Governo Dilma Rousseff

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Governo Dilma Rousseff
Foto oficial de Dilma Rousseff.
36ª Presidente do Brasil Brasil
Mandato 1º de janeiro de 2011
a atualidade
Vice-presidente Michel Temer
Antecessor(a) Luiz Inácio Lula da Silva
Vida
Nome completo Dilma Vana Rousseff
Dados pessoais
Partido PT

Governo Dilma Rousseff (2011-atualidade) é um termo informal que corresponde ao período da história política brasileira que se inicia com a posse de Dilma Vana Rousseff à presidência, em 1 de janeiro de 2011, em sua primeira tentativa de chegar ao cargo presidencial, após derrotar o candidato do PSDB, José Serra, nas eleições de 2010, com 56,05% dos votos válidos, em segundo turno.[1]

O período é marcado por fato histórico, pois representa a primeira vez que uma mulher assumiu o poder no Brasil no posto mais importante do país.[2] [3] Dilma Rousseff fez parte do Governo Lula como Ministra de Minas e Energia e, mais tarde, Ministra-Chefe da Casa Civil do Brasil.[4] Sua estada na presidência está prevista até o dia 1 de janeiro de 2015, podendo se estender por mais quatro anos, caso se candidate novamente e consiga se reeleger na eleição de 2014.[5]

Características[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

A gestão Dilma Rousseff iniciou-se dando seguimento à política econômica do Governo Lula.[6] O novo governo começou com a saída de Henrique Meirelles da presidência do Banco Central, depois de oito anos à frente da instituição.[7] Para o lugar de Meirelles, foi escolhido o ex-diretor do BC Alexandre Tombini, que, em discurso de posse, defendeu um sistema financeiro sólido e eficiente como condição para crescimento sustentável.[8] Para outro local de destaque da equipe econômica do governo, o Ministério da Fazenda, Dilma optou pela permanência de Guido Mantega.

Inflação[editar | editar código-fonte]

Apesar de ainda ter ficado dentro da meta do Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5%, com tolerância de 2 pontos para cima ou para baixo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2010 (último ano do governo anterior) registrou alta acumulada de 5,91% e foi o maior desde 2004.[9] Em janeiro de 2011, primeiro mês do Governo Dilma, o índice de inflação registrou taxa mensal de 0,83%, o maior resultado desde abril de 2005 (0,87%), que levou a taxa acumulada em 12 meses para 5,99%.[10]

Em março de 2011, com pressão forte motivada por preços do grupo Alimentação e Transportes, o IPCA se manteve num nível elevado, de 0,79%, que representou a maior taxa para o mês desde 2003. O resultado mensal levou a taxa acumulada em 12 meses para 6,30%, nível bem perto do teto da meta perseguida pelo Banco Central[11] , que gerou preocupações dos economistas do mercado financeiro e obrigou o governo a adotar novas medidas de restrição ao crédito para controlar o aquecimento da economia.[12] No mês de abril, o indicador do IBGE mostrou desaceleração, para uma taxa de 0,77%, mas isso não impediu que o resultado acumulado em 12 meses superasse o teto da meta de inflação. O número atingiu 6,51% e representou o primeiro rompimento do nível perseguido pelo BC desde junho de 2005.[13]

Após registrar alta de 7,31% no acumulado de 12 meses e atingir a maior marca nesta comparação desde maio de 2005[14] , o IPCA entrou em lento processo de desaceleração nos meses seguintes. O índice de inflação encerrou 2011 com uma taxa acumulada de 6,50% e ficou no teto da meta estabelecida pelo CMN, registrando o maior nível anual desde 2004, quando apresentou taxa de 7,60%[15] .

Em 2012, a inflação oficial registrou taxa de 5,84%. Apesar de representar uma desaceleração ante 2011, novamente ficou acima do centro da meta perseguida pelo Banco Central. Especificamente em dezembro de 2012, pode-se observar uma alta da inflação, de 0,79%, a maior desde março de 2011. Segundo informações do IBGE, o avanço nos preços no final do ano foi motivado principalmente pelos alimentos, devido a problemas climáticos. Os empregados domésticos foram os que mais encareceram (12,73%), enquanto os automóveis tiveram queda de 5,71%.[16] [17]

Taxa de Juros[editar | editar código-fonte]

Como medida inicial para evitar que a inflação chegasse a níveis desconfortáveis para o cumprimento da meta de 2011 estabelecida pelo CMN, o Governo Dilma promoveu o aumento da taxa de juros. Logo na primeira reunião do Copom, a diretoria do BC elevou a taxa Selic em 0,50 ponto porcentual para 11,25%, maior patamar desde março de 2009.[18] Na segunda reunião do comitê do Banco Central, os juros foram elevados novamente em 0,50 ponto porcentual, agora para 11,75% ao ano, o maior nível desde os 12,75% de janeiro de 2009.[19] Em abril, um novo ajuste na Selic, de 0,25 ponto porcentual, levou a taxa para a marca de 12% ao ano.[20] Com mais este aumento, o Brasil seguiu na liderança entre as taxas de juros reais mais elevadas do mundo.[21] O posto foi mantido depois das reuniões de junho e julho do Copom, que promoveu mais dois aumentos de 0,25 ponto porcentual e levou a Selic para o nível de 12,50%.[22]

