Umberto Boccioni

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Umberto Boccioni, 1914

Umberto Boccioni (Reggio di Calabria, 19 de Outubro de 1882[1] - Verona, 17 de Agosto de 1916) foi um pintor e escultor italiano, do movimento futurista. É talvez o mais célebre futurista italiano.

Em 1901 transfere-se para Roma, juntamente com sua família. Realizou atividades de ilustrador e produtor de cartazes. Com cerca de vinte anos, conhece Gino Severini, com quem frequenta a Porta Pinciana, o estúdio do pintor divisionista Giacomo Balla[2] .

Em 1906, vai a Paris, onde estuda a pintura impressionista e pós-impressionista. Posteriormente, visita a Rússia. Em abril de 1907, inscreve-se na Scuola libera del Nudo del Regio Istituto di Belle Arti, em Veneza. No final de 1907, instala-se em Milão. Durante esses anos de formação, visita muitos museus e galerias de arte [3] Seus diários expressam sua admiração pela pintura renascentista - de Giovanni Bellini, Lorenzo Ghiberti, Leonardo, Michelangelo e outros.[4] [5] No entanto, a grande arte renascentista tornar-se-á alvo preferencial dos ataques futuristas contra o "passadismo".[6] Essa recusa da antiga arte não será, evidentemente, isenta de ambivalências. É exemplar o caso de Michelangelo, sobre o qual Boccioni escreve em La pittura futurista (1911)  : "Só poderá negar Michelangelo o sublime ignorante futuro ou aquele que se rebela por tê-lo adorado demais! É, de fato, doloroso separar-se e negar esse gênio que foi, no passado, o maior abstrato que se expressou por meio do concreto!" [7]

Em Milão, após o encontro com os divisionistas e com Filippo Tommaso Marinetti, escreve, juntamente com Carlo Carrà, Luigi Russolo, Giacomo Balla e Gino Severini, o Manifesto dos pintores futuristas (publicado oficialmente em 11 de fevereiro de 1910), que se seguiu ao ''Manifesto del futurismo (1909). O objetivo do artista moderno deveria ser, segundo os redatores do manifesto, libertar-se dos modelos e das tradições figurativas do passado para voltar-se resolutamente ao mundo contemporâneo, dinâmico, vivaz, em contínua evolução.

Em 1911, Boccioni encontra os cubistas em Paris.[8] Embora influenciado por eles, Boccioni, que sempre evitou as linhas retas, criticava a arte cubista pela ausência de movimento.

Começa a realizar esculturas a partir de 1912. A maioria de suas obras era realizada em gesso, e muitas foram destruídas. A sua escultura Formas Únicas de Continuidade no Espaço é um marco do movimento futurista e da cultura do modernismo europeu, sinónimo de vanguarda e inovação, colocando-o na linha de frente da História de Arte da primeira metade do século XX. A escultura aparece no verso de algumas moedas italianas.

Boccioni publicou diversos textos sobre a estética futurista, destacando-se o livro Pittura scultura futuriste - dinamismo plastico, (1914), que concentra todo o ideário artístico do movimento.

Em 1915 a Itália entra em guerra. Boccioni, interventista (favorável à participação italiana na Primeira Grande Guerra), se alista como voluntário juntamente com um grupo de artistas, alguns certamente influenciados pela tese enunciada por Marinetti, secondo o qual a guerra é "a única higiene do mundo".

Em 17 de agosto de 1916, durante exercícios militares em Chievo, frazione de Verona, seu cavalo se assusta diante de um caminhão. Boccioni é derrubado e tem o crânio fraturado. Morre nesse mesmo dia.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Umberto Boccioni: ecco il certificato di nascita, Giornalisti Calabria
  2. Gino Severini, frammenti di vita parigina
  3. Danih Meo, Della memoria di Umberto Boccioni. Milão: Mimesis, 2007, pp. 41-70.
  4. Umberto Boccioni, Gli scritti editi e inediti. Milão: Feltrinelli, 1971, p. 254.
  5. Danih Meo, Della memoria di Umberto Boccioni..., pp. 109-133.
  6. Danih Meo, Della memoria di Umberto Boccioni..., pp. 17-19.
  7. Umberto Boccioni, Altri inediti e apparati critici (org. Zeno Birolli). Milão: Feltrinelli, 1972, pp. 27-28.
  8. Boccioni, Umberto. Ledelarge - Le Dictionnaire des arts plastiques modernes et contemporains

Ver também[editar | editar código-fonte]



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