Vila Real

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Vila Real
Brasão de Vila Real Bandeira de Vila Real
Brasão Bandeira
VilaRealSquare.jpg
Largo do Pelourinho com a Igreja de São Domingos (Sé catedral) ao fundo
Localização de Vila Real
Gentílico Vila-realense
Área 378,80 km²
População 51 850 hab. (2011)
Densidade populacional 136,88 hab./km²
N.º de freguesias 20
Presidente da
Câmara Municipal
Rui Santos (PS)
Fundação do município
(ou foral)
7 de Dezembro de 1272 (?)

4 de Janeiro de 1289

Região (NUTS II) Norte
Sub-região (NUTS III) Douro
Distrito Vila Real
Antiga província Trás-os-Montes
e Alto Douro
Orago Santo popular:
Santo António
Padroeira oficial:
Nossa Senhora da Conceição
Feriado municipal 13 de Junho (Dia de Santo António)
Código postal 5000 Vila Real
Sítio oficial www.cm-vilareal.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Vila Real é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Vila Real, na Região Norte e sub-região do Douro, com cerca de 30 000 habitantes[1] . É capital da província tradicional de Trás-os-Montes e Alto Douro.

É sede de um município com 378,80 km² de área[2] e 51 850 habitantes[3] (2011), subdividido desde a reorganização administrativa de 2012/2013 em 20 freguesias.[4] O município é limitado a norte pelos municípios de Ribeira de Pena e de Vila Pouca de Aguiar, a leste por Sabrosa, a sul pelo Peso da Régua, a sudoeste por Santa Marta de Penaguião, a oeste por Amarante e a noroeste por Mondim de Basto.

Crescida num planalto situado na confluência dos rios Corgo e Cabril, a cidade está enquadrada numa bela paisagem natural (Escarpas do Corgo), tendo como pano de fundo as serras do Alvão e, mais distante, do Marão. Com mais de setecentos anos de existência, Vila Real foi outrora conhecida como a "Corte de Trás-os-Montes", devido ao elevado número de casas brasonadas que então tinha.[5]

História[editar | editar código-fonte]

A região de Vila Real possui indícios de ter sido habitada desde o paleolítico. Vestígios de povoamentos posteriores, como o Santuário Rupestre de Panóias, revelam a presença romana. Porém com as invasões bárbaras e muçulmanas verifica-se um despovoamento gradual.

Nos finais do século XI, em 1096, o conde D. Henrique atribui foral a Constantim de Panóias, como forma de promover o povoamento da região. Em 1272, como novo incentivo ao povoamento, atribuiu D. Afonso III foral para a fundação — sem sucesso — de uma Vila Real de Panoias, que alguns autores[6] defendem ter sido prevista para um local diferente do actual (provavelmente o lugar da aldeia de Ponte na freguesia de Mouçós). Somente em 1289, por foral do rei D. Dinis, é fundada efectivamente a Vila Real de Panóias, que se tornará a cidade actual. No entanto, ao que parece,[6] já em 1139 se chamava «Vila Rial» ao promontório onde nasceu a Vila Real actual, na altura pertencente à freguesia de Vila Marim.

A localização privilegiada, no cruzamento das estradas Porto-Bragança e Viseu-Chaves, permite um crescimento sustentado. A presença, a partir do século XVII, da Casa dos Marqueses, faz com que muitos nobres da corte também se fixem. Facto comprovado pelas inúmeras pedras-de-armas com os títulos de nobreza dos seus proprietários que ainda hoje se vêem na cidade.

Com o aumento da população, Vila Real adquiriu, no século XIX, o estatuto de capital de distrito e, já no século XX, o de capital de província. Em 1922 foi criada a diocese de Vila Real, territorialmente coincidente com o respectivo distrito, por desanexação das de Braga, Lamego e Bragança-Miranda, e em 1925 a localidade foi elevada a cidade.

Conheceu um grande incremento com a criação da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em 1986 (embora esse já viesse a acontecer desde 1979, com o Instituto Universitário de Trás-os-Montes e Alto Douro, sucessor do Instituto Politécnico de Vila Real, criado em 1973), que contribuiu para o aumento demográfico e revitalização da população.

Nos últimos anos, foram criados em Vila Real vários equipamentos culturais, que trouxeram novo dinamismo à cidade, como o Teatro de Vila Real e o Conservatório de Música, e a transferência da Biblioteca Municipal e do Arquivo Municipal para edifícios específicos para esse fim. Foram também valorizadas várias áreas da cidade, como o antigo Bairro dos Ferreiros e a área envolvente do Rio Corgo.

Actualmente, Vila Real vive uma fase de crescente desenvolvimento, a nível industrial, comercial e dos serviços, com relevo para a saúde, o ensino, o turismo, etc, apresentando-se como local de eleição para o investimento externo.

