Guarda

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Guarda
Brasão de Guarda Bandeira de Guarda
Brasão Bandeira
GuardaCathedral2.jpg
Catedral - Sé da Guarda
Localização de Guarda
Gentílico Guardense;
Egitaniense[1]
Área 712,1 km²
População 42 541 hab. (2011)
Densidade populacional 59,74 hab./km²
N.º de freguesias 43
Presidente da
Câmara Municipal
Álvaro Amaro (PSD/CDS)
Fundação do município
(ou foral)
1199
Região (NUTS II) Centro
Sub-região (NUTS III) Beira Interior Norte
Distrito Guarda
Antiga província Beira Alta
Orago Nossa Senhora da Assunção
Feriado municipal 27 de Novembro (Foral)
Código postal 6300 e 6301
Sítio oficial www.mun-guarda.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

A Guarda é uma cidade portuguesa com 42 541 habitantes.[2] , inserida no concelho homólogo com 712,1 km² de área e 26 565 habitantes (2011), subdividido desde a reorganização administrativa de 2012/2013 em 43 freguesias.[3] O município é limitado a nordeste pelo município de Pinhel, a leste por Almeida, a sudeste pelo Sabugal, a sul por Belmonte e pela Covilhã, a oeste por Manteigas e por Gouveia e a noroeste por Celorico da Beira. É ainda a capital do Distrito da Guarda que tem uma população residente de 173 831 habitantes. Situada no último contraforte Nordeste da Serra da Estrela, a 1056 metros de altitude, sendo a cidade mais alta de Portugal. Situa-se na região centro de Portugal e pertence à sub-região estatística da Beira Interior Norte.

A Guarda é conhecida como «A cidade dos 5 F's» (ver secção própria).

Possui acessos rodoviários importantes como a A25 que a liga a Aveiro e ao Porto bem como à fronteira, dando ligação directa a Madrid; a A23 que liga a Guarda a Lisboa e ao Sul de Portugal, bem como o IP2 que liga a Guarda a Trás-os-Montes e Alto Douro, nomeadamente a Bragança .

A nível ferroviário, a Cidade da Guarda possui a Linha da Beira Baixa (encerrada para obras de modernização com abertura prevista para o ano 2020) e a linha da Beira alta, que se encontra completamente electrificada permitindo a circulação de comboios regionais, nacionais e internacionais, constituindo "o principal eixo ferroviário para o transporte de passageiros e mercadorias para o centro da Europa" com ligação a Hendaye (França, via Salamanca-Valladolid-Burgos).

O ar, historicamente reconhecido pela salubridade e pureza, foi distinguido pela Federação Europeia de Bioclimatismo em 2002, que atribuiu à Guarda o título de primeira "Cidade Bioclimática Ibérica". Além de ser uma cidade histórica e a mais alta de Portugal, a Guarda foi também pioneira na rádio local, sendo mesmo a Rádio Altitude considerada a primeira rádio local de Portugal. As suas origens prendem-se com a existência de um sanatório dedicado à cura da tuberculose.

Toda a região é marcada pelo granito, pelo clima contrastado de montanha e pelo seu ar puro e frio que permite a cura e manufactura de fumeiro e queijaria de altíssima qualidade. É também a partir desta região que vertem as linhas de água subsidiarias das maiores bacias hidrográficas que abastecem as três maiores cidades de Portugal: para a bacia do Tejo que abastece Lisboa, para a Bacia do Mondego que abastece Coimbra e para a bacia do Douro que abastece o Porto. Existe mesmo na localidade de Vale de Estrela (a 6 km da cidade da Guarda) um padrão que marca o ponto triplo onde as três bacias hidrográficas se encontram.

É também uma zona que historicamente tem sido aproveitada para a mineração, havendo até algum folclore popular que afiança existir uma enorme jazida de urânio sob a cidade, e que os Americanos durante a Guerra Fria sabendo deste facto teriam proposto a Salazar mudar a cidade pedra por pedra para outro local. Certo é o facto de existir algum nível de radiação, especialmente em espaços fechados devido ao gás radão.

Uma Cidade em Expansão[editar | editar código-fonte]

As origens da cidade perdem-se no tempo. No entanto todos os povoados que aqui se edificaram tinham o mesmo objectivo: a defesa e vigilância. Foi só a partir da construção da linha férrea que a cidade deixou de estar confinada ao interior das muralhas da cidadela medieval para se expandir grandemente.

Actualmente a cidade parece seguir um eixo de expansão em direcção a NE, possuindo já uma uma apreciável malha urbana, que no seu maior eixo excede já os 9 km de extensão (em linha recta) desde o seu ponto mais a Sul no Bairro do Torrão até ao seu ponto mais a norte na povoação (aglomerada à cidade) de Arrifana.

Apesar de esta expansão, foram-se mantendo alguns interstícios verdes no interior da malha urbana, que por condicionantes à construção - nomeadamente ligadas ao domínio hídrico - não eram urbanizáveis. Criando assim um interessante mosaico entre a paisagem rural e urbana. Esses mesmos espaços viriam a ser aproveitados aquando da iniciativa POLIS para o delineamento de um grande Parque Urbano (21 ha) junto do Rio Diz, equipamento esse que possui uma pista pedonal medicalizada de 2,2 km que tem uma afluência muito assinalável por parte da população nos meses em que o clima o permite. É também no interior deste parque que se situa um parque infantil de dimensões muito interessantes e um semi-coberto destinado à concertos e outros tipos de animação socio-cultural e desportiva.

É no ano de 1998 que se conclui a primeira fase da VICEG, uma via estruturante que permite o escoamento do transito das artérias do centro da cidade.

