João de Portugal, Duque de Valência de Campos
João de Portugal (1349-1387), filho do rei Pedro I de Portugal e de Inês de Castro. João foi um dos potenciais candidatos à coroa portuguesa durante a crise de 1383-1385. Foi Infante de Portugal e, em Castela, Duque de Valencia de Campos .
Muitos historiadores duvidam do casamento de seus pais. Outros, de acordo com a declaração de Cantanhede, feita pelo rei em 12 de junho de 1360, consideram verdadeiro o casamento secreto do rei com sua mãe, a dama castelhana, Inês de Castro,
Foi muito favorecido do seu pai, e em menor medida do seu meio-irmão, o rei Fernando I, ao contrario de seu outro irmão Dinis, que teve de se desterrar.
Segundo nos informa o cronista Fernão Lopes govaza grande popularidade junto do povo e da nobreza, o que o tornava um candidato potencial ao poder na falta de varão herdeiro do rei D. Fernando.
Casou secretamente com Maria Teles de Meneses, uma nobre portuguesa da poderosa família dos Meneses e irmã da rainha Leonor Teles de Meneses.
Em 1379 assassinou a sua mulher, alegadamente por suspeitas de infidelidade, e mais provavelmente com a esperança de um novo casamento, com a Infanta D. Beatriz, filha de D. Fernando, fortalecendo assim seus direitos ao Trono. Segundo os cronistas, a rainha Leonor Teles assim o deixara falsamente esperar.
Longe de conseguir tal casamento foi perseguido pelos parentes da mulher e, por sua vez, fugiu para Castela, onde ja se encontrava o seu irmão Dinis, e onde permaneceu até à Crise de 1383-1385, durante a qual foi um dos clamantes do reino de Portugal, em concorrência com a Princesa Beatriz de Portugal, João, Mestre de Avis, e João I de Castela. Foi preso por ordem deste em Castela no inicio da crise o que o afastou concretamente da luta pelo Trono Português.
Foi contudo defendido pelo Partido Legitimista-Nacionalista, chefiado por Martim Vasques da Cunha, e seus filhos e irmãos (senhores de Tábua) durante as Cortes de Coimbra de 1385. A alta nobreza defendia a sua nomeação como o legítimo pretendente ao trono.
O Partido Nacionalista, liderado pelo Mestre de Avis, expugnava a hipótese de D. João e de D. Dinis (filhos de D. Pedro e D. Inês de Castro) serem os preteridos ao trono, uma vez que por alturas das guerras entre D. Fernando (seu meio irmão, pela parte do pai) contra o rei de Castela, estes teriam lutado contra Portugal.
Na altura das cortes de coimbra de 1385, este encontrava-se preso em Castela.
Ele casou-se duas vezes. A primeira com Maria Teles de Meneses, uma nobre portuguesa da poderosa família dos Meneses e irmã da rainha Leonor Teles de Meneses, de quem teve um filho. A segunda com Constança de Castela, Senhora de Alba de Tormes, filha natural do rei Henrique II de Castela.
Faleceu em Salamanca, Espanha, em 1387.
[editar] Descendência
Do seu 1º casamento com D. Maria Teles de Meneses:
- Fernando de Portugal (nascido em 1378), Senhor de Eça, de quem descende a família Eça.
Do seu 2º casamento com D. Constança de Castela, Senhora de Alba de Tormes:
- Maria de Portugal (nascida em 1381), Senhora de Valencia de Campos, de quem descende a família castelhana Acuña (em português seria Cunha), Condes de Valencia de Don Juan (título Castelhano), ao ter casado com Martim Vasques da Cunha (precisamente o principal partidário português do seu sogro, referido em cima), filho de Vasco Martins da Cunha 7º senhor de Tábua;
- Beatriz de Portugal (nascida em 1382);
- Joana de Portugal (nascida em 1384).
O Infante D. João teve ainda quatro filhos naturais:
- Afonso, Senhor de Cascais (nascido em 1370). Do seu 1º casamento com Branca da Cunha, Senhora de Cascais, descendem os Castro, Condes de Monsanto; do seu 2º casamento com Maria de Vasconcelos descendem os Vasconcelos, Condes de Penela;
- Pedro da Guerra (nascido em 1380) casou com Teresa Andeiro, de quem descende a família Távora e os Almeida, Condes de Abrantes;
- Fernando de Portugal, Senhor de Bragança (nasceu em 1385);
- Beatriz Afonso (nascida em 1370).