João I de Castela

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João I
Rei de Castela e Leão
JuanIdeCastilla.JPG
Rei João I de Castela
Governo
Reinado 29 de Maio de 1379 - 9 de Outubro de 1390
Coroação 25 de Julho de 1379
Antecessor Henrique II
Sucessor Henrique III
Dinastia Trastâmara
Vida
Nascimento 24 de Agosto de 1358
Épila
Morte 9 de outubro de 1390 (32 anos)
Alcalá de Henares
Sepultamento Catedral de Toledo
Cônjuges
Leonor de Aragão
Beatriz de Portugal
Filhos com Leonor de Aragão
Henrique
Fernando
Leonor
Pai Henrique II
Mãe Joana Manuel de Castela

João I de Castela (24 de Agosto de 1358 — Alcalá de Henares, 9 de outubro de 1390) foi Rei de Castela e Leão entre 1379 e 1390, sendo o segundo rei da dinastia de Trastâmara. Filho de Henrique II e de Dona Joana Manuel, nasceu em Épila durante o desterro do pai, que ainda não era rei.

Em 1375, D. João casou, em Sória, com Leonor de Aragão, filha de Pedro IV. Da união nasceram Henrique e Fernando. Viúvo, casou-se com Beatriz de Portugal, única filha legítima e presumível herdeira do rei D. Fernando, tendo posteriormente reclamado para si, ou para a sua mulher, a coroa portuguesa. Devido aos conflitos com João de Gaunt, que reclamava a coroa de Castela pelo direito de sua mulher Constança (filha de Pedro I de Castela, o Cruel), convencionou em 1387 o casamento da filha destes, Catarina, com o seu filho primogénito e herdeiro, Henrique.

Ao longo do seu reinado participou ao lado dos franceses em batalhas da Guerra dos cem anos, e contra Portugal, a cujo trono aspirava. Todavia foi derrotado pelos portugueses e pelo rei que eles haviam eleito, João I de Portugal, em 14 de Agosto de 1385, na Batalha de Aljubarrota, sendo obrigado a descartar-se das ambições a este trono..

Levou a cabo operações guerreiras contra Portugal tanto na época de D. Fernando como na de D. João I. Durante a Guerra contra Castela, Portugal ajudou as forças do Duque de Lencastre, que reivindicava através da esposa, Constança, o direito ao trono castelhano (filha de D. Pedro I, assassinado em Montiel por Henrique II de Castela). As pretensões do duque não chegaram a concretizar-se, mas, mediante uma hábil política, colocou as filhas D. Filipa de Lencastre e D. Catarina de Lencastre, como rainhas consortes, a primeira no trono de Portugal e a segunda no trono de Castela. Juntaram-se assim, quanto à coroa castelhana, a linha espúria e a legítima.

Morreu após uma queda de cavalo.

Casamento e posteridade[editar | editar código-fonte]

Casou em Sória em 18 de Junho de 1375 com a Infanta doña Leonor de Aragão (nascida em Santa Maria del Puig em 20 de Fevereiro de 1358- falecida a 13 de Agosto ou de Setembro de 1382 em Cuellar), irmã de D. João I de Aragão (1350-1395) e D. Martim I de Aragão (1351-1395), filhos de D. Pedro IV de Aragão (1319-1387) o do Punhal, o Cruel ou o Cerimonioso Rei de Aragão e de sua 3ª esposa, Leonor da Sicília, filha de Pedro II da Sicília. Tiveram dois (ou três) filhos.

Casou depois em Badajoz a 14 de Maio de 1383 com Dona Brites ou Beatriz de Portugal (1372 - após 1412), filha de Fernando I de Portugal (1367-1383) o Formoso e Leonor Teles (morta em 1386), e antiga noiva de Eduardo, filho de Edmundo Langley e sobrinho de João de Gaunt. Tendo enviuvado jovem, Beatriz recusou em 1409, segundo alguns cronistas, uma proposta de casamento do Duque de Áustria, tal como já o teria feito a outras propostas anteriores.

Descendência[editar | editar código-fonte]

Selo que D. João I, rei de Castela, casado com D. Beatriz de Portugal mandou fazer a quando do seu assentamento em Santarém com a pertença de se assenhorar do trono de Portugal.

1.º casamento[editar | editar código-fonte]

  • 1 - Henrique III de Castela (Burgos, 4 de outubro de 1379 - Toledo, 25 de dezembro de 1406) chamado el doliente ou o enfermiço.
  • 2 - Fernando I de Aragão (Medina del Campo 27 de novembro de 1380-2 de abril de 1416 em Igualada, arredores de Barcelona) chamado el de Antequera, o Honesto, o Justo.
  • 3 - Leonor (Cuellar, 1382- falecida após o parto).

2.º casamento[editar | editar código-fonte]

  • Segundo os cronistas medievais, entre os quais se destacam Pero Lopez de Ayala e Fernão Lopes, não houve qualquer filho deste casamento. Muito tempo depois, alguns historiógafos como o português Salvador Dias Arnaut[1] , talvez baseados numa passagem de António Caetano de Sousa, na sua «História Genealógica da Casa Real Portugueza», vieram afirmar que D. Beatriz e João I de Castela haviam tido um filho, Miguel, falecido em 1385. Lopez de Ayala, que conviveu com João I de Castela e Beatriz, é quanto a isto taxativo: além de Henrique III e do «Infante Dom Fernando…el Rei Dom João não houve outros filhos legítimos nem em outra maneira em nenhum tempo, salvo uma Infanta de que morreu a Rainha Dona Leonor sua mulher, depois de parida, segundo antes contámos».[2] Os cronistas medievais portugueses e castelhanos são fontes primárias para o estudo histórico desta época. Para dizer que Fernão Lopes, cronista de reconhecida probidade, omitiu a existência deste infante, e que Lopez Ayala, outro excelente cronista, foi mentiroso, necessárias eram outras fontes primárias que os contrariassem, todavia tais testemunhos nunca são indicados pelos que afirmam ter existido tal Infante Miguel.

Referências

  1. Dicionário de História de Portugal, Iniciativas Editoriais, Volume I, p. 319
  2. Crónica do Rei Dom Henrique III, ano terceiro do seu reinado, capítulo XXV
Precedido por:
Henrique II
Rei de Castela, Toledo,
Leão, Galiza, Sevilha,
Córdova, Múrcia, Jaén,
Algarve e Algeciras

1379-1390
Seguido por:
Henrique III
Senhor de Lara e da Biscaia
1379-1390
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