Heráldica do Município de Vila Real[editar | editar código-fonte]

De acordo com a Portaria publicada no Diário do Governo n.º 26, II Série, de 31 de Janeiro de 1962, é a seguinte a heráldica municipal de Vila Real:[7]

Armas — De ouro, com uma coroa de carrasco folhados e frutados de sua cor, enfiada por uma espada de prata, empunhada por uma mão de carnação movente do pé do escudo; ao centro da coroa a palavra «Aleu», de vermelho.

Bandeiras — Gironada de verde e de branco com um listel branco e os dizeres «Vila Real» de negro.

Selo — Circular, tendo ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes. Em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres «Câmara Municipal de Vila Real».

Evolução da heráldica municipal[editar | editar código-fonte]

Desde o foral de D. Afonso III (1272) que o brasão de Vila Real ostentava uma mão segurando uma espada com a ponta virada para cima, tendo-lhe sido acrescentado a inscrição "ALLEO" (grafia moderna: ALEU) após a conquista de Ceuta (v. Lenda da origem da palavra Aleu). No entanto, em 1641, na sequência da Restauração da Independência (1 de Dezembro de 1640), os Marqueses de Vila Real abraçaram a causa da união com Espanha, pelo que, como castigo, D. João IV ordenou que daí em diante a espada figurasse com a ponta virada para baixo, em sinal de desonra. Só em 1941, na sequência de um requerimento da Câmara Municipal ao Ministro do Interior, é que a espada voltou à sua posição original, terminando com 300 anos de vergonha.[8]

Um sinal ainda existente desses 300 anos de vergonha é a posição invertida em que se encontra o brasão de armas que encima a chamada Fonte Nova. Tendo ela sido construída em 1588 (logo, antes do castigo imposto por D. João IV), a espada figurava naturalmente com a ponta virada para cima. Em virtude do édito de 1641, e dado que a pedra do escudo é independente do resto da construção, nomeadamente da coroa real em timbre, o escudo pôde ser invertido de forma a que a ponta da espada ficasse virada para baixo, passando assim a parte redonda do escudo a estar em cima. Esta configuração estranha não foi alterada com o regresso oficial da espada à posição de honra, nem sequer mais recentemente, quando obras ditaram o total desmantelamento da fonte e a sua posterior remontagem. De facto, algumas personalidades locais, entre os quais o poeta A. M. Pires Cabral, manifestaram-se a favor da manutenção da posição invertida, com o argumento de que, apesar de lembrar um episódio de vergonha da história da cidade, ainda assim era uma memória dessa mesma história.

Lenda da origem da palavra Aleu[editar | editar código-fonte]

No Grande Dicionário da Língua Portuguesa, da Porto Editora, a palavra aleu apresenta como significado «vara» e, em sentido figurado, «alívio», «descanso». No mesmo dicionário diz-se que a sua origem é obscura; porém, existe em latim o termo aleo, aleonis, que significa «jogador» (no sentido original de jogador de dados, alea), e que poderá estar na origem da palavra aleu, que se encontra inscrita no brasão da cidade de Vila Real.

Segundo uma lenda, durante o reinado de D. João I (ou de D. Dinis), estaria um grupo de rapazes em Vila Real a jogar o jogo da choca (uma espécie de hóquei, mas sem patins e cuja bola é uma pedra, diz-se na mesma lenda), com um pau a que davam o nome de "aleo". O rei terá criticado a sua despreocupação, num momento de perigo, em que estavam a entrar em guerra. Um dos rapazes teria respondido que com o mesmo aleu com que jogavam a choca tratariam dos inimigos. Satisfeito com a resposta, o rei mandou que a palavra aleu fosse inscrita no brasão da cidade.

Já a partir do século XX, a palavra aléu surge no Regulamento Geral do Hóquei em Patins, referindo-se ao «instrumento de jogo» (ou stick).[9]

População[editar | editar código-fonte]

População do concelho de Vila Real (1801 – 2011)
1801

[10]

1849

[11]

1864

[12]

1878

[13]

1890

[14]

1900

[15] [16]

1911

[15] [17]

1920

[15] [18]

1930

[15] [19]

35 812 25 329 31 895[20] 33 232[21] 33 757[22] 35 976 37 111 34 952 37 951
1940

[15] [23]

1950

[15] [24]

1960

[15]

1970

[25]

1981

[26]

1991

[27]

2001

[28] [29]

2011

[3]

43 142 46 782 47 773 43 657 47 020 46 300 49 957 51 850
Nota: a área geográfica do concelho de Vila Real sofreu alterações (perdas e ganhos territoriais) ao longo do século XIX.

Clima[editar | editar código-fonte]

Devido à sua situação geográfica (as Serras do Marão e Alvão actuam como barreiras naturais), Vila Real tem um clima de extremos: tem um Inverno bastante prolongado, sendo o frio constante, chegando as temperaturas frequentemente abaixo dos 0 °C; é comum nevar pelo menos uma vez por ano. O Verão é bastante quente. Os dias intermédios são raros, sendo as diferenças de temperatura bastante bruscas. Estas características deram origem ao provérbio "Nove meses de Inverno, três meses de inferno".

