Batalha de Curupaiti

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Batalha de Curupaiti
Guerra do Paraguai
Batalhacurupaiti.jpg
Soldados paraguaios em Curupaiti atirando de uma trincheira contra as tropas aliadas.
Data 22 de Setembro de 1866
Local Curupaiti - Paraguai
Resultado Vitória paraguaia
Combatentes
Paraguai Paraguai Flag of Empire of Brazil (1870-1889).svg Império do Brasil
Argentina República Argentina
Comandantes
Paraguai José Eduvigis Díaz Argentina Bartolomé Mitre
Flag of Empire of Brazil (1870-1889).svg Tamandaré
Forças
5.000 paraguaios
49 canhões
11.000 brasileiros
9.000 argentinos
18 Navios da Marinha Imperial
Baixas
54 mortos
196 feridos
Brasileiras: 412 mortos
1.589 feridos
10 desaparecidos
Argentinas: 983 mortos
2.002 feridos
56 desaparecidos
Total: 1.395 mortos
3.581 feridos
66 desaparecidos

A Batalha do Curupaiti foi travada entre as forças aliadas e paraguaias durante a Guerra da Tríplice Aliança em 22 de setembro de 1866.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Animado pela queda do Forte de Curuzú, o 2º Corpo do Exército brasileiro, sob o comando do general Guilherme Xavier de Sousa, voltou-se para o o entrincheiramento de Curupaiti que, como o primeiro, também se constituía numa defesa avançada da Fortaleza de Humaitá.

Durante os combates por Curuzú e negociações diplomáticas posteriores, Curupaiti teve as suas defesas reforçadas com um entrincheiramento de cerca de dois quilômetros de extensão, complementado por um fosso de dois metros de profundidade por quatro de largura. A terra retirada do fosso foi apiloada em parapeitos defensivos de dois metros de altura, atrás dos quais se distribuíam noventa canhões, cobrindo o lado do rio e o lado de terra, bem como cinco mil soldados paraguaios.

Essa defesa sustentou e rechaçou com sucesso, em 22 de setembro de 1866, o ataque combinado da esquadra comandada pelo vice-almirante Joaquim Marques Lisboa e da infantaria do 2º Corpo do Exército brasileiro, reforçada com tropas argentinas. O bombardeio da artilharia da Esquadra Imperial mostrou-se incapaz para neutralizar a do entrincheiramento, protegida vários metros acima das margens do rio, enquanto que a infantaria se viu retardada pelo terreno alagado pelas fortes chuvas da estação, onde se ocultavam abatizes, o que a tornou presa fácil do fogo da artilharia inimiga, resultando na perda de quase quatro mil atacantes aliados contra 250 defensores paraguaios.

Esse desastre aliado em Curupaiti, imobilizou a campanha, e teve importantes repercussões sobre os seus rumos. O general Venancio Flores retirou-se para Montevidéu após a derrota, e as forças argentinas passam a ter uma participação menor. A partir de Curupaiti, coube sobretudo ao Império do Brasil continuar a luta do lado aliado, com pequena participação argentina e apenas simbólica de forças Uruguaias. A derrota também causou repercussões na opinião pública brasileira, o que levou à nomeação do marechal-de-campo Luís Alves de Lima e Silva (1803-1880), então Marquês de Caxias, como comandante-em-chefe do Exército Brasileiro no Paraguai (10 de outubro de 1866).

Caxias adotou uma estratégia de cerco, isolando o entrincheiramento. Isso levou à sua evacuação pelos paraguaios e permitiu aos aliados ocupar a posição. Após dois anos impedindo o progresso das forças aliadas, estas, finalmente, entraram no entrincheiramento no dia 23 de março de 1868.

Referências

  1. Muñoz, Javier Romero. (setembro/outubro 2011). "The Guerra Grande: The War of the Triple Alliance, 1865-1870" (em inglês). Strategy & Tactics (270): 6-18. Bakersfield: Decision Games. ISSN 1040-866X.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • DONATO, Hernâni. Dicionário das Batalhas Brasileiras. São Paulo: Editora Ibrasa, 1987.