Deodoro da Fonseca

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Marechal
Deodoro da Fonseca
1º Presidente do Brasil Brasil
Mandato 15 de novembro de 1889
a 23 de novembro de 1891
Vice-presidente Floriano Peixoto (1891)
Sucessor(a) Floriano Peixoto
Presidente da Província do
Rio Grande do Sul
Mandato 8 de maio de 1886
a 9 de novembro de 1886
Antecessor(a) O Barão de Lucena
Sucessor(a) O Visconde de Abrantes
Vida
Nome completo Manuel Deodoro da Fonseca
Nascimento 5 de agosto de 1827
Vila Madalena, Alagoas,
 Brasil
Morte 23 de agosto de 1892 (65 anos)
Barra Mansa, Rio de Janeiro,  Brasil
Dados pessoais
Cônjuge Mariana Meirelles (1860–1892)
Partido Nenhum
Profissão Militar
Assinatura Assinatura de Deodoro da Fonseca
Serviço militar
Serviço/ramo Exército Brasileiro
Anos de serviço 1843–1892
Graduação Marechal.gif Marechal
Batalhas/guerras Guerra do Paraguai
Condecorações Ordem do Cruzeiro do Sul

Manuel Deodoro da Fonseca[1] (Vila Madalena, 5 de agosto de 1827 — Barra Mansa, 23 de agosto de 1892) foi um militar e político brasileiro, proclamador da República e primeiro presidente do Brasil.[2]

O Governo Deodoro foi marcado pelo esforço da implantação de um regime de Estado Republicano, mas foi caracterizado, entretanto, por grande instabilidade política e também econômica, devido às tentativas de centralização do poder, da movimentação de opositores da queda do Império, e por parte de outros setores das Forças Armadas descontentes com a situação política republicana. A crise teve seu ápice no fechamento do "Congresso Nacional do Brasil", o que mais tarde acabou levando à renúncia de Deodoro da Fonseca.[3] [4]

Origem e formação[editar | editar código-fonte]

Família[editar | editar código-fonte]

O marechal Hermes Ernesto da Fonseca, irmão de Deodoro, foi pai de outro presidente da república, Hermes da Fonseca.

Manuel Deodoro da Fonseca vinha de uma família essencialmente militar. Seu pai ingressou no Exercito em 1806 como praça de infantaria, subindo as poucos todos os postos subalternos da carreira.[5] Deodoro tinha duas irmãs e sete irmãos.[6] Todos os homens eram militares e seis deles lutaram na Guerra do Paraguai.[7] O mais velho, Hermes Ernesto da Fonseca, pai do também presidente da República e marechal Hermes da Fonseca, chegou ao posto de marechal-de-exército e foi presidente das províncias de Mato Grosso e da Bahia.[8] [9]

Afonso Aurino da Fonseca, o mais jovem, alferes do 34º batalhão dos Voluntários da Pátria e o major Eduardo Emiliano da Fonseca morreram na Batalha de Curupaiti. O capitão Hipólito Mendes da Fonseca morreu na passagem da ponte de Itororó. O marechal-de-campo Severino Martino da Fonseca e o general Severiano Martins da Fonseca também serviram na guerra.[10] Severiano recebeu o título nobiliárquico de barão de Alagoas[11] e foi diretor da Escola Militar de Porto Alegre. Coronel honorário do exército brasileiro, Pedro Paulino da Fonseca foi governador de Alagoas, logo quando proclamaram a república, e também senador pelo mesmo estado.[12] Além disso, foi pai de Orsina da Fonseca, esposa do filho de um outro irmão seu, também seu sobrinho, o presidente da República marechal Hermes da Fonseca, compondo, portanto, um casamento entre primos.[13] [14] Pedro Paulino, que já estava reformado à época, foi impedido por seus irmãos de servir como voluntário, sendo assim o únicos dos oito irmãos a não combater na Guerra do Paraguai.[15]

Juventude[editar | editar código-fonte]

O Colégio Militar do Rio de Janeiro, onde Deodoro estudou na adolescência.

Deodoro da Fonseca nasceu em 5 de agosto de 1827, na Cidade Velha das Alagoas, na antiga província homônima, hoje cidade que leva o nome de Marechal Deodoro. Ele era filho de Manuel Mendes da Fonseca (1785-1859) e Rosa Maria Paulina da Fonseca (1802-1873).[16] [17] Seu pai também foi militar, chegando à patente de tenente-coronel, e pertencia ao Partido Conservador.[18] Em 1843, aos dezesseis anos, Deodoro matriculou-se no Colégio Militar do Rio de Janeiro, terminando em 1847 o curso de artilharia.[19] Em 1845, já era cadete de primeira classe. Em 1848, participou de sua primeira ação militar, ajudando na repressão da Revolta Praieira,[19] [2] insurreição promovida pelos liberais de Pernambuco.

Casou-se aos 33 anos, no dia 16 de abril de 1860, com Mariana Cecília de Sousa Meireles, considerada pelos biógrafos mulher educada, religiosa, modesta e prendada. O casal não teve filhos. Boatos da época diziam que Deodoro era estéril.[15] Seu sobrinho, Hermes da Fonseca, que também chegou à presidência da república, era tratado por Deodoro como um filho.

