Réis

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Real
Dados
Usado  Brasil e  Portugal
Inflação 19% (1920)
Sub-Unidade

Símbolo R$
Plural Réis
Moedas 20, 40, 80, 100, 200, 300, 400, 1000, 2000
Notas 500, 1.000, 2.000, 5.000, 10.000, 20.000,

50.000, 100.000, 200.000, 500.000 e 1.000.000

Banco Não disponível
Fabricante PBP: Perkins, Bacon & Petch
Este artigo trata do real como moeda antiga brasileira. Para ver a moeda antiga portuguesa, ver Real (moeda portuguesa)

Réis é o plural do nome das unidades monetárias de Portugal, do Brasil[1] e de outros países lusófonos durante certos períodos da história (singular: real)[2] .

Conto de réis é uma expressão adotada no Brasil e em Portugal para indicar um milhão de réis[3] . "Conto" deriva do latim computus, a conta dez vezes cem mil[4] . Sendo um conto de réis correspondia a mil vezes a importância de um mil-réis que era a divisionária, grafando-se o conto por Rs. 1:000$000 ou R$ 1,000000 (sendo o real 1/1.000.000 de um conto-de-réis em representação matemática decimal atual), pois o réis tinha sua representação real-imperial em "milésimos-de-mil" contos-de-réis), sendo uma moeda de grande-valor intrínseco e imperial, com representatividade em aproximadamente oito gramas de ouro, como também assim o era a representação da libra esterlina também imperial de nada, de então, tanto no Brasil como em Portugal e Algarves.

Em Portugal, por ocasião da proclamação da República, esta moeda foi substituída pelo escudo na razão de 1 escudo por mil-réis. Mesmo após a substituição do real pelo escudo, continuou a utilizar-se a expressão conto, agora para indicar mil escudos.

No Brasil, esta moeda foi substituída da mesma forma, pelo cruzeiro em 1942, na razão de 1 cruzeiro por mil-réis então circulantes.

Origens Históricas[editar | editar código-fonte]

Para a origem histórica e etimologia, vide História em Real (moeda portuguesa).

Cédula de um conto de Réis de 1923 com a efígie de Dom Pedro I.

Moedas e cédulas que se destacaram[editar | editar código-fonte]

Nota de 10 mil réis de 1925 com a efígie do presidente Campos Sales.
  • 200 réis (1889 e 1900)
Família de moedas em cuproníquel composta por moedas de 100 e 200 réis com desenho aproveitado das moedas do final do II Reinado. O anverso passou a ter a legenda "15 de Novembro de 1889" - data da Proclamação da República e o reverso teve o Brasão Imperial trocado pelas Armas Nacionais da República do Brasil.
  • 400 réis (1901)
Moeda de 400 réis (1721).
Moeda de maior valor da série batida em cuproníquel em 1901, encomendada à firma Basse & Selve, da Alemanha, que contratou serviços de diferentes Casas da Moeda estrangeiras. Foi cunhado um total de 161.250.000 peças, a maior produção de moedas do mundo, na época (única moeda brasileira em que a data está em algarismo romano - MCMI). A série é composta de moedas de 100, 200 e 400 Réis, com a figura da Abundância no anverso e efígie Representando a República no Reverso.
Nota de 20 mil réis de 1925 com a efígie do marechal Deodoro da Fonseca. A nota contém dois carimbos retificando o valor de face para 20 cruzeiros após a reforma monetária de 1942.
Nota de 500 mil réis de 1931 com a efígie do marechal Floriano Peixoto.
  • 40 e 20 réis (até 1912)
A cunhagem das moedas de bronze, iniciada no final do Império, recomeçou no período republicano. As peças inovavam com a apresentação de legendas e temas diferentes, de acordo com o valor. Deixaram de ser cunhadas em 1912. A moeda de 20 Réis trazia o lema "Vintém Poupado , Vintém Ganho". A moeda de 40 Réis tem como lema "A Economia Faz a Prosperidade".
  • Prata da República
Assim como as moedas de ouro, as de prata começaram a cair em desuso no meio circulante no período republicano, uma vez que o valor de face era depreciado pela inflação. A república abandonou as moedas de ouro em 1921 (moedas de 20$000 Réis). Já as moedas de prata continuaram em circulação até o fim do padrão Mil-Réis (em 1942), sendo a última emissão em 1936, em uma moeda de 5$000 Réis homenageando Santos Dumont. No entanto o teor de prata era cada vez menor em sua composição (variando entre 50% e 60% de acordo com a moeda). É curioso observar que as moedas de prata de 1906 traziam marcado seu peso em apenas uma das faces.

Cédulas[editar | editar código-fonte]

  • 30.000 réis
O Governo Provisório republicano também permitiu que alguns bancos emitissem cédulas. Este período ficou conhecido como período da "Pluralidade Bancária". As emissões multiplicaram-se desordenadamente, gerando inflação, o que resultou no retorno à ideia de um único emissor que, de 1892 a 1896, foi o Banco da República do Brasil.

