Arte contemporânea

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Warhol Museum.

Não há um consenso entre os autores sobre o início do período contemporâneo na arte.[1] Neste artigo considera-se que a arte contemporânea, em seus estilos, escolas e movimentos, tenha surgido por volta da segunda metade do século XX, mais precisamente após a Segunda Guerra Mundial, como ação de ruptura com a arte moderna.

Depois da guerra os artistas mostraram-se voltados às verdades do inconsciente e interessados pela reconstrução da sociedade.[2] Sobrepôs-se aos costumes, a necessidade da produção em massa. Quando surgia um movimento na arte, este revelava-se por meio das variadas linguagens, através da constante experimentação de novas técnicas.[3]

A arte contemporânea se mostrou mais evidente na década de 60, período que muitos estudos consideram o início do seu estado de plenitude.[3] A efervescência cultural da década começou a questionar a sociedade do pós-guerra, rebelando-se contra o estilo de vida difundido no cinema, na moda, na televisão e na literatura.

Além disso, os avanços tecnológicos foram convulsivamente impulsionados pela corrida espacial e, como mostra dessa influência, as formas dos objetos tornaram-se, quase subitamente, aerodinâmicas e alusivas ao espaço, com forte recorrência ao brilho do vinil. A ciência e a tecnologia abriram caminho à percepção das pessoas, de que a arte feita por outros, poderia estar a traduzir as suas próprias vidas.[4]

Se a velocidade das máquinas e o movimento foram dois dos pilares da arte moderna, a percepção do tempo, por sua vez, continua sendo fator motivante para as expressões artísticas contemporâneas. Tal fato pode ser percebido nas interações em tempo real, fruto de assombrosos avanços tecnológicos, bem como das reflexões cada vez mais profundas sobre a inter-relação do homem com o espaço quadridimensional.[5]

A consciência ecológica e o reaproveitamento de materiais são temas recorrentes, que se popularizaram no final do século XX.[6] Em paralelo, a revolução digital e a consequente globalização, por meio da internet, formam o período mais recente da contemporaneidade.[7]

Período entre 1945 e 1965[editar | editar código-fonte]

Entre os movimentos mais célebres estão: Arte bruta, Arte informal, Expressionismo abstrato, Arte cinética, Combine, Assemblage, Pop art, Fluxus, Op art, Instalação entre outros.[1]

Período pós 1965[editar | editar código-fonte]

Entre os movimentos mais célebres estão: Minimalismo, Arte conceitual, Body art, Hiper-realismo, Videoarte, Happening, Arte povera, Transvanguarda, Internet art, Arte urbana, Grafiti entre outros.[1]

Referências

  1. a b c Dempsey, Amy. Estilos, escolas e movimentos: Guia enciclopédico da arte moderna. Tradução: Carlos Eugênio Marcondes de Moura. São Paulo: Cosac & Naify, 2003. 304 p.
  2. Andrew Graham-Dixon. Arte, o guia visual definitivo. [S.l.]: Publifolha, 2012. 612 p. p.500-501
  3. a b Enciclopédia Itaú Cultural (10 de novembro de 2011). Arte Contemporânea. Visitado em 24 de julho de 2013.
  4. Rosemary Lambert. A Arte do Século XX. [S.l.]: História da Arte da Universidade de Cambridge, 1981. 90 p. p. 80
  5. Ocvirk, Otto G. (2013). Fundamentos de Arte - Busca por uma nova dimensão espacial McGrall Hill. Visitado em 17 de fevereiro de 2015. p. 254.
  6. Maria Fernanda Vomero (10 de maio de 2013). Exposição une arte e ecologia Globo.com. Visitado em 25 de julho de 2013.
  7. Lev Manovich (2001) The Language of New Media Cambridge, Massachusetts: The MIT Press. (em inglês)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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