Carreira militar[editar | editar código-fonte]

Marechal Deodoro da Fonseca (1889-1891)

Em 1852, foi promovido a primeiro-tenente. Em 24 de dezembro de 1856, recebeu a patente de Capitão. Em dezembro de 1864, participou do cerco à Montevidéu,[19] durante a intervenção militar brasileira contra o governo de Atanasio Aguirre no Uruguai. Pouco depois, o Uruguai, sob novo governo, juntamente com o Brasil e a Argentina, formariam a Tríplice Aliança, contra a ofensiva do ditador paraguaio Francisco Solano López.

Em junho de 1865, foi em rumo com o Exército brasileiro para o Paraguai, que havia invadido a província de Mato Grosso. Deodoro comandava o segundo Batalhão de Voluntários da Pátria. Seu desempenho no combate lhe garantiu menção especial na ordem do dia 25 de agosto de 1865. No ano seguinte, recebeu comenda no grau de cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro e, em 22 de agosto, a patente de major.[20] Destacou-se por atos de bravura na Guerra do Paraguai.[19] Em 18 de janeiro de 1868 foi promovido a tenente-coronel e, em 11 de dezembro do mesmo ano, recebeu a patente de coronel. Pelo decreto de 14 de outubro de 1874, Deodoro foi promovido a brigadeiro, patente equivalente ao atual general-de-brigada. Em 1885, tornou-se pela segunda vez comandante de armas da província do Rio Grande do Sul, cargo exercido juntamente com o de vice-presidente da província.[19] Tornar-se-ia, depois, presidente interino dessa mesma província. Em 30 de agosto de 1887, recebia a patente de marechal-de-campo.

Foi chamado de volta ao Rio de Janeiro, por seu envolvimento no confronto das classes armadas com o governo civil do Império, episódio que ficaria conhecido como a "Questão Militar", e por ter permitido que os oficiais da guarnição de Porto Alegre se manifestassem politicamente, o que era proibido pelo governo imperial. Chegando ao Rio, Deodoro foi festivamente recebido por seus colegas e pelos alunos da Escola Militar. Foi, então, eleito primeiro presidente do Clube Militar, entidade que ajudara a constituir, e passou a liderar o setor antiescravista do Exército.[2]

Em 1888 Deodoro foi nomeado para o comando militar do Mato Grosso. Permaneceu no posto somente até meados de 1889, quando voltou para o Rio de Janeiro, pois não aceitava como Presidente da Província o Coronel Cunha Matos, o mesmo que, quando capitão, tinha sido o pivô da detonação da Questão Militar, e com quem tinha desavenças[21] .

Em 1889 foi criado pelo Decreto nº 10.222, de 5 de abril de 1889 o Estado-Maior Geral da Policia Militar do Estado do Rio de janeiro, que teve como primeiro Chefe o Marechal Hermes da Fonseca. O Presidente da República, na época, era o Marechal Deodoro da Fonseca e o Comandante Geral da Corporação o Cel Antonio Germano de Andrade Pinto. O EMG é o Órgão de Direção Geral responsável pelo estudo, planejamento, coordenação, controle e fiscalização das questões básicas de organização, ensino, instrução, administração e emprego da Polícia Militar.

A Proclamação da República[editar | editar código-fonte]

A despeito da intensa propaganda republicana, a ideia da mudança de regime político não ecoava no país. Em 1884, foram eleitos para a Câmara dos Deputados, apenas três republicanos, entre eles os futuros presidentes da República Prudente de Morais e Campos Sales.[2] Na legislatura seguinte, apenas um conseguiu ser eleito. Na última eleição parlamentar realizada no Império do Brasil, a 31 de agosto de 1889, o Partido Republicano só elegeu dois deputados.

Percebendo que não conseguiriam realizar seu projeto político pelo voto, os republicanos optaram por concretizar suas ideias através de um golpe militar. Para tanto, procuraram capitalizar o descontentamento crescente das classes armadas com o governo civil do Império,[20] desde a Questão Militar. Precisavam, todavia, de um líder de suficiente prestígio na tropa, para levarem a efeito seus planos.

Foi assim que os republicanos passaram a aproximar-se de Deodoro (amigo do Imperador), procurando seu apoio (sem sua participação direta segundo diversas fontes Históricas), para um golpe de força contra o governo imperial de Dom Pedro II.[22] O que foi difícil visto ser Deodoro homem de convicções monarquistas, que declarava ser amigo do imperador Dom Pedro II e lhe dever favores. Dizia ainda Deodoro querer acompanhar o caixão do velho imperador.

Proclamação da República, por Henrique Bernardelli.

Em 14 de novembro de 1889, os republicanos fizeram correr o boato, absolutamente sem fundamento, de que o governo do primeiro-ministro liberal visconde de Ouro Preto havia expedido ordem de prisão contra o Marechal Deodoro[23] e o líder dos oficiais republicanos, o tenente-coronel Benjamin Constant. Tratava-se de proclamar a República antes que se instalasse o novo parlamento, recém-eleito, cuja abertura estava marcada para o dia 20 de novembro.[2]

A falsa notícia de que sua prisão havia sido decretada foi o argumento decisivo que convenceu Deodoro finalmente a levantar-se contra o governo imperial. Pela manhã do dia 15 de novembro de 1889, o marechal reuniu algumas tropas e as pôs em marcha para o centro da cidade, dirigindo-se ao Campo da Aclamação, hoje chamado Praça da República.[22] Penetrando no Quartel-General do Exército, Deodoro decretou a demissão do Ministério Ouro Preto – providência de pouca valia, visto que os próprios ministros, cientes dos últimos acontecimentos, já haviam telegrafado ao Imperador, que estava em Petrópolis - RJ, pedindo demissão. Ninguém falava em proclamar a República, tratava-se apenas de trocar o Ministério, e o próprio Deodoro, para a tropa formada diante do Quartel-General, ainda gritou um "Viva Sua Majestade, o Imperador!"[22]

Enquanto isso, Dom Pedro II, tendo descido para o Rio de Janeiro, em vista da situação, reuniu o Conselho de Estado no Paço Imperial e, depois de ouvi-lo, decidiu aceitar a demissão pedida pelo visconde de Ouro Preto e organizar novo Ministério.