«A cidade dos 5 F's»[editar | editar código-fonte]

A explicação mais conhecida e consensual do significado do epíteto de «cidade dos 5 F's» diz que estes significam Forte, Farta, Fria, Fiel e Formosa [4] [5] [6] [7] [8] . A explicação destes efes tão adaptados posteriormente a outras cidades é simples:

1- Forte: a torre do castelo, as muralhas e a posição geográfica demonstram a sua força;

2- Farta: devido à riqueza do vale do Mondego;

3- Fria: a proximidade à Serra da Estrela explica este F;

4- Fiel: porque Álvaro Gil Cabral – que foi Alcaide-Mor do Castelo da Guarda e trisavô de Pedro Álvares Cabral – recusou entregar as chaves da cidade ao Rei de Castela durante a crise de 1383-85. Teve ainda Fôlego para combater na batalha de Aljubarrota e tomar assento nas Cortes de 1385 onde elegeu o Mestre de Avis (D. João I) como Rei;

5- Formosa: pela sua natural beleza.

Ainda relativamente ao 4º "F" da Cidade, é sintomática a gárgula voltada em direcção a nascente (ao encontro de Espanha): um traseiro, em claro tom de desafio e desprezo. É comum ver turistas procurando essa Gárgula específica, recentemente apelidada de "Fiel".

Outra explicação em que Júlio Ribeiro cantou a Guarda, vindo a nascer das suas quadras os 5 Fs tornados célebres: Feia, Farta, Fria, Fiadalga, Feiticeira, cinco Fs que o poeta deixou “gravadas” por baixo das armas da cidade.[9]

A estes cinco viria a acrescentar-se um outro F de falsa, atribuído ao facto de o Bispo, ao tempo das invasões de Castela (crise de 1383-85), ter facilitado a sua entrada no palácio, entregando-lhe as chaves.[10]

História Breve[editar | editar código-fonte]

Porta do Sol.

Nos primeiros séculos da romanização da Península Ibérica habitavam a região da Guarda povos lusitanos. Entre os quais os Igaeditani, os Lancienses Oppidani e os Transcudani. Estes povos unidos sob uma autentica federação viriam a resistir à romanização durante dois séculos. Ao contrário dos latinizados estes povos não consumiam vinho, mas antes cerveja de bolota. A sua arma de eleição era a falcata - uma espada curva - que facilmente quebrava os gládios romanos devido à sua superioridade metalúrgica. Os seus deuses pagãos diferiam também dos romanos, podem ainda hoje encontrar-se algumas inscrições religiosas lusitanas em santuários como o Cabeço das Fráguas.

Durante muito tempo os historiadores julgaram que a civitas Igeditanoro (Egitânia) se localizava na Guarda mas mais recentemente chegou-se à certeza que tal localização era em Idanha-a-Velha. Daqui que o gentílico de egitanienses se enraizou. No entanto, se a Guarda não tivera sido Egitânia, teria sido o que então? Confinando com os terrenos dos Igeditânia, a norte estavam os dos Lancienses Opidani cuja capital, a civitas Lância Opidana, foi referida a curta distância da actual localização da Guarda.

Esta teoria foi defendida acerrimamente pelo General João de Almeida (influente militar português, herói das campanhas de África, natural da Guarda), o que levou alguns críticos a menosprezá-la, no entanto, todas as pesquisas seguintes indicam a sua veracidade. Já o nome de Guarda terá sido uma derivação de um castro sobranceiro ao Rio Mondego, o Castro de Tintinolho, identificada como a Ward visigótica.

Após o período romano seguiram-se períodos de ocupação por parte dos visigodos, mais tarde pelo reino das Astúrias e também pela civilização islâmica. Só após o processo da reconquista é atribuído o foral, reconfirmando definitivamente a importância da cidade e da região.

O rei D. Dinis e D. Isabel estiveram na cidade mês e meio após casarem. O rei sancionou os «Costumes da Guarda» e viria a preparar a guerra com Castela, resolvida com o tratado de Alcanizes.

Orago[editar | editar código-fonte]

A Virgem da Assunção é a Padroeira da Guarda!

Não é por acaso que:


1 - Por cima da entrada principal, ao centro, está a estátua da Virgem da Assunção, ladeada pelas torres sineiras com a heráldica de D. Pedro Vaz Gavião.

2 - O altar-mor (da Sé Catedral), atribuído a João de Ruão e mandado fazer ca. 1553 pelo bispo D. Gregório de Castro, é composto por um retábulo com uma centena de figuras esculpidas (do Antigo e do Novo Testamento) em pedra de Ançã. Um dos painéis centrais é ocupado por uma estátua invocando Nossa Senhora da Assunção.

3 - "Na Estatística Paroquial está referido que a paróquia da Sé, de Nossa Senhora da Assunção, era um priorado apresentado pelo bispo local."

  • Segundo Adriano Vasco Rodrigues:“…imagem em granito da Senhora da Assunção, padroeira da Guarda.”

Fonte: ‘A Catedral da Guarda, motivo de orgulho!’, de Adriano Vasco Rodrigues, em GuardaViva Boletim Municipal, Nº 1 (página 21)

http://www.mun-guarda.pt/fotos/cultura/guardaviva_cmg_1.pdf

  • “Fachada principal virada a O., sendo visível um primitivo remate em pena angular, sendo rasgada por portal em arco abatido, com cogulhos internos, que se entrelaçam, dando origem a uma nicho com mísula e baldaquino, onde se integra a imagem de Nossa Senhora da Assunção; é ladeado por dois colunelos finos, assentes em bases altas com toros e escócias, surgindo, nos intercolúnios, mísulas ornadas por folhagem protegidas por baldaquinos; o colunelo exterior prolonga-se sobre o nicho da Virgem, em arco canopial, com cogulhos internos e externos, sendo flanqueado por dois possantes gigantes, constituídos por amplas bases, de onde saem feixes de colunas torsas, rematando em pináculos também torsos e com florão.”

