Dramaturgia

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Dramaturgia é o ofício de elaborar um texto com o objetivo de transpô-lo para os palcos, apresentando diante de um público as ideias contidas nesta obra. A palavra drama vem do grego e significa ação. Desse modo, o texto dramatúrgico é aquele que é escrito especificamente para representar a ação. O que se dedica a essa tarefa é o dramaturgo. O cerne da ação é o conflito. Toda ação em cena depende do conflito e da maneira como os diferentes personagens agem para atingir seus diferentes objetivos. O dramaturgo pode atuar na tragédia, na comédia, no drama histórico, no drama burguês, no melodrama, na farsa e até mesmo no gênero musical. Entretanto, a dramaturgia não está relacionada somente ao texto teatral, ela está presente em toda obra escrita para as artes cênicas: roteiros cinematográficos, telenovelas, sitcoms ou minisséries.

Dramaturgia televisiva[editar | editar código-fonte]

A dramaturgia criada para a televisão é conhecida como teledramaturgia e pode ser classificada da seguinte forma: programa unitário, seriado, minissérie e telenovela. Esta última se distingue da "soap opera", gênero específico da televisão americana.

Dramaturgia Teatral[editar | editar código-fonte]

Em um texto teatral uma historia é contada como uma narrativa. Há em geral, um enredo, personagens principais e secundários, um certo conflito, uma introdução, um climax e um desfecho. Difere entretanto, de um romance, devido a forma como o texto é disposto em geral no que se refere a descrição de cenários, personagens e a presença do narrador. Além disso, devem ser observados os efeitos causados pela divisão do texto teatral em cenas e/ou atos de acordo com a ordem dos acontecimentos.

Dramaturgia em Aristóteles[editar | editar código-fonte]

Aristóteles definia dramaturgia como a organização de ações humanas de forma coerente provocando fortes emoções ou um estado irreprimível de gozo ou maravilhamento.

Dramaturgia em Andre Antoine[editar | editar código-fonte]

Não é inédito apontar que, já para André Antoine, o espetáculo tal como o concebia, conformava-se a partir e em torno de um texto, apesar de, na época, ser notório a polêmica entre Naturalismo e Simbolismo.

"Se o drama naturalista vier a aparecer, só um homem de gênio poderá tê-lo gerado. Corneille e Racine fizeram a tragédia. Victor Hugo fez o drama romântico. Onde está o autor ainda desconhecido que fará o drama naturalista?" Le Naturalisme au théâtre (OC, F. Bernouard, t.42, p.21).

Sabe-se também, que Antoine foi celebrado por revelar aos seus contemporâneos (e para os que vieram após eles) novos dramaturgos. Divulgou Tolstoi (O Poder das Trevas, 1888), Turgueniev (O Pão de Outrem, 1890), Courteline (Lidoire, 1891;1893), August Strindberg (Senhorita Júlia, 1893), Jules Renard (Pega-fogo, 1900), Henrik Ibsen (Pato Selvagem, 1906), e outros.

Dramaturgia em Anton Tchecov[editar | editar código-fonte]

Sua história, e a história da relação com Constantin Stanislavski releva um novo aspecto do papel de dramaturgo, e de sua obra, posto o que vinha sucedendo com o "levante" da encenação. Avanços estes que nunca o impediram de colocar sempre sua personalíssima "visão pessoal" em sua obra.

E, é claro, como a história nos relega, sabemos que, a partir das criações de Anton Tchecov, Stanislavski pôde então vir a estruturar seu famoso e histórico "método" de interpretação para o ator.

E pôde até mesmo fazer avanços em sua estética, chegando até mesmo a contradizer Diderot, onde o verdadeiro paradoxo do ator não residia mais em "simular emoções", mas sim, agora, e de forma comprobatória, seu paradoxo deslocaría-se para o fato de que ele (o ator) não podería "tornar-se" outra pessoa, senão com suas próprias emoções, enquanto, no processo, permanecia sendo ele mesmo.

Dramaturgia Contemporânea[editar | editar código-fonte]

A dramaturgia vêm, sistematicamente, como resultado de profundas pesquisas centradas na ideia de sujeito e seus desdobramentos, bem como por uma ótica de subjetivações e como reflexo direto de evoluções nos mais variados campos do pensamento e atividade humana - renovando-se esteticamente, incluindo a preocupação de ser também objeto de expansão da própria linguagem em que opera, valendo-se de experimentos, por exemplo, em que a própria grafia e o papel podem funcionar também como tela a aportar uma obra que tende a ser também visual, bem como outros experimentos que trazem avanços de linguagem dentro da própria lógica de sua estrutura.

Experimentos que denotam, em si, um profundo conhecimento de toda sua história anterior de seus avanços estéticos, bem como trazem em seu bojo implicações do que poderá ser o avanço da própria linguagem que a compõe.

Textos que se inserem no campo da Arte, no qual nota-se a tentativa da transfiguração de qualquer noção estagnada de sentido, e que se nos propõem a renovar, de modo autônomo, nossa compreensão e sensação de qualquer ideia acerca do mundo.