Os republicanos precisavam agir rápido, para aproveitar os acontecimentos e convencer Deodoro a romper de vez os laços com a monarquia. Valeram-se de outra notícia, essa verdadeira, pois chegou-se a enviar telegrama oficial nesse sentido. Quintino Bocaiuva e o barão de Jaceguai mandaram um mensageiro a Deodoro, para informar-lhe que o novo primeiro-ministro, escolhido pelo Imperador, seria Gaspar Silveira Martins, correligionário liberal do visconde deposto e político gaúcho com quem o Marechal não se dava por conta de terem disputado o amor da mesma mulher na juventude[22] . Assim, foi Deodoro convencido a derrubar o regime.

Pelas três horas da tarde, reunidos alguns republicanos e vereadores na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, foi lavrada uma ata, sob os auspícios de José do Patrocínio, o qual, líder abolicionista e homem de imprensa, fora um dos mentores da Guarda Negra e jurara defender a pessoa da subscritora da Lei Áurea e garantir-lhe o trono (num de seus atos típicos de súbita mudança de posição), declarando solenemente proclamada a República no Brasil, que foi levada ao Marechal Deodoro.

À noite do dia 15, o Imperador encarregou o conselheiro José Antônio Saraiva de presidir o novo ministério. O novo Presidente do Conselho de Ministros (do Partido Conservador - o mesmo de Deodoro) dirigiu-se por escrito ao Marechal, comunicando-lhe a decisão do Imperador, ao que respondeu Deodoro que já havia concordado em assinar os primeiros atos que estabeleciam o regime republicano e federativo.

Diante da recusa do Imperador em reagir militarmente para sufocar o golpe, como instavam a Princesa Isabel e o seu consorte, o Conde D'Eu, fez a República no Brasil, diante da surpresa generalizada do êxito da quartelada.[22]

O governo provisório[editar | editar código-fonte]

Cargo Nome Período
Chefe do Governo Provisório Deodoro da Fonseca 1889 – 1891
Ministro da Justiça Campos Sales
Henrique Pereira de Lucena
1889 – 1891
1891
Ministro da Marinha Eduardo Wandenkolk
Fortunato Foster Vidal
1889 – 1891
1891
Ministro da Guerra Benjamin Constant Botelho de Magalhães
Floriano Peixoto
Antônio Nicolau Falcão da Frota
1889 – 1890
1890 – 1891
1891
Ministro dos Negócios Estrangeiros Quintino Bocaiúva
Justo Leite Chermont
1889 – 1891
1891
Ministro da Fazenda Rui Barbosa
Tristão de Alencar Araripe
1889 – 1891
1891
Ministro do Interior Aristides Lobo
Cesário Alvim
Tristão de Alencar Araripe
1889 – 1890
1890 – 1891
1891
Ministro da Agricultura,
Comércio e Obras Públicas
Demétrio Nunes Ribeiro
Francisco Glicério de Cerqueira Leite
Henrique Pereira de Lucena
1889 – 1890
1890 – 1891
1891
Ministro da Instrução Pública,
Correios e Telégrafos
Benjamin Constant Botelho de Magalhães 1890 – 1891

Na noite de 15 de novembro de 1889, foi constituído o Governo Provisório da República recém-proclamada, tendo como chefe o marechal Deodoro, com poderes ditatoriais. O ministério foi composto de republicanos históricos, como Campos Sales, Benjamin Constant e Quintino Bocaiuva, e de liberais da Monarquia que aderiram de primeira hora ao novo regime, como Rui Barbosa e Floriano Peixoto[20] . Todo o ministério era membro da maçonaria brasileira. Deodoro foi o 13º Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, eleito a 19 de dezembro de 1889 e empossado a 24 de março de 1890.

O primeiro ato do novo governo foi dirigir uma proclamação ao país, anunciando a mudança de regime e procurando justificá-la. Pelo Decreto nº 1 foi adotada, a título provisório, a república federativa como forma de governo da nação brasileira, até que resolvesse a respeito o Assembleia Nacional Constituinte que seria convocada. As províncias do extinto Império brasileiro foram transformadas em Estados federados.

Efígie na moeda de 25 centavos da segunda geração de moedas do Real.

De todas as Províncias chegaram logo manifestações de adesão ao novo regime, quase sempre da parte dos velhos partidos monárquicos. Destarte, a República foi estabelecida em todo o país praticamente sem lutas, salvo no Estado do Maranhão, em que antigos escravos tentaram esboçar uma reação, correndo às ruas da capital com a bandeira do Império e dando vivas à Princesa Isabel. Foram dispersos pelo alferes Antônio Belo, com o saldo de três mortos e alguns feridos. Os três negros, de que a História não guardou os nomes, foram os únicos mortos da Proclamação da República no Brasil[24] .