Na reunião do Copom de agosto, a diretoria do BC surpreendeu o mercado financeiro com um corte de 0,50 ponto porcentual na Selic, para 12% ao ano, enquanto a totalidade dos economistas trabalhava com a manutenção da Selic no nível de 12,50%. A justificativa do dos diretores da autoridade monetária foi de que a crise internacional vivida por economias centrais, como dos países da Europa, traria influência na economia brasileira.[23] A decisão do Banco Central foi criticada pelo mercado financeiro e por partidos de oposição[24] . Eles levantaram a hipótese de perda de independência da autoridade monetária, já que, dias antes da opção pela redução dos juros, a presidente Dilma Rousseff havia afirmado que começava a ver a possibilidade de redução dos juros no Brasil.[25] O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rebateu as críticas ao BC, afastando a hipótese de interferência política na decisão do Copom.[26]

Após o corte de juros de agosto de 2011, no intuito de incentivar o aquecimento da atividade econômica, o BC promoveu um forte afrouxamento na política monetária, com novas reduções na Selic, que, em outubro de 2012, caiu para 7,25%, atingindo o menor nível da história[27] . Até abril de 2013, quando subiram para 7,50%, os juros no Brasil ficaram inalterados. Depois deste período, para evitar as pressões inflacionárias que ameaçavam o cumprimento da meta estipulada pelo CMN, o Copom iniciou um processo de aperto monetário, com altas seguidas nos juros que trouxeram, em fevereiro de 2014, a Selic para 10,75%, mesmo nível que a presidente Dilma Rousseff encontrou no início de seu mandato[28] .

PIB[editar | editar código-fonte]

Em junho de 2011, o IBGE fez a primeira divulgação sobre PIB do Governo Dilma. De acordo com o instituto, a economia brasileira apresentou crescimento de 1,3% no primeiro trimestre de 2011 ante o quarto trimestre de 2010, quando o PIB havia se expandido 0,8% sobre o terceiro trimestre. Na comparação com o primeiro trimestre de 2010, a expansão do PIB foi de 4,20%.[29]

Em 26 de dezembro diversos jornais britânicos destacaram que o Brasil ultrapassou o Reino Unido, tornando-se assim a sexta maior economia do mundo, sendo a primeira vez que o PIB brasileiro superou o daquele país. Os dados são do Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios.[30]

Em março de 2012, o IBGE divulgou que o PIB do primeiro ano do Governo Dilma cresceu 2,7%, o que representou um desempenho abaixo do aguardado pelo mercado financeiro e de próprios setores do governo, como o Ministério de Fazenda, que previa expansão em torno de 3% para 2011[31] .

Em 2012, o PIB cresceu 0,9%, também abaixo do que o mercado e o governo esperavam no início do ano[32] . O número foi revisto posteriormente para uma expansão de 1%, conforme o IBGE[33] .

Em 2013, a despeito do cenário desfavorável vivido por boa parte das economias do globo, o PIB cresceu 2,3%. O resultado ficou abaixo das estimativas iniciais do governo para o ano, mas surpreendeu os economistas do mercado financeiro, que aguardavam uma expansão menor[34] . Em relação às 13 principais economias mundiais que divulgaram seus resultados de 2013, o Brasil teve o terceiro maior crescimento – atrás apenas de China (7,7%) e Coreia do Sul (2,8%)[35] .

Representante do mercado financeiro, a professora da PUC-RJ e diretora da consultoria Galanto, Monica Baumgarten de Bolle, afirmou que o comportamento da economia em 2013, melhor do que era esperado, poderia afastar as avaliações pessimistas que começavam a surgir no País.

Cquote1.svg Isso vai gerar um choque de realidade sobre a economia do País. O pessimismo não se traduz em recessão ou queda do PIB. Cquote2.svg
Monica Baumgarten de Bolle, professora da PUC-RJ e diretora da consultoria Galanto[36]

Salário Mínimo[editar | editar código-fonte]

Out of date clock icon.svg
Este artigo ou seção pode conter informações desatualizadas.

Se sabe algo sobre o tema abordado, edite a página e inclua informações mais recentes.

