Jean Genet

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Jean Genet
Jean Genet em 1983.
Nome completo Jean Genet
Nascimento 19 de dezembro de 1910
Paris, França
Morte 15 de abril de 1986 (75 anos)
Paris, França
Nacionalidade França Francês
Ocupação Escritor, poeta e dramaturgo

Jean Genet (Paris, 19 de dezembro de 1910- 15 de abril de 1986) foi um proeminente e controverso escritor, poeta e dramaturgo francês.

Biografía[editar | editar código-fonte]

Filho de uma prostituta, de pai desconhecido, foi adotado por um casal de Morvan, na Borgonha. Naquele tempo era comum enviar às regiões rurais as crianças abandonadas da capital.

Após abandonar a família adotiva, Genet passou a juventude em reformatórios e prisões onde afirmou sua homossexualidade. Aos dezoito anos de idade ingressou na Legião Estrangeira Francesa, da qual foi oficialmente afastado com desonra por ter sido descoberto fazendo sexo com outro homem. Enquanto compunha romances ou peças consagradas como O Balcão, Os Negros e Os Biombos, criou uma mitologia pessoal marcada por escândalos, roubos e rixas. Colecionou uma sucessão de amantes, que o acompanharam pelo baixo mundo parisiense e conquistou a nata da intelectualidade européia. Seus primeiros trabalhos, Nossa Senhora das Flores e O Milagre da Rosa, chamaram a atenção de Jean Cocteau, mas foi através da influência de Jean Paul Sartre que ficou famoso.

Foi também amigo de outras importantes personalidades de seu tempo: o filósofos Jacques Derrida e Michel Foucault, os escritores Juan Goytisolo e Alberto Moravia, os compositores Igor Stravinski e Pierre Boulez, o diretor de teatro Roger Blin, os pintores Leonor Fini e Christian Bérad, os líderes políticos Georges Pompidou e François Mitterrand.

Depois do suicídio de um de seus amantes e do amigo e tradutor Bernard Frechtman, ele próprio tentou matar-se. Genet atravessou a década de 1960 colhendo frutos de sucesso de seus romances, peças e roteiros. Mas, a partir dos anos 1970 até a sua morte, em 1986, engajou-se na defesa de trabalhadores imigrantes na França, assumiu a causa dos palestinos e envolveu-se com líderes de movimentos norte-americanos como Panteras Negras e Beatniks.

Publicou suas memórias no livro "Diário de um Ladrão", onde narra suas aventuras e andanças pela Europa, suas paixões e seus sentimentos.

Brasil[editar | editar código-fonte]

O Balcão tornou-se uma montagem de grande sucesso no teatro brasileiro, encenada pelo diretor argentino Victor Garcia, numa cenografia muito peculiar e inovadora, produzida por Ruth Escobar na sala Gil Vicente em 1969.

O cenógrafo arquiteto Wladimir Pereira Cardoso descreve este cenário, no programa do espetáculo:

Desde meu primeiro cenário para Soraya, Posto 2, de Pedro Bloch, eu tinha a preocupação das soluções verticais. Ali, dentro do palco italiano construí um edifício de cinco andares. Na verdade, eu já havia imaginado um cenário semelhante ao Balcão para o espetáculo shakespeareano que o diretor inglês Mike Bodganov deveria montar a convite da Ruth Escobar. Daí como no Globe Theatre de Londres, a solução eram cinco andares. Esta forma afunilada se presta muito para que os espectadores, ao mesmo tempo em que têm uma visão global do bordel, fiquem como que suspensos no ar (…) Quando estive em Praga, dialoguei muito com o cenógrafo Svoboda, que fez um palco acrílico iluminado de baixo para cima. Em O Balcão utilizo uma idéia semelhante, iluminando-se o ambiente por meio de um espelho parabólico, escavado no concreto do porão, que está cinco metros abaixo do palco. Ficou uma concha elipsoidal com plástico espelhado, desempenhando função semelhante à de um farol de automóvel.(…) Há ainda um módulo que sobe e desce. Neste palco móvel passam-se muitas cenas, mas os atores distribuem-se por todo o teatro, inclusive nos passadiços inclinados em que fica o público. Do urdimento, desce uma rampa em espiral com nove metros de altura, sendo utilizada em alguns quadros (do espelho parabólico ao urdimento há uma distância de 20 metros). Além disso, foram instalados cinco elevadores individuais e dois guindastes suspendem duas gaiolas, onde dialogam Irma e Carmem. (in Ana Lúcia Vasconcelos, acesso em 16/10/2009)

Referências

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