Tesouro Nacional, Caixa de Conversão, Caixa de Estabilização e Banco do Brasil[editar | editar código-fonte]

Após a crise causada pela "Pluralidade Bancária", as emissões foram centralizadas no Tesouro Nacional. Como o Mil-Réis já estava bastante desgastado pela inflação, surgiu a ideia de se adotar uma moeda lastreada no Ouro, que se chamaria Cruzeiro. Para preparar o país para esta mudança foram emitidas cédulas de Mil-Reis em nome da "Caixa de Conversão" e em nome da "Caixa de Estabilização".

O projeto do Cruzeiro-Ouro foi abandonado e as Cédulas da Caixa de Conversão e Estabilização foram incorporadas as demais cédulas do Tesouro Nacional. Também houve uma tentativa, na década de 1920, de se padronizar as cédulas em emissões assinadas pelo Banco do Brasil.

Denominações especiais[editar | editar código-fonte]

Moedas[editar | editar código-fonte]

  • Vintém - 20 réis
  • Tostão - 80 réis (período Colonial e Imperial); 100 réis (em cuproníquel emitida entre 1917 a 1932).
  • Pataca - 320 réis
  • Cruzado - 400 / 480 réis
  • Patacão - 960 réis
  • Dobra - 12.800 réis (12$800)
  • Dobrão - 20.000 réis (20$000)

Cédulas[editar | editar código-fonte]

  • 500 reis - 1ª estampa (1874), 4ª estampa (1901)
  • 1.000 réis - 1ª estampa (1835), 13ª estampa (1923)
  • 2.000 réis - 1ª estampa (1835), 15ª estampa (1923)
  • 5.000 reis - 1ª estampa (1835), 19ª estampa (1925)
  • 10.000 reis - 1ª estampa (1835), 17ª estampa (1925)
  • 20.000 reis - 1ª estampa (1835), 16ª estampa (1931)
  • 50.000 reis - 1ª estampa (1835), 17ª estampa (1936)
  • 100.000 reis - 1ª estampa (1835), 17ª estampa (1936)
  • 200.000 reis - 1ª estampa (1835), 17ª estampa (1936)
  • 500.000 reis - 1ª estampa (1836), 15ª estampa (1931)
  • Um Conto de réis - 1.000.000 réis (1:000$000)unica estampa (1921)

Moedas[editar | editar código-fonte]

Valor Cara Coroa Cara Coroa Cara Coroa
100 Moeda de 100 Réis de 1871 (verso).png 100 Réis de 1871.png 100 Réis de 1936 (verso).png 100 Réis de 1936.png 100 Réis de 1940 (verso).png 100 Réis de 1940.png
1871 1936 1940
200 200 Réis de 1937 (verso).png 200 Réis de 1937.png
1937
300 300 Réis de 1938 (verso).png 300 Réis de 1938.png 300 Réis de 1942 (verso).png 300 Réis de 1942.png
1938 1942
400 Moeda 400 réis 1918 cara.jpg Moeda 400 réis 1918 coroa.jpg 400 Réis de 1936 (verso).png 400 Réis de 1936.png
1918 1936
1000 1000 Réis de 1922 (verso).png 1000 Réis de 1922.png 1000 Réis de 1931 (verso).png 1000 Réis de 1931.png 1000 Réis de 1938 (verso).png 1000 Réis de 1938.png
1922 1931 1938
2000 2000 Réis de 1938 (verso).png 2000 Réis de 1938.png 2000 Réis de 1939 (verso).png 2000 Réis de 1939.png
1938 1939
4000 Rio de Janeiro 4000 reis 1812 av.jpg Rio de Janeiro 4000 reis 1812 rv.jpg
1812

Trívia[editar | editar código-fonte]

No livro 1808, Laurentino Gomes faz uma conversão de réis em Real, baseando-se em outros autores[carece de fontes?] que se empenharam para torná-la o mais próxima do valor atual, levando em consideração os valores da inflação. Cabe lembrar que a conversão, mesmo próxima, não é exata. O valor aproximado é o seguinte:

  • 1 Real (Réis) - R$ 0,056
  • 1 Conto de Réis - R$ 56,00
  • 900 Contos de Réis - R$ 50 000,00

Referências

  1. BRASIL, Banco do. Brasil através da Moeda. Rio de Janeiro, Centro Cultural Banco do Brasil/Oswaldo Colin, 1995.
  2. Do pau-brasil ao real Caderno História do Jornal Gazeta do Povo de 21 de julho de 2013
  3. Quanto era 1 conto de réis?
  4. Jadranka Gvozdanović, Indo-European Numerals (1992), 13.1.14.3, p.473 [google books]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Gomes, Laurentino, 1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil,São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2007.
  • Amato, C; Neves, I,S; Russo, Arnaldo: Cédulas do Brasil,São Paulo, 4ª edição, 2007.
  • Amato, C; Neves, I,S; Russo, Arnaldo: Livro das moedas do Brasil, São Paulo, 11ª edição, 2004
  • SOUZA,S.D:Cédulas Brasileiras, São Paulo, 7ª edição, 1994.