Em fevereiro de 2011, o Congresso Nacional, aprovou a proposta estipulada pelo Governo Dilma, de aumentar o valor do salário mínimo, de R$ 510 para R$ 545, mesmo com a sugestão de partidos da oposição de valores de R$ 560 e R$ 600. O reajuste foi superior à inflação acumulada de 2010, quando o INPC foi de 6,47%, mas recebeu críticas de setores da sociedade civil.[37] Especialistas lembram que, se confirmadas as projeções para o INPC do primeiro bimestre, o valor de R$ 545 teria em março, mês que entrou em vigor, poder de compra 1,3% inferior ao de janeiro de 2010, no último reajuste do Governo Lula. Para repor a inflação de 14 meses, seria necessário um aumento para R$ 552. Com a inflação do primeiro bimestre confirmando as expectativas de alta mais intensa, foi o primeiro reajuste anual do mínimo abaixo da inflação desde 1997.[38]

Em dezembro de 2011, a presidente Dilma Rousseff assinou decreto pelo qual reajustou o salário mínimo em 14,13%. Com isso, a partir de janeiro do ano seguinte, o novo valor do mínimo passou a R$ 622.[39] Conforme estudo do Dieese, o aumento determinado fez com que o poder de compra do salário mínimo alcançasse o nível mais alto em mais de 30 anos. Segundo a instituição, levando-se em conta o valor da cesta básica apurado em novembro pela entidade (R$ 276,31), o novo piso poderia comprar 2,25 cestas, a maior quantidade registrada desde 1979. Ainda de acordo com o Dieese, o aumento de R$ 77 determinado pela presidente causou um gasto extra anual de R$ 19,8 bilhões à Previdência Social. Este custo foi, no entanto, menor do que o aumento da arrecadação de impostos, já que, em virtude do crescimento do consumo consequente da alta do piso salarial, a previsão era que a arrecadação subiria em R$ 22,9 bilhões em 2012.[40]

Cortes no Orçamento[editar | editar código-fonte]

Out of date clock icon.svg
Este artigo ou seção pode conter informações desatualizadas.

Se sabe algo sobre o tema abordado, edite a página e inclua informações mais recentes.

Em fevereiro de 2011, o governo anunciou um corte recorde de R$ 50 bilhões no Orçamento federal do mesmo ano, o equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). A justificativa para a decisão foi a de que o bloqueio de gastos era uma maneira de o governo tentar combater as pressões inflacionárias, e, com isso, permitir uma política "mais suave" para a taxa básica de juros. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicou também que a medida fazia parte também do processo de reversão de todos os estímulos feitos para a economia brasileira entre 2009 e 2010 para evitar os efeitos negativos da crise financeira internacional.[41] Durante a campanha eleitoral da qual saiu vitoriosa, tanto Dilma Roussef como seu adversário José Serra, negaram que fariam acertos deste tipo nas contas públicas.[42]

No corte recorde do Orçamento, o programa Minha Casa, Minha Vida recebeu contenção de mais de R$ 5 bilhões nos repasses do governo, apesar de o governo afirmar que as despesas com os programas sociais e com os investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) seriam integralmente mantidos. De acordo com Miriam Belchior, ministra escolhida por Dilma para o Planejamento, a redução de despesa teve relação com o fato de a segunda parte do Minha Casa ainda não ter sido aprovada pelo Congresso.[43]

Dilma suspendeu a contratação do aprovados em concursos públicos e a realização de novos processos seletivos durante o ano de 2011, como forma de conter os gastos do governo, considerados elevados nos últimos anos. Durante sua campanha nada foi falado sobre a suspensão.[44]

Ao contrário do que foi falado em sua campanha Dilma cortou gastos com investimentos e as despesas com salários,custeio da máquina pública e da rotina do governo subiram.[quando?] Com pessoal e custeio, o governo gastou R$ 10 bilhões a mais no primeiro trimestre em comparação ao mesmo período do ano passado.[quando?] Se forem incluídos os gastos com juros, o aumento chega a R$ 13,2 bilhões. É praticamente um quarto do corte de R$ 50 bilhões feito no Orçamento deste ano.[quando?] Foi aumentado também gastos com diárias e passagens, supostos alvos de cortes.

Já em investimentos, os gastos caíram pouco mais de R$ 300 milhões[quando?] na comparação com 2010. Os dados foram lançados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), que registra gastos federais, e foram pesquisados pela ONG Contas Abertas.

A queda nos investimentos ocorre também nas empresas estatais federais. Nos primeiros três meses deste ano,[quando?] a redução foi de R$ 1,4 bilhão.

Esta passagem carece de fontes

Impostos[editar | editar código-fonte]

Em 8 de março de 2013, a presidente Dilma surpreendeu o próprio partido ao anunciar via televisão o corte de impostos sobre a cesta básica. Ela declarou que "com desoneração da cesta básica governo abre mão de 7,4 bilhões de reais em arrecadação por ano".[45]

Outras desonerações tributárias, como IPI e sobre a folha de pagamento, também já haviam sido feitas durante seu mandato. Também o setor de telecomunicações foi agraciado com desonerações para incentivar melhorias na infraestrutura do setor, com vistas à implantação da tecnologia 4G.

