Organização dos Estados Americanos
| Organização dos Estados Americanos (OEA) Organisation des États Américains Organization of American States Organización de los Estados Americanos |
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| Bandeira da Organização dos Estados Americanos | |
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| Fundação | 5 de maio de 1948 |
| Tipo | Organização internacional |
| Sede | Washington D.C., |
| Membros | 35 países |
| Línguas oficiais | Inglês Francês Espanhol Português |
| Secretário Geral | José Miguel Insulza (desde 26 de maio de 2005) |
| Sítio oficial | www.oas.org |
A Organização dos Estados Americanos (OEA) é uma organização internacional criada em 1948, com sede em Washington (Estados Unidos), cujos membros são as 35 nações independentes do continente americano.
Desde 26 de Maio de 2005, o secretário-geral é o chileno José Miguel Insulza.
Índice |
[editar] História
A Organização dos Estados Americanos foi fundada em 30 de abril de 1948, constituindo-se como um dos organismos regionais mais antigos do mundo, sendo fundada três anos após a criação da ONU. Com 21 países signatários, entre eles o Brasil, reunidos em Bogotá, Colômbia, assinaram a Carta da Organização dos Estados Americanos, onde a organização definia-se como um organismo regional dentro das Nações Unidas. Os países-membros se comprometiam a defender os interesses do continente americano, buscando soluções pacíficas para o desenvolvimento econômico, social e cultural.
Em 11 de setembro de 2001 foi assinada a Carta Democrática Interamericana entre todos os países-membros da OEA. Este documento visa a fortalecer o estabelecimento de democracias representativas no continente.
Atualmente, a OEA conta com 35 estados-membros que, a partir de 1990, definiram como prioridade dos seus trabalhos o fortalecimento da democracia e assuntos relacionados com o comércio e integração econômica, controle de entorpecentes, repressão ao terrorismo e corrupção, lavagem de dinheiro e questões ambientais. Mazelas comuns a certos membros da OEA, inclusive EUA.
[editar] Estrutura
Segundo a Carta da Organização dos Estados Americanos, título VIII, as instâncias consultivas e políticas são:
- Assembleia Geral
- Reunião de Consulta de Ministros das Relações Exteriores
- Os Conselhos: Conselho Permanente, Conselho Interamericano para o Desenvolvimento Integral e outros
- Comitê Jurídico Interamericano
- Comissão Interamericana de Direitos Humanos
- Secretaria-geral
- Conferências Especializadas e
- Organismos especializados
[editar] Países-membros
Todas as 35 nações independentes da América são membros da OEA. Após a fundação, em 5 de maio de 1948, havia 21 membros:
Argentina
Bolívia
Brasil
Chile
Colômbia
Costa Rica
Cuba[1]
República Dominicana
Equador
El Salvador
Guatemala
Haiti
Honduras
México
Nicarágua
Panamá
Paraguai
Peru
Estados Unidos
Uruguai
Venezuela
A expansão posterior da OEA inclui as nações recém-independentes do Caribe (a maioria dos quais só obteve a independência após a II Guerra Mundial) e Canadá. Membros com datas de admissão posterior (ordenados em ordem cronológica):
Barbados (membro desde 1967)
Trinidad e Tobago (1967)
Jamaica (1969)
Granada (1975)
Suriname (1977)
Dominica (1979)
Santa Lúcia (1979)
Antigua e Barbuda (1981)
São Vicente e Granadinas (1981)
Bahamas (1982)
São Cristóvão e Nevis (1984)
Canadá (1990)
Belize (1991)
Guiana (1991)
[editar] O caso cubano
Cuba foi suspensa da OEA em 31 de janeiro de 1962, após o seu governo declarar o caráter socialista da Revolução Cubana e se aliar à URSS. A decisão foi adotada na 8ª Assembleia em Punta del Este, Uruguai. Quatorze países votaram pela suspensão, Cuba votou contra e seis países se abstiveram (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador e México). De fato, tratava-se da exclusão do governo de Cuba - e não do estado membro - conforme os termos da resolução, cuja parte substantiva diz o seguinte:
- a adesão por qualquer membro da OEA ao marxismo-leninismo é incompatível com o sistema interamericano e o alinhamento de qualquer governo com o bloco comunista quebra a unidade e a solidariedade do continente;
- o presente governo de Cuba, que se identificou oficialmente como marxista-leninista, incompatibilizou-se com os princípios e objetivos do sistema interamericano;
- esta incompatibilidade excluiu o presente governo de Cuba da participação no sistema interamericano.
Isto significa que o estado cubano tecnicamente ainda era membro da organização; mas era negado ao governo de Cuba o direito de representação, participação nas reuniões e demais atividades da organização. A posição da OEA - questionada por alguns estados membros - era de que, embora a participação de Cuba estivesses suspensa, suas obrigações com relação à Carta da OEA, à Declaração Americana de Direitos e Deveres do Homem, etc. ainda se mantinham. Assim, por exemplo, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos continuava a publicar relatórios sobre a situação dos direitos humanos em Cuba e a ouvir casos individuais envolvendo cubanos.[2]
Sobre os pedidos de explicações da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, a posição de Cuba foi expressa em nota oficial enviada à OEA, como "simples cortesia," por seu ministro das Relações Exteriores, Dr. Raúl Roa García, em 4 de novembro de 1964. A nota dizia que Cuba tinha sido arbitrariamente excluída da OEA e que a organização não tinha jurisdição, nem autoridade factual, jurídica ou moral sobre um estado que a própria organização havia ilegalmente privado dos seus direitos.[3]
A suspensão foi revogada em 2009 pela 39ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos. Será criado um grupo de trabalho para tratar do retorno de Cuba às atividades da entidade.
[editar] Ver também
- Banco Interamericano de Desenvolvimento
- Capital Americana da Cultura
- Corte Interamericana de Direitos Humanos
- Convenção Americana de Direitos Humanos
- Caricom
- União de Nações Sul-Americanas
- Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe
Referências
- ↑ Suspenso entre 1962–2009. Optou por não renovar o pedido de participação.
- ↑ Six Report on the Situation of Political Prisoners in Cuba. Inter-American Commission on Human Rights. Organization of American States (14 December 1979).
- ↑ The Situation of Human Rights in Cuba: Seventh Report. Inter-American Commission on Human Rights. Organization of American States (4 October 1983).