História da literatura

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A história da literatura é a disciplina que estuda a evolução da literatura, seja em prosa ou poesia, por meio dos movimentos literários e das relações entre a História e a literatura.

Os começos da literatura[editar | editar código-fonte]

Livro dos Mortos de Nany, versão Tebana.

A narrativa não começa com a escrita. No sentido restrito da escrita (literatura vem do latim "littera", que quer dizer "letras"), a literatura só se torna possível com a escrita, embora não tenha surgido com ela.

A literatura e a escrita, embora tenham conexões entre si, não são sinônimos. Os primeiros registros escritos da história da humanidade não são literatura.

Há contróvérsias dos estudiosos que discordam sobre quando os registros antigos se convertem em algo mais semelhante à literatura narrativa.

Um problema ao tratarmos da história da literatura é que muitos textos vão desaparecendo ao longo do tempo, por acidente ou pela total extinção da cultura que os originou.

Certos tempos primários podem ser considerados como os primeiros passos da literatura. Exemplos muitos antigos são Poema de Gilgamesh (Epopeia de Gilgamesh), em sua versão de aproximadamente 2000 a.C., e o Livro dos mortos, escrito em Papiro de Ani aproximadamente 250 a.C., mais provavelmente na data do Século XVII a.C.

Muitos textos se expandiram por forma oral durante vários e vários séculos antes que fossem escritos, e esses são dificeis de datar. O núcleo do Rig Veda parece datar de meados do século II a.C.

Rig Veda.

O Pentateuco normalmente se fecha ao redor do Século XV a.c. Outras tradições orais foram passadas em forma de escrita muito tarde, como a Edda em verso, escrita no século XIII.

Tao Te Ching edição Wang Bi: um dos antigos escritos chineses mais conhecidos e importantes.

Mesopotâmia[editar | editar código-fonte]

É a literatura escrita em sumério, babilônico, acádico, hitita, e outras línguas da Mesopotâmia. Desenvolveu-se nas principais cidades mesopotâmicas (Abu Salabikh, Uruk, Girsu, Nipur, Sippar e Ur).

A literatura sapiencial mesopotâmica serve de base para os escritos de Hesíodo.

China[editar | editar código-fonte]

A literatura chinesa iniciou-se faz mais de três mil anos. Os primeiros documentos escritos que se podem considerar literatura provém da dinastia Zhou.

O primeiro e grande autor de táticas militares e estrategia foi Sun Tzu com A Arte da Guerra, um autor tão estudado e lido ainda hoje, tanto quanto o estrategista Clausewitz.

A filosofia chinesa seguiu um caminho distinto da grega - no lugar de apresentar diálogos extensos, optou por Analectos. Confúcio empregava sempre provérbios morais cujos temas principais são o amor e o respeito à natureza, aos mais velhos, à sociedade e à religião. nos anos atuais, século xx.

Literatura antiga do Japão[editar | editar código-fonte]

No chamado período arcaico, entre os séculos 3 e 6 depois de Cristo, o Japão produziu suas primeiras obras literárias: as crônicas Kojiki e Nihonshoki, assim como as poesias Manyoshu. O período clássico da literatura japonesa começou no final do século VIII.

Europa[editar | editar código-fonte]

Os Gregos[editar | editar código-fonte]

Os primeiros versos da Ilíada.

A literatura grega teve um papel fundamental na história da literatura ocidental.

A contribuição grega não se resume apenas aos poemas épicos atribuídos a Homero, mas também à primeira dramaturgia europeia; aos poetas líricos; aos mitos fixados por Hesíodo, Pausânias e outros; à filosofia; à História, inventada como disciplina por Heródoto; à medicina, cuja literatura foi inaugurada na Europa por Hipocrátes; e muitas outras contribuições.

Muitos estudiosos consideram que a tradição literária ocidental começou com os poemas épicos da Ilíada, que conta a história da Guerra de Troia, e a Odisseia, que conta a história do retorno para casa de Ulisses, um dos heróis gregos da Guerra de Troia. Estes poemas épicos eram atribuídos ao aedo Homero, na Grécia antiga, mas hoje é geralmente aceito que Homero é uma personagem lendária, reunião de vários poetas que foram construindo o texto oralmente até a sua fixação escrita no século VI a.C., em Atenas.