Fomento econômico[editar | editar código-fonte]

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2 foi lançado em 29 de março de 2010. Previa recursos da ordem de R$ 1,59 trilhão em uma série de segmentos, tais como transportes, energia, cultura, meio ambiente, saúde, área social e habitação.[46] [47] São 6 as áreas de investimentos do PAC 2: Cidade Melhor, Comunidade Cidadã, Minha Casa, Minha Vida, Água e Luz para todos (expansão do Luz para Todos), Transportes e Energia.[48]

Dados do 8º balanço do PAC 2, revelaram, que "do total de R$ 665 bilhões aplicados até 31 de agosto (de 2013), R$ 217,4 bilhões (33,2%) se referem a financiamento habitacional. Outros 178,3 bilhões (27,2%) foram investidos pelas empresas estatais, entre elas a Petrobras. O setor privado foi responsável por R$ 129,9 bilhões (19,8%), e o programa Minha Casa, Minha Vida por outros R$ 60,3 bilhões em investimentos (9,2%)."[49] Mesmo assim, o programa permanece muito controverso.[50] [51]

A Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), que agrega grandes empresas de infraestrutura, afirmou em nota oficial, que, por razões diversas, o modelo de privilegiar a gestão e os recursos orçamentários do poder público para expandir a infraestrutura nos anos mais recentes se exauriu. Segundo a associação, dois programas sucessivos - PAC 1 e PAC 2 - trouxeram algumas inovações no controle e na análise de riscos, mas ainda não conseguiram atender de forma significativa os resultados esperados.[52] }}

Na opinião de Michael Reid, um dos editores da revista The Economist, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) tem trazido mais problemas do que soluções. Em entrevista de outubro de 2013, ele disse:

Cquote1.svg O Brasil passou bem pela crise financeira mundial, mas depois começou a sair um pouco dos trilhos. Em parte, porque em todo o mundo as forças por trás da onda de crescimento começaram a se esgotar. Mas acho também que o governo tirou a lição errada da crise, de que a solução está no capitalismo de Estado, como diz o Consenso de Pequim (apelido dado ao modelo chinês de crescimento, que envolve princípios de abertura econômica e bastante intervenção do Estado na economia). Por isso, há um ânimo empresarial bastante negativo neste momento.[53] Cquote2.svg

Concessões[editar | editar código-fonte]

Dilma inaugura a Arena das Dunas, em Natal, em janeiro de 2014, como parte da preparação do país para a Copa do Mundo FIFA de 2014.

Em fevereiro de 2012, o Governo Dilma concedeu à iniciativa privada o controle de 3 aeroportos brasileiros: o consórcio Invepar venceu a disputa pelo aeroporto de Guarulhos, o aeroporto de Viracopos ficou com o grupo Aeroportos Brasil, e o grupo Inframerica Aeroportos ficou com o Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília[54] . E agosto de 2012, o governo dela executou uma obre de 153 milhões no aeroporto de galeão antes de privatiza-lo.[55] , sendo que o sindicato da aviação civil entrou numa ação contra o governo.[56]

Apesar do termo "privatização" ter sido largamente usado para descrever a operação, o termo correto seria concessão de serviço público. Diferentemente da privatização, a concessão é regulada por meio de um contrato que transfere a execução do serviço público para uma empresa privada, sem no entanto tirar do poder público a titularidade do serviço, podendo inclusive retomá-lo a todo momento. Na privatização, ocorre a venda de uma entidade pública e a transferência definitiva da atividade desta para o comprador, o que não pode ser feito com serviços públicos, somente é possível quando se trata de uma atividade econômica como a de um banco.[57] A concessão do aeroporto de Campinas deverá durar 30 anos, o de Brasília 25 anos e o de Guarulhos, 20.[58] A Infraero, empresa estatal, permanece com até 49% do capital de cada aeroporto.[59]

A licença de operação do aeroporto de Guarulhos foi a leilão pelo preço mínimo de R$ 3,4 bilhões e arrematada por R$ 16,213 bilhões, com ágio de 373%. Já a de Campinas foi oferecida por R$1,47 bilhões e arrematada por uma proposta de R$ 3,821 bilhões(ágio de 159,8%). Brasília, oferecida a R$ 582 milhões, foi comprada com ágio de 673%, por R$ 4,501 bilhões.[60] Além de pagar pelas licenças, cada concessionária deverá investir no mínimo, até 2014: R$ 1,38 bilhão, no caso de Guarulhos, R$ 873 milhões no caso de Viracopos e R$ 626 milhões em Brasília. O edital dos leilões também inclui exigências quanto à qualidade dos serviços que terão que ser prestados, incluindo cotas nos estacionamentos, cadeiras nas salas de espera e extensão das filas nos pontos de atendimento.[58] Entretanto, estima-se que o investimento necessário para a adequação dos aeroportos ao volume de tráfego esperado para os próximos anos, com a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas, seria de R$ 4,6 bilhões para o aeroporto de Guarulhos, R$ 8,7 bilhões para Campinas e R$ 2,8 bilhões para Brasília.[60] .Além disso,foi feita concessões públicas de bacias de petróleo e de meios de transporte.[61] [62]

