Visconde do Rio Branco (Minas Gerais)

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Município de Visconde do Rio Branco
Bandeira de Visconde do Rio Branco
Brasão de Visconde do Rio Branco
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 28 de setembro de 1881
Gentílico riobranquense
Prefeito(a) João Antônio de Souza (PSDB)
(20092012)
Localização
Localização de Visconde do Rio Branco
Localização de Visconde do Rio Branco em Minas Gerais
Visconde do Rio Branco (Minas Gerais) está localizado em: Brasil
Localização de Visconde do Rio Branco no Brasil
21° 00' 37" S 42° 50' 26" O21° 00' 37" S 42° 50' 26" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Zona da Mata IBGE/2008 [1]
Microrregião Ubá IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes São Geraldo, Guiricema, Ubá, Guidoval, Divinésia e Paula Cândido
Distância até a capital 292 km
Características geográficas
Área 241,957 km² [2]
População 37 952 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 156,85 hab./km²
Altitude 352 m
Clima Tropical típico Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,753 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 470 878,987 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 12 786,59 IBGE/2008[5]

Visconde do Rio Branco é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população recenseada em 2010 era de 37.952 habitantes.

O Município de Visconde do Rio Branco está situado na Zona da Mata, Região Sudeste do Estado de Minas Gerais. A Zona da Mata é considerada Zona silenciosa da historiografia Mineira. Seu desenvolvimento econômico e social só apareceu no século XIX. O liberalismo, o progresso que a máquina a vapor e a eletricidade trouxeram, assim como o estilo arquitetônico eclético e uma mentalidade nova caracterizam aquela época. A região não teve a influência dos Bandeirantes em sua formação. Por não se encontrarem aqui riquezas em ouro e pedras preciosas, o que era comum em outras regiões do Estado de Minas, é que a Zona da Mata teve seu processo de desenvolvimento retardado. A abertura da estrada nova para o Rio de Janeiro foi, sem dúvida, um importante marco para o progresso da Região, pois ela atravessa a Zona da Mata. Por ela saía toda a produção agrícola da região, principalmente o café, muito cultivado na Zona da Mata, no século passado. Por esse motivo, esta região tinha maior número de escravos a serviço das plantações de café. Daí começou, realmente, o progresso da Zona da Mata, com a abertura de fazendas e afluxo de pessoas para as plantações.

Visconde do Rio Branco faz parte da Zona da Mata, portanto sua história está, de certa forma, dentro deste contexto. Tem uma história bem mais recente em relação a outros lugares de Minas. Com cerca de 38.000 habitantes, Visconde do Rio Branco fica a uma altitude de 340 metros e dista da Capital do Estado, Belo Horizonte, 260 quilômetros, em estrada asfaltada. Nos seus primórdios, a localidade foi sucessivamente chamada de Xopotó dos Coroados, Aldeamento do Presídio, Aldeia do Presídio, Presídio de São João Batista, São João Batista do Presídio, Presídio, Visconde do Rio Branco, Paranhos e Visconde do Rio Branco.

Remontando ao princípio do século XIX, veremos que a sua história ficou marcada com a instalação, em terras do Presídio de São João Batista, do Quartel de Guido Tomaz Marliére que foi o colonizador, o civilizador das Terras Presidienses e da Zona da Mata. Dessa obra participou Padre Manoel de Jesus Maria, que preparou para Marliére todos os caminhos através de seu trabalho catequético junto aos indígenas locais. Esta região, por ter grande concentração de índios, tornou-se o quartel de Guido Marliére, Diretor Geral dos Índios, cujo domínio ia do Vale do Rio Doce a Campos dos Goitacases, no Estado do Rio de Janeiro.

Em 22 de setembro de 1881, através da Lei Provincial nº2.785, se estabelece os foros de vila e Município para o Presídio, o qual tinha sob sua jurisdição os atuais Municípios de Visconde do Rio Branco, Guiricema, São Geraldo, Guidoval, Cataguases, Ubá, Paula Cândido, Muriaé, Miraí, Laranjal e Patrocínio do Muriaé.

Visconde do Rio Branco recebe este nome em 1882 por iniciativa do deputado José Pedro Xavier Veiga que, ao elevar a vila à categoria de cidade no dia 28 de setembro, homenageava José Maria da Silva Paranhos, o Visconde do Rio Branco, autor da Lei do Ventre Livre.

A Cana-de-Açúcar foi durante mais de cem anos, a cultura mais importante do Município. Entre 1822 e meados do século XX, a produção açucareira riobranquense passou a ter destaque estadual. O Engenho Central Rio Branco”, fundado em 1885 por Decreto Imperial, mais tarde de propriedade da Societé Sucriére de Rio Branco S/A, mais tarde denominada Usina São João, e depois da Usina São João II foi por mais de cem anos o impulsionador da lavoura, indústria e comércio locais, pois empregavam milhares de pessoas.

Também o café teve sua época áurea no século passado, chegando mesmo a ser exportado para a Europa, através da importante firma comercial de Adriano Telles & Cia. Adriano Telles, era Português e, juntamente com os Irmãos Mesquita, fundou aqui, em fins do século XIX, sua importante casa comercial que foi fator importantíssimo para o desenvolvimento da cidade.

