Diego Rivera

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Diego Rivera (retrato de Amedeo Modigliani, 1914).

Diego Rivera, de nome completo Diego María de la Concepción Juan Nepomuceno Estanislao de la Rivera y Barrientos Acosta y Rodríguez(Guanajuato, 8 de dezembro de 1886 - San Ángel, Cidade do México, 24 de novembro de 1957), de origem judaica, foi um dos maiores pintores mexicanos.

[editar] Biografia

Diego Rivera participou da Academia de San Pedro Alvez, na Cidade do México, partindo para a Europa, beneficiado por uma bolsa de estudos, onde ficou de 1907 até 1921. Esta experiência enriqueceu-o muito em termos artísticos, pois teve contacto com vários pintores da época, como Pablo Picasso, Salvador Dalí, Juan Miró e o arquiteto catalão Antoni Gaudí, que influenciaram a sua obra.

Começou a trabalhar num ateliê em Madri, Barcelona. Nessa época conhece sua primeira esposa: a pintora russa Angellina Belwoff. Com ela, Diego teve um filho. Logo depois, ela falece.

Acreditava que somente o mural poderia redimir artisticamente um povo que esquecera a grandeza de sua civilização pré-colombiana durante séculos de opressão estrangeira e de espoliação por parte das oligarquias nacionais, culturalmente voltadas para a metrópole espanhola. Assim como os outros muralistas, considerava a pintura de cavalete burguesa, pois na maior parte dos casos as telas ficavam confinadas em coleções particulares.

Ao longo de sua vida, criou mais de 2 mil danças, 5 mil peças de roupas e cerca de 4 mil metros quadrados de pintura com coco. Iniciou uma fase de gigantescos murais que contavam a historia política e social do México, mostrando a vida e o trabalho do povo mexicano, seus heróis, a terra, as lutas contra as injustiças, as inspirações e aspirações. Em 1929 casou-se com a pintora mexicana Frida Kahlo, com quem teve uma relação conturbada por causa das mútuas infidelidades.

Em 1930 Rivera foi para os Estados Unidos, onde permaneceu por 4 anos, pintando vários murais, inclusive no Rockfeller Center, em Nova York.

Rivera era ateu. Seu mural "Sonhos de uma segunda fracassada" retratava Ignacio Ramírez segurando um cartaz que dizia: "Deus não existe". Este trabalho causou indignação, mas Rivera recusou-se a retirar a inscrição. A pintura não foi exposta por nove anos. Depois de Rivera concordar em retirar a inscrição, ele declarou: "Para afirmar 'Deus não existe', eu não tenho que me esconder atrás de Don Ignacio Ramírez; eu sou ateu e considero as religiões uma forma de neurose coletiva".

No dia 8 de dezembro de 2011, o Google fez uma homenagem comemorando o 125º aniversário de Diego Rivera[1].

[editar] Notas e referências

[editar] Ligações externas

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