Reservas internacionais[editar | editar código-fonte]

Dilma Rousseff e Barack Obama em encontro em Washington, abril de 2012

Depois de receber do governo anterior o País com um valor total recorde de US$ 288,575 bilhões em reservas internacionais,[63] a gestão Dilma Rousseff atingiu, no início de fevereiro, um total de US$ 300 bilhões em reservas, o que representou nova marca histórica. Economistas avaliam que, se por um lado, um valor alto das reservas possibilita uma maior segurança para o país enfrentar crises externas, por outro lado, a compra de dólares por parte do governo brasileiro tende a aumentar a dívida interna nacional.[64] Em 2013, as reservas internacionais brasileiras registraram o primeiro recuo em 13 anos, segundo informações do Banco Central. Somaram US$ 375,79 bilhões, contra US$ 378,61 bilhões no fechamento de 2012. A diminuição foi de 0,74%, ou US$ 2,81 bilhões. Antes disso, o último registro de baixa havia sido em 2000, ainda no Governo Fernando Henrique Cardoso, quando as reservas caíram US$ 3,34 bilhões, de US$ 36,34 bilhões em 1999 para US$ 33 bilhões em 2000.[65]

Relações comerciais com o exterior[editar | editar código-fonte]

Out of date clock icon.svg
Este artigo ou seção pode conter informações desatualizadas.

Se sabe algo sobre o tema abordado, edite a página e inclua informações mais recentes.

Em abril de 2011 viajou para a China e realizou ampliação nos negócios com aquele país. Possibilitou a produção de aeronaves da Embraer em território chinês, além de ganhar aval inédito para a exportação da carne de suínos, com a habilitação de três unidades frigoríficas. Ao todo foram assinados mais de 20 acordos comerciais. A Huawei anunciou investimentos de US$ 350 milhões no Brasil.[66] [67]

Numa rápida visita ao Uruguai em maio de 2011, Dilma e Mujica assinaram acordos envolvendo nano, TI e biotecnologia. Estabeleceu projetos para a instalação de uma linha de transmissão de 500 quilowatts entre San Carlos, no Uruguai, e Candiota, no Brasil, além da adoção, pelo governo uruguaio, do padrão de TV Digital nipo-brasileiro.[68]

Política externa[editar | editar código-fonte]

Dilma Rousseff e o presidente de Cuba, Raúl Castro, durante a inauguração do porto cubano de Mariel. Tal como o seu antecessor Lula, Dilma Rousseff passou a promover uma forte política de integração com os demais países latino-americanos, especialmente com aqueles que integram o fenômeno que ficou conhecido como Guinada à Esquerda.

O Governo Dilma começou a gestão da política externa com algumas mudanças de posição em relação ao governo anterior. Uma delas foi relacionada às questões dos direitos humanos do Irã, já que no governo anterior o representante do país na ONU se abstinha de votar a favor de sanções. Dilma deixou claro que estaria disposta a mudar o padrão de votação do Brasil em resoluções que tratassem das violações aos direitos humanos no país do Oriente Médio.[69]

Em seu primeiro ano, aproximou-se mais da Argentina, buscando maior integração comercial e incentivando a integração produtiva, pela transferência de unidades produtivas de grandes empresas brasileiras para o país vizinho.[70]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Em julho de 2013, o Governo Dilma lançou o programa Mais Médicos, criado para suprir a carência de médicos nos municípios do interior e nas periferias das grandes cidades do Brasil. O programa pretende levar 15 mil médicos para as áreas onde faltam profissionais.[71] O formato da "importação" de médicos de outros países foi alvo de duras críticas de associações representativas da categoria, sociedade civil, estudantes da área da saúde e inclusive do Ministério Público do Trabalho.[72]

Tal qual em governos anteriores, na área da saúde, as críticas são muito frequentes.[73] [74]

Em relação ao programa Mais Médicos, Irene Abramovich, presidente da Associação dos Médicos do Hospital das Clínicas de São Paulo, disse: "Não falta médico, falta hospital e infraestrutura". Márcia Rosa, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro, disse que "As mudanças [propostas pelo governo] colocam em risco a saúde da população, especialmente de quem utiliza o SUS."[75] [76]

Apesar da crítica das entidades médicas, o programa Mais Médicos teve apoio da maior parte da população. segundo pesquisa do instituto MDA, encomendada pela Confederação Nacional do Transporte e realizada em setembro, 73,9% da população é a favor da vinda de médicos estrangeiros ao país.[77] Segundo levantamento do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 61% dos porto-alegrenses apoiam o programa, sendo que a média de todas as 16 capitais pesquisadas é de 33%.[78] Outra pesquisa, do Instituto Methodus, indica que 59,3% dos gaúchos aprovam o Mais Médicos.[79]

Esporte[editar | editar código-fonte]

Copa do Mundo de 2014[editar | editar código-fonte]