“Na Estatística Paroquial surge referido que a paróquia da Sé, de Nossa Senhora da Assunção, era um priorado apresentado pelo bispo local.”

Fonte: Sistema de Informação para o Património Arquitectónico

http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=4717

  • "...No centro a Virgem da Assunção, padroeira da cidade da Guarda.”

Fonte: MONOGRAFIA ARTÍSTICA DA GUARDA, Adriano Vasco Rodrigues, (2ª edição, 1977, página 98, 2º parágrafo).

  • Diocese da Guarda (Diœcesis Ægitaniensis) Padroeiro: Nª Senhora da Assunção

http://pt.wikipedia.org/wiki/Diocese_da_Guarda

  • "Num nicho central, vê-se a imagem de Nossa Senhora da Assunção, padroeira da Guarda."

Fonte: Património & Turismo, Distrito da Guarda 1999 [('REGISTOS: Ministério da Justiça, Empresa Jornalística Nº 222033, ICS (Titularidade) Nº 122034] , página 46.

  • "Paróquia: Guarda; Orago: Nossa Senhora da Assunção"

Fonte: CÚRIA DIOCESANA DA GUARDA - ANUÁRIO CATÓLICO

http://www.portal.ecclesia.pt/anuario/ficha_paroquia_padre.asp?paroquiaid=4154

Cronologia[editar | editar código-fonte]

  • 200 000 000 AC Impacto de um meteoro a NE da actual cidade da Guarda, formando-se uma cratera complexa de 35 km de diâmetro [11] .
  • 1202 - Criação da Diocese da Guarda, transferida de Idanha, a antiga e importante cidade romana da Egitânia, que foi largamente abandonada no tempo das invasões e lutas contra os mouros, já que a sua situação em plena fronteira e localização difícil de defender a expunham a raides, quer de mouros quer de cristãos. A cidade da Guarda foi fundada em posição muito mais fácil de defender, o que lhe permitiria tirar à Idanha a posição de centro principal da Beira Interior.
  • 1203 - D. Martinho Pais é Bispo da Guarda.
  • 1255 - Criação das Feiras de S. João.
  • 1281 e 1282 - D. Dinis realiza as Cortes da Guarda.
  • 1405 - D. João I ordena que os judeus usem uma estrela vermelha de seis pontas ao peito, estranhamente mais tarde vem recuar revogando essa mesma lei após abusos das autoridades.
  • 1435 - Nasce Frei Pedro da Guarda.
  • 1450 - Litígio entre o Bispo, a Câmara da Guarda e D. Afonso V, devido à entrada de vinho de fora da cidade.
  • 1459 - 1476 - O Bispo da Guarda explora ferrarias em Caría auxiliado por biscaínhos, especializados em fundições.
  • 1462 - D. Afonso V concede ao Bispo da Guarda o direito de explorar minas de chumbo, prata, ouro, estanho, cobre e outros metais.
  • 1465 - D. Afonso V realiza novas Cortes na Guarda.
  • 1475 - O príncipe D. João (futuro Rei D. João II) reúne Conselho na Guarda para reunir tropas que participarão na batalha de Toro.
  • 1476 - Em Janeiro o príncipe parte da Guarda chegando a Ciudad Rodrigo no dia 24 desse mesmo mês.
  • 1492 - Expulsão dos Judeus de Espanha. Aumenta exponencialmente a população judia da Guarda.
  • 1493 - Rui de Pina delineia o Tratado de Tordesilhas na Guarda e parte em embaixada para Castela. Deste episódio sobrou ainda nos dias de hoje a expressão que nos diz que «O Brasil nasceu na Guarda».
  • 1496 - É dada ordem para a conversão ou expulsão dos judeus, levando ao aparecimento dos chamados cristãos-novos e do cripto-judaísmo na região.
  • 1499 - O Papa autoriza o Bispo da Guarda a fundar três Mosteiros onde quiser.
  • 1500 - A 12 de Maio dá-se o primeiro Sínodo Diocesano da Guarda.
  • 1519 - D. Manuel I concede isenções fiscais aos moradores da Guarda.
  • 1530 - A 5 de Outubro o Rei D. João III nomeia D. Fernando como Duque da Guarda.
  • 1540 - Concluídas as obras da Catedral da Guarda, tal como hoje se conhece.
  • 1541 - O Inquisidor Cardeal D. Henrique, autoriza o Reitor da Universidade de Coimbra a fazer inquisição no Bispado da Guarda, a sul do Tejo.
  • 1543 - Iniciam-se as perseguições da inquisição na Guarda.
  • 1580 - O Bispo da Guarda D. João de Portugal torna-se partidário da independência e opositor da dominância filipina, vindo mais tarde a combater em Alcântara ao lado do D. António o Prior do Crato, vindo a morrer no cárcere em 1592 às ordens de Filipe II de Espanha.
  • 1582 - É adoptado o calendário gregoriano na diocese Egitaniense.
  • 1582 - Pedro Telésio é mestre de música na Sé da Guarda.
  • 1597 - Início dos trabalhos das novas Constituições do bispado da Guarda.

A 26 de Junho pelas 14h a cidade sofre uma trovoada com pedras de dimensões nunca vistas, dois raios caem na Catedral causando danos no interior.