Na segunda metade do século XX, a fase de desenvolvimento foi interrompida devido a inúmeras crises culminando com o fechamento das usinas.

Atualmente o município busca uma nova vocação, através de pequenas e médias indústrias que aqui vêm se instalando. Além de fábricas de móveis, um grande número de confecções, trazem o desenvolvimento industrial da cidade.

Podemos considerar algumas de grande importância como a indústria Rio Branco Alimentos “Pif-Paf”, importante abatedouro de frangos, aqui instalada assim como a fabrica de ração animal emprega um grande número de pessoas; a indústria de sucos naturais “TIAL” com alta tecnologia é de grande importância, pois é conhecida nacionalmente e recentemente temos a AGROFRUIT, que é uma indústria de polpa de de frutas inclusive para exportação e, por fim, a Retífica Rio Branco, que, fundada a 37 anos por Antonio Monteiro da Cruz, o NINICO, suporta toda a manutenção automobilística da região, atendendo clientes de outros estados - transportadoras. A família Monteiro da Cruz controla 5 empresas na região, todas voltadas para o segmento automotivo.

Também podemos citar a Ceramica Rio Branco da Família Sabioni, a maior ceramica da região e também o Sr. Adylio Sabioni, empresário no qual contribuiu muito para o desenvolvimento da cidade.

No campo político, a história é rica. Dela participaram vultos importantes da História Nacional, como Raul Soares de Moura, que aqui iniciou sua carreira política. Por vários anos, Raul Soares fez Política em Visconde do Rio Branco, aqui residiu e advogou. Manteve também, por muitos anos, em Rio Branco, um Jornal chamado “O Mineiro”. Além de Raul Soares, Carlos Peixoto Filho, Eugênio de Mello, Biolkino Andrade, Dr. João Batista de Almeida, o Vice-Governador Dr. Celso Porfírio Araújo Machado; Dr. Antônio Villas Boas, Ministro do Supremo Tribunal Federal entre 1957 e 1966; Wellington Brandão, Dr. Jorge Carone, Jorge Carone Filho, Dr. Antônio Pedro Braga e também de um modo indireto mas muito atuante, Arthur da Silva Bernardes, que foi funcionário da empresa de Adriano Telles. Atualmente um nome expressivo é o do atual Vice-Presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, Eduardo Carone Costa, filho do Dr. Aloysio Alves Costa, que foi Presidente do mesmo Tribunal, Deputado Estadual e secretario de Estado.

O primeiro Jornal local foi fundado em 1894 e chamava-se “O Rio Branco”. O “Minas Jornal”, fundado em 1923, teve também grande influência na vida política e social da Cidade por mais de trinta anos. Mais tarde foi a vez de “O Visconde do Rio Branco”, do jornalista Iandir Martins. Hoje a cidade conta com os jornais “Voz de Rio Branco” de Cleber Lima da Silva e “A Imprensa”, de Viçoso Camacho Lacerda.

O Município de Visconde do Rio Branco é muito bem servido de Estradas que o ligam aos principais centros do país como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, etc.

A Cidade se orgulha de possuir um Conservatório Estadual de Música com 50 anos de existência, duas bandas de música: Filarmônica Rio Branco e Sociedade Musical 13 de maio, conhecidas em várias regiões de nosso estado. A UNIPAC, uma Faculdade com vários cursos dentre eles: Ciências Contábeis, Administração, Sistemas de Informação e Normal Superior recentemente instalado, Escolas Públicas Estaduais e Municipais, Colégios de 2° Grau, além de Cursos Pré-Vestibular, um Museu Histórico inaugurado em 26 de setembro de 1992, dotado de rico acervo histórico e artístico. A cidade possui também a Academia Rio Branquense de Letras, reduto dos valores culturais e artísticos desta terra. Berço de vários músicos importantes, vale destacar o Maestro Sebastião Viana que transitava com igual facilidade pelos universos da música popular e erudita, conseguindo ser, ao mesmo tempo, professor de música de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, e assistente e revisor das obras de Heitor Villa-Lobos, o maior nome da música erudita brasileira; mestre geral das bandas de músicas de Minas Gerais e diretor do conservatório de música da UFMG; maestro das grandes temporadas líricas e compositor de tangos, boleros e canções.

É marcante do município a tradição africana dos praticantes do candomblé.

Visconde do Rio Branco pode se orgulhar também de possuir uma área de preservação ambiental, a Serra da Piedade, de exuberante beleza natural, convite à prática do turismo, e de grande valor histórico.

Serviço social

O município possui importantes órgãos e colaboradores na área da ajuda social, a saber:

Lions Club de Visconde do Rio Branco;
Rotary Club Visconde do Rio Branco;
Rotaract Club Visconde do Rio Branco;
Interact Club Visconde do Rio Branco;
Loja Maçônica Verdade e Justiça;
Loja Maçônica Fraternidade Rio-branquense;
Ordem DeMolay: Capítulo Fraternidade Rio-branquese nº 268;
Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE);

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
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