História do pão

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A história do pão corre paralela à história do uso dos cereais por parte do ser humano. O pão é um produto direto do processamento manual de cereais (posteriormente tornou-se mecânico) e é provável que seja a primeira aplicação de tal alimento. Óleo, pão e vinho, ​​foram talvez os primeiros alimentos processados na história da humanidade.

Os cereais, por si só, não podem ser digeridos pelo sistema digestivo humano. É por esta razão que os cereais foram artificialmente processados ​​(moídos, embebidos, etc) e a partir daí começaram a se tornar elementos básicos na dieta humana, fornecendo carboidratos, os quais são complementados pelas proteínas da carne (caça). Assim, os primeiros pães, feitos com cevada, podem ter sido um dos primeiros alimentos da história de alimentação. Alguns autores afirmam que o homem começou a cozinhar os cereais antes de fazer o pão.

Ao longo da história das culturas, o pão foi preparado com o cereal disponível na área ou a variante modificada mais resistente. Assim, temos, por exemplo, o trigo e outros cereais usados ​​na Europa e em partes da África; o milho é comum nas Américas; e o arroz, na Ásia. Historicamente estabeleceu-se uma distinção social com base na cor do pão consumido. Por exemplo, pães de centeio (de miolo escuro) se relacionava às classes mais baixas, enquanto que a farinha de trigo (miolo branco) era ingerido por pessoas mais abastadas. O pão é tido por muitas culturas como sinônimo de "alimento", além de ser parte de vários rituais religiosos e sociais em muitos lugares do mundo. Também é atualmente um elemento econômico que influencia índices econômicos, como o IPC (Índice de preços ao consumidor), utilizado para determinar a evolução e o custo de vida nas nações.