Tabela climática de Vila Real
Temperatura
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Média
Máxima registada °C 19,1 23,7 28,2 31,6 34,4 38,5 41,4 40,4 37,6 32,3 24,4 20,6
Média Máxima °C 10,2 12,3 15,3 18,2 20,7 25,7 29,1 29,3 25,7 20,2 14,2 10,5 19,3
Média °C 6,2 7,4 10,2 12,6 14,9 19,0 21,4 21,6 19,1 14,4 9,7 6,6 13,6
Média minima °C 2,3 2,6 5,2 6,9 9,1 12,2 13,8 13,9 12,5 8,7 5,2 2,7 7,9
Mínima registada °C -7,2 -6,3 -5,6 -2,0 0,0 4,0 6,5 6,1 2,4 -1,7 -5,2 -6,8
Precipitação
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total
Total mm 156,5 110,4 145,6 77,3 61,2 31,5 10,2 15,5 38,4 83,6 129,8 158,8 1018,8
Dados referentes entre 1931 até 1960.

Freguesias[editar | editar código-fonte]

Freguesias do concelho de Vila Real.

Desde a reorganização administrativa de 2012/2013,[4] o concelho de Vila Real é composto por 20 freguesias, uma das quais considerada urbana:

Equipamentos, infra-estruturas e instituições[editar | editar código-fonte]

Culturais e educativos[editar | editar código-fonte]

  • Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus [1]
  • Colégio da Boavista
  • Escola Secundária de S.Pedro
  • Escola Básica Diogo Cão
  • Teatro Municipal de Vila Real
  • Museu de Arqueologia e Numismática
  • Museu do Som e da Imagem
  • Museu da Vila Velha
  • Conservatório Regional de Música de Vila Real
  • Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira
  • Arquivo Municipal
  • Arquivo Distrital
  • Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
  • Escuteiros: Agrupamentos 212, 295, 482 e 708
  • Banda de Música de Mateus
  • Associação Cultural e Recreativa da Orquestra Ligeira - A Transdouriense

Desportivos[editar | editar código-fonte]

Forças de segurança e militares[editar | editar código-fonte]

Medicina e saúde[editar | editar código-fonte]

Naturais[editar | editar código-fonte]

Outros[editar | editar código-fonte]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Vias de Comunicação[editar | editar código-fonte]

Vila Real é uma cidade estrategicamente colocada no interior Norte de Portugal, sendo servida por excelentes vias de comunicação que a ligam ao resto do País e a Espanha

  • A4 - Liga ao Porto, a oeste, e a Bragança, a nordeste (e daí à fronteira com Espanha).
  • A24 - Liga a Chaves (e daí à fronteira com a Galiza, Espanha), a norte, e a Viseu, a sul.
  • A7 - Ligação indirecta à região do Minho (Braga, Guimarães, etc.), a partir de Vila Pouca de Aguiar
  • Outras estradas nacionais importantes, nomeadamente a EN2 (que perdeu importância nas deslocações a média/longa distância após a conclusão da A24).

Aeroportos[editar | editar código-fonte]

A cerca de 4 km da cidade o Aeródromo Municipal de Vila Real possui 950x30m com pista em asfalto.

Ferroviários[editar | editar código-fonte]

Passava na cidade a linha do Corgo. O troço Vila Real-Chaves foi extinto em 1991. O troço Régua-Vila Real manteve-se activo até 2009, tendo sido encerrado alegadamente para obras de remodelação; a linha foi desmantelada, tendo as obras sido suspensas após essa fase dos trabalhos, não estando prevista a sua reinstalação.[30]

Autocarros urbanos[editar | editar código-fonte]

A Corgobus é a empresa que explora a rede de transportes urbanos da cidade de Vila Real.

Iniciou a actividade em Novembro de 2004, com 4 linhas (L1-4) a funcionarem em regime diurno nos dias úteis e aos sábados de manhã, abrangendo quase totalmente a zona urbana da cidade e algumas zonas suburbanas (Zona Industrial de Constantim, Hospital / Lordelo, Parada de Cunhos). A rede foi desde o início sendo sujeita a pequenos ajustes, o mais significativo dos quais foi a criação de um pequeno ramal (L5), de horário muito restrito.

Em Fevereiro de 2008 a rede e o horário de funcionamento foram alargados: todas as linhas (com excepção do ramal L5) passaram a funcionar também ao sábado à tarde, com uma variante da linha 1 a operar aos domingos e feriados, surgindo ainda uma linha circular de serviço nocturno (LN) até à meia-noite.