Hesíodo escreveu os poemas Teogonia, sobre a origem dos deuses, e Os trabalhos e os dias, sobre lendas e mitos e também sobre o valor do trabalho. Ele foi um poeta tão valorizado quanto Homero entre os antigos gregos.

Entre os poetas posteriores foi notável Safo, que usou a forma da poesia lírica como gênero.

O dramaturgo Ésquilo começou na literatura ocidental introduzindo sempre o diálogo e a interação com o teatro. É considerado o fundador da tragédia. A sua obra chamada Oresteia (ou Oréstia), foi uma das mais pungentes tragédias da Grécia Antiga narrando o drama protagonizado pelos últimos Atridas e que vieram completas para nós.

Busto de Ésquilo. Museu Capitolino Roma.

Outros talentos dramáticos foram Sófocles (em suas tragédias, mostra dois tipos de sofrimento: o que decorre do excesso de paixão e o que é consequência de um acontecimento acidental. Reduziu a importância do coro no teatro grego, relegando-o ao papel de observador do drama que se desenrola à sua frente), e Eurípedes que utilizou o teatro para desafiar as normas sociais. Já Aristófanes, um comediante, usou as mesmas ideias, só que em um tom menos trágico em suas duas obras: Lisístrata e As vespas.

Aristófanes.

Aristóteles, aluno de Platão, escreveu dezenas de trabalhos em muitas disciplinas cientificas, e sua contribuição maior na literatura foi provavelmente sua Arte Poética, onde implanta sua concepção do drama e estabelece parámetros para a crítica literária.

Roma[editar | editar código-fonte]

Virgílio (Mosaico)

Em muitos aspectos, os escritores da República Romana e do Império Romano quiseram evitar a inovação a favor de imitar aos grandes autores gregos. A Eneida de Virgílio é um exemplo da época. Plauto, dramaturgo cômico, seguiu os passos de Aristófanes; na obra Metamorfoses, de Ovídio, ele retratou o mundo segundo o ponto de vista da mitologia greco-romana.

Uma das poucas criações literárias romanas foi a sátira. Horácio foi o primeiro a usá-la como ferramenta argumental.

Idade Média (séculos V-XV)[editar | editar código-fonte]

Europa[editar | editar código-fonte]

Um livro medieval.

Depois da queda de Roma (em 476), muitos dos estilos literários inventados pelos gregos e romanos deixaram de usar-se na Europa até o renascimento florentino.

No Islã, se difundiou em Ásia e África, preservando as obras gregas e baseando-se nelas para novos enredos literários. Tirando o fato que se havia perdido muitos trabalhos devido aos passos do tempo e às catástrofes (como da biblioteca de Alexandria), numerosos trabalhos foram preservados e copiados cuidadosamente pelos escribas muçulmanos.

Literatura Latina[editar | editar código-fonte]

Entre os textos europeus frequentes temos as hagiografias. Algumas obra de Beda e até outras continuam na tradição histórica passada na fé comentada por Eusébio de Cesareia ao redor do ano 300.

Beda representado num manuscrito medieval.

No ano de 400, com a Psychomachia (título em espanhol) de Prudencio, começou a tradição dos contos alegóricos, então socorrida na literatura medieval.

Rei Artur - Escultura da Era Vitoriana.

Geoffrey de Monmouth escreveu sua Historia Regum Britanniae (História dos reis de Bretanniae), que apresentou como textos reais da história de Grã-Bretanha. Entre elas estão as de Merilin, o mago e o Rei Artur.

O interesse dos muçulmanos por preservar os escritos filosóficos e científicos gregos chegaria a afetar a escritura na Europa; por exemplo, a obra do célebre teólogo Tomás de Aquino tem forte influência aristotélica.

Literatura vernácula[editar | editar código-fonte]

A poesia e as canções de gesta, sendo que as mais antigas formas conhecidas datam de fins do século XI e do início do século XII, quase 100 anos antes do surgimento da poesia lírica dos trovadores e dos mais antigos romances em verso.

A primeira página do Beowulf: fonte de inspiração para Tolkien.

A poesia épica continuou desenrolando-se com a adição temática das mitologias da Europa do norte; Beowulf apresenta uma visão da guerra e da honra similar à de Homero e Virgílio.

