Extrema-esquerda

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O termo extrema-esquerda é empregado em muitos países da Europa e das Américas para designar correntes políticas situadas à esquerda dos partidos socialistas e dos partidos comunistas tradicionais.[1] Assim, pode aplicar-se genericamente a qualquer partido de esquerda mais radical do que os partidos comunistas criados a partir da III Internacional, ou aos movimentos revolucionários anticapitalistas, situados à esquerda dos movimentos reformistas e da esquerda antiliberal.

Embora geralmente defendam reformas radicais do sistema social, político e econômico, distribuição equitativa da riqueza e descentralização do controle dos meios de produção, não são necessariamente marxistas, ainda que frequentemente sejam relacionadas ao marxismo.

Para certos setores da extrema esquerda, os partidos comunistas expressam a degeneração do regime soviético em capitalismo ditatorial de Estado ou se converteram em partidos burgueses, ao aceitar a participação no modelo parlamentar usual.

Radicalmente oposta à extrema-direita no espectro ideológico, atualmente uma das linhas de atuação da extrema esquerda é a oposição, de caráter internacionalista, às políticas de globalização financeira e ideológica.

Há grupos de extrema-esquerda chamados, pelos estudiosos em Ciências Políticas de "Ultra-Esquerda" e/ou "Ultra-Direita", que não acreditam na possibilidade de mudanças sociais e políticas por meios democráticos, defendendo o uso da violência com o fim de fazer a revolução do sistema como uma das formas - se não a única - de realizar mudanças políticas e sociais, esses grupos se aproximam da ideologia nazista, como afirma o pesquisador e professor Lauro Campos, na sua "Teoria da Ferradura (Os Extremos Tendem a se Aproximar, formando uma única base de pensamento político, que tendem a um "coice")" defendida em seu livro "História do Pensamento Econômico", editado em 1970, pela Universidade de Brasília.

As correntes políticas designadas como de extrema esquerda muitas vezes rejeitam essa designação, por sua possível associação ao extremismo.

Índice

[editar] Extrema-esquerda no Brasil

Um representante fiel da Extrema-esquerda no Brasil é o PSTU, oriundo do racha da Convergência Socialista, antiga tendência do Partido dos Trabalhadores (PT) expulsa em 1994. O PSTU reinvindica o marxismo revolucionário de Leon Trotsky e Nahuel Moreno. Outros partidos considerados de extrema-esquerda, no Brasil, são o Partido da Causa Operária (PCO) e o Partido Comunista Brasileiro (PCB).

[editar] Bibliografia

- Pensamento Econômico, Evolução Histórica, Professor Lauro Campos Editora Universidade de Brasília, 1967 - 1970.

[editar] Ver também

Referências

  1. Segundo Serge Cosseron (Dictionnaire de l'extrême gauche, p. 20), a expressão se aplica a "todos os movimentos situados à esquerda do partido comunista".
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