Principais Distâncias[editar | editar código-fonte]

Património e Turismo[editar | editar código-fonte]

Edifícios[editar | editar código-fonte]

Património histórico edificado:

  • Capela da Misericórdia
  • Capela de São Brás e o túmulo de Teixeira de Macedo
  • Capela do Espírito Santo ou Capela do Bom Jesus do Hospital
  • Casa de Diogo Cão, construída na segunda metade do século XV e onde, supostamente, nasceu o navegador, Diogo Cão, que descobriu a foz do rio Zaire
  • Casa de Carvalho Araújo, (onde este viveu durante a sua infância) importante marinheiro que se destacou na sua profissão por ter impedido que o barco que escoltava (o vapor S. Miguel) fosse afundado por um submarino alemão, sacrificando o draga minas que comandava (NRP Augusto de Castilho) e a sua própria vida.
  • Casa dos Brocas, construída pelo avô de Camilo Castelo Branco e onde este residiu durante algum tempo
  • Casa dos Marqueses de Vila Real, com uma bela janela em estilo manuelino, onde estes residiram até caírem em desgraça devido ao seu envolvimento na conjura contra D. João IV, em 1641
  • Igreja de São Domingos/Sé de Vila Real
  • Igreja de São Pedro
  • Igreja de Bom Jesus do Calvário
  • Igreja dos Clérigos/Capela Nova, de traço barroco, cuja autoria é atribuída a Nicolau Nasoni
  • Pelourinho de Vila Real
  • Solar de Mateus, este já na freguesia com o mesmo nome, cujo o autor é Nicolau Nasoni
  • Torre de Quintela, localizada na freguesia de Vila Marim
  • Vários solares brasonados que existem na parte mais antiga da cidade
  • Bairro da Judiaria de Vila-Real,um dos conjuntos habitacionais mais interessantes;a entrada para este sítio encantador e colorido faz-se antes da ponte "nova" sobre o rio Corgo,e por aqui passa a antiquissima estrada romana e medieval,com a primitiva ponte.

Museus[editar | editar código-fonte]

Casa onde nasceu Diogo Cão.
  • Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real, que possui uma grande colecção de moedas romanas, gregas, visigóticas…
  • Museu de Geologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
  • Museu Etnográfico de Vila Real
  • Museu do Som e Imagem
  • Museu da Vila Velha

Percursos[editar | editar código-fonte]

Na cidade, vários percursos de interesse são a Vila Velha, parte mais antiga da cidade, onde se podem ver as escarpas escavadas pelos rios; toda a parte da cidade que se expandiu para fora dos muros antigos; a Avenida Carvalho Araújo e a Rua Direita. O percurso ao longo do Rio Corgo é também interessante de ser feito. O percurso em comboio histórico na linha do Corgo, entre Peso da Régua e Vila Real, desenvolvendo-se na margem esquerda do rio Corgo, onde se localiza um grande número de quintas de vinho do Porto e seus vinhedos.

Artesanato[editar | editar código-fonte]

Barro preto - Bisalhães.
Barro preto - Artesão - Bisalhães.

Típico de Vila Real, o barro preto de Bisalhães é um dos seus principais produtos de artesanato, destacando-se de entre as várias a chamada "Bilha dos Segredos"; também se destaca o linho de Agarez e a tecelagem.

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

A gastronomia vilarealense é rica em doces conventuais, como os "Toucinho do Céu", os "Pitos de Santa Luzia", as "Ganchas de S. Brás". Estes dois últimos têm uma tradição: no dia 13 de Dezembro, as raparigas compram pitos para oferecer aos rapazes, e dia 3 de Fevereiro, dia de S. Brás, os rapazes retribuem, oferecendo a gancha. Como pratos típicos, servem-se em Vila Real, tripas aos molhos, cabrito assado com arroz de forno, vitela assada (Maronesa), joelho da porca e diversos pratos de bacalhau, etc. Tradicionais são também as bolas de carne, os covilhetes, as cristas de galo, as tigelinhas de laranja e os cavacórios.

Locais de interesse arqueológico[editar | editar código-fonte]

  • Mamoas de Justes, sepulturas megalíticas
  • Mão do Homem, um altar rupestre, presente em Adoufe
  • Necrópole de S. Miguel da Pena, um santuário proto-histórico, na serra do Alvão, na aldeia da Pena
  • Santuário de Panóias, um santuário rupestre da época romana, único na Península Ibérica, localizado em Vale de Nogueiras

Natureza[editar | editar código-fonte]

Devido à sua situação geográfica, há vários locais a visitar: as Serras do Marão e do Alvão (Parque Natural do Alvão), sendo que na primeira vale a pena observar a vista do alto desta, e na segunda, as aldeias de Vila Marim e Lamas de Olo, perto da qual se encontra a barragem com o mesmo nome.