Em 16 de novembro, Deodoro mandou uma mensagem ao Imperador destronado, intimando-o a deixar o país juntamente com a família imperial brasileira, dentro de 24 horas, e oferecendo-lhe a quantia de 5 mil contos de réis para seu estabelecimento no exterior. D. Pedro II de Bragança recusou a oferta, e partiu na madrugada de 17 de novembro para Portugal, pedindo somente um travesseiro com terras do Brasil, para repousar a cabeça quando morresse.[24]

A nova bandeira[editar | editar código-fonte]

Bandeira provisória da República.

Na manhã do dia 19 de novembro, o marechal recebia em sua casa alguns republicanos, liderados por Lopes Trovão, os quais iam submeter, já como fato consumado, à sua apreciação, o projeto da nova bandeira do Brasil. Deodoro, porém, desejava manter a antiga Bandeira Imperial, dela retirando apenas a Coroa,[25] e considerou a bandeira que lhe fora apresentada por Lopes Trovão como um arremedo grosseiro da bandeira dos Estados Unidos.[26] [27] Os republicanos insistiram que só restava a Deodoro oficializar a bandeira por eles apresentada, pois a mesma já tremulava em alto mar, no mastro do Alagoas, navio que conduzia o imperador deportado ao exílio.[24] [25] Irritado, o Marechal deu um soco na mesa, exclamando: Senhores, mudamos o regime, não a Pátria! Nossa bandeira é reconhecidamente bela e não vamos mudá-la de maneira nenhuma![28] [29]

Primeira versão da atual Bandeira Nacional do Brasil, com 21 estrelas.

Os republicanos ficaram sem resposta e a sua bandeira foi, posteriormente, para o Museu da Marinha, ficando conhecida como a "bandeira provisória da República", embora nunca tenha sido oficializada. Diante da decisão inflexível de Deodoro, foram mantidos na bandeira nacional o losango amarelo no retângulo verde, da antiga bandeira do Império, substituindo-se as armas da monarquia, por uma esfera celeste, tendo ao centro o Cruzeiro do Sul, e cortada por uma faixa branca, com o mote Ordem e Progresso. A bandeira foi desenhada por Teixeira Mendes, presidente do Apostolado Positivista do Brasil, com o auxílio de Miguel Lemos e do professor de Astronomia Manuel Pereira Reis.

Na tarde daquele 19 de novembro, o Chefe do Governo Provisório baixou o Decreto nº 4, oficializando a bandeira nacional. A exposição de motivos do Decreto, considerava que as cores verde e amarelo, "independentemente da forma de governo, simbolizam a perpetuidade e integridade da Pátria entre as outras nações".

O reconhecimento internacional[editar | editar código-fonte]

Generalíssimo Manuel Deodoro da Fonseca, de Valle. Fundação Biblioteca Nacional

A primeira nação a reconhecer o novo governo foi a Argentina, em 20 de novembro de 1889. Indispostos com o Império, por suas intervenções militares na região platina, os argentinos promoveram em Buenos Aires homenagens especiais à Proclamação da República no Brasil.

Seguiram à Argentina, os demais países hispanófonos da América: Venezuela (em 5 de dezembro), Bolívia (em 12 de dezembro), o Chile (em 13 de dezembro), o Paraguai (em 19 de dezembro), o Peru (em 27 de dezembro), o México (em 27 de janeiro de 1890) e o Equador (em 29 de janeiro).

Os Estados Unidos, nação que os republicanos brasileiros preconizavam como padrão a ser imitado pelo Brasil, retardaram o reconhecimento oficial da república brasileira até 29 de janeiro de 1890. De acordo com seu então presidente Benjamin Harrison, o reconhecimento foi adiado até que fosse comprovado que o novo governo teria apoio popular.[30]

O governo da França quis aproveitar-se do ensejo para conseguir do Brasil o reconhecimento de seus supostos direitos sobre o norte do Amapá. Assim sendo, só reconheceu a república brasileira em 20 de junho de 1890.

O Império Alemão reconheceu o governo republicano brasileiro em 29 de novembro de 1890. A Grã-Bretanha aguardou que se promulgasse a nova Constituição, e só em 4 de maio de 1891 o representante diplomático do Brasil foi recebido pela Rainha Vitória do Reino Unido.

Até o fim de 1891, a república brasileira estava reconhecida por todas as nações civilizadas. Só a Rússia é que não quis reconhecer o novo regime, senão depois do falecimento de D. Pedro II, por ato de 26 de maio de 1892.

Os atos do governo provisório[editar | editar código-fonte]

Marechal Deodoro da Fonseca fotografado por A. Leterre.

Como não havia ninguém para anistiar, o governo republicano resolveu decretar a grande naturalização, em 14 de dezembro de 1889, pela qual passariam a ser brasileiros todos os estrangeiros residentes no país que não manifestassem, no prazo de seis meses, o propósito de conservar a respectiva nacionalidade.

Em 18 de dezembro de 1889, houve um motim no 2º Regimento de Artilharia Montada. Era um sintoma da indisciplina militar que se seguiu ao golpe que proclamou a república. Embora não se tenha demonstrado qualquer relação do motim com elementos monarquistas, o Governo acusou-os de maquinarem o levante, decretando o banimento do Visconde de Ouro Preto, de seu irmão Carlos Afonso de Assis Figueiredo e de Gaspar da Silveira Martins.

