Dinastia de Trastâmara

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Fernando I de Aragão

Fundada em Castela pelo rei Henrique II,[1] a Dinastia de Trastâmara foi a dinastia que governou o reino de Castela de 1369 a 1516;[2] pelo Compromisso de Caspe, em 1412, na sequência da morte sem herdeiros de Martim I de Aragão, foi inaugurado um novo ramo da Dinastia de Trastâmara na Coroa de Aragão, onde passou a governar Fernando de Antequera,[3] filho segundo de João I de Castela e neto de Henrique II.

A Casa (um ramo colateral da reinante Casa de Borgonha) toma seu nome do Condado de Trastâmara, no Noroeste da Galiza, condado referido ao rio Tambre[nota 1] , título que ostentava Henrique II o das Mercês (13691379) (após a guerra civil que terminou com a morte em 1369 do seu irmão paterno Pedro I de Castela), desde 1345, juntamente com os títulos de conde de Lemos e Sarria, por ter prohijado por o nobre asturiano Rodrigo Alvares .[4]

"Dinastia de origem bastardo e fratricida; mas tronco de descendentes ilustres dotados de mentes abertas e virtudes políticas", segundo o historiador Ramón Menéndez Pidal,[5] é casa dinástica de alguns personagens conhecidos da história espanhola que se destacam, entre eles:

O último monarca desta casa em governar na Espanha foi a rainha Joana I a Louca, que deu passo com o seu filho, Carlos I, ao governo da Espanha por reis da casa de Habsburgo.

Genealogia dos reis da Casa de Trastâmara: em amarelo os reis de Castela, em vermelho os da Coroa de Aragão, em azul os de Navarra. Ao casar-se com Catarina de Lencastre (neta e herdeira de Pedro I), Henrique III recuperou a legitimidade dinástica perdida pela usurpação de Henrique II.

Notas

  1. Indicando a zona detrás do Tambre, ("Trans Tameris"), ata o mar

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Valdeón Baruque, Julio. Los Trastámaras: El triunfo de una dinastía bastarda (em espanhol). Madrid: Temas de Hoy, S.A., 2001. ISBN 84-8460-129-3.