Tradições e Festividades[editar | editar código-fonte]

  • PIC NIC Famílias [2] Evento realizado todos os Anos pela Associação de Pais Monsenhor Jerónimo do Amaral
  • São Brás, dias 2 e 3 de Fevereiro
  • São Daniel, 10 de Fevereiro
  • São Lázaro, no Domingo anterior ao Domingo de Ramos
  • Semana Académica, em finais de Abril
  • Santo António, dia 13 de Junho (feriado municipal)
  • São João, noite de 23 para 24 de Junho, com arraiais por toda a cidade
  • São Pedro, dias 28 e 29 de Junho, em que se realiza a tradicional Feira dos Pucarinhos, com venda de objectos de barro preto e produtos de linho
  • Procissão do Corpo de Deus, em Maio/Junho (dia santo móvel, feriado nacional)
  • Nossa Senhora de Almodena, dia 8 de Setembro
  • Nossa Senhora da Pena, no segundo fim de semana de Setembro
  • Santa Luzia, dia 13 de Dezembro
  • Semana do Caloiro, em Outubro ou Novembro

Circuito Internacional de Vila Real[editar | editar código-fonte]

Vila Real é uma das cidade portuguesas com mais tradições no Desporto Automóvel, realizando corridas urbanas desde 1931 até 1991. As chamadas "Corridas de Vila Real", constituíram durante muitos anos o mais importante cartaz turístico de Vila Real, sendo sem dúvida a marca distintiva desta Cidade no panorama Nacional e Internacional. Este circuito nasceu em 1931, aproveitando as características de algumas estradas que ligavam o centro de Vila Real às imediações do famoso Palácio de Mateus, estabelecendo assim um primeiro circuito com 7.150 m, que com algumas ligeiríssimas alterações e algumas interrupções, nomeadamente durante a 2ª guerra mundial e na crise petrolífera de meados dos anos 1970, se manteve até 1991. As décadas de 60 e 70 marcaram uma era dourada com a participação de diversos pilotos de grande prestígio a nível mundial, como Stirling Moss, David Pipper, John Miles, entre outros.

Entre 2007 e 2010 o circuito foi retomado, com um novo traçado, mais curto e com melhorias ao nível da segurança. Após novo interregno, em 2014 a competição automóvel voltará ao Circuito de Vila Real.

História[editar | editar código-fonte]

Desde que em 1902 apareceu o primeiro carro em Vila Real, os vilarealenses mostraram interesse pelos automóveis, e em 1926 e 1927, no Campo do Grupo Desportivo de Salvação Pública realizaram os primeiros concursos de automóveis, por ocasião das Festas da Cidade.

O Circuito de Vila Real, ainda hoje considerado por muitos amantes do desporto automóvel, um dos mais belos e míticos circuitos europeus, configurou-se a partir do sonho de um grupo de homens Vilarealenses, liderados Aureliano de Almeida Barrigas, tendo o seu pai, Manuel Lopes Barrigas, o representante local da marca Ford e delegado do Automóvel Clube de Portugal, Luís Taboada e o presidente da autarquia à época, Dr. Emídio Roque da Silveira, tido também um papel preponderante para o arranque do projecto.

A primeira edição teve lugar a 15 de Junho de 1931, também pela ocasião das frestas da cidade, e contou com uma dezena de competidores, consagrando-se Gaspar Gameiro o vencedor, no seu Ford A. Em 1936 o Circuito de Vila Real captou, pela primeira vez, pilotos estrangeiros para competir, e nesse mesmo ano expandiu-se para os dois dias de provas. No primeiro decorriam as corridas de motos, entretanto introduzidas, e automóveis da categoria sport, e no segundo dia entrevam em competição os automóveis para a categoria “corrida”.

Até 1938 o circuito decorreu anualmente, de forma regular, mas no final da década de trinta, com o eclodir da Segunda Grande Guerra Mundial, a organização do Circuito é interrompida durante uma década, vindo em 1948 a tornar-se mo primeiro Circuito pós-guerra a ser realizado. Até aos anos 50, as corridas foram essencialmente disputadas pelos principais pilotos nacionais, como Vasco Sameiro e Casimiro de Oliveira, mas em 1950 teve lugar a vitória do primeiro estrangeiro no Circuito de Vila Real, o italiano Piero Carini. A chegada e adaptação destes de pilotos internacionais elevou o nome e o nível da competição, que viveu, nas décadas de 60 e 70, no seu período de ouro. Em 1969, a 5 e 6 de Julho realizou-se a prova «6horas de Vila Real» e a 4 e 5 de Junho de 1970 teve lugar a prova «500km de Vila Real», e nesta fase chegaram também os carros de Fórmula 3 e os sport-protótipos, alternando entre si as corridas rainhas de cada ano, e fazendo jus à fase auspiciosa que o circuito vivia.

A partir de 1973, com a crise política e a revolução de Abril, o Circuito entra em declínio, acolhendo só corridas nacionais e perdendo o êxtase de outros tempos. Num esforço para salvar o evento, em 1978 um grupo de homens uniu-se formando o “grupo dos cinquenta”, mas não conseguindo mais do organizar algumas provas de motociclismo nacional. Este mesmo grupo obteve a legalização do Clube Automóvel de Vila Real e, num esforço para dinamizar e revitalizar a glória de outros tempos, alcançou novamente, em 1989, a internacionalização das provas. Porém, com as dificuldades económicas vividas na época, a subida do preço dos combustíveis, e devido a um grave acidente na Araucária que levantou questões quanto à segurança, a última grande corrida que se realizou no Circuito de Vila Real no século XX foi em 1991, em que só as motos cativaram atenções internacionais. De facto, em Julho de 1991 o piloto Pedro Carvalho despistou-se na chamada "curva da Ford", na zona da Araucária, provocando quatro mortos entre a assistência e ferimentos graves em diversos espectadores.