O Rei D. José pede ao Bispo da Guarda para prevenir os eclesiásticos que as suas casas poderiam ser requisitadas para albergar militares.

  • 1801 - O Marquês de Alorna derruba parte da muralha da Guarda para construir o Forte Velho, a 3 km da cidade.
  • 1808 - As tropas francesas comandadas por Loisin entram na cidade da Guarda.
  • 1810 - A Cidade sofre a 3ª invasão francesa.
  • 1811 - A 16 de Abril as tropas francesas vêem se obrigadas a abandonar a cidade devido à batalha de Fuentes de Oñoro que viriam a perder em 5 de Maio.
  • 1812 - A 16 de Maio o Estado fornece sementes de milho pela população para reparar os prejuízos da Guerra com os franceses.
  • 1829 - Em Janeiro regista-se uma "intensa vaga de frio que faz congelar os ovos e a aguardente". ( para que isto ocorra são necessárias temperaturas inferiores a -23°C).
  • 1833 - O Bispo absolutista D. José Pacheco e Sousa abandona a cidade que só voltará a ter bispo em 1858.
  • 1835 - Novo derrube de secções da muralha para construção do cemitério.
  • 1839 - Destruição da porta da Covilhã e da torre das freiras.
  • 1855 - Criação do Liceu da Guarda.
  • 1866 - O Governador Civil Sande e Castro intervém para que se crie o Montepio Egitaniense.
  • 1868 - Criado aquele que se pensa ser o 1º jornal da Guarda: «O Egitaniense».
  • 1871 - Nasce Carolina Beatriz Ângelo.
  • 1876 - Fundação da Companhia dos Bombeiros Voluntários da Guarda.
  • 1881 - É extinta a Diocese de Pinhel e incorporada na diocese da Guarda.
  • 1882 - A 4 de Agosto D. Luíz I e D. Maria Pia são recebidos solenemente na Guarda por ocasião da Inauguração da linha da Beira Alta entre a Guarda e Vilar Formoso, junto da fronteira com Espanha.
  • 1885 - Morre a última freira do convento de Sta. Clara, que é posteriormente entregue à Misericórdia para a instalação de um hospital.

Inicia-se dos trabalhos de ligação com a Linha da Beira Baixa.

  • 1887 - O Governador Civil D. João de Alarcão intercede e consegue a criação do Asilo de mendicidade Distrital.
  • 1889 - Criação do Asilo da Infância desvalida.
  • 1894 - Conferência de S. Vicente Paulo (Intervenção do Bispo D. Tomaz G. de Almeida)
  • 1895 - Integração da Guarda na 5ª Brigada através dos corpos de Infantaria n.º 12,21 e 23.

Construção do Mercado fechado com arte em ferro.

É Criado o Centro de Estudos Ibérico.

  • 2001 - D. José Saraiva Martins ascende a Cardeal.
  • 2004 - Povo da Guarda revolta-se contra a tentativa de encerramento da Maternidade, conseguindo já no ano seguinte garantir a sua permanência.
  • 2010 - O histórico Hotel Turismo é encerrado. A Câmara Municipal da Guarda acorda vender o edifício ao Turismo de Portugal.
  • 2010 - Encerramento da Delphi, à data uma das maiores empregadoras da região.
  • 2011 - O último Governador do Distrito, Santinho Pacheco é exonerado pelo Primeiro Ministro Pedro Passos Coelho.
  • 2013- O Partido Social Democrata ganhou a autarquia da Guarda depois de 39 anos de poder socialista. Este feito histórico foi conseguido por Álvaro Amaro, no dia 29 de setembro, com 51,43% dos votos.
  • 2014 - A cidade é, novamente, palco das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, sendo Presidente da Republica Cavaco Silva e Presidente da autarquia Álvaro Amaro.

Lendas[editar | editar código-fonte]

Segundo uma lenda, no tempo da Reconquista, havia uma jovem Ana apaixonada por Alfonso III das Astúrias que seguiu o rei, vestida de soldado. Depois duma batalha, o rei descobriu o segredo de Ana e emocionado, mandou construir um castelo para Ana viver, tornando-se a guardiã daquelas terras.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A Guarda é sobranceira ao Vale do Mondego, insere-se no último contraforte Norte da Serra da Estrela é a cidade mais alta de Portugal, quanto à altitude da área urbana do município, com altitude máxima de 1.056 metros.

Fruto desta altitude é também o curioso facto de esta região pertencer a três bacias hidrográficas - Mondego, Douro e Tejo, contribuindo desta forma para os recursos hídricos das regiões de Lisboa, Porto e Coimbra. O Ponto de confluência das três bacias localiza-se na povoação de Vale de Estrela nas imediações da Guarda.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima da cidade é temperado, com influência mediterrânica, visto que no verão há uma curta estação seca. Os meses mais quentes são Julho e Agosto, com temperatura média de 17 °C, e os meses mais frios são Janeiro e Fevereiro, com média de 3 °C. O mês mais chuvoso é Janeiro, com pluviosidade média de 241 mm, e o mês mais seco é Agosto, com média de escassos 15 mm. A temperatura média anual é de 10 °C e a pluviosidade média anual é de 1.713 mm. É considerada uma das cidades mais frias de Portugal, experimentando várias vezes por ano precipitações de neve.

As temperaturas inferiores a -10°C ocorrem com alguma frequência, havendo inclusivamente registos históricos datados de Janeiro de 1829 que parecem indicar temperaturas inferiores a -20°C.