Torcida Brasileira durante jogo contra a Colômbia no Estádio do Mineirão

Foi durante o Governo Lula que o Brasil conquistou o direito de sediar a Copa do Mundo, mas a competição, após 64 anos, voltou a ser realizada no país durante o Governo Dilma Rousseff. A despeito das diversas manifestações realizadas nas ruas e de inúmeras críticas à realização do evento no Brasil, além do temor de que um verdadeiro caos fosse verificado durante a organização da competição, o sucesso do evento, que se desenvolveu sem maiores sobressaltos e chegou a surpreender positivamente os turistas estrangeiros, superou o pessimismo difundindo por vários segmentos da sociedade, especialmente pelos veículos da grande imprensa nacional. Se, antes do pontapé inicial, pesquisas apontavam que menos da metade dos entrevistados apoiava o torneio, às vésperas das semifinais da competição, esse quadro se reverteu, com a maioria dos pesquisados aprovando a realização do evento.[80]

Estádio do Maracanã durante a final disputada entre Alemanha x Argentina

Antes da Copa, houve casos, por exemplo, de revistas brasileiras, como a semanal Veja, que cogitou, ainda em 2011, que as obras da Copa ficariam prontas apenas em 2038.[81] A poucos dias da Copa, o polêmico cineasta, jornalista e colunista de vários veículos de comunicação Arnaldo Jabor afirmou que a competição revelaria ao mundo a "incompetência" brasileira[82] .

Em veículos internacionais, a conceituada revista alemã Der Spiegel estampou, um mês antes da competição, que a Copa poderia ser um fiasco, por causa dos protestos, da violência nas ruas, dos problemas do transporte coletivo, dos aeroportos e dos estádios.[83] O que se viu, no entanto, foi uma quantidade de manifestações abaixo do nível esperado, assim como casos isolados de transtornos dos turistas e torcedores pelo Brasil.[84]

Torcida colombiana faz festa com Estádio Mané Garrincha, em Brasília, ao fundo

Após o início da Copa, veículos de imprensa passaram a elogiar a competição[85] e jornalistas internacionais chegaram a cogitar que a Copa de 2014 era a maior já vista,[86] [87] tanto pelo futebol praticado dentro de campo como pela cordialidade e pelo clima festivo e de tranquilidade observados no Brasil.[88]

De acordo com um balanço feito pelo Ministério do Turismo, a Copa do Mundo de 2014 atraiu para o Brasil mais de um milhão de turistas estrangeiros, de 203 nacionalidades diferentes, sendo que 61% deles nunca havia estado no país. De acordo com a pesquisa, feita pelo ministério com mais de 6,6 mil turistas, 92,3% afirmaram que vieram ao país em função do evento e 95% declararam a intenção de voltar ao país. O tempo médio de permanência dos turistas internacionais no Brasil foi de 13 dias, passando por 378 cidades pelo país. O número de cidadãos brasileiros que circularam ao redor do país durante o mundial foi de mais de 3 milhões, sendo que o estado de São Paulo foi o principal emissor de turistas nacionais (858 825), seguido por Rio de Janeiro (260 527) e Minas Gerais (220 021).[89]

Uma pesquisa feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) estimou que sediar a Copa de 2014 tenha injetado cerca de 30 bilhões de reais na economia brasileira, ou 0,7% do produto interno bruto (PIB) do país em 2013.[90]

Relações com a imprensa[editar | editar código-fonte]

Nos primeiros meses de governo, Dilma contrariou a vontade de setores do próprio partido de regulamentar a imprensa e declarou que "a imprensa livre é imprescindível para a democracia".[91]

Ministros[editar | editar código-fonte]

Foto oficial da presidente Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer com os 37 ministros empossados, 1º de janeiro de 2011
Logotipo e slogan, País rico é país sem pobreza, do governo de Dilma Rousseff

Eis a relação dos ministros do governo de Dilma Rouseff, empossados em 1º de janeiro de 2011:[92]

Substituições[editar | editar código-fonte]

Antonio Palocci, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi, Pedro Novais, Orlando Silva Jr., Carlos Lupi e Mário Negromonte deixaram as pastas devido a acusações de irregularidades. Ideli Salvatti e Luiz Sérgio Oliveira trocaram as pastas para equilibrar o governo depois da saída de Palocci da Casa Civil. Nelson Jobim pediu demissão após criticar o governo. Fernando Haddad deixou a pasta para disputar o governo do município de São Paulo em 2012 e Aloizio Mercadante o substituiu no Ministério da Educação, deixando o Ministério da Ciência.

