a França desde sua primeira visita oficial ao exterior, quando encontrou-se com o primeiro-ministro francês à época Jacques Chirac. A despeito das tensas relações com Israel, Assad buscou a retomada de negociações de paz para a devolução das Colinas de Golã, ocupadas por Israel desde 1967. Em 2003, Assad se opôs à invasão do Iraque pelo exército dos Estados Unidos.[carece de fontes?]

Referências

  1. http://i-r-p.ru/page/stream-event/index-4399.html
  2. Bassem Mroue. "Bashar Assad Resignation Called For By Syria Sit-In Activists", The Huffington Post. Página visitada em 20 de abril de 2011.
  3. Opposition: 127 Dead As Syrian Forces Target Civilians. Thedenverchannel.com. Página visitada em 8 de julho de 2012.
  4. correiodobrasil.com.br (11 de janeiro de 2012). Correio do Brasil - Síria: al-Assad reaparece para denunciar “conspiração estrangeira” (em português).
  5. Bassem Mroue. "Assad "participará" nas presidenciais de 2014, diz MNE iraniano", publico.pt. Página visitada em 3 de março de 2013.

Ligações externas [editar]

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