Também a imprensa foi acusada de insuflar perturbações contra o regime. Assim, por um decreto de 23 de dezembro resolveu-se instituir a censura e suprimir a liberdade de imprensa, criando uma junta, composta só de militares, incumbida de julgar sumariamente os que fossem acusados de abusos no exercício do jornalismo. Historiadores afirmam que o Governo Provisório republicano foi a primeira ditadura militar do Brasil.

Em 7 de janeiro de 1890 foi decretada a separação entre a Igreja e o Estado. Por um decreto de Deodoro, o Brasil deixou de ser um país oficialmente católico, apesar de o catolicismo ser professado pela quase totalidade do povo brasileiro, na época. Foi também extinto o padroado, ou seja, a intervenção do Estado nos assuntos da Igreja.

Em 15 de janeiro de 1890, Deodoro foi aclamado, pelas tropas, Generalíssimo de Terra e Mar, tornando-se, assim, o único oficial-general de seis estrelas no Brasil. Por decreto de 25 de maio, todos os ministros civis receberam a patente de general-de-brigada.

Em 23 de janeiro do mesmo ano, foi institucionalizado o casamento civil, ficando sem efeitos jurídicos o matrimônio religioso. Também foi instituído o registro civil, proibido o ensino de religião nas escolas públicas e secularizados os cemitérios.

Por iniciativa do Ministro da Guerra, Benjamin Constant, foi reformado o ensino militar, de modo a receber nítida influência da doutrina positivista. Entrando Benjamin em grave divergência com Deodoro, foi transferido para a recém-criada pasta da Instrução Pública, Correios e Telégrafos, o que significou, de fato, a sua morte política. Para substituí-lo, no Ministério da Guerra, foi nomeado o Marechal Floriano Peixoto.

Em 11 de outubro de 1890, foi promulgado o novo Código Penal, que extinguia a pena de morte, em tempo de paz, no Brasil.

Duas correntes republicanas se chocavam dentro do próprio Governo Provisório: a corrente liberal-democrática, que visava a uma República federativa e presidencial, com separação de poderes, nos moldes estadunidenses; e a corrente positivista, que defendia uma ditadura republicana, segundo os princípios do filósofo Auguste Comte. Venceu a corrente liberal-democrática, sustentada por Campos Sales, Rui Barbosa e Prudente de Morais.

Em 17 de janeiro de 1891 houve a última reunião ministerial do Governo Provisório. Nela tratou-se de uma concessão de garantia de juros para as obras do porto de Torres, no Rio Grande do Sul – concessão que Deodoro prometera a uma amigo pessoal. Rui Barbosa, o Ministro da Fazenda, que não pôde comparecer à reunião, mandou seu voto por escrito, absolutamente contrário, tanto a esta como a outras garantias de juros. Os Ministros presentes foram todos do mesmo parecer. Deodoro permaneceu irredutível e, quatro dias depois, a 21 de janeiro, aceitava a demissão coletiva do ministério, nomeando, para substituir os Ministros demissionários, antigos políticos do regime monárquico, chefiados pelo Barão de Lucena, amigo íntimo de Deodoro.

A crise do Encilhamento[editar | editar código-fonte]

Em 17 de janeiro de 1890, o ministro da Fazenda, Rui Barbosa, intentando deslocar o eixo da economia brasileira da agricultura para a indústria, deu início a uma reforma monetária e bancária, baseada nos melhores livros estrangeiros. A reforma consistia em autorizar os bancos a emitir papel-moeda sem lastro em ouro e prata. O sistema de bancos emissores e as facilidades concedidas para a organização de empresas provocaram inflação e uma desastrosa especulação financeira, com a crise da bolsa e a ruína de numerosos investidores. A crise ficou conhecida como o "encilhamento".

Nomeações para o Supremo Tribunal Federal[editar | editar código-fonte]

O Marechal Deodoro da Fonseca nomeou quinze ministros para o Supremo Tribunal Federal, durante o Governo Provisório:

  1. João Evangelista de Negreiros Saião Lobato, visconde de Sabará - 1890
  2. João José de Andrade Pinto - 1890
  3. Tristão de Alencar Araripe - 1890
  4. Olegário Herculano d'Aquino e Castro - 1890
  5. João Antônio de Araújo Freitas Henriques - 1890
  6. Joaquim Francisco de Faria - 1890
  7. Inácio José de Mendonça Uchoa - 1890
  8. Luís Correia de Queirós Barros - 1890
  9. Ovídio Fernandes Trigo de Loureiro - 1890
  10. Joaquim da Costa Barradas - 1890
  11. José Júlio de Albuquerque Barros, barão de Sobral - 1890
  12. Henrique Pereira de Lucena, barão de Lucena - 1890
  13. Joaquim de Toledo Piza e Almeida - 1890
  14. Luís Antônio Pereira Franco, barão de Pereira Franco - 1890

O Congresso Nacional Constituinte de 1890[editar | editar código-fonte]

Juramento constitucional, óleo de Aurélio de Figueiredo (Museu da República, Rio de Janeiro.