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Guarda (1981-2010) Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registada (°C) 15,2 17,6 23,0 24,5 30,8 33,7 38,3 34,6 36,0 27,0 21,3 17,1 38,3
Temperatura máxima média (°C) 6,8 8,6 11,4 12,4 16,4 21,2 25,1 25,0 21,1 15,0 10,0 7,8 15,1
Temperatura média (°C) 4,0 5,5 7,7 8,4 12,3 16,2 19,7 19,5 16,3 11,4 7,5 5,3 11,15
Temperatura mínima média (°C) 1,2 2,3 3,7 4,6 7,7 11,3 14,0 13,9 11,9 8,3 5,0 2,9 7,2
Temperatura mínima registada (°C) -10,8 -6,2 -8,8 -4,5 -1,8 1,2 4,4 4,9 1,8 -0,6 -7,5 -6,7 -10,8
Precipitação (mm) 104,8 71,2 59,4 86,7 86,3 33,9 18,2 10,4 58,2 107,4 127,1 150,6 914,2
Dias com neve 10 11 6 2 0,5 0 0 0 0 0,5 3 10 43
Fonte: Instituto Português do Mar e da Atmosfera(1981–2010)[12] (Records: 1971-2010) 26 de Fevreiro de 2013
Fonte #2: Climate Zone (Dias de neve) [13] 26 de Fevreiro de 2013

Organização administrativa[editar | editar código-fonte]

Até 2013, a cidade da Guarda era oficialmente constituída pelas freguesias urbanas da , São Vicente e São Miguel, entretanto unidas numa só (Freguesia da Guarda), embora efectivamente a malha urbana abarque também as freguesias de Vale de Estrela, Maçainhas, Alvendre, Arrifana, Casal de Cinza e Panoias de Cima (estas últimas apenas parcialmente).

Freguesias[editar | editar código-fonte]

Freguesias do concelho da Guarda.

Desde a reorganização administrativa de 2012/2013,[3] o concelho da Guarda está dividido em 43 freguesias:

Até 1 de janeiro de 2002, fazia também parte do município a freguesia do Vale de Amoreira, a qual entretanto foi transferida para o vizinho concelho de Manteigas.

Cidades geminadas[editar | editar código-fonte]

Património arquitectónico e arqueológico[editar | editar código-fonte]

Igreja da Misericórdia(centro da cidade)

A cidade tem vários monumentos arquitectónicos, na sua maioria situados no centro histórico:

No centro histórico da Guarda encontram-se vários edifícios com marcas mágico-religiosas: um estudo de Novembro de 2006, editado pela Sociedade Pólis Guarda e pela autarquia local, identifica 48 marcas cruciformes em edifícios da zona da Judiaria.

Património Natural[editar | editar código-fonte]

Encontram-se classificadas como árvores de interesse nacional:

Jardim José Lemos, um dos espaços verde da cidade.

Mais património Natural da Região:

  • Cão da Serra da Estrela - sem dúvida um dos mais interessantes canídeos de Portugal
  • Teixos da Serra da Estrela
  • Lobo Ibérico - as últimas alcateias livres a sul do Douro situam-se nesta região
  • Vale Glaciar de Manteigas
  • Orografia granítica, com afloramentos frequentes e por vezes com dimensões monumentais
  • Carvalhais de Carvalho Negral
  • Soutos e Castinçais
  • Possível Cratera de 35 km de diâmetro[15]

O Concelho encontra-se parcialmente inserido no Parque Natural da Serra da Estrela

Associações recreativas e desportivas[editar | editar código-fonte]

Durante muitos anos, o principal clube desportivo da cidade, com notório ecletismo, foi a Associação Desportiva da Guarda que entretanto se extinguiu. Em seu lugar apareceu o clube Guarda Desportiva Futebol Clube, que se dedicou apenas ao futebol, no entanto não conseguiu afirmar-se nem em termos desportivos nem em popularidade, sofrendo sucessivas crises directivas.

Outros clubes que se têm destacado neste desporto são o Mileu-Guarda Sport Clube e o NDS (Núcleo Desportivo e Social), este sobretudo nas camadas jovens. Clubes que se têm destacado fora do âmbito do futebol são o Clube de Montanhismo da Guarda, e o Centro de Desporto e Cultura do Pinheiro no atletismo.

A cidade tem ainda diversas associações culturais e recreativas, dentre as quais, a Associação de Desenvolvimento Carapito S. Salvador.

Existe ainda o Grupo Desportivo e Recreativo das Lameirinhas (GDRL) que se destaca no âmbito do futsal, estando na 2ª divisão do escalão nacional de seniores, possuindo também uma equipa B e escalões de iniciação. O clube tem também escalões juvenis de basquetebol feminino.

Infra-estruturas e acessibilidades[editar | editar código-fonte]

O Concelho é servido por uma boa rede viária:

Ferrovias[editar | editar código-fonte]

Na Guarda passam ainda as seguintes linhas ferroviárias:

Após o abandono do projecto do TGV português devido à crise económica mundial, o governo português anunciou em 2011 a requalificação da linha da beira alta para bitola europeia de forma a permitir a circulação de mercadorias em velocidade alta a partir dos portos do norte de Portugal para o centro da europa.

Plataforma Logística e Outras[editar | editar código-fonte]

No Concelho existe a PLIE - Plataforma Logística de Iniciativa Empresarial, uma área infraestruturada de raiz com cerca de 100 hectares, de cariz logistico-industrial onde a actividade de armazenagem e produção tem condições óptimas do ponto de vista da distribuição Ibérica, não só pela confluência das várias vias rodoviárias e ferroviárias, mas também pela posição intermédia entre Lisboa-Madrid e Aveiro-Madrid, sendo de todas as passagens fronteiriças aquela que proporciona o menor e mais rápido trajecto em direcção ao centro da Europa.

