Herberto Hélder

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Herberto Hélder
Nome completo Herberto Hélder Luís Bernardes de Oliveira
Nascimento 23 de Novembro de 1930 (83 anos)
Funchal
Nacionalidade Portugal Português
Ocupação Escritor, poeta
Principais trabalhos Os Passos em Volta; A Colher na Boca; Photomaton & Vox; Ou o Poema Contínuo

Herberto Hélder Luís Bernardes de Oliveira (Funchal, São Pedro, 23 de Novembro de 1930) é um poeta português de ascendência judaica.[1]

Família[editar | editar código-fonte]

Filho de Romano Carlos de Oliveira (Funchal, Monte, baptizado a 26 de Novembro de 1895) e de Maria Ester dos Anjos Luís Bernardes (c. 1900 - 1938), tem duas irmãs Maria Regina e Maria Elora.

Casou duas vezes:

  • Maria Ludovina Dourado Pimentel (de quem tem uma filha, Gisela Ester Pimentel de Oliveira, por casamento Lopes da Conceição) e com Olga da Conceição Ferreira Lima.
  • É pai do jornalista Daniel Oliveira, nascido da relação que teve com Isabel Figueiredo.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tendo trabalhado em Lisboa como jornalista, bibliotecário, tradutor e apresentador de programas de rádio. Viajou por diversos países da Europa realizando trabalhos corriqueiros, sem nenhuma relação com a literatura e foi redactor da revista Notícia em Luanda, Angola, em 1971, onde sofreu um acidente grave. Também foi um dos colaboradores da efémera Pirâmide[2] (1959-1960).

É considerado um dos mais originais poetas vivos de língua portuguesa. É uma figura misantropa, e em torno de si paira uma atmosfera algo misteriosa uma vez que recusa prémios e se nega a dar entrevistas. Em 1994 foi o vencedor do Prémio Pessoa, que recusou.

A sua escrita começou por se situar no âmbito de um surrealismo tardio. Em 1964 organizou com António Aragão o "1º caderno antológico de Poesia Experimental" (Cadernos de Hoje, MONDAR editores), marco histórico da poesia portuguesa (Ver: Poesia Experimental Portuguesa). Escreveu entretanto "Os Passos em Volta", um livro que através de vários contos, sugere as viagens deambulatórias de uma personagem por entre cidades e quotidianos, colocando ao mesmo tempo incertezas acerca da identidade própria de cada ser humano (ficção); "Photomaton e Vox", é uma colectânea de ensaios e textos e também de vários poemas. "Poesia Toda" é o título de uma antologia pessoal dos seus livros de poesia que tem sido depurada ao longo dos anos. Na edição de 2004 foram retiradas da recolha suas traduções. Alguns dos seus livros desapareceram das mais recentes edições da Poesia Toda, rebatizada Ofício Cantante, nomeadamente Vocação Animal e Cobra.

A crítica literária aproxima sua linguagem poética do universo da Alquimia, da mística, da Mitologia edipiana e da imagem da Mãe.

Obra[editar | editar código-fonte]

Poesia[editar | editar código-fonte]

  • Poesia – O Amor em Visita (1958)
  • A Colher na Boca (1961)
  • Poemacto (1961)
  • Retrato em Movimento (1967)
  • O Bebedor Nocturno (1968)
  • Vocação Animal (1971)
  • Cobra (1977)
  • O Corpo o Luxo a Obra (1978)
  • Photomaton & Vox (1979)
  • Flash (1980)
  • A Cabeça entre as Mãos (1982)
  • As Magias (1987)
  • Última Ciência (1988)
  • Do Mundo, (1994)
  • Poesia Toda (1º vol. de 1953 a 1966; 2º vol. de 1963 a 1971) (1973)
  • Poesia Toda (1ª ed. em 1981)
  • A Faca Não Corta o Fogo - Súmula & Inédita (2008)
  • Ofício Cantante (2009)
  • Servidões (2013)
  • A Morte Sem Mestre (2014)

Ficção[editar | editar código-fonte]

  • Os Passos em Volta (1963)
  • Apresentação do Rosto (1968).
  • A Faca Não Corta o Fogo (2008).


Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]