Em novembro de 1095 o Papa Urbano II deu início à Primeira Cruzada no Concílio de Clermont. As cruzadas afetaram, em todos os aspectos, a vida na Europa e no Oriente médio; a literatura também foi transformada por essas guerras. Por exemplo, a imagem do cavaleiro adquiriu um significado novo.

Obras e autores importantes do período são: Petrarca; o Decamerão de Boccaccio; A Divina Comédia e os poemas de Dante Alighieri; os Contos da Cantuária de Geoffrey Chaucer.

Oriente médio[editar | editar código-fonte]

Antiga literatura árabe[editar | editar código-fonte]

Os começos da literatura

Livro dos Mortos de Nany, versão Tebana.

A narrativa não começa com a escrita. No sentido restrito da escrita (literatura vem do latim "littera", que quer dizer "letras"), a literatura só se torna possível com a escrita, embora não tenha surgido com ela.

A literatura e a escrita, embora tenham conexões entre si, não são sinônimos. Os primeiros registros escritos da história da humanidade não são literatura.

Há contróvérsias dos estudiosos que discordam sobre quando os registros antigos se convertem em algo mais semelhante à literatura narrativa.

Um problema ao tratarmos da história da literatura é que muitos textos vão desaparecendo ao longo do tempo, por acidente ou pela total extinção da cultura que os originou.

Certos tempos primários podem ser considerados como os primeiros passos da literatura. Exemplos muitos antigos são Poema de Gilgamesh (Epopeia de Gilgamesh), em sua versão de aproximadamente 2000 a.C., e o Livro dos mortos, escrito em Papiro de Ani aproximadamente 250 a.C., mais provavelmente na data do Século XVII a.C.

Muitos textos se expandiram por forma oral durante vários e vários séculos antes que fossem escritos, e esses são dificeis de datar. O núcleo do Rig Veda parece datar de meados do século II a.C.

Rig Veda.

O Pentateuco normalmente se fecha ao redor do Século XV a.c. Outras tradições orais foram passadas em forma de escrita muito tarde, como a Edda em verso, escrita no século XIII.

Tao Te Ching edição Wang Bi: um dos antigos escritos chineses mais conhecidos e importantes.

Mesopotâmia[editar | editar código-fonte]

É a literatura escrita em sumério, babilônico, acádico, hitita, e outras línguas da Mesopotâmia. Desenvolveu-se nas principais cidades mesopotâmicas (Abu Salabikh, Uruk, Girsu, Nipur, Sippar e Ur).

A literatura sapiencial mesopotâmica serve de base para os escritos de Hesíodo.

China[editar | editar código-fonte]

A literatura chinesa iniciou-se faz mais de três mil anos. Os primeiros documentos escritos que se podem considerar literatura provém da dinastia Zhou.

O primeiro e grande autor de táticas militares e estrategia foi Sun Tzu com A Arte da Guerra, um autor tão estudado e lido ainda hoje, tanto quanto o estrategista Clausewitz.

A filosofia chinesa seguiu um caminho distinto da grega - no lugar de apresentar diálogos extensos, optou por Analectos. Confúcio empregava sempre provérbios morais cujos temas principais são o amor e o respeito à natureza, aos mais velhos, à sociedade e à religião. nos anos atuais, século xx.

Literatura antiga do Japão[editar | editar código-fonte]

No chamado período arcaico, entre os séculos 3 e 6 depois de Cristo, o Japão produziu suas primeiras obras literárias: as crônicas Kojiki e Nihonshoki, assim como as poesias Manyoshu. O período clássico da literatura japonesa começou no final do século VIII.

Europa[editar | editar código-fonte]

Os Gregos[editar | editar código-fonte]

Os primeiros versos da Ilíada.

A literatura grega teve um papel fundamental na história da literatura ocidental.

A contribuição grega não se resume apenas aos poemas épicos atribuídos a Homero, mas também à primeira dramaturgia europeia; aos poetas líricos; aos mitos fixados por Hesíodo, Pausânias e outros; à filosofia; à História, inventada como disciplina por Heródoto; à medicina, cuja literatura foi inaugurada na Europa por Hipocrátes; e muitas outras contribuições.

