Nouveau roman

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O nouveau roman (Pronúncia francesa: [nuvo ʁɔmɑ̃], novo romance) é um tipo de romance francês dos anos 1950 que diverge dos gêneros literários clássicos. Émile Henriot cunhou o título num artigo do popular jornal francês Le Monde, no dia 22 de Maio de 1957,1 para descrever certos escritores que experimentavam com o estilo a cada romance, criando um estilo essencialmente novo a cada publicação.

Alain Robbe-Grillet, um influente teórico assim como um representante do nouveau roman, publicou uma série de ensaios sobre a natureza e o futuro do romance que foram posteriormente reunidos na obra Pour un nouveau roman.2 Rejeitando muitas das características estabelecidas no romance até então, Robbe-Grillet julgou os romancistas predecessores como antiquados em razão do foco que colocavam no enredo, na ação, na narrativa, nas ideias e nos personagens. Em vez disso, ele apresentou uma teoria do romance cujo foco recai sobre os objetos: o nouveau roman ideal seria uma versão e visão individual das coisas, subordinando trama e personagem aos detalhes do mundo ao invés de arrolar o mundo a serviço deles. Assim, de acordo com os autores do Nouveau roman, não faria sentido escrever romances à maneira de Balzac, com personagens bem definidos, enredo com começo, meio e fim. Eles estariam, em vez disso, mais próximos da literatura introspectiva de Stendhal ou Flaubert. Não admitiam a descrição dos personagens — que segundo eles, seria influenciada por viés ideológico —, mas a exploração dos fluxos de consciência. .

A despeito das afirmações de nouveauté (novidade), esta visão do romance pode ser entendida como o desenvolvimento das sugestões e práticas de escritores anteriores. Joris-Karl Huysmans, noventa anos antes, havia sugerido como o romance pode ser despersonalizado; mais recentemente, Franz Kafka mostrou que os métodos convencionais de representação dos personagens não eram essenciais; James Joyce provou o mesmo no que se refere à trama; e autores absurdistas já haviam se envolvido com alguns dos temas que preocuparam os escritores do nouveau roman. A influência de Virginia Woolf, assim como de de Sartre e Camus, também é evidente

O estilo nouveau roman também deixou sua marca no cinema uma vez que escritores como Marguerite Duras e Alain Robbe-Grillet se envolveram com o movimento cinematográfico da Rive Gauche (frequentemente considerado como parte da Nouvelle Vague). Sua colaboração com o diretor Alain Resnais resultou em sucessos de crítica tais como Hiroshima mon amour (1958) e O Último Ano em Marienbad (1961). Mais tarde eles viriam a dirigir seus próprios filmes. 3

Autores do nouveau roman [editar]

Veja também [editar]

Referências

  1. Le Monde donne un nom au "Nouveau Roman"
  2. O livro Pour un nouveau roman no Google Books
  3. Clouzot, Claire, Le cinéma français depuis la nouvelle vague, Fernand Nathan/Alliance Française, 1972