Cubismo

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Cubismo é um movimento artístico que surgiu no século XX, nas artes plásticas, tendo como principais fundadores Pablo Picasso e Georges Braque e tendo se expandido para a literatura e a poesia pela influência de escritores como John dos Passos e Vladimir Maiakovski.[1] O quadro "Les demoiselles d'Avignon", de Picasso, 1907 é conhecido como marco inicial do Cubismo.[2] Nele ficam evidentes as referências a máscaras africanas, que inspiraram a fase inicial do cubismo, juntamente com a obra de Paul Cézanne.

O Cubismo tratava as formas da natureza por meio de figuras geométricas, representando as partes de um objeto no mesmo plano. A representação do mundo passava a não ter nenhum compromisso com a aparência real das coisas.[2]

Historicamente o Cubismo originou-se na obra de Cézanne, pois para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros. Entretanto, os cubistas foram mais longe do que Cézanne. Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. É como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador.[2] Na verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas.[1]

O pintor cubista tenta representar os objetos em três dimensões, numa superfície plana, sob formas geométricas, com o predomínio de linhas retas. Não representa, mas sugere a estrutura dos corpos ou objetos.[1] Representa-os como se movimentassem em torno deles, vendo-os sob todos os ângulos visuais, por cima e por baixo, percebendo todos os planos e volumes.[2]

Evolução do movimento[editar | editar código-fonte]

  • Fase analítica ou hermética (1909 a 1912): caracterizado pela desestruturação da obra em todos os seus elementos. Decompondo a obra em partes, o artista registra todos os seus elementos em planos sucessivos e superpostos, procurando a visão total da figura, examinado-a em todos os ângulos no mesmo instante, através da fragmentação dela. Essa fragmentação foi tão grande, que se tornou qualquer figura nas pinturas cubistas. A cor se reduz aos tons de castanho, cinza e bege.
  • Cubismo Sintético (1913 a 1914): reagindo à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura. Basicamente, essa tendência procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis. Também chamado de Colagem porque introduz letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros nas pinturas. Essa inovação pode ser explicada pela intenção dos artistas em criar efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere, despertando também no observador as sensações táteis.

Desta última fase decorrem dois movimentos:[1]

Principais características[editar | editar código-fonte]

  • Geometrização das formas e volumes;
  • Renúncia à perspectiva;
  • O claro-escuro perde sua função;
  • Representação do volume colorido sobre superfícies planas;
  • Sensação de pintura escultórica;
  • Cores austeras, do branco ao negro passando pelo cinza, por um ocre apagado ou um castanho suave.
  • Cores fechadas.

Artistas Plásticos[editar | editar código-fonte]

Juan Gris, 1914: Homem no café

Escritores e poetas[editar | editar código-fonte]

Com influência cubista (uso de técnicas)

Referências

  1. a b c d Vânia Duarte. Cubismo (em português) Brasil Escola. Página visitada em 11 de novembro de 2012.
  2. a b c d Thais Pacievitch (30 de março de 2009). Cubismo (em português) InfoEscola. Página visitada em 11 de novembro de 2012.

Leitura adicional[editar | editar código-fonte]

  • Cauman, John. Inheriting Cubism: The Impact of Cubism on American Art, 1909-1936 (em inglês). Nova Iorque: Hollis Taggart Galleries, 2001. ISBN 0-9705723-4-4
  • Cooper, Douglas. The Cubist Epoch. Londres: Phaidon em associação com o Los Angeles County Museum of Art & the Metropolitan Museum of Art, 1970. ISBN 0-87587-041-4

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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