Em 3 de dezembro de 1889 o Governo Provisório nomeou uma Comissão especial para elaborar o projeto de Constituição que seria apresentado ao Congresso Constituinte da República. Compunham-na Joaquim Saldanha Marinho, signatário do Manifesto Republicano de 1870, que foi escolhido presidente da Comissão; os republicanos históricos Américo Brasiliense, Francisco Rangel Pestana e os juristas Antônio Luís dos Santos Werneck e José Antônio Pedreira de Magalhães Castro. Iniciados os trabalhos, três foram os anteprojetos que seus membros elaboraram, os quais foram reduzidos a um só, inspirado nas constituições dos Estados Unidos e da Argentina. Foi entregue, em 30 de maio de 1890, ao Governo que, de 10 a 18 de junho realizou minuciosa revisão, efetuada, em especial, por Rui Barbosa, melhorando sua redação e modificando sua estrutura. Em 22 de junho de 1890 era aprovado o projeto dito "do Governo Provisório".

O Congresso Constituinte foi convocado por decreto de 21 de dezembro de 1889, para reunir-se no dia 15 de novembro de 1890. No dia 15 de setembro realizaram-se as eleições em todos os estados brasileiros.

O Congresso Nacional Constituinte instalou-se, com toda a solenidade, no dia 15 de novembro de 1890, no Paço da Boa Vista, Rio de Janeiro. O Congresso compunha-se principalmente de pessoal novo na política brasileira: republicanos históricos ou de última hora, muitos militares e alguns remanescentes dos partidos da monarquia, quase sempre discretos ou adesistas entusiastas. Depois de eleger a sua Mesa (sendo eleito presidente do Senado e do Congresso o republicano histórico Prudente de Morais), o primeiro ato do Congresso foi reconhecer os poderes do Governo Provisório, e prorrogá-los até que se promulgasse a nova Constituição.

Houve um acordo geral para que fosse imediatamente votado e aprovado o projeto do Governo. Não se fizeram, pois, alterações significativas, e depois de pouco mais de três meses, em 24 de fevereiro de 1891, foi solenemente promulgada a Constituição republicana.

O governo constitucional[editar | editar código-fonte]

Eleição de 1891[editar | editar código-fonte]

Alegoria referente à eleição presidencial de 1891.

Em 20 de janeiro de 1891, todo o ministério de Deodoro havia se demitido, incluindo Floriano Peixoto, que substituía Benjamin Constant no Ministério da Guerra.

De acordo com uma disposição transitória da Constituição de 1891, o presidente e o vice-presidente do primeiro período republicano deveriam ser excepcionalmente eleitos pelo Congresso Constituinte.

Deodoro da Fonseca apresentou-se como candidato a Presidente, tendo como candidato a vice, na mesma chapa, o Almirante Eduardo Wandenkolk. Presidente e vice seriam eleitos separadamente. Como já havia forte oposição a Deodoro, esta articulou a candidatura de Prudente de Morais, o presidente do Congresso, tendo o Marechal Floriano Peixoto como candidato a vice. Floriano, além de candidatar-se a vice-presidente, na chapa de Prudente de Morais, apresentou também candidatura própria à Presidência.

Apurada a votação, em 25 de fevereiro de 1891, foi obtido o seguinte resultado na eleição para presidente: Deodoro da Fonseca - eleito com 129 votos; Prudente de Morais - 97 votos; Floriano Peixoto - 3 votos; Joaquim Saldanha Marinho - 2 votos; José Higino Duarte Pereira - 1 voto; cédulas em branco - 2. Para vice-presidente foi eleito o candidato da oposição, Marechal Floriano Peixoto, com 153 votos, contra 57 recebidos pelo Almirante Wandenkolk.

A vitória de Deodoro explica-se pelo temor de que o velho marechal desse um novo golpe militar, fechando o Congresso e restaurando a monarquia. Mesmo os líderes da oposição haviam resolvido que, numa eventual vitória de Prudente de Morais, o Congresso lhe daria imediatamente posse do cargo, instalando-se sem demora o governo no próprio edifício do Parlamento, onde esperariam os acontecimentos, convocando para as imediações do prédio as forças militares com cuja lealdade podiam contar.

Terminava assim o Governo Provisório e iniciava-se o primeiro governo constitucional republicano.

Cargo Nome Período
Presidente Deodoro da Fonseca 1891
Vice-presidente Floriano Peixoto
Ministro da Justiça Henrique Pereira de Lucena
Antônio Luís Afonso de Carvalho
Ministro da Marinha Fortunato Foster Vidal
Ministro da Guerra Antônio Nicolau Falcão da Frota
Ministro das Relações Exteriores Justo Leite Chermont
Ministro da Fazenda Tristão de Alencar Araripe
Henrique Pereira de Lucena
Ministro do Interior Tristão de Alencar Araripe
Ministro da Agricultura,
Comércio e Obras Públicas
Henrique Pereira de Lucena
João Barbalho Uchôa Cavalcanti

A fase constitucional do governo de Deodoro da Fonseca foi de fevereiro a 3 de novembro de 1891, quando Deodoro deu um golpe de estado.

Havia, naquele momento histórico, um conflito entre os militares e os políticos civis. Os militares queriam se manter na política e eram favoráveis a uma centralização absoluta e a concentração do poder político, enquanto os civis desejavam a volta dos militares aos quartéis e lutavam por um governo descentralizado e federalista.

Durante sua estadia na presidência, Deodoro foi nomeado Grão-Mestre do Grande Oriente da maçonaria do Brasil.[31]

Os republicanos de São Paulo apoiavam Floriano Peixoto, apesar das tendências centralizadoras deste. Devido ao apoio de São Paulo, os militares ficaram divididos, e isso veio mais tarde a provocar a queda de Deodoro.

