Mondim de Basto

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Mondim de Basto
Brasão de Mondim de Basto Bandeira de Mondim de Basto
Brasão Bandeira
Localização de Mondim de Basto
Gentílico Mondinense
Área 172,08 km²
População 7 493 hab. (2011)
Densidade populacional 43,54 hab./km²
N.º de freguesias 6
Presidente da
Câmara Municipal
Humberto Cerqueira (PS)
Região (NUTS II) Norte
Sub-região (NUTS III) Ave
Distrito Vila Real
Antiga província Trás-os-Montes
e Alto Douro
Orago São Cristóvão
Feriado municipal 25 de Julho
Código postal 4880
Sítio oficial www.cm-mondimdebasto.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Mondim de Basto é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Vila Real, região Norte e sub-região NUTS III do Ave, com cerca de 3 200 habitantes.

É sede de um município com 172,08 km² de área[1] e 7 493 habitantes (2011[2] ), subdividido em 6 freguesias.[3] O município é limitado a nordeste pelo município de Ribeira de Pena, a sueste por Vila Real, a sudoeste por Amarante, a oeste por Celorico de Basto e a noroeste por Cabeceiras de Basto.

Vila e sede de concelho, Mondim de Basto repousa numa chã fértil na margem esquerda do rio Tâmega e no sopé da grandiosa pirâmide verde do Monte Farinha, coroado pela ermida da Senhora da Graça.

Demografia[editar | editar código-fonte]

População do concelho de Mondim de Basto (1801 – 2011)
1801 1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2011
2 725 4 068 7 641 8 398 10 328 9 904 9 518 8 573 7 493

Mais informação em: A Evolução da População do Distrito de Vila Real de 1864 a 2011 A Evolução da População Portuguesa de 1864 a 2011

Freguesias[editar | editar código-fonte]

Freguesias do concelho de Mondim de Basto.

O concelho de Mondim de Basto está dividido em 6 freguesias:

História[editar | editar código-fonte]

Há quem diga que já os gregos e os assírios andaram por Mondim, mas nada o pode garantir. Mais certos são os tempos castrejos, em que estes montes em volta de Mondim eram férteis em população. É nas eminências castrejas que tem de se procurar as origens do povoamento desta terra. Ali, a trezentos metros do cruzeiro de Campos, levanta-se o castro do Castroeiro, que também poderia apenas ser um género de atalaia ligada ao sistema defensivo do castro dos Palhaços, esse o centro político e militar de toda esta região.

No século II antes de Cristo, as legiões romanas sob o comando do cônsul Décio Júnio Bruto invadiram e conquistaram todas estas terras. Sabe-se que houve heróica resistência por parte das tribos montanhesas. No alto da Senhora da Graça poderá ter existido a célebre cidade de Cinínia, onde pontificava a belicosa tribo dos Tamecanos. Todos eles tiveram que se conformar com a imposição romana de virem povoar as partes baixas. Começava um período que se estenderia por quatro séculos. Era o tempo da romanização. As férteis terras desta freguesia íam em pouco tempo mostrar toda a sua produtividade. Tinham início as primeiras formas de organização civil e administrativa. Construíam-se estradas, que deixaram vestígios em Pedravedra, e pontes como a de Vilar de Viando, perto da vila. Foram explorados minérios e ensinada a arte de trabalhar a telha e o tijolo. Nascia a indústria de tijoleiras de Carrazedo.

Por volta dos meados do século XVII vamos encontrar D. António Luís de Meneses, 1.º marquês de Marialva, como donatário desta vila de Mondim. Foi agraciado com aquele título por D. João IV, depois de ter sido um dos primeiros a aclamá-lo em 1 de Dezembro de 1640. Seguidamente prestou relevantes serviços ao País durante as guerras da Restauração. Pelos inícios do século XVIII, a Câmara de Mondim, juntamente com as de Atei, Cerva e Ermelo apresentaram uma de criação de um Juiz de Fora nestes quatro concelhos. Esta criação era possível, segundo a exposição daquelas câmaras ao marquês de Marialva, porque o território era rico e tinha população suficiente para sustentar um magistrado. Foi escolhida a vila de Mondim para albergar a sede, por ser a melhor e maior povoação, local onde havia bons edifícios, comércio e uma feira todos os meses. Nessa época Mondim tinha-se já tornado o império dos curtumes, fornecendo todo o País de couro e calçado. Em 1758, na sua memória original, o pároco da freguesia de S. Cristóvão diz ter o título de vigário com uma renda anual de 350 mil réis. Mondim de Basto tem uma notável galeria de ilustres figuras: Frei António de S. Bernardo Queirós; Frei José de S. Bernardo Mondim Borges de Azevedo Mourão; Abade José Joaquim da Costa Leite; António da Costa Cardoso; e mais, muitos mais de quem se poderia falar, como por exemplo o Dr. António Borges de Castro, uma referência obrigatória no historial da cultura mondinense deste século. Nascido a 23 de Abril de 1904 na cidade do Rio de Janeiro, veio para Portugal com 3 anos de idade, radicando-se na terra natal dos seus progenitores — Mondim de Basto —, onde permaneceu até à data do seu falecimento a 17 de Julho de 1994. Fez a instrução primária nesta vila, o ensino secundário em Guimarães e no Porto, licenciando-se em Direito pela Universidade de Coimbra, no ano de 1927. Exerceu advocacia durante longos anos, vendo-se obrigado a abandonar a sua actividade profissional por motivos de saúde.