Muitos estudiosos consideram que a tradição literária ocidental começou com os poemas épicos da Ilíada, que conta a história da Guerra de Troia, e a Odisseia, que conta a história do retorno para casa de Ulisses, um dos heróis gregos da Guerra de Troia. Estes poemas épicos eram atribuídos ao aedo Homero, na Grécia antiga, mas hoje é geralmente aceito que Homero é uma personagem lendária, reunião de vários poetas que foram construindo o texto oralmente até a sua fixação escrita no século VI a.C., em Atenas.

Hesíodo escreveu os poemas Teogonia, sobre a origem dos deuses, e Os trabalhos e os dias, sobre lendas e mitos e também sobre o valor do trabalho. Ele foi um poeta tão valorizado quanto Homero entre os antigos gregos.

Entre os poetas posteriores foi notável Safo, que usou a forma da poesia lírica como gênero.

O dramaturgo Ésquilo começou na literatura ocidental introduzindo sempre o diálogo e a interação com o teatro. É considerado o fundador da tragédia. A sua obra chamada Oresteia (ou Oréstia), foi uma das mais pungentes tragédias da Grécia Antiga narrando o drama protagonizado pelos últimos Atridas e que vieram completas para nós.

Busto de Ésquilo. Museu Capitolino Roma.

Outros talentos dramáticos foram Sófocles (em suas tragédias, mostra dois tipos de sofrimento: o que decorre do excesso de paixão e o que é consequência de um acontecimento acidental. Reduziu a importância do coro no teatro grego, relegando-o ao papel de observador do drama que se desenrola à sua frente), e Eurípedes que utilizou o teatro para desafiar as normas sociais. Já Aristófanes, um comediante, usou as mesmas ideias, só que em um tom menos trágico em suas duas obras: Lisístrata e As vespas.

Aristófanes.

Aristóteles, aluno de Platão, escreveu dezenas de trabalhos em muitas disciplinas cientificas, e sua contribuição maior na literatura foi provavelmente sua Arte Poética, onde implanta sua concepção do drama e estabelece parámetros para a crítica literária.

Roma[editar | editar código-fonte]

Virgílio (Mosaico)

Em muitos aspectos, os escritores da República Romana e do Império Romano quiseram evitar a inovação a favor de imitar aos grandes autores gregos. A Eneida de Virgílio é um exemplo da época. Plauto, dramaturgo cômico, seguiu os passos de Aristófanes; na obra Metamorfoses, de Ovídio, ele retratou o mundo segundo o ponto de vista da mitologia greco-romana.

Uma das poucas criações literárias romanas foi a sátira. Horácio foi o primeiro a usá-la como ferramenta argumental.

Idade Média (séculos V-XV)[editar | editar código-fonte]

Europa[editar | editar código-fonte]

Um livro medieval.

Depois da queda de Roma (em 476), muitos dos estilos literários inventados pelos gregos e romanos deixaram de usar-se na Europa até o renascimento florentino.

No Islã, se difundiou em Ásia e África, preservando as obras gregas e baseando-se nelas para novos enredos literários. Tirando o fato que se havia perdido muitos trabalhos devido aos passos do tempo e às catástrofes (como da biblioteca de Alexandria), numerosos trabalhos foram preservados e copiados cuidadosamente pelos escribas muçulmanos.

Literatura Latina[editar | editar código-fonte]

Entre os textos europeus frequentes temos as hagiografias. Algumas obra de Beda e até outras continuam na tradição histórica passada na fé comentada por Eusébio de Cesareia ao redor do ano 300.

Beda representado num manuscrito medieval.

No ano de 400, com a Psychomachia (título em espanhol) de Prudencio, começou a tradição dos contos alegóricos, então socorrida na literatura medieval.

Rei Artur - Escultura da Era Vitoriana.

Geoffrey de Monmouth escreveu sua Historia Regum Britanniae (História dos reis de Bretanniae), que apresentou como textos reais da história de Grã-Bretanha. Entre elas estão as de Merilin, o mago e o Rei Artur.

O interesse dos muçulmanos por preservar os escritos filosóficos e científicos gregos chegaria a afetar a escritura na Europa; por exemplo, a obra do célebre teólogo Tomás de Aquino tem forte influência aristotélica.

Literatura vernácula[editar | editar código-fonte]

A poesia e as canções de gesta, sendo que as mais antigas formas conhecidas datam de fins do século XI e do início do século XII, quase 100 anos antes do surgimento da poesia lírica dos trovadores e dos mais antigos romances em verso.