O fechamento do Congresso e a ditadura de Deodoro[editar | editar código-fonte]

Eleito pelo Congresso Nacional (indiretamente), Deodoro iniciou seu mandato sob forte tensão política. Tinha a oposição do Congresso e da população devido à crise econômica.

Tal ato gerou violenta reação,[32] fazendo com que, entre agosto e novembro de 1891, o Congresso tentasse aprovar a "Lei de Responsabilidades", que reduzia os poderes do presidente.

Deodoro contra-atacou a decisão do Congresso e em 3 de novembro de 1891, decretou a dissolução do Congresso, lançando um "Manifesto à Nação" para explicar as razões do seu ato. Enquanto isso, tropas militares cercaram os prédios do legislativo e prenderam líderes oposicionistas e a imprensa do Distrito Federal foi posta sob censura total, decretando, assim, o estado de sítio no país. Esta fato entrou para a história como o Golpe de Três de Novembro e foi o último feito de Deodoro em sua carreira política, pois alguns dias depois, renunciaria ao mandato de presidente[33] .

A primeira Revolta da Armada[editar | editar código-fonte]

A primeira Revolta da Armada ocorreu no dia 23 de novembro de 1891, quando o Almirante Custódio de Melo, acionado por Floriano Peixoto, a bordo do Encouraçado Riachuelo, ameaçou bombardear o Rio de Janeiro caso Deodoro não renunciasse. O Marechal Deodoro, então, cedeu às pressões e renunciou ao cargo de presidente da República, entregando o poder ao vice-presidente, Floriano Peixoto.

O restabelecimento do Congresso[editar | editar código-fonte]

Ao assumir, em 23 de novembro de 1891, Floriano Peixoto anulou o decreto de dissolução do Congresso e suspendeu o estado de sítio. Entre novembro de 1891 de março de 1892, afastou os governadores que haviam apoiado o golpe de Deodoro, substituindo-os por aliados.

Depois da presidência[editar | editar código-fonte]

Monumento-túmulo ao Generalíssimo Deodoro da Fonseca, na Praça Paris, Rio de Janeiro.

Manuel Deodoro da Fonseca faleceu no Rio de Janeiro, em agosto de 1892. Pediu para ser enterrado em trajes civis, no que não foi atendido. Seu enterro teve toda a pompa e honras militares. O marechal que proclamou a república no Brasil, cujo fato histórico é hoje feriado nacional, era acometido de uma forte crise de dispneia,[34] popularmente conhecida como "dificuldade de respiração" ou "falta de ar", o que impedia o primeiro presidente do Brasil de dormir.

Foi enterrado num jazigo familiar no Cemitério do Caju, mas teve seus restos exumados e transferidos para um monumento na Praça Paris, no Rio de Janeiro, em 1937.

Representações na cultura[editar | editar código-fonte]

O primeiro presidente do Brasil, Deodoro da Fonseca numa nota de 20 mil réis de 1925.

Deodoro já foi retratado como personagem no cinema e na televisão, tendo sido interpretado por Castro Gonzaga nas minisséries Abolição (1988) e República" (1989). Também teve sua efígie impressa nas notas de Cr$ 20 (vinte cruzeiros)[35] de 1950, nas de Cr$ 50,00 (cinquenta cruzeiros) de 1970,[36] nas de Cr$ 500,00 (quinhentos cruzeiros) de 1981[36] e cunhado no verso das moedas de 25 centavos em circulação atualmente no Brasil.[37]