Património[editar | editar código-fonte]

A igreja matriz, totalmente modificada, apresenta da primitiva traça um portal lateral gótico. O corpo da nave é coberto por um tecto de caixotões (ao todo 75 molduras). O altar-mor enquadra um sumptuoso retábulo de talha dourada do século XVIII. Algumas peças de prata, um turíbulo e uma naveta, de oficinas do Porto, valorizam o conjunto das suas alfaias. A Capela do Senhor é um belo e pequeno templo de granito, de estrutura românica, com decoração barroca. O tecto, de madeira, é esquartelado e pintado. As molduras dos caixotões são de grande relevo. Entre as imagens conserva-se uma do século XVI.

A Casa do Eiró, edifício brasonado do século XVIII, destaca-se do casario da vila e segue o tipo comum das residências regionais da época.

Figuras Ilustres[editar | editar código-fonte]

Mondim de Basto tem uma notável galeria de ilustres figuras: Frei António de S. Bernardo Queirós; Frei José de S. Bernardo Mondim Borges de Azevedo Mourão; Abade José Joaquim da Costa Leite; António da Costa Cardoso; António Borges de Castro; António Júlio Antunes de Lemos; Alfredo Alvares de Carvalho.

É uma referência obrigatória no historial da cultura mondinense deste século. Nascido a 23 de Abril de 1904 na cidade do Rio de Janeiro, veio para Portugal com 3 anos de idade, radicando-se na terra natal dos seus progenitores — Mondim de Basto —, onde permaneceu até à data do seu falecimento a 17 de Julho de 1994. Fez a instrução primária nesta vila, o ensino secundário em Guimarães e no Porto, licenciando-se em Direito pela Universidade de Coimbra, no ano de 1927. Exerceu advocacia durante longos anos, vendo-se obrigado a abandonar a sua actividade profissional por motivos de saúde.

Cedo começou a escrever, colaborando durante cerca de 50 anos com os jornais A Voz, Século, Diário Popular, Diário Ilustrado, Comércio do Porto, além de diversas publicações regionais. No Brasil, onde se deslocou amiúde, escreveu para o Jornal Globo e reorganizou, de raiz e a convite de entidades oficiais, a Biblioteca do Liceu Literário Português na cidade do Rio de Janeiro.

À sua Mondim de Basto, que amava e conhecia como ninguém, legou num testamento de eternidade, páginas e mais páginas carregadas de beleza e de amor. Um dia, Borges de Castro segredou ao seu amigo Joaquim de Carvalho: “Por vezes adormeço e acordo inebriado pelo amor-carinho que consagro à minha terra”. Foi por isso que deixou livros e mais livros, de estudo, de recolha, de investigação da sua terra, dos seus usos e costumes, retratando com a maior fidelidade a sua Região. Das obras publicadas salientem-se: “Nossa Senhora da Graça - Monografia Histórico-Jurídica”; “Guia Turístico do Monte de Nossa Senhora da Graça e Fisgas de Ermelo”; “Roteiro de Mondim de Basto”; “Cancioneiro Popular de Mondim de Basto”. Além de outros títulos publicados deixou ainda algumas obras prontas para publicação, uma das quais irá ver a luz do dia muito em breve: “Monografia de Mondim de Basto”.

Esta magnífica monografia, que se encontra já em fase de pré-impressão, define o homem a quem alguém chamou: “Um verdadeiro repositório histórico-cultural de Mondim de Basto”. Diz António Borges de Castro na Introdução daquilo que foi o seu sonho de sempre: “Fiz pesquisas em todos os arquivos locais e nas melhores bibliotecas públicas, recolhi da tradição oral preciosos elementos etnográficos e históricos entre os mais influentes homens bons que hoje (1990) teriam 150 anos, dizendo que seus pais e avós contavam o mesmo, remontando assim a quase três séculos de história dos factos e coisas mais importantes deste concelho; daí dizer-se que sou a sua história viva”. E é assim que o homem que procurava seguir os ensinamentos do Abade de Baçal e de José Leite de Vasconcelos, nos conduz a uma fantástica viagem através deste concelho, dando-o a conhecer em todas as suas vertentes desde as belezas naturais à sua geografia, da sua história à rica etnografia. E aqui nem sequer se esqueceu de incluir o maravilhoso Cancioneiro Popular Mondinense, permitindo-nos ouvir os falares e cantares do povo, a quem, como ele próprio declara, deu “a alma e o coração”. Parece-nos que não será despropositado aplicar aqui um anterior elogio feito pelo padre Ângelo Minhava, outra grada figura desta terra : “Meu bom amigo Dr. António Borges de Castro: (esta obra) respeita não só aos Mondinenses, mas a todos os Portugueses! É este o melhor elogio que lhe posso dispensar”.