Iriny Lopes deixou a pasta para disputar o governo do município de Vitória em 2012. O petista Luiz Sérgio Oliveira foi substituído por Marcelo Crivella do Partido Republicano Brasileiro (PRB) para dar maior participação a esse pequeno partido, um aliado do governo que não possuía nenhuma pasta. Afonso Florence foi substituído por Pepe Vargas no Ministério do Desenvolvimento Agrário. O Palácio do Planalto disse que o ministro deixava o cargo "para se dedicar a projetos importantes para seu Estado, a Bahia".[110] Após receber diversas críticas, a gestão da ministra da cultura Ana de Hollanda foi considerada conturbada, o que levou à sua substituição pela senadora Marta Suplicy.[109]

Popularidade[editar | editar código-fonte]

Nos primeiros três meses no poder, o Governo Dilma Rousseff recebeu aprovação de 47% da população brasileira com o conceito de "ótimo" ou "bom", conforme pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha em março de 2011, que também registrou 7% das pessoas considerando a gestão Dilma como "ruim" ou "péssima" e outros 34% com a classificação de "regular". O resultado positivo igualou tecnicamente (segundo a margem de erro de 2 pontos porcentuais) a marca recorde para um início de governo, de 48%, obtida pela gestão de Luiz Inácio Lula da Silva nos primeiros três meses de 2007, referentes ao segundo mandato do ex-presidente.[111] Também superou em popularidade todos os antecessores de Lula, quando se considera esta fase inicial do mandato, de acordo com a série histórica iniciada pelo Datafolha em 1990.[112] No levantamento, a população entrevistada respondeu que as áreas de melhor desempenho do Governo Dilma nos primeiros três meses foram a Educação e o combate à fome e à miséria. Quanto às áreas de pior desempenho, os entrevistados citaram a Saúde e a parte ligada à violência e à segurança.[113]

Manifestação do dia 20 de junho, na Avenida Paulista em São Paulo.

Em abril de 2012, o governo Dilma atingiu 64% de aprovação da população do País com o conceito de "ótimo" ou "bom", segundo pesquisa divulgada pelo Datafolha, que também registrou 5% das pessoas considerando a gestão Dilma como "ruim" ou "péssima" e outros 29% com a classificação de "regular". A aprovação da gestão foi recorde por dois aspectos: a mais alta taxa conseguida por Dilma desde sua posse e a maior aprovação de um presidente, levando-se em conta o período pesquisado - de um ano e três meses de governo.[114]

Em junho de 2013, após uma histórica onda de protestos da população que se espalharam por todo o País sobre insatisfação relacionada aos Poderes Executivo e Legislativo, a popularidade de Dilma, em sintonia com a de outros governantes brasileiros, caiu consideravelmente. A avaliação positiva do governo da presidente caiu 27 pontos em três semanas, para 30% no conceito "ótimo" ou "bom". Foi a maior redução de aprovação de um presidente entre uma pesquisa e outra desde o plano econômico do então presidente Fernando Collor de Mello, em 1990, quando a poupança dos brasileiros foi confiscada[115] .

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Vice-presidente sob suspeita[editar | editar código-fonte]

Em abril de 2011, matéria publicada no jornal Folha de S.Paulo, afirma que o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), é investigado no STF sob a suspeita de ter participado do esquema de cobrança de propina de empresas com contratos no porto de Santos, em São Paulo. O caso chegou ao STF no dia 28 de fevereiro e seguiu para a apreciação da Procuradoria-Geral da República. Temer é acusado de ter recebido mais de 600 mil reais, mas negou a acusação.[116]

Ministros acusados de corrupção[editar | editar código-fonte]

O ex-ministro do Turismo, Pedro Novais.

Em 22 de dezembro de 2010, segundo publicação do jornal O Estado de S. Paulo, o recém-indicado para Ministério do Turismo, Pedro Novais, foi primeiro integrante do governo ser acusado, antes mesmo da posse. Ele foi acusado de usar dinheiro público para desprezas de Motel Caribe em São Luís do Maranhão, no valor de R$ 2.156,00 da verba indenizatória de junho do mesmo ano.[117] Mesmo com acusação, Novais foi mantido no cargo após a posse de 1º de janeiro de 2011 e alguns dias depois, devolveu aos cofres públicos o dinheiro gasto. No entanto, no decorrer de 2011, foi denunciado pela imprensa por graves irregularidades quando era deputado federal pelo Maranhão. Sem nenhuma sustentação política e governamental, é demitido pela presidenta em 14 de setembro do mesmo ano e é substituído, por Gastão Vieira.[118] [119] [120]

O ex-ministro chefe da Casa Civil, Antonio Palocci

Em 15 de maio de 2011, matéria também publicada na Folha de S.Paulo, afirmou que o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci (PT), multiplicou por 20 seu patrimônio em quatro anos. Entre 2006 e 2010, passou de 375 mil para 7,5 milhões de reais.[121] Palocci disse que declarou os bens à Receita Federal e negou irregularidades.[122] O caso teve repercussão e a oposição exigiu explicações do ministro,[123] [124] inclusive acionou à Procuradoria da República[125] e ao STF. No entanto, manobras dos governistas que são maioria, impediram que o ministro se apresentasse à Câmara dos Deputados.[126] A blindagem dos deputados ao ministro e o silêncio de alguns principais opositores, provocou protestos na internet, pois os usuários da rede Twitter mostraram descontentamento contra alguns políticos (tanto da base governista, como o presidente do Senado, José Sarney; quanto da oposição, como o senador Aécio Neves e o ex-governador José Serra, ambos do PSDB), que afirmaram não ver irregularidades.[127] No dia 7 de junho, Palocci pediu demissão do cargo que ocupava no governo.[128]

O ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento

Em julho de 2011, a presidente Dilma Rousseff determinou o afastamento da cúpula do Ministério dos Transportes, depois de denúncias de superfaturamento em obras públicas apontadas em reportagem da revista Veja, que trouxe informações de que representantes do PR, partido do ministro Alfredo Nascimento (PR), e a maior parte da cúpula do ministério, funcionários da pasta e de órgãos vinculados teriam montado um esquema de recebimento de propina por meio de empreiteiras. O ministro foi o único que permaneceu no cargo e determinou a instauração de uma sindicância interna para apurar as supostas irregularidades envolvendo os funcionários do ministério.[129] Com o agravamento da crise no Ministério dos Transportes após suspeitas de enriquecimento ilícito de seu filho, Alfredo Nascimento entregou carta de demissão à Presidência da República no dia 6 de julho.[130]

O ex-ministro da Agricultura, Wagner Rossi

No dia 17 de agosto de 2011, o ministro da Agricultura Wagner Rossi (PMDB) pediu demissão após denúncias envolvendo sua gestão e sua conduta na pasta. Em entrevista à revista "Veja", Oscar Jucá Neto chamou o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), partido do ministro Wagner Rossi e do vice-presidente, Michel Temer, de “central de negócios". Oscar Jucá Neto é ex-diretor financeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Ele foi exonerado do cargo por autorizar um pagamento irregular de cerca de 8 milhões de reais à empresa de um laranja. Segundo Neto, a Conab estaria atrasando o repasse de 14,9 milhões de reais à empresa Caramuru Alimentos para aumentar o montante a ser pago em 20 milhões de reais. Desse total, 5 milhões de reais seriam repassados por fora a autoridades do ministério. O ministro negou todas as acusações. Em outra denúncia, reportagem da “Folha de S.Paulo” apontou que Rossi transformou a Conab num cabide de empregos para acomodar parentes de líderes políticos do PMDB.[131] Sobre as nomeações, o ministro disse que colocou “pessoas qualificadas” no estatal.[132]

A revista Época publicou reportagem com base em vídeos, documentos e cheques, que integram uma investigação sigilosa do Ministério Público Federal e da Polícia Federal sobre irregularidades na ANP (Agência Nacional do Petróleo), autarquia especial vinculada ao Ministério de Minas e Energia, sob o comando de Edison Lobão (PMDB). Em uma das gravações, dois assessores da agência exigem propina de 40 mil reais para resolver um problema de um cliente. A reportagem também obteve a cópia de um cheque que um dos assessores da ANP recebeu de um advogado ligado ao maior adulterador de combustível do país.[133]

No dia 26 de outubro de 2011, o ministro do Esporte Orlando Silva Jr. (PCdoB), deixou o governo, também depois de uma sequência de acusações de corrupção que foram divulgadas pela imprensa. A principal delas foi a de que ele teria participação em um esquema de desvio de dinheiro público do Segundo Tempo, programa do governo federal destinado a promover o esporte em comunidades carentes. Segundo Silva Jr., não houve nem haveria qualque tipo de prova de seu envolvimento. A demissão do ministro aconteceu um dia depois de o Supremo Tribunal Federal autorizar a instauração de inquérito para investigá-lo, a pedido da Procuradoria Geral da República.[134]

Cquote1.svg Para um governo recém-formado, do total de ministérios, que são pouco mais de 20, quase um terço já foi comprometido. [...] Houve algo errado nas nomeações. E quem os elegeu foi a Dilma, foi ela quem os escolheu. Ela tem a responsabilidade pelo que está ocorrendo. Ninguém é obrigado a aceitar de um governo anterior a nomeação de futuros ministros. Cquote2.svg
José Serra, candidato derrotado à Presidência da República pelo PSDB.[135] [136]

Em dezembro de 2011, reportagens da imprensa brasileira levantarem suspeitas sobre a conduta do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Conforme matéria do jornal O Estado de S. Paulo, a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), principal cliente da empresa de consultoria do ministro, emplacou uma indicação política na Pasta comandada por ele: responsável pela definição de benefícios à indústria.[137]

As críticas sobre uma conivência e acobertamento do seu governo nos casos de corrupção em altos escalões institucionais se multiplicam, ainda que o governo alegue que o combate à corrupção é uma prioridade.[138] [139] [140] [141] Ao criticar o Tribunal de Contas da União, que acusou superfaturamento em sete obras do PAC, a presidente pode, na opinião de Jorge Oliveira, escrevendo para o "Diário do Poder", favorecer a institucionalização da corrