Emílio Biel

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Emílio Biel
Emílio Biel
Nome completo Karl Emil Biel
Nascimento 18 de setembro de 1838
Amberg
Morte 14 de setembro de 1915 (76 anos)
Porto
Residência Porto
Nacionalidade Alemanha alemã
Ocupação fotógrafo, editor, ilustrator
Paisagem no choupal, Coimbra (1903)

Karl Emil Biel, conhecido como Emílio Biel (Amberg, 18 de Setembro de 1838Porto, 14 de Setembro de 1915), foi um negociante, editor e fotógrafo alemão, considerado um dos precursores da fotografia em Portugal [1] .

Biografia[editar | editar código-fonte]

Depois de uma curta passagem por Lisboa estabeleceu-se no Porto em 1860, com apenas 22 anos, onde se dedicou ao comércio e à edição de livros, sendo considerado um dos introdutores da fototipia[2] em Portugal. Como editor, publicou uma edição de Os Lusíadas, considerada uma raridade nos dias de hoje, e importantes obras sobre fotografia portuguesa. Possuía a representação no nosso país de firmas como Coats & Clark, Benz, entre outras.

Entre 1862 e 1864 teve uma casa de venda de botões na Rua da Alegria. Em 1874 comprou a Casa Fritz (mais tarde conhecida por Casa Biel) na Rua do Almada, casa comercial dedicada à fotografia, iniciando, assim, a sua carreira no mundo da fotografia. Mais tarde, a "E. Biel & Cia" passou para o Palácio do Conde do Bolhão, no n.º 342 da Rua Formosa.

A par do trabalho de estúdio da Casa Biel, dedicou-se também à fotografia paisagística e de grandes obras de engenharia. Em 1885 iniciou o levantamento documental e fotográfico da construção do caminho-de-ferro em Portugal assim como do Porto de Leixões em Matosinhos entre 1884 e 1892. Foi também photografo da Caza Real, na época do rei D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota, também de nacionalidade alemã.

Em resultado das suas frequentes viagens pelo país, Biel editou no Porto, entre outras, uma obra de oito volumes – A Arte e a Natureza em Portugal – com um capítulo exclusivamente dedicado a esta cidade. O seu espólio, actualmente na posse do Arquivo Histórico Municipal do Porto, é rico de imagens de alta qualidade técnica, estética e documental. Foi colaborador fotográfico na revista 'Illustração Portugueza'[3] (1884-1890) e também colaborou na revista Branco e Negro[4] (1896-1898). Personalidade multifacetada e um apaixonado por todas as inovações tecnológicas que na época despontavam, foram várias as actividades em que se destacou: instalou a luz eléctrica em Vila Real, foi administrador da Empresa das Águas do Gerês, conduziu o primeiro eléctrico que fez a carreira da Batalha às Devesas, introduziu a primeira instalação de luz eléctrica no Porto e o primeiro telefone. A par deste interesse pela inovação tecnológica, Biel também se dedicou à colecção de borboletas, que se encontram no Museu de Zoologia da Universidade do Porto, e cuja colecção é considerada uma das maiores do mundo.[5]

No início da Primeira Guerra Mundial, pouco antes de falecer, viu todos os seus bens serem confiscados devido à sua origem alemã.

Referências

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