No Concelho existe a barragem do Caldeirão, importante infra-estrutura para o abastecimento de água e produção de energia. A barragem foi também feita com o intuito de ser um pólo de atracção turística.

Economia[editar | editar código-fonte]

Antes do 25 de Abril, a grande maioria do concelho habitava em aldeias e vivia da agricultura de subsistência. Com a democracia, começou a haver uma deslocalização dos meios rurais para a cidade e as pessoas começaram a trabalhar no sector dos serviços e da indústria. Houve grandes fábricas, como a Renault e a Gartêxtil, ambas já desaparecidas.

Os 14 municípios do distrito da Guarda possuirão um total de 15 521 empresas, das quais 4 189 estarão sediadas no concelho da Guarda[16] .

Atualmente (2010), a crise paira na indústria desta cidade gerando milhares de desempregados: a principal empregadora a Delphi, fechou em 31 de dezembro de 2010,despedindo os últimos 321 trabalhadores (chegou a ter cerca de 3 mil trabalhadores). No entanto existem outras empresas do mesmo sector que poderão absorver alguns desses trabalhadores. Outros exemplos de empresas relevantes são a GELGURTE,Coficab, Dura Automotive, SODECIA metalurgia entre outras.

A boa situação geográfica do concelho e as boas acessibilidades fazem da Guarda um excelente local para o armazenamento e transporte de mercadorias de Portugal para o resto da Europa (e vice-versa), nesse sentido entidades privadas em conjunto com a Câmara Municipal criaram a Plataforma Logística de Iniciativa Empresarial (PLIE) que é uma plataforma transfronteiriça que procura dinamizar a economia regional e a captação de fluxos e investimentos industriais.

Turismo e Gastronomia[editar | editar código-fonte]

O turismo é também uma aposta da Guarda. Actualmente, o concelho tem vários hotéis que aproveitam a proximidade com a Serra da Estrela, com as Aldeias Históricas e com a região do vinícola do Douro que posicionam a Guarda como base ideal para a descoberta desses destinos . A gastronomia do concelho é muito diversificada, com destaque para o Caldo de Grão, o Bacalhau à Conde da Guarda,Bacalhau à Lagareiro, o Cabrito Assado, as Morcelas da Guarda e o Arroz Doce.

População[editar | editar código-fonte]

População do concelho da Guarda (1801 – 2008)
1801 1849 1900 1930 1950 1981 1991 2001 2011
17 287 21 771 38 800 43 283 48 994 40 360 38 765 44 084 42 541

Política[editar | editar código-fonte]

Após o 25 de Abril e até 2013, o executivo municipal foi sempre liderado pelo Partido Socialista. Eis os presidentes da câmara no período democrático:

Governo Civil - Governadores Civis do Distrito:

  • José Pinto Tavares Osório Castelo Branco De 25/07/1835 a 29/09/1836
  • Cons. Francisco Rebelo Leitão Castelo Branco De 12/10/1836 a 21/10/1837
  • Joaquim Ferreira Real De 30/12/1837 a 10/04/1838
  • Cons. João António Ferreira de Moura De 10/04/1838 a 01/12/1838
  • José Cardoso Braga De 07/12/1838 a 08/04/1839
  • António Augusto de Mello e Castro d'Abreu De 30/07/1839 a 22/10/1841
  • Cons. Alexandre de Abreu Castanheira De 22/10/1841 a 30/03/1842
  • Francisco Manuel da Costa, Bacharel De 30/03/1842 a 03/07/1843
  • José Pinto Tavares Osório Castelo Branco De 03/07/1843 a 16/10/1845
  • Manuel Ferreira de Moura De 16/10/1845 a 29/10/1846
  • Pedro Baltazar de Campos De 29/05/1846 a 07/08/1846
  • João Maria de Abreu Castelo Branco De 04/09/1846 a 15/10/1846
  • João Crisóstomo Freire Correia Falcão De 07/07/1847 a 04/05/1851
  • Conde de Tavarede (D.Francisco) De 04/05/1851 a 24/08/1852
  • Francisco de Almeida Freire Corte Real De 02/09/1852 a 26/08/1859
  • José Cardoso Braga De 26/08/1859 a 08/08/1860
  • Francisco de Almeida Freire Corte Real De 08/08/1860 a 29/09/1865
  • António Pais de Sande e Castro De 30/09/1865 a 14/01/1868
  • Francisco de Almeida Freire Corte Real De 14/01/1868 a 23/07/1868
  • Aires Guedes Coutinho Garrido De 31/08/1868 a 17/06/1869
  • Francisco Cardoso de Almeida e Albuquerque, Bacharel De 17/06/1869 a 07/12/1869
  • Cons. João Crisóstomo Freire Correia Falcão De 17/12/1869 a 06/06/1870
  • Conde de Tavarede De 06/06/1870 a 30/08/1870
  • Francisco Cardoso de Almeida e Albuquerque, Bacharel De 02/09/1870 a 12/10/1870
  • José de Lemos e Nápoles De 12/10/1870 a 09/02/1871
  • Cons. João Crisóstomo Freire Correia Falcão De 13/02/1871 a 27/04/1875
  • Visconde de S. Pedro do Sul De 27/04/1875 a 04/06/1879
  • Joaquim Pães Abranches, Bacharel De 09/06/1879 a 21/01/1880
  • Visconde Ferreri De 21/01/1880 a 20/10/1880
  • António Mendes Duarte Silva De 03/02/1881 a 28/03/1881
  • José Joaquim de Sousa Carvalheiro De 31/03/1881 a 01/05/1884
  • José Guedes Brandão de Melo De 19/05/1884 a 25/02/1886
  • António Mendes Duarte Silva, Bacharel De 04/03/1886 a 02/06/1886
  • D. João de Alarcão Velasques Samento Osório, Bacharel De 02/06/1886 a 05/04/1888
  • Joaquim Saraiva de Oliveira Batista, Bacharel De 12/04/1888 a 16/01/1890
  • Dr. José Joaquim de Sousa Cavalheiro De 17/02/1890 a 14/05/1890
  • Dr. João Manuel Martins Manso De 14/05/1890 a 06/04/1893
  • Dr. Custódio Joaquim da Cunha e Almeida De 06/04/1893 a 14/09/1893
  • Cons. José Joaquim de Sousa Cavalheiro De 13/12/1894 a 11/06/1895
  • Manuel de Almeida Carvalho De 11/06/1895 a 18/02/1897
  • Dr. José Osório de Gama e Castro De 18/02/1897 a 25/01/1900
  • Dr. José Abel da Silva Fonseca De 25/01/1900 a 29/06/1900
  • Manuel Pereira Ramos Ramalho De 04/07/1900 a 01/04/1901
  • José Joaquim Mendes Real, Bacharel De 25/05/1901 a 20/02/1902
  • Francisco Botelho de Carvalho e Oliveira Leite, Bacharel De 20/02/1902 a 18/10/1904
  • João Abel da Silva Fonseca, Bacharel De 26/10/1904 a 22/03/1906
  • Alexandre José Sarsfield De 22/03/1906 a 17/05/1906
  • Nicolau Albuquerque Vilhena De 08/06/1906 a 15/02/1908
  • Dr. João Abel da Silva Fonseca De 22/02/1908 a 25/06/1910
  • Armândio Eduardo da Mota Veiga, Bacharel De 29/06/1910 a 05/10/1910