A Organização do Evento, "O Antes":

1931 marca o início do Circuito de Vila Real, sendo para o efeito criada uma Direcção, que deveria assegurar continuidade das provas, e cujos elementos eram eleitos pelos residentes locais. No início dos anos 50 institui-se uma Comissão Permanente, cujos elementos só eram substituídos em caso de doença ou de morte, passando a “herança” da organização de geração em geração, situação esta que se manteve até à época de ouro do circuito.

A iniciativa para realização do primeiro Circuito de Vila Real esteve intimamente ligada à Câmara Municipal de Vila Real e ao Automóvel Clube de Portugal, e era destes, bem como dos comerciantes vilarealenses, que o Circuito recebia o maior apoio económico, associado à receita da venda de bilhetes. Para ajudar a financiar o Circuito eram criadas taxas específicas, às quais a população não se opunha, e aderia de bom grado, não se podendo desvalorizar a existência de um regime político ditatorial até 1974. Foi, por exemplo, lançado em Vila Real um imposto de $40 por quilo de carne e taxas de circulação em vias específicas, que todos deveriam pagar.

O Apoio técnico era dado pelo Automóvel Clube de Portugal. Antes do inicio das corridas os carros de competição faziam testes no Jardim da Carreira, para verificações de segurança e normas, e depois de concluídos, recebiam os respectivos selos para colocar nos vidros, e desciam para a Avenida Almeida para dar início as corridas. À data da criação do circuito, as preocupações com segurança diferiam muito das actuais, bem como o conceito de risco. Os Fiscais de Pista eram geralmente membros do ACP. Distribuíam-se pela pista a distancias a que cada um pudesse ver o seguinte, e no caso de haver um acidente levantavam, sem mais comunicação, a bandeira correspondente de modo a que os pilotos compreendessem a mensagem. Do hospital eram destacados enfermeiros e uma ou duas Ambulâncias, e durante os anos inicias os Bombeiros da Cruz Verde asseguravam o controlo da situação para o caso de acidentes com mortos e feridos e até incêndios. À medida que o circuito cresceu, bem como as preocupações com segurança, incluíram-se Bombeiros da Cruz Branca, dividindo o Circuito em turnos: da meta até a escola de Abambres pertencia aos Bombeiros da Cruz Verde o resto do Circuito pertencia á Cruz Branca.

O Renascimento Do Circuito

O Circuito renasceu na sua 40 edição, em 2007. O ano de 2009, com a 42ª Edição nos dias 25 e 26 de Julho, marcou o regresso da internacionalização do Circuito de Vila Real. Do programa, incluído no calendário anual da modalidade, fizeram parte pela primeira vez, na gama de clássicos, os campeonatos GTC’71, Campeonato de GT Histórico de Carros Turismo e GT’S fabricados até 1971 e o GTC’81, bem como Viaturas Sport-protótipos da mesma época.

Ainda em 2009, pela primeira vez desde a realização do circuito, a pista de Vila Real recebeu um veículo monolugar de fórmula um. Tratou-se de um Surtees TS9B de 1971, ano em que começou a sua carreira no Mundial de Fórmula 1, e foi pilotado por pilotos conhecidos no meio automóvel, como John Surtees e Derek Bell.

Circuito Internacional de Vila Real – Edição 2010, "O Depois”[editar | editar código-fonte]

O 43º Circuito Automóvel de Vila Real vai decorrer de 19 a 20 de Junho, e que pretende ser um dos maiores eventos a realizar no Norte de Portugal em 2010, esperando atrair à região cerca de 150 mil pessoas. A organização está ao encargo do Clube Automóvel de Vila Real, a Câmara Municipal e a Global Sport [3], empresa de gestão Eventos, Marketing e Comunicação, especializada em eventos desportivos.

No âmbito da disciplina Seminários, dos cursos de MBA e Pós-Graduação do IESF, decorreu no dia 23 de Fevereiro de 2010, um seminário subordinado ao tema “A Gestão do Evento – Circuito de Vila Real”, onde o Dr. Paulo Jorge Costa, fundador e presidente da Global Sport, afirmou que este ano se espera concretizar a verdadeira revitalização do circuito de Vila Real, com a afirmação do projecto. Na apresentação do circuito, e das especificidades da gestão do evento, foram focados elementos como a gestão dos recursos, materiais humanos e financeiros, e a gestão da comunicação. Ao contrário do simplismo das primeiras edições, a actual dimensão do evento requer uma complicada orquestração de vontades e esforços, no sentido de captar e coordenar todos os recursos implicados, conciliando entidades e fundos públicos com privados, e vontades colectivas com singulares, ao abrigo, e atendendo à legislação aplicável e em vigor.