A primeira página do Beowulf: fonte de inspiração para Tolkien.

A poesia épica continuou desenrolando-se com a adição temática das mitologias da Europa do norte; Beowulf apresenta uma visão da guerra e da honra similar à de Homero e Virgílio.

Em novembro de 1095 o Papa Urbano II deu início à Primeira Cruzada no Concílio de Clermont. As cruzadas afetaram, em todos os aspectos, a vida na Europa e no Oriente médio; a literatura também foi transformada por essas guerras. Por exemplo, a imagem do cavaleiro adquiriu um significado novo.

Obras e autores importantes do período são: Petrarca; o Decamerão de Boccaccio; A Divina Comédia e os poemas de Dante Alighieri; os Contos da Cantuária de Geoffrey Chaucer.

Oriente médio[editar | editar código-fonte]

Antiga literatura árabe[editar | editar código-fonte]

A literatura árabe surge aproximadamente no século VIII, com duas importantes recompilações: o Mu'allaqat e o Mufaddaliyat. Simbad também é bastante conhecida atualmente.

O Corão ou Alcorão, livro sagrado do Islão, data do século VII d.C. É a obra mais complexa em estrutura (tem 114 capítulos que reúnem 6,236 estrofes que misturam prosa e poesia).

Outra importante obra é a tradição Hadith - Os Ditos do Profeta, baseada nos dizeres do Profeta Mohammad (Muhammad, Mohammed ou Maomé), cujas recompilações mais importantes são as de Muslim b. al-Haýýaý, e a de Muhammad ibn Isma'il al-Bukhari. O Profeta Mohammad também inspirou as primeiras biografias em árabe, conhecidas como al-sirah al-nabawiyyah;

A grande obra da literatura de ficção árabe é As Mil e uma Noites, sem dúvida o mais conhecido de sua literatura e cultura. Há a crença de que algumas histórias tem suas origens na Índia. As Mil e uma Noites datam provavelmente dos séculos XIII e XVI.

Entre as inovações da escritura na literatura árabe se encontra na perspectiva cronística de Ibn Khaldun, que retrata toda explicação sobrenatural no tom de

A literatura árabe surge aproximadamente no século VIII, com duas importantes recompilações: o Mu'allaqat e o Mufaddaliyat. Simbad também é bastante conhecida atualmente.

O Corão ou Alcorão, livro sagrado do Islão, data do século VII d.C. É a obra mais complexa em estrutura (tem 114 capítulos que reúnem 6,236 estrofes que misturam prosa e poesia).

Outra importante obra é a tradição Hadith - Os Ditos do Profeta, baseada nos dizeres do Profeta Mohammad (Muhammad, Mohammed ou Maomé), cujas recompilações mais importantes são as de Muslim b. al-Haýýaý, e a de Muhammad ibn Isma'il al-Bukhari. O Profeta Mohammad também inspirou as primeiras biografias em árabe, conhecidas como al-sirah al-nabawiyyah;

A grande obra da literatura de ficção árabe é As Mil e uma Noites, sem dúvida o mais conhecido de sua literatura e cultura. Há a crença de que algumas histórias tem suas origens na Índia. As Mil e uma Noites datam provavelmente dos séculos XIII e XVI.

Entre as inovações da escritura na literatura árabe se encontra na perspectiva cronística de Ibn Khaldun, que retrata toda explicação sobrenatural no tom de enfoque científico da sociologia e da história.

Literatura Persa[editar | editar código-fonte]

Da cultura persa, o livro provavelmente mais famoso no ocidente é o Rubaiyat (esse título está escrito em linguagem espanhol), uma coleção de poemas com estrofes de quatro linhas, do escritor, matemático e astrônomo Omar Jayyam (1048-1122).

Ásia (Extremo Oriente)[editar | editar código-fonte]

Literatura chinesa[editar | editar código-fonte]

A poesia lírica se revolucionou muito mais na China do que na Europa ao redor do século X, durante as dinastias Han, Tang e Song surgiram muitas formas de poesias novas. Provavelmente os melhores poetas chineses foram Li Bai e Du Fu.

