Antônio Elzeário de Miranda e Brito

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Antônio Elzeário de Miranda e Brito (Lisboa, 1786Rio de Janeiro, 22 de outubro de 1858) foi um engenheiro, militar e político luso-brasileiro.

Entrou para o exército português, em 1796, como soldado de infantaria. Em 1802 entrou para a Academia de Marinha de Lisboa, formado cadete em 1804, especializado em engenharia. Veio para o Brasil em 1808, mesmo ano de chegada da família real. No Brasil foi encarregado de diversas fortificações e obras de nivelamento no Rio de Janeiro, realizando o levantamento topográfico da cidade até a Lagoa Rodrigo de Freitas. Combateu a Cabanagem.

Em 1817, combateu a Revolução Pernambucana sob o comando do general Luís do Rego Brandão, por 10 meses, retornando ao Rio de Janeiro no mesmo ano.

Em 1822 foi encarregado da construção da estrada entre o Rio de Janeiro e São Paulo, além da fortificação de defesa de uma parte da costa. Em 1826 foi transferido para o Rio Grande do Sul, onde seguiu para a Guerra Cisplatina, tendo participado da Batalha de Ituzaingó.

Retornou ao Rio de Janeiro em 1828, como coronel, sendo nomeado no ano seguinte governador do Maranhão e cavaleiro da Imperial Ordem de São Bento de Avis. Permaneceu no cargo de 3 de maio de 1829 até maio de 1831, tendo ali sido promovido a brigadeiro.

Durante a Revolução Farroupilha seguiu para o Rio Grande do Sul no comando de uma força de infantaria e artilharia, tendo sido nomeado presidente da província do Rio Grande do Sul, de 4 a 24 de julho de 1836. Ao aportar em Rio Grande foi instado pela população a não aceitar o cargo e deixar que José de Araújo Ribeiro permanecesse no cargo, o que não aceitou. Tomou posse em 11 de julho, porém permaneceu no cargo por apenas poucos dias, sendo nomeado para Santa Catarina. Retornou logo à corte, onde foi nomeado presidente da Diretoria de Obras Públicas.

Em 1837 foi nomeado marechal e então novamente presidente da província do Rio Grande do Sul, a 3 de novembro de 1837, sendo também comandante de todas as forças do império em operações de guerra. Combateu o cerco a Porto Alegre e conseguiu a retomada de Rio Pardo. Com a queda de Rio Pardo novamente em mãos rebeldes e a retomada do cerco da capital, saiu em combate aos farroupilhas em 2 de janeiro de 1839. Porém seu sucesso foi inviabilizado por Bento Manuel Ribeiro que tomou duas canhoeiras e um lanchão no Rio Caí, que possuíam excelente artilharia. Com sua força limitada Elzeário não pode dar combate aos rebeldes e a corte, desgostosa com os resultados e temerosa de revoltas da tropa devido a sua origem portuguesa, solicitou sua demissão em 12 de junho de 1839.

A partir daí retornou à corte, onde ocupou diversos cargos: inspetor dos corpos da guarnição da corte (1844), comandante interino das armas (1845), vogal do Conselho Supremo Militar (1846), conselheiro de guerra (1849) e comissário de demarcação da fronteira com o Uruguai, em 1851.

Fontes de referência[editar | editar código-fonte]

  • SILVA, Alfredo P.M. Os Generais do Exército Brasileiro, 1822 a 1889, M.Orosco & Co., Rio de Janeiro, 1906, vol. 1, 949 pp.


Precedido por
José de Araújo Ribeiro
Presidente da província do Rio Grande do Sul
1836
Sucedido por
José de Araújo Ribeiro
Precedido por
Feliciano Nunes Pires
Presidente da província do Rio Grande do Sul
18371839
Sucedido por
João Dias de Castro


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