República

  • Arnaldo Bigote de Carvalho De 05/10/1910 a 30/03/1912
  • João de Deus Ramos, Bacharel De 20/04/1912 a 26/10/1912
  • Ten. João Lopes Soares De 02/11/1912 a 21/07/1913
  • Francisco Alberto da Costa Cabral De 15/08/1913 a 08/11/1913
  • José Maria de Andrade Freire, Bacharel De 08/11/1913 a 21/03/1914
  • Dr. Arsénio Botelho de Sousa (Médico) De 21/03/1914 a 04/09/1914
  • Cap. José Gonçalves Paul (int.) De 04/09/1914 a 23/02/1915
  • Cor. Ernesto Augusto da Cunha Ferraz De 23/02/1915 a 13/05/1915
  • Dr. António Maria de Sousa Nápoles De 24/05/1915 a 08/01/1916
  • Dr. Vasco Borges (Delgado Procurador da República) De 08/01/1916 a 13/12/1917
  • Dr. Cândido Pedro Viterbo De 13/12/1917 a 13/04/1918
  • Jorge Henrique de Almeida Costa Pereira (Alf. na reserva) De 13/04/1918 a 07/09/1918
  • Cap. José de Ascensão Valdês De 07/09/1918 a 18/02/1919
  • Dr. António Dias De 18/02/1919 a 15/11/1919
  • Dr. Ricardo Soares Machado (Médico) De 15/11/1919 a 30/05/1921
  • Joaquim Desterro de Almeida, Bacharel De 30/05/1921 a 21/10/1921
  • Arnaldo de Brito Portas (Contador da Comarca da Guarda) De 16/11/1921 a 06/03/1922
  • Dr. Felizardo António Saraiva De 06/03/1922 a 28/10/1922
  • Dr. Felizardo António Saraiva De 18/01/1923 a 16/11/1923
  • Dr. Avelino Henriques da Costa Cunhal De 20/11/1923 a 17/12/1923
  • José de Castro Lopes (Conservador Reg. Perdial) De 22/12/1923 a 09/08/1924
  • Dr. Felizardo António Saraiva De 16/08/1924 a 09/02/1925
  • Dr. Francisco António Varela Pimentel De 09/02/1925 a 11/06/1926

Estado novo

  • Major Francisco de Passos De 11/06/1926 a 25/08/1927
  • Cap. Vital dos Reis da Silva Barbosa De 11/10/1927 a 03/11/1928
  • Alfredo Augusto Filipe, Bacharel De 03/01/1928 a 17/06/1930
  • Major Orlindo José de Carvalho De 17/06/1930 a 25/07/1931
  • Dr. António Borges Pires (Advogado) De 25/07/1931 a 13/04/1936
  • Cap. Carlos Augusto de Arrochela Lobo De 20/04/1936 a 27/01/1939
  • Dr. Francisco Manuel Henri. Cirne de Castro (Advogado) De 15/02/1939 a 14/08/1944
  • Dr. Roberto Vaz de Oliveira (Advogado) De 14/08/1944 a 23/04/1947
  • Dr. Ernesto Trindade Pereira (Advogado) De 29/05/1947 a 18/03/1952
  • Dr. Augusto César de Carvalho (Advogado) De 20/03/1952 a 03/02/1960
  • Dr. Alfredo Rodrigues dos Santos Júnior (Médico) De 19/04/1960 a 04/05/1961
  • Dr. Luis de Almeida (Licenciado em direito) De 01/07/1961 a 20/07/1967
  • Dr. Mário Bento Martins Soares De 28/07/1967 a 18/11/1972
  • Dr. José Maria de Andrade Pereira (Advogado) De 18/11/1972 a 25/04/1974