Literatura Japonesa[editar | editar código-fonte]

Destaca-se as mais de mil histórias da China, da Índia e Japão, reunidas em Konjaku Monogatarishu. Outros grandes mestres antigos podem ser encontrados em literatura japonesa.

Literatura moderna europeia (séculos XV-XVIII)[editar | editar código-fonte]

Literatura renascentista[editar | editar código-fonte]

A renovação geral no conhecimento que começou na Europa e o descobrimento do mundo novo em 1492, trouxe consigo uma nova concepção da ciência e das investigações e formas distintas de fazer arte.

Surgiu então uma forma literária que logo desembocaria a novela, que tomou renome nos séculos posteriores. Uma das mais conhecidas dessa primeira época é A Utopia, de Thomas More.

Já as obras dramáticas de entretenimento (opostas ao propósito da moral) voltaram à cena. William Shakespeare é um dos mais conhecidos nomes no teatro e talvez o mais notável, embora existam outros, como Christopher Marlowe, Molière e Ben Johson.

Don Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes, é chamado de a primeira novela (ou a primeira das novelas europeias modernas). Foi publicada em duas partes, a primeira em 1605 e a segunda em 1615. Pode ser vista como uma paródia das novelas cavaleirescas, na qual a diversão provém de uma nova forma de tratar as lendas heróicas populares.

Literatura Barroca[editar | editar código-fonte]

Entre os escritores barrocos estão, em espanhol Luis de Góngora, Francisco de Quevedo e Villegas, Sor Juana, Bernardo de Balbuena; em catalão Francesc Fontanella, Francesc Vicenç Garcia, Josep Romaguera; em português António Vieira, Gregório de Matos, Francisco Rodrigues Lobo; em inglês os poetas metafísicos (John Donne, George Herbert, Andrew Marvell, Henry Vaughan e em alemão Andreas Gryphius).

Literatura ilustrada e neoclássica[editar | editar código-fonte]

Pode dar o nome do período de literatura ilustrada os anos que vão de 1689, em que se publica o Ensaio sobre o entendimento humano de John Locke e 1785, em que se publicam Os sofrimentos do jovem Werther, de Goethe. Nesse lapso, nasce na França um grande esforço intelectual: L'Encyclopédie.

Literatura moderna Ásia (Extremo Oriente)[editar | editar código-fonte]

Literatura moderna India[editar | editar código-fonte]

Sarojini Sahoo é uma figura expoente e formadora de opinião em feminismo na literatura Oriya contemporânea. Para ela, o feminismo não é um “problema de gênero” ou uma espécie de ataque ou confrontação à hegemonia masculina. Portanto, sua abordagem é bastante diferente daquela de Virginia Woolf ou de Judith Butler. Ela aceita o feminismo como uma condição total de feminilidade o que é completamente desvinculado do mundo masculino. Ela escreve com uma consciência maior do corpo feminino, o que criaria um estilo mais honesto e apropriado de abertura, fragmentação e não-linearidade. Suas ficções sempre projetam a sensibilidade feminina desde a puberdade até a menopausa. Os sentimentos femininos, como restrições morais na adolescência, gravidez, o fator medo de ser estuprada ou ser condenada pela sociedade e o conceito de menina má, etc, sempre têm uma exposição temática em suas novelas e contos. Sarojini Sahoo é considerada a Simone de Beauvoir da Índia. Seu feminismo é sempre conectado com as políticas sexuais de uma mulher. Ela nega os limites patriarcais de expressão sexual para uma mulher e identifica a liberação sexual feminina como o motivo real por trás do movimento das mulheres. Para ela, o orgasmo é o chamado natural do corpo para a política feminista: se ser uma mulher é tão bom assim, as mulheres devem valer alguma coisa. Suas novelas como Upanibesh, Pratibandi e Gambhiri Ghara cobrem uma miríade de áreas da sexualidade à filosofia , da política do lar à política do mundo.

Literatura do século XIX[editar | editar código-fonte]

Eça de Queiroz, escritor do Romantismo e Realismo.

Literatura do século XX[editar | editar código-fonte]

Autores do século XX:

Autores que escreveram em prosa:

Alguns autores que escreveram em poesia:

Autores dramaturgos (teatro):

Literatura do século XXI[editar | editar código-fonte]

Multiculturalismo

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]



Cronologia do romantismo

Séculos VIII a.C. a II a.C.

