Eduardo Lourenço
| Eduardo Lourenço | |
|---|---|
| Nome completo | Eduardo Lourenço de Faria |
| Nascimento | 23 de Março de 1923 (88 anos) São Pedro de Rio Seco |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | Professor e ensaísta |
Eduardo Lourenço de Faria GC SE • GC IH (São Pedro de Rio Seco, 23 de Maio de 1923) é um professor e filósofo português.
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[editar] Biografia
Oriundo de uma pequena aldeia da Beira Interior, foi o único filho de Abílio de Faria, segundo sargento de Infantaria, e de Maria de Jesus Lourenço. Mudou-se para a Guarda em 1932, e ingressou no Colégio Militar, em 1934, um ano depois do pai partir para Nampula, em Moçambique.
Em 1940, já em Coimbra, encontrou um ambiente mais aberto e propício a uma reflexão cultural que sempre haveria de prosseguir. Obtém a licenciatura em Ciências Histórico-Filosóficas em 1946. Torna-se assistente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, entre 1947 e 1953, colaborando com Joaquim de Carvalho. É nesse período que publica o seu primeiro livro, Heterodoxia (1949), que reúne uma parte da sua tese de licenciatura, O Sentido da Dialéctica no Idealismo Absoluto. Colaborou também no Diário de Coimbra, publicando as Crónicas Heterodoxas.
Em 1949 realiza um estágio na Universidade de Bordéus 2, com uma bolsa do Programa Fulbright. Leitor de Cultura Portuguesa, entre 1953 e 1955, nas universidades de Hamburgo e Heidelberg, exerce a mesma actividade na Universidade de Montpellier, de 1956 a 1958. Casa-se com Annie Salamon, em Dinard, em 1954. Após um ano passado na Universidade Federal da Bahia, como professor convidado de Filosofia, passou a viver em França, em 1960.
Fixou residência em Vence, em 1965. Foi leitor na Universidade de Grenoble, de 1960 a 1965, e maître assistant na Universidade de Nice, até 1987, onde passou a maître de conferences, em 1986. Tornou-se professor jubilado em Nice, em 1988.
Em 1989 assume funções como conselheiro cultural junto da Embaixada Portuguesa em Roma, até 1991. Desde 1999 ocupa o cargo de administrador (não executivo) da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
[editar] Prémios
- Prémio Pessoa (2011)[1]
- Medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura (2008)
- Medalha de Ouro da Cidade da Guarda (2008)
- Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Bolonha (2007)
- Criação da Cátedra Eduardo Lourenço de História da Cultura Portuguesa na Universidade de Bolonha (2007)
- Homenagem no Congresso Internacional Jardins do Mundo (2007)
- Prémio Extremadura para a Criação (2006)
- Homenagem da revista brasileira Metamorfoses (2003)
- Homenagem da Biblioteca Municipal da Maia (2003)
- Cavaleiro da Legião de Honra de França (2002)
- Prémio Vergílio Ferreira (2001)
- Medalha de Ouro da Cidade de Coimbra (2001)
- Chevalier de L'Ordre des Arts et des Lettres (2000)
- Doutoramento Honoris Causa pela Universidade Nova de Lisboa (1998)
- Officier de L'Ordre de Mérite (1996)
- Doutoramento Honoris Causa, pela Universidade de Coimbra (1996)
- Prémio Camões (1996)
- Doutoramento Honoris Causa, pela Universidade do Rio de Janeiro (1995)
- Prémio António Sérgio (1992)
- Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (1992)
- Prémio Europeu de Ensaio Charles Veillon (1988) http://www.fondation-veillon.ch/prix/laureats.php
[editar] Obra
Influenciado pela leitura de Husserl, Kierkegaard, Nietzsche, Heidegger, Sartre ou pelo conhecimento das obras de Dostoievski, Franz Kafka ou Albert Camus, foi associado de um certo modo ao existencialismo, sobretudo por volta dos anos cinquenta, altura em que colaborou na Árvore e se tornou amigo de Vergílio Ferreira. Nunca se deixou enfeudar, todavia, a qualquer escola de pensamento, já que, embora favorável a ideias de esquerda, nunca abandonou uma atitude crítica perante essa esquerda.
Com uma clara autoridade moral, foi-lhe atribuída a Ordem de Santiago da Espada em 1981 o Prémio Europeu de Ensaio Charles Veillon (concedido em 1988 por ocasião da sua obra Nós e a Europa ou as Duas Razões) no ano em que foi colocado em Roma como adido cultural português.
Crítico e ensaísta literário, virado predominantemente para a poesia, assinou ensaios polémicos como Presença ou a Contra-Revolução do Modernismo Português? n' O Comércio do Porto (1960) ou um particular estudo sobre o neo-realismo intitulado Sentido e Forma da Poesia Neo-Realista (1968). Aproximou-se da modernidade, da obra de Fernando Pessoa, a propósito da qual deu à estampa o volume Pessoa Revisitado (1973), ou Fernando Rei da Nossa Baviera (1986). Indiferente à sucessão de correntes teóricas, e fugindo tanto ao historicismo como a pretensas análises objectivas, a perspectiva de Lourenço influenciou já outros autores, como por exemplo Eduardo Prado Coelho e encontra-se enunciada num livro central, Tempo e Poesia (1974).
Referências
- ↑ Eduardo Lourenço é o Prémio Pessoa 2011. 16-12-2011.
[editar] Ligações externas
- Página oficial de Eduardo Lourenço
- Eduardo Lourenço no IPLB
- Entrevista no jornal Público
- Entrevista à TSF "Os políticos são os nossos representantes, não os nossos chefes" 21 MAR 2011
- Laurea ad honorem
| Precedido por José Saramago |
Prémio Camões 1996 |
Sucedido por Pepetela |
| Precedido por Jean Roche |
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