Referências

  1. Manoel Deodoro da Fonseca (em português) Presidencia.gov.br. Visitado em 3 de dezembro de 2011.
  2. a b c d e Marechal Deodoro da Fonseca - Biografias (em português) UOL - Educação. Visitado em 28 de junho de 2012.
  3. Centro de Referência da História Republicana Brasileira. Manuel Deodoro da Fonseca (em português) República On-line (1889-1961) Museu da República. Visitado em 26 de dezembro de 2012.
  4. Biografia de Marechal Deodoro da Fonseca (em português) Netsaber.com.br. Visitado em 25 de dezembro de 2012.
  5. Castro 1995, pp. 98.
  6. Koifman 2001, pp. 23.
  7. Ruas, Tabajara; Bones, Elmar. A cabeça de Gumercindo Saraiva. 2ª edi. Editora Record, 1997. pp. 109. ISBN 8501051284
  8. Ministério da Guerra. Revista Militar Brasileira, Volume 39, 1942. pp. 428.
  9. Senna 1981, pp. 157.
  10. Koifman 2001, pp. 23.
  11. Editorial Enciclopédia. In: Martins Zúquete, Afonso Eduardo. Nobreza de Portugal, Volume 3. Editorial Enciclopédia, 1961. pp. 567.
  12. Reinaldo Amorim de Barros, Francisco. ABC das Alagoas: dicionário biobibliográfico, histórico e geográfico de Alagoas, Volume 1. Senado Federal, 2005. pp. 558.
  13. Dicionário mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade, pp. 461.
  14. Suzuki Fujisawa, Marie. Das Amélias às mulheres multifuncionais. Summus Editorial, 2006. pp. 35. ISBN 8532302548
  15. a b Manoel Deodoro da Fonseca – Cadeira 15 (em português) Academia Paranaense de Letras Maçônicas. Visitado em 26 de dezembro de 2012.
  16. Comissão Pro-Monumento Deodoro, pp. 101.
  17. Rocha Almeida 1964, pp. 213.
  18. Moritz, Gustavo; Axt, Gunter. Acontecimentos políticos do Rio Grande do Sul: partes I e II. Nova Prova Editora. pp. 429. ISBN 8588802104
  19. a b c d e Centro de Referência da História Republicana Brasileira. Deodoro da Fonseca República On-line (1889-1961) Museu da República. Visitado em 26 de dezembro de 2012.
  20. a b c Jussara de Barros. Deodoro da Fonseca (em português) Brasil Escola. Visitado em 28 de junho de 2012.
  21. GOMES, Laurentino. 1889: Como um imperador, uma marechal vaidoso e um professor injustiçado contribuíram para o fim da Monarquia no Brasil e a Proclamação da República. -1ª Edição. Rio de Janeiro: Editora Globo, 2013.
  22. a b c d e A trama da vitória (em português) Abril Revista Veja. Visitado em 23 de agosto de 2012.
  23. Figueiredo 1891
  24. a b c O Outubro do patriarca (em português) Veja.com. Visitado em 28 de junho de 2012.
  25. a b Marco Antonio Cruz Filho. Origens da Bandeira do Brasil (em português) Biblioteca virtual de escritores. Visitado em 23 de agosto de 2012.
  26. Bandeira Provisória da República (15 a 19 Nov 1889) (em português) pmn.eb. Visitado em 23 de agosto de 2012.
  27. Bandeiras brasileiras (em português) UOL - Educação. Visitado em 23 de agosto de 2012.
  28. (1973) "O Cruzeiro" 45.
  29. Moura, Sabino Fidélis de (15 de novembro de 2011). O ar de Anadia curou Deodoro da Fonseca (em português) Alagoas 24 horas. Visitado em 25 de dezembro de 2012.
  30. Harris, Benjamim (1 de dezembro de 1890). State of the Union Address (em inglês). Visitado em 25 de dezembro de 2012.
  31. Deodoro da Fonseca (em português) Grande Loja Unida Sul-americana Glusa.org.
  32. E-Biografias - Biografia de Deodoro da Fonseca (em português) E-biografias.net. Visitado em 26 de novembro de 2009.
  33. - Os 120 anos do Cerco da Lapa e o preço da consolidação da República Floriano Peixoto implantou uma ditadura militar no início da República e com isso gerou uma série de rebeliões. O Cerco da Lapa faz parte desse cenário de luta pelo poder e de debilidade política Jornal Paranaense - Gazeta do Povo
  34. Proclamação da República - O fim do Império (em português) Capa.gazetaoeste.com.br.
  35. Cédulas emitidas pelo Tesouro Nacional - Padrão Cruzeiro - 01.11.1942 (em português) Banco Central do Brasil. Visitado em 26 de dezembro de 2012.
  36. a b Cédulas emitidas pelo Banco Central do Brasil (em português) Banco Central do Brasil. Visitado em 26 de dezembro de 2012.
  37. Moedas emitidas pelo BC (em português) Banco Central do Brasil. Visitado em 26 de dezembro de 2012.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Castro, Celso. Os Militares e a República (em ). [S.l.]: Zahar, 1995. ISBN 8571103356.
  • Comissão Pro-Monumento Deodoro. Deodoro e a verdade historica para 15 de novembro de 1937, por occasião da inauguração do seu monumento, 1937. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1937. 346 pp.
  • Correia, Leôncio. A Verdade Histórica Sobre o 15 de Novembro. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1939.
  • Figueiredo, Afonso Celso de Assis Figueiredo. Advento da ditadura militar no Brasil. Paris: Imprimiere F. Pichon, 1891.
  • Fonseca, Walter. Fonseca, uma família e uma história. Universidade do Texas: Editora Obelisco, 1982. 370 pp. Visitado em 23 de agosto de 2012.
  • Koifman, Fábio (organizador). Presidentes do Brasil. Rio de Janeiro: Rio, 2001.
  • Lessa, Renato. A Invenção Republicana. Universidade da Califórnia: Editora Vértice, 1988. 173 pp. vol. 3. ISBN 8571150052. Visitado em 12 de dezembro de 2012.
  • Magalhães Júnior, Roberto. Deodoro: A Espada Contra o Império. Rio de Janeiro: Companhia Editora Nacional, 1957.
  • Rocha Almeida, Antônio da. Vultos da pátria: os brasileiros mais ilustres de seu tempo, Volume 2 (em ). [S.l.]: Editora Globo, 1964.
  • Senna, Ernesto. Deodoro, subsídios para a história (em ). Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1981. 226 pp. vol. 18. Visitado em 23 de agosto de 2012.
  • Silva, Hélio; CARNEIRO, Maria Cecília Ribas. Deodoro da Fonseca – primeiro presidente do Brasil. Universidade do Texas: Editora Três, 1983. 175 pp. Visitado em 23 de agosto de 2012.
  • Simonsen, Mário Henrique. Legitimidade da Monarquia no Brasil (em ). Rio de Janeiro: Globo, 1963.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikiquote Citações no Wikiquote
Commons Imagens e media no Commons
Precedido por
Henrique Pereira de Lucena
Presidente da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul
1886
Sucedido por
Miguel Calmon du Pin e Almeida
Precedido por
Pedro II (como Imperador)
Brasil Presidente do Brasil
1889 — 1891
Sucedido por
Floriano Peixoto