Catacumba de Priscila

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Fractio Panis, nas catacumbas de Priscila.

As Catacumbas de Priscila, na Via Salária, em Roma, estão situadas num local que foi uma pedreira na antiguidade. Ela foi utilizada para a realização de sepultamentos cristãos a partir do final do século II d.C. até o século IV. Acredita-se que o nome seja derivado de Priscila, um membro da família romana Acilia e que provavelmente era a esposa do cônsul Acilius (que se converteu ao cristianismo e foi executado por ordens de Domiciano).

Pinturas[editar | editar código-fonte]

As catacumbas contém numerosas pinturas de santos e símbolos cristãos primitivos. De particular interesse é a chamada "capela grega", uma câmara quadrada com um arco contendo afrescos geralmente interpretados como sendo cenas bíblicas, incluindo o fractio panis. Acima da abside está uma cena do juízo final. Pesquisas recentes - e controversas - interpretam as cenas tradicionalmente entendidas como sendo parte da deuterocanônica História de Susana (Adições em Daniel 13) como sendo cenas da vida de uma prestigiosa mulher cristã do século II[1] . Perto delas, há um cena da Madona e do profeta Isaías, também do século II.

A mais antiga representação de Maria, do século II d.C., nas catacumbas de Priscila.

As catacumbas de Priscila contém as mais antigas cenas marianas, datando da metade do século II[2] .

Túmulos papais e outras relíquias[editar | editar código-fonte]

Dois papas foram enterrados nas catacumbas de Priscila: Papa Marcelino (296 - 304) e o Papa Marcelo I (308 - 309)[3] :p. 32.

Supostas relíquias dos Papas Silvestre I, Estevão I e Dionísio foram exumadas e colocadas em veneração no altar de San Martino ai Monti (cujo primeiro nome era Santi Silvestro e Martino ai Monti), no Esquilino, em Roma. Silvestre I foi provavelmente enterrado primeiro em San Martino, embora algumas fontes digam que seus restos tenha sido transferidos para lá. Um sarcófago papal não identificado foi descoberto durante a demolição da antiga Basílica de São Pedro, atribuído a Silvestre I e transportado para a Abadia de Nonantola, perto do altar que contém os restos do Papa Adriano III[3] :p. 33-34.

Os ossos de Santa Praxedes e de Santa Pudenciana estavam nas catacumbas até o século IX d.C., quando foram transportadas, por ordem do Papa Pascoal I, para o altar da recém-reformada Santa Prassede[4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Denzey, Nicola. The Bone Gatherers: The Lost Worlds of Early Christian Women (em ). Boston: Beacon Press, 2007.
  2. I Daoust, Marie dans les catacombes 1983
  3. a b Reardon, Wendy J.. The Deaths of the Popes (em ). [S.l.]: Macfarland & Company, Inc., 2004. ISBN 0786415274.
  4. Wikisource-logo.svg "Praxedes and Pudentia" na edição de 1913 da Catholic Encyclopedia (em inglês)., uma publicação agora em domínio público.
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