As primeiras obras da História que se tem informação são os dois poemas atribuídos a Homero: Ilíada e Odisséia. Os dois poemas narram as aventuras do herói Ulisses e a Guerra de Troia. Na Grécia Antiga os principais poetas foram: Píndaro, Safo e Anacreonte. Esopo fica conhecido por suas fábulas e Heródoto, o primeiro historiador, por ter escrito a história da Grécia em seu tempo e dos países que visitou, entre eles o Egito Antigo.

Séculos I a.C. a II d.C. : A literatura na História de Roma Antiga

Vários estilos que se praticam até hoje, como a sátira, são originários da civilização romana. Entre os escritores romanos do século I a.C. podemos destacar: Lucrécio (A Natureza das Coisas); Catulo e Cícero. Na época de 44 a.C. a 18 d.C., durante o império de Augusto, corresponde uma intensa produção tanto em poesia lírica, com Horácio e Ovídio, quanto em poesia épica, com Virgílio autor de Eneida. A partir do ano 18, tem início o declínio da História do Império Romano, com as invasões germânicas. Neste período destacam-se os poetas Sêneca, Petrônio e Apuleio.

Séculos III a X

Após a invasão dos bárbaros germânicos, a Europa se isola, forma-se o feudalismo e a Igreja Católica começa a controlar a produção cultural. A língua (latim) e a civilização latina são preservadas pelos monges nos mosteiros.A partir do século X começam a surgir poemas, principalmente narrando guerras e fatos de heroísmo.

Século XI : As Canções de Gesta e as Lendas Arturianas

É a época das Canções de Gesta, narrativas anônimas, de tradição oral, que contam aventuras de guerra vividas nos séculos VIII e IX , o período do Império Carolíngio. A mais conhecida é a Chanson de Roland ( Canção de Rolando ) surgida em 1100. Quanto à prosa desenvolvida na Idade Média, destacam-se as novelas de cavalaria, como as que contam as aventuras em busca do Santo Graal (Cálice Sagrado) e as lendas do rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda.

Séculos XII a XIV : O trovadorismo e as cantigas de escárnio e maldizer

É o período histórico do trovadorismo e das poesias líricas palacianas. O amor impossível e platônico transforma o trovador num vassalo da mulher amada, exemplo do amor cortês. Neste período, também foi comum o poema satírico, representado pelas cantigas de escárnio (crítica indireta) e de maldizer (crítica direta).

Séculos XIV ao XVI : Humanismo

O homem passa a ser mais valorizado com o início do humanismo renascentista. A literatura mantém características religiosas, mas nela já se podem ver características que serão desenvolvidas no Renascimento, como a retomada de ideais da cultura greco-romana. Na Itália, podemos destacar: Dante Alighieri autor da Divina Comédia, Giovanni Bocaccio e Francesco Petrarca. Em Portugal, destaca-se o teatro do poeta de Gil Vicente autor de A Farsa de Inês Pereira.

Século XVI : O classicismo na História

O classicismo tem como elemento principal o resgate de formas e valores da cultura clássica, ou seja greco-romana. O mais importante poeta deste período histórico foi Luís de Camões que escreveu Os Lusíadas, narrando as aventuras marítimas da época dos descobrimentos.

Destacam-se também os franceses François Rabelais e Michel de Montaigne. Na Inglaterra, o poeta de maior sucesso foi William Shakespeare se destaca na poesia lírica e no teatro. Na Espanha, Miguel de Cervantes faz uma sátira bem humorada das novelas de cavalaria e cria o personagem Dom Quixote e seu escudeiro, Sancho Pança, na famosa obra Dom Quixote de La Mancha.

Século XVII

As idéias da Contra-Reforma marcaram profundamente esta época, principalmente nos países de tradição católica mais forte como, por exemplo, Espanha, Itália e Portugal. Na França, a oratória sacra é representada por Jacques Bossuet que defendia a origem divina dos reis. Na Espanha, destacam-se os poetas Luís de Gôngora e Francisco de Quevedo. Na Inglaterra, marca significativamente a poesia de John Donne e John Milton autor de O Paraíso Perdido.

Na dramaturgia podemos destacar as obras teatrais do escritor e dramaturgo francês Molière. Molière, atráves da sátira, denunciou de forma realista os grandes defeitos do comportamento humano, principalmente de burgueses e religiosos. Entre suas principais obras, podemos destacar: "Tartufo", "O Avarento" e "O burguês fidalgo".