Actividades económicas[editar | editar código-fonte]

Em 2009 Mondim foi o município de Portugal com o ganho médio mensal dos trabalhadores por conta de outrém mais baixo com um valor médio 616,7 euros[4] .

Agricultura e pecuária, indústrias de transformação de madeira, de serralharia civil, de calçado e têxtil, pedreiras, comércio e serviços.

Festas e Romarias[editar | editar código-fonte]

Festas do Concelho (a 25 de Julho), S. Bartolomeu (a 24 de Agosto, em Pedravedra e Bilhó), Santa Luzia (15 de Agosto, em Vilar de Viando), S. Gonçalo (em Campo) e Semana Cultural do Concelho (de 25 de Abril a 1 de Maio, com carros alegóricos).

Património[editar | editar código-fonte]

Igreja matriz, capelas do Senhor, de Nossa Senhora da Piedade, do Senhor da Ponte e de S. Sebastião, casa da Igreja (c/ brasão), ponte romana, alminhas, cruzeiros, várias casas brasonadas e centro histórico.

Outros Locais[editar | editar código-fonte]

- Senhora da Graça - Parque de Campismo - Casa do Barreiro de Cima - Turismo rural - Complexo Restaurante Casa do Lago e Piscina Municipal - Zona Verde - Turismo de Habitação - Quinta do Fundo - Praia Fluvial - Parque de Lazer da Senhora da Graça - Campo de Ténis - Mini-golf - Net's bar - Castro Castoeiro (no lugar de Campos – Mondim de Basto) - Fisgas de Ermelo - Ponte Rommânica do Rio Cabril - Parque Florestal - Taberna Sancho Pança - Rio Tâmega - Old Bar

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

Cabrito assado, vinho verde, milhos, enchidos e o geral do concelho.

Artesanato[editar | editar código-fonte]

Tecelagem, tamancaria, bordados e cantaria.

Colectividades[editar | editar código-fonte]

Tocata de S. Tiago, Orquestra de Cavaquinhos “Sons da Eira”, Banda Musical “Clave de Sol”, Mondinense Futebol Clube, Círculo de Veteranos de Mondim de Basto, Clube de Caça e Pesca de Mondim de Basto, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mondim de Basto.

Orago[editar | editar código-fonte]

S. Cristóvão.

Feiras[editar | editar código-fonte]

Quinzenal (aos dias 2 e 22 de cada mês) e anual (Feira da Terra - Primeiro fim de semana de Agosto (em 2010: 29/30/31 de Julho e 1 de Agosto).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Pagina com fotos de Mondim de Basto: [1]


Sítio Geográfico: 41º 24' 39.48" N 7º 57' 26.51" W


Marcha de Mondim de Basto[editar | editar código-fonte]

Vamos cantar Mondim, a nossa terra amada,

risonha fada junto ao Tâmega a sonhar…

É pequenina, mas bonita e engraçada:

Nela se encerra todo o amor do nosso lar!

Por toda a parte a natureza, águas correntes,

as avezinhas e as crianças inocentes…

te cantam com graça infinda:

“és linda! Tão linda!

Mondim, Mondim,

ó meu torrão natal,

não tens rival,

não há igual a ti!

Colina em flor!

Jardim que nos sorri!

Mondim, és o meu tesoiro,

o berço de oiro

onde eu nasci!

São as casinhas como as contas do meu terço,

todas juntinhas, pois aqui somos irmãos:

nas alegrias e tristezas deste berço

não há distâncias: pobre e rico dão-se as mãos.

E lá nos campos, 'inda o sol não dá na serra,

lá anda o povo a sua terra a trabalhar…

Badala o sino da igreja…

Silêncio! Rezar!

Tens a fragrância dos jardins do nosso Minho!

Tens a saudade de um adeus a Trás-os-Montes!

Ligas-te ao Douro por pinhais e rosmaninho!

Em ti desfrutam-se os mais belos horizontes!

Ergue-se ao alto Nossa Senhora da Graça

sobre um altar, o singular Monte Farinha,

que, altivo, mostra a quem passa

a nossa Madrinha!

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Instituto Geográfico Português, Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013 (ficheiro Excel zipado)
  2. INE (2012) – "Censos 2011 (Dados Definitivos)", "Quadros de apuramento por freguesia" (tabelas anexas ao documento).
  3. Diário da República, Reorganização administrativa do território das freguesias, Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro, Anexo I.
  4. Trabalhadores portugueses ganharam em média 1034 euros por mês em 2009.
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