Alcázar de Toledo

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Vista do Alcázar de Toledo.
Vista de Toledo, com o alcázar.
O Alcázar de Toledo visto da margem oposta do Tejo.

O Alcázar de Toledo é um palácio fortificado sobre rochas, situado na parte mais alta de Toledo, na Espanha, de onde domina toda a cidade.

História[editar | editar código-fonte]

O Alcázar de Toledo em 2001.
Vista panorâmica de Toledo com o alcázar, na actualidade.

A história das construções no lugar onde se ergue o Alcázar de Toledo começou na época romana, com a existência de um palácio do século III. Este edifício foi restaurado durante os reinados de Afonso VI e Afonso X de Castela e modificado, em 1535, por ordem de Carlos I de Espanha (Carlos V do Sacro Império Romano-Germânico), o qual utilizou o alcázar, em múltiplas ocasiões, como residência oficial dos Reis de Espanha.

Em meados do século XIX, o Ministério da Governação, durante o reinado de Isabel II, instalou na torre sudeste um mecanismo telegráfico para receber e enviar mensagens codificadas entre Madrid e Cádiz; era a torre telegráfica nº 10 da Linha da Andaluzia, criada pelo Brigadeiro Mathé. Os postos desta linha de torres de telegrafia óptica estiveram em algumas povoações como Aranjuez, Toledo, Consuegra, Ciudad Real, Puertollano e Fuencaliente; na parte andaluza atravessava, entre outros lugares, Cardeña, Montoro, Córdova, Carmona, Sevilha, Las Cabezas de San Juan, Jerez de la Frontera, Cádiz e San Fernando. O funcionamento da torre do palácio como telégrafo óptico foi breve, tendo servido entre 1848 e 1857.

Durante a Guerra Civil, o Alcázar de Toledo foi utilizado, pelo então coronel José Moscardó, como ponto defensivo e de resistência da Guardia Civil, tendo sido quase totalmente destruído pelas tropas apoiantes da Segunda República durante o cerco que durou 70 dias, de 22 de Julho a 28 de Setembro de 1936.

Os eventos da Guerra Civil no Alcázar de Toledo fizeram da estrutura um símbolo do Nacionalismo Espanhol e inspirou o nome de El Alcázar, um jornal de direita que começou a ser publicado durante a Guerra Civil e foi extinto com a Transição Espanhola para a Democracia como a voz do Búnker, uma facção de franquistas que se oposeram à reforma depois da morte de Francisco Franco.

Depois da guerra foi reedificado, albergando actualmente a Biblioteca de Castilla-La Mancha e o Museu do Exército.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Hugh Thomas - The Spanish Civil War, 4ª Rev. Ed. 2001.
  • Antony Beevor - The Battle for Spain, 2006.
  • Sánchez Ruiz, Carlos, La Telegrafía Óptica en Andalucía, "Consejería de Obras Públicas y Transportes" - Junta da Andalzia, Sevilha, 2006.
  • Eby D., Cecil, O Cêrco do Alcazar de Toledo, tradução do original americano "The Siege of the Alcazar" - Editora Nova Fronteira, 1965.
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