Século XVIII: O Neoclassismo

Época da valorização da razão e da ciência para se chegar ao conhecimento humano. Os filósofos iluministas fizeram duras críticas ao absolutismo. Na França, podemos citar os filósofos Montesquieu, Voltaire, Denis Diderot e D'Alembert, os organizadores da Enciclopédia, e Jean-Jacques Rousseau . Na Inglaterra, os poetas Alexander Pope, John Dryden, William Blake. Na prosa pode-se observar o pleno crescimento do romance. Obras e autores deste período da História: Daniel Defoe autor de Robinson Crusoe; Jonathan Swift (As Viagens de Gulliver ); Samuel Richardson ( Pamela ); Henry Fielding ( Tom Jones ); Laurence Sterne ( Tristram Shandy ). Nessa época, os contos de As Mil e Uma Noites aparecem na Europa em suas primeiras traduções.

Século XIX (primeira metade): O Romantismo

No Romantismo há uma valorização da liberdade de criação. A fantasia e o sentimento são muito valorizados, o que permite o surgimento de obras de grande subjetivismo. Há também valorização dos aspectos ligados ao nacionalismo. Poetas principais desta época: Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Camilo Castelo Branco, Giacomo Leopardi, James Fenimore Cooper, Edgard Allan Poe.

Século XIX (segunda metade): O Realismo

Movimento que mostra de forma crítica a realidade do mundo capitalista e suas contradições. O ser humano é retratado em suas qualidades e defeitos, muitas vezes vitimas de um sistema difícil de vencer.

Principais representantes: Gustave Flaubert autor de Madame Bovary, Charles Dickens (Oliver Twist ), Charlotte Brontë (Jane Eyre), Emily Brontë (O Morro dos Ventos Uivantes), Fiodor Dostoievski, Leon Tolstoi, Eça de Queiroz, Cesário Verde, Antero de Quental e Émile Zola, Eugênio de Castro, Camilo Pessanha, Arthur Rimbaud, Charles Baudelaire.

Décadas de 1910 a 1930: fugindo do tradicional

Os escritores deste momento da História vão negar e evitar as tipos formais e tradicionais. É uma época de revolução e busca de novos caminhos e novos formatos literários. Principais escritores deste período: Ernest Hemingway, Gertrude Stein, William Faulkner. S. Eliot, Virginia Woolf , James Joyce, Mário de Sá-Carneiro, Fernando Pessoa, Cesar Vallejo, Pablo Neruda, Franz Kafka, Marcel Proust, Vladimir Maiakovski.

Década 1940: a fase pessimista

O pessimismo e o medo gerados pela Segunda Guerra Mundial vai influenciar este período. O existencialismo de Jean-Paul Sartre , Simone de Beauvoir e Albert Camus vão influenciar os autores desta época. Na Inglaterra, George Orwell faz uma amarga e triste profecia do futuro na obra 1984.

Década de 1950: crítica ao consumismo

As obras desta época da História criticam os valores tradicionais e o consumismo exagerado imposto pelo capitalismo, principalmente norte-americano. O poeta Allen Ginsberg e o romancista Jack Kerouac são seus principais representantes. Henry Miller choca a crítica com sua apologia da liberdade sexual na obra Sexus, Plexus, Nexus. Na Rússia, Vladimir Nabokov faz sucesso com o romance Lolita.

Décadas de 1960 e 1970

Surge o realismo fantástico, como na ficção dos argentinos Jorge Luis Borges e Julio Cortázar . Na obra do colombiano Gabriel Garcia Márquez , Cem Anos de Solidão, se misturam o realismo fantástico e o romance de caráter épico. São épicos também alguns dos livros da chilena Isabel Allende autora de A Casa do Espíritos. No Peru, Mario Vargas Llosa é o romancista que ganha prestígio internacional. No México destacam-se Juan Rulfo e Carlos Fuentes, no romance, e Octavio Paz, na poesia.

A literatura muda o foco do interesse pelas relações entre o homem e o mundo para uma crítica da natureza da própria ficção. Um dos mais importantes escritores a incorporar essa nova concepção é o italiano Ítalo Calvino.