Tristão de Alencar Araripe

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Tristão de Alencar Araripe
Nascimento 7 de outubro de 1821
Icó
Morte 3 de junho de 1908 (86 anos)
Rio de Janeiro
Nacionalidade  Brasileiro
Ocupação Escritor, magistrado e político

Tristão de Alencar Araripe (Icó, 7 de outubro de 1821Rio de Janeiro, 3 de junho de 1908) foi um escritor, magistrado, jurista e político brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho do coronel Tristão Gonçalves de Alencar Araripe (revolucionário da Confederação do Equador) e de D. Ana Tristão de Araripe, intitulada, Ana "Triste", após a morte do marido, foi estudar Direito na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, na cidade de São Paulo, tendo se graduado em 4 de novembro de 1845.

Passou por diversos cargos públicos, como juiz municipal de Fortaleza, em 1847; juiz de Direito de Bragança, no Pará, em 1854; juiz especial do Comércio, de Recife; desembargador das Relações da Bahia e de São Paulo (das quais foi presidente) e da Corte; presidente do Rio Grande do Sul e do Pará; ministro do Supremo Tribunal de Justiça; ministro da Justiça e da Fazenda (no governo do generalíssimo Deodoro); chefe de Polícia no Espírito Santo (1856), Pernambuco (1858) e Ceará; conselheiro de Estado; presidente das províncias do Rio Grande do Sul e do Pará; deputado da província do Ceará (em três legislaturas); oficial da Imperial Ordem da Rosa, por decreto de 24 de janeiro de 1874; e Membro de inúmeras associações culturais dentre elas o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro. Nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal permaneceu no cargo até a sua aposentadoria, em 25 de janeiro de 1892.

Foi casado com sua prima-irmã Argentina Franklin de Alencar Lima, com quem teve oito filhos, entre os quais, Argentina de Alencar Araripe, casada com João Tomé da Silva.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em 3 de julho de 1908, sendo sepultado no Cemitério São Francisco Xavier.

O 13º Batalhão de Infantaria Blindado, sediado em Ponta Grossa, Paraná, leva o nome de "Batalhão Tristão de Alencar Araripe", em homenagem a seu sobrinho neto e homônimo, Marechal Tristão de Alencar Araripe (1892-1969), que foi Comandante da Quinta Região Militar.

É autor do desenho do brasão de Fortaleza.

Bibliografia publicada[editar | editar código-fonte]

Tem uma vasta obra literária, histórica e jurídica publicada, as vezes com o pseudônimo de Philopoemen. Algumas de suas obras mais importantes são:

  • História da Província do Ceará (desde os tempos primitivos até 1850);
  • A Questão Religiosa (1873);
  • Como cumpre escrever a história pátria (1876);
  • Patriarcas da Independência (1876);
  • Consolidação do Processo Criminal do Império do Brasil (1876);
  • Primeiras linhas sobre o processo orfanológico (1879);
  • Pater-famílias no Brasil nos tempos coloniais (1880);
  • Visconde do Rio Branco na Maçonaria (1880);
  • Guerra Civil no Rio Grande do Sul (1881);
  • Notícias sobre a Maioridade (1882);
  • 25 de março. O Ceará no Rio de Janeiro (1884);
  • Classificação das leis do processo criminal e civil (1884);
  • Código Civil Brasileiro (1885);
  • Neologia e Neografia Geográfica do Brasil (1885);
  • Expedição do Ceará em auxílio do Piauí e Maranhão (1885);
  • Independência do Maranhão (1885);
  • Movimento Colonial da América (1893);
  • Primeiro navio francês no Brasil (1895);
  • Cidades petrificadas e inscrições lapidares no Brasil (1896);
  • Primazias do Ceará (1903).
Traduções
  • Ataque e tomada da cidade do Rio de Janeiro pelos franceses em 1711, sob o comando de Duguay-Trouin;
  • Vida do Padre Estanislau de Campos;
  • História de uma viagem à terra do Brasil, por João de Leri;
  • Relação verídica e sucinta dos usos e costumes dos Tupinambás, por Hans Staden;
  • Comentários de Álvaro Nunes Cabeça de Vaca, por Pedro Fernandes;
  • História do Ceará – 2ª Parte (inédita).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
José Antônio de Azevedo Castro
Presidente da província do Rio Grande do Sul
4 de abril de 1876 — 5 de fevereiro de 1877
Sucedido por
João Dias de Castro
Precedido por
João Lourenço Pais de Sousa
Presidente da província do Pará
1885 — 1886
Sucedido por
João Antônio de Araújo Freitas Henriques
Precedido por
Manoel Fellipe Monteiro
Ministros do Supremo Tribunal de Justiça
1886 — 1890
Sucedido por
Precedido por
Ministros do Supremo Tribunal Federal
28 de fevereiro de 1891 — 25 de janeiro de 1892
Sucedido por
Antônio Joaquim de Macedo Soares
Precedido por
Ruy Barbosa
Ministro da Fazenda do Brasil
22 de janeiro a 4 de julho de 1891
Sucedido por
Henrique Pereira de Lucena
Precedido por
Cesário Alvim
Ministro do Interior do Brasil
22 de maio a 23 de novembro de 1891
Sucedido por
José Higino Duarte Pereira


Ícone de esboço Este artigo sobre um político brasileiro é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.