Procedimentos estéticos que funcionam como trampolins, que nos propõem e permitem saltos em variadas, distintas e inéditas direções.

Escrituras que se propõem a reconstruir o mundo de insuspeitadas maneiras, utilizando-se, neste intento, de procedimentos polissêmicos, instáveis, na tentativa de assumir um lugar preferencialmente de trânsito, e de alternativas à ideia estratificada do que conforma-se, historicamente, um 'ser humano'.

Dramaturgia em Sarah Kane[editar | editar código-fonte]

Sarah Kane, dramaturga inglesa. Escreveu em vida cinco obras de Dramaturgia, e um roteiro cinematográfico. Jovem suicida.

Obras[editar | editar código-fonte]

Dramaturgia: Phaedra`s Love, Cleansed, Blasted, 4.48 Psicose.

Roteiro cinematográfico: Skin.

Blasted http://www.facebook.com/notes/andrew-knoll/quando-a-viol%C3%AAncia-nos-espelha-um-self-ominoso/270360942979205

Dramaturgia em David Harrower[editar | editar código-fonte]

David Harrower (nasceu em 1966 em Edinburgo) é um dramaturgo escocês que, desde 2005, vive em Glasgow.

Seus agentes (a partir de 2005) são Casarotto Ramsay.

Carreira Sua primeira obra de dramaturgia, Facas nas Galinhas, que estreou no Traverse Theatre de Edimburgo em 1995, foi considerada um sucesso de crítica e público. A obra em questão apresenta em seu enredo o interelacionamento entre três personas em um ambiente rural, que denota a busca interna de uma mulher em dar sentido no que a rodeia.

Peças posteriores incluem Mate a Velha Tortura Dela Jovem (Traverse, 1998), que segue um grupo díspar de personagens em uma cidade sem nome, mistura realismo com poesia e fantasia. Presença (Royal Court Theatre Upstairs, Abril de 2001) traça um outro olhar sobre a lendária residência do Beatles no Star Club, em Hamburgo, na véspera do seu sucesso, e Terra Preta (Traverse, agosto de 2003) começa como uma grande comédia e se transforma em uma especulação sobre o significado da história e da terra.

Harrower também escreveu adaptações incluindo: As Crisálidas (1999), adaptado do romance de John Wyndham, para o projeto Conexões do Teatro Nacional, uma versão de Seis Personagens à Procura de um Autor, de Luigi Pirandello, primeiro encenado no Young Vic, em 2000, Ivanov, de Tchekhov (2002), realizada no Teatro Nacional, e Woyzeck de George Buchner, realizada no Liceu de Edimburgo em 2002.

Ele também traduziu The Girl on a Sofa (2002), de Jon Fosse, apresentados em uma produção conjunta do Festival Internacional de Edimburgo e no Schaubuhne, Berlim, e Mary Stuart, de Schiller para o Teatro Nacional da Escócia / Royal Lyceum, Edinburgh / Cidadãos 'Theatre, Glasgow.

Em 2005, sua peça Blackbird foi produzida pelo Festival Internacional de Edimburgo, dirigido por Peter Stein e transferido em fevereiro de 2006 para o Albery Theatre no West End de Londres. Ele descreve o encontro entre um jovem e um homem de meia-idade, com quem, quinze anos antes, com a idade de 12, ela havia tido uma relação sexual. Em abril de 2008 o jogo foi revivido por David Grindley no Teatro Rose, Kingston antes de uma turnê nacional. Em 2011, esta peça foi produzida pela Máquina Vampira em Los Angeles. Esta produção ganhou o Drama Critics Circle Award de Melhor Roteiro LA e desempenho de chumbo por Sam Anderson.

Seu trabalho mais recente é 365, apresentado no Festival Internacional de Edimburgo, em 2008, dirigido por Vicky Featherstone. Este relata as histórias de 14 jovens que estiveram sob cuidado, e que agora estão vivendo por conta própria em casas de treino. Posteriormente, foi realizada em Londres, no Teatro Lírico, Hammersmith Em 2011, ele apresentou uma nova versão de O Inspetor - texto clássico de Gogol - no Young Vic Theatre, em Londres, dirigido por Richard Jones, estrelando do Mighty Boosh Julian Barratt e Smack the Pony Doon Mackichan e Kyle Soller.


Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Knives in Hens Methuen, 1997
  • Kill the Old Torture their Young Methuen, 1998
  • Presence Faber and Faber, 2001
  • Six Characters Looking for an Author (Luigi Pirandello) in a new version for the Young Vic Methuen, 2001
  • The Chrysalids (adaptation) Faber and Faber, 2001
  • Ivanov (Anton Chekhov) in a new version for the Royal National Theatre Oberon, 2002
  • Purple (Jon Fosse) Faber and Faber/NT Connections, 2002
  • The Girl on the Sofa (Jon Fosse) Oberon, 2002
  • Dark Earth Faber and Faber, 2003
  • Tales from the Vienna Woods (Ödön von Horváth) in a new version for the RNT Faber and Faber, 2003

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • LAVANDIER, Yves. A dramaturgia: A arte da narrativa. Le Clown et l'Enfant, 2013.
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