Francisco Rodrigues Lobo

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Francisco Rodrigues Lobo
Data de nascimento 1580
Local de nascimento Leiria
Nacionalidade Portugal Português
Data de morte 1622 (42 anos)
Local de morte Lisboa
Ocupação Poeta

Francisco Rodrigues Lobo (Leiria, 1580Lisboa, 1622) foi um poeta português. Autor regionalista como poucos, apresenta o cognome de "cantor do Lis".

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido numa família de cristãos-novos, estudou na Universidade de Coimbra onde se formou em Direito. Foi na cidade do Mondego que iniciou a sua atividade literária, compondo o "romanceiro" quando tinha pouco mais de 16 anos.

Desconhece-se se terá exercido cargos públicos. Na sua escrita percebe-se uma certa influência da lírica de Luís de Camões, nomeadamente nos temas do bucolismo e do desencanto.

Afirma-se que se dava com a nobreza, entre os quais Teodósio II, Duque de Bragança e Duarte de Bragança, senhor de Vila do Conde, e que este último lhe dava alojamento.

Morreu afogado no rio Tejo durante uma viagem entre Lisboa e Santarém.

Obra[editar | editar código-fonte]

"O Pastor Peregrino" (Pedro Anjos Teixeira, 1957). Instalada no Jardim Luís de Camões em Leiria em 1959, é uma alusão ao poeta Leiriense Rodrigues Lobo.

Viveu durante a Dinastia Filipina, o que explica as numerosas obras escritas em língua castelhana, tendo escrito raramente em língua portuguesa. Foi autor, entre outras, das obras:

  • "Primavera" (1601), título geral das três novelas pastoris: "Primavera", "Pastor Pereyrino" e "Desenganado";
  • "O Pastor Peregrino" (1608);
  • "Condestabre" (1609); e
  • "Corte na Aldeia" (1619).

Dessas, "Corte na Aldeia" é considerada como o primeiro sinal literário do Barroco em Portugal e um contributo importante no que se refere ao desenvolvimento do Barroco na península Ibérica. A obra é dedicada ao descendente da Coroa Portuguesa, ou seja D. Duarte, irmão do Duque de Bragança e marquês de Frechilha e de Malagam. Na dedicatória da obra, Rodrigues Lobo convida D. Duarte de Bragança a preservar e ter orgulho da "língua e da nação Portuguesa" que, no passado, conheceu momentos muito mais gloriosos. "Corte na Aldeia" é composta de dezassete diálogos didácticos que descrevem a vida cortesã da época, reflectindo a frustração da nobreza portuguesa pelo desaparecimento da corte nacional, sob a dominação filipina.

Homenagens[editar | editar código-fonte]

O seu nome foi atribuído à Escola Secundária de Francisco Rodrigues Lobo, em Leiria. É também nome de rua em Lisboa, freguesia de Campolide.


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