No seminário em questão, o Dr. Paulo Jorge Costa referiu que ao nível dos recursos financeiros, além dos apoios institucionais, o Circuito de Vila Real apoia-se também na sponsorização, ficando actualmente os proveitos de bilheteira e com Merchandising em segundo plano. Além das competições desportivas, em 2010 a gestão do evento envolveu também a organização de exposições de carros antigos, uma “Expo Village”, uma Loja do Circuito, uma Zona VIP. No âmbito do programa operacional regional ON2 - o Novo Norte, foi aprovada a candidatura "Douro de Emoções", com 750 mil euros para promoção e realização de um programa de animação em Vila Real, Peso da Régua e Lamego. O programa inclui concertos com músicos nacionais e galegos, mostras de gastronomia, degustação de vinhos do Douro ou roteiros museológicos, etc.

Quanto aos recursos Materiais e Logísticos, a organização depara-se com uma diversidade de licenças necessárias, e espaços e recintos imprescindíveis, com condições e características obrigatórias e incontornáveis. Além de toda as estruturas de segurança e sinalética, que requerem montagem e desmontagem, das áreas de competição propriamente ditas, do Paddock, Boxes, áreas destinadas ao público, wcs e zonas de animação, as exigências actuais quanto a segurança e apoio médico envolvem uma grande quantidade de recursos, com destacamento e envolvimento de corpos policiais, bombeiros e corpos médicos, bem como todos os planos de contingência relacionados. Para cumprir as regras de segurança da Federação Internacional do Automóvel (FIA) e conseguir a tão desejada internacionalização da prova, a autarquia realizou trabalhos de repavimentação e construção das novas "boxes" e meta, na zona da recta de Mateus.

Outro segmento essencial, do ponto de vista logístico prende-se com a comunicação, designadamente equipamentos de Rádio, telemóveis, Internet, áreas para Comunicação Social. Também a alimentação, e logística para a mesma, de toda a estrutura envolvida, desde comissários de pista, jornalistas, corpos médicos, e todas as equipas de apoio, exige uma gestão eficiente e dedicada.

No que respeita à gestão de marketing e comunicação do evento, este envolve um plano de promoção extenso e detalhado, com activação de todos os meios de comunicação, e desenvolvimento de diversão acções, como presença e eventos. De facto, o 43º Circuito Automóvel de Vila Real foi apresentado no dia 16 de Fevereiro, na BTL, Bolsa de Turismo de Lisboa. Além de promover o evento, a orientação é para a activação das marcas associadas, dos parceiros e sponsors.

O sucesso do evento, e a sua sustentabilidade, dependem sobretudo do envolvimento conseguido entre todos os parceiros, entre estes e a comunidade, e entre esta e o próprio circuito como um todo. Em suma, a organização do evento “o Circuito de Vila Real”, além dos recursos mencionados acima, envolve mais de 900 colaboradores, traz para a competição mais de 180 equipas, e estima-se que traga mais de 150 mil visitantes à região.

A dinâmica de mercado gerada pelo o evento e eventos associados, e pela sua comunicação ao longo do tempo, é actualmente impossível de medir, bem como é inestimável o seu efeito multiplicador para outros âmbitos da economia da região e do país, mas é certamente grandioso, superando os impactos negativos, e rentabilizando investimento.

Educação[editar | editar código-fonte]

Ao nível de Ensino Superior, Vila Real possui uma Universidade (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) e uma Escola Superior de Enfermagem. [4]

Ao nível do Ensino Secundário, existem três escolas: Escola Secundária Camilo Castelo Branco (ex-Liceu), Escola Secundária de São Pedro (ex-Escola Industrial e Comercial) e Escola Secundária Morgado de Mateus.

Ao nível do Segundo e Terceiro Ciclos do Ensino Básico existem duas escolas: Escola EB2/3 Diogo Cão (ex-Ciclo Preparatório) e Escola EB2/3 Monsenhor Jerónimo do Amaral.

Cidades Geminadas e Amigas[editar | editar código-fonte]

Vila Real está geminada com:

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Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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Vila Real foi a quarta localidade portuguesa a ter abastecimento público de electricidade, depois de Lisboa, Porto e Braga. Mas foi a primeira a produzir energia hidroeléctrica, quando corria o ano de 1894.