Depois do 25 de Abril

  • Dr. Manuel Cardoso Vilhena De 13/09/1974 a 22/09/1976
  • Dr. Alberto Marques Antunes (Advogado) De 23/09/1976 a 05/06/1978
  • Eng.º Emílio Leitão Paulo De 05/06/1978 a 01/09/1980
  • Eng.º Manuel João das Neves De 02/09/1980 a 23/08/1982
  • Dr. Adriano Vasco da Fonseca Rodrigues (Professor) De 15/09/1982 a 25/02/1983
  • Dr. João José Gomes (Advogado) De 11/07/1983 a 15/12/1985
  • Dr. José António Valério de Couto (Advogado) De 16/12/1985 a 04/01/1988
  • Dr. Marília Dulce Coelho Pires M. Raimundo (Professora) De 05/01/1988 a 26/07/1991
  • Dr. Rui Proença Correia Dias (Conservador dos Registos) De 01/08/1991 a 17/11/1995
  • Dr. Fernando Henriques Lopes (Adv. e Cons. dos Registos) De 18/11/1995 a 11/11/1999
  • Dr. Fernando Santos Cabral (Professor) De 12/11/1999 a 03/02/2002
  • Dr. António Manuel Martins Batista (Prof.Ens.Sup. Politéc.) De 08/02/2002 a 30/04/2002
  • Joaquim Cândido Ferreira de Lacerda (Professor) De 01/05/2002 a 04/04/2005
  • Dra. Maria Do Carmo Pires Almeida Borges De 05/04/2005 a 26/11/2009
  • António José Santinho Pacheco De 27/11/2009 a Junho de 2011

Guardenses ilustres[editar | editar código-fonte]

O concelho da Guarda foi o berço de várias personalidades, entre as quais:

Filhos Adoptivos da Guarda[editar | editar código-fonte]

A Guarda ao longo dos tempos foi acolhendo individualidades que pela sua relevância e ligação à Cidade perduram na alma Guardense.

Educação[editar | editar código-fonte]

Na Guarda existem vários estabelecimentos de ensino, entre os quais:

  • Ensino superior
    • IPG (Instituto Politécnico da Guarda) (público)
    • Instituto Superior de Administração, Comunicação e Empresas (privado)
  • Ensino secundário
    • Escola Secundária c/ 3ºCEB da Sé
    • Escola Secundária Afonso de Albuquerque
  • Ensino privado:
    • Ensiguarda
    • Instituto de S. Miguel
    • Colégio da Cerdeira
    • Conservatório de Música de S. José da Guarda

A cidade da Guarda tem um total de 21 escolas.

Gentílico[editar | editar código-fonte]

Alguns autores acham que o gentílico da Guarda não é guardenses, mas egitanienses. A palavra deriva de Egitânia, o nome latino de Idanha, e tem a ver com o facto de a diocese da Idanha (actualmente a pequena aldeia de Idanha-a-Velha, concelho de Idanha-a-Nova), ter sido transferido para a Guarda. Apesar deste facto, os naturais da Guarda gostam de ser chamados de guardenses, tendo o termo egitaniense vindo a perder adeptos ao longo do tempo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikcionário
O Wikcionário possui o verbete Guarda.
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Guarda

Referências

  1. guardense/egitaniense Instituto Camões. Página visitada em 8 de Agosto de 2013.
  2. O País em Números (2008) Instituto Geográfico Português. Página visitada em 8 de Setembro de {{{acessoano}}}.
  3. a b Diário da República, Reorganização administrativa do território das freguesias, Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro, Anexo I.
  4. http://www.gov-civ-guarda.pt/distrito/guarda.asp
  5. http://www.mun-guarda.pt/index.asp?idEdicao=51&id=720&idSeccao=625&Action=noticia
  6. http://www.pad.pt/volta2009/info/mensagens/camaras/Mensagem%20Camara%20da%20Guarda.pdf
  7. http://www.descubraportugal.com.pt/edicoes/tdp/registo.asp?idcat=14&id=868&tipo=a&o=t
  8. http://www.esecd.ipg.pt/candidatos_viver_guarda.asp
  9. Freguesia de São Vicente - Guarda Divulgação XXI. Página visitada em 7 de Setembro de 2013.
  10. A História Divulgação XXI. Página visitada em 7 de Setembro de 2013.
  11. Guarda Circular Structure Universidade de Harvard. Página visitada em 7 de Setembro de 2013.
  12. Normais Climatológicas - 1981-2010 (provisórias) - Guarda. Página visitada em 26 de Fevreiro de 2013.
  13. Guarda weather history (em inglesa) Climate Zone. Página visitada em 26 February 2013.
  14. http://www.anmp.pt/anmp/pro/mun1/gem101l0.php?cod_ent=M6300
  15. Guarda Circular Structure Universidade de Harvard. Página visitada em 7 de Setembro de 2013.
  16. http://www.infoempresas.com.pt/Distrito_GUARDA.html

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Concelhos do Distrito da Guarda Localização do distrito de Guarda
Aguiar da Beira
Almeida
Celorico da Beira
Figueira de Castelo Rodrigo
Fornos de Algodres
Gouveia
Guarda
Manteigas
Mêda
Pinhel
Sabugal
Seia
Trancoso
Vila Nova de Foz Coa
Aguiar da Beira
Almeida
Celorico da Beira
Figueira de Castelo Rodrigo
Fornos de Algodres
Gouveia
Guarda
Manteigas
Mêda
Pinhel
Sabugal
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Trancoso
Vila Nova de Foz Coa