Ilustres de Vila Real[editar | editar código-fonte]

Galeria da Cidade e Arredores[editar | editar código-fonte]

Notas e Referências

  1. INE (2013) – "Anuário Estatístico da Região Norte (2012)", p. 31.
  2. Instituto Geográfico Português, Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013 (ficheiro Excel zipado)
  3. a b INE (2012) – "Censos 2011 (Dados Definitivos)", "Quadros de apuramento por freguesia" (tabelas anexas ao documento).
  4. a b Diário da República, Reorganização administrativa do território das freguesias, Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro, Anexo I.
  5. Câmara Municipal de Vila Real: Concelho: História. Acedido a 04/09/2011.
  6. a b Editorial Verbo, Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura
  7. Heráldica e documentos antigos (1,68 MB). Colectânea de documentos digitalizados sobre a heráldica municipal disponibilizada pela Câmara Municipal de Vila Real (pág. 5).
  8. Heráldica e documentos antigos (1,68 MB). (págs. 9-11).
  9. Federação Portuguesa de Patinagem – Regulamento Geral do Hóquei em Patins (versão reformulada em agosto de 2011), Art.º 9.º, n.º 4. Acedido a 28/10/2011.
  10. Luís Nuno Espinho da Silveira, coord. (2001) – "Os Recenseamentos da População Portuguesa de 1801 e 1849: Edição crítica, vol. I" (Censos 1801), p. 241 (ficheiro: p. 250).
  11. Luís Nuno Espinho da Silveira, coord. (2001) – idem, vol. III (Censos 1849), p. 788 (ficheiro: p. 133).
  12. Estatística de Portugal (1868) – "População: Censo no 1.º de Janeiro 1864" (Censos 1864), p. 290 (ficheiro: p. 316).
  13. Estatística de Portugal (1881) – "População no 1.º de Janeiro 1878 (parte 2)" (Censos 1878), p. 410 (ficheiro: p. 222).
  14. Direcção da Estatística Geral e Comércio (1896) – "Censo da População do Reino de Portugal no 1.º de Dezembro de 1890. Volume I" (Censos 1890), p. 16 (ficheiro: p. 135).
  15. a b c d e f g INE (1964) – "X Recenseamento Geral da População no Continente e Ilhas Adjacentes às 0 horas de 15 de Dezembro de 1960. Tomo I, volume I" (Censos 1960), p. 89 (ficheiro: p. 115).
  16. Direcção Geral da Estatística e dos Próprios Nacionais (1905) – "Censo da População do Reino de Portugal no 1.º de Dezembro de 1900 (Quarto recenseamento geral da população). Volume I" (Censos 1900), p. 16 (ficheiro: p. 26).
  17. Direcção Geral da Estatística (1913) – "Censo da População de Portugal no 1.º de Dezembro de 1911 (5.º Recenseamento Geral da População). Parte I" (Censos 1911), p. 18 (ficheiro: p. 57).
  18. Direcção Geral de Estatística (1923) – "Censo da População de Portugal no 1.º de Dezembro de 1920 (6.º Recenseamento Geral da População). Volume I" (Censos 1920), p. 14 (ficheiro: p. 65).
  19. Direcção Geral de Estatística (1933) – "Censo da População de Portugal no 1.º de Dezembro de 1930 (7.º Recenseamento Geral da População). Volume I" (Censos 1930), p. 16 (ficheiro: p. 18).
  20. Os Censos de 1960 (op. cit.) indicam um valor diferente para 1864: 32 146 habitantes.
  21. Os Censos de 1960 (op. cit.) indicam um valor diferente para 1878: 33 489 habitantes.
  22. Os Censos de 1960 (op. cit.) indicam um valor diferente para 1890: 34 032 habitantes.
  23. INE (1945) – "VIII Recenseamento Geral da População no Continente e Ilhas Adjacentes em 12 de Dezembro de 1940. Volume XVIII: Distrito de Vila Real" (Censos 1940), p. 18 (ficheiro: p. 22).
  24. INE (1952) – "IX Recenseamento Geral da População no Continente e Ilhas Adjacentes em 15 de Dezembro de 1950. Tomo I" (Censos 1950), p. 32 (ficheiro: p. 34).
  25. INE (1975) – "11.º Recenseamento da População, 1.º Recenseamento da Habitação: População e Alojamento por lugares: distrito de Vila Real", p. 45. (Ficheiro: "11.º Recenseamento da População, 1.º Recenseamento da Habitação: continente e ilhas" (Censos 1970), p. 1029.)
  26. INE (1983) – "XII Recenseamento Geral da População, II Recenseamento Geral da Habitação: Resultados Definitivos: Distrito de Vila Real" (Censos 1981), p. 5 (ficheiro: p. 15).
  27. INE (1993) – "Censos 91: Resultados Definitivos – Região do Norte", p. 34 (ficheiro: p. 32).
  28. INE (2007) – "Anuário Estatístico da Região Norte (2006)", p. 45.
  29. INE (2003) – "Censos 2001: Resultados definitivos: XIV Recenseamento Geral da População, IV Recenseamento Geral da Habitação: Norte", p. 27 (ficheiro: p. 130).
  30. "O golpe de misericórdia na Linha do Corgo", notícia de A Voz de Trás-os-Montes reproduzida pelo semanário Expresso. 20 de agosto de 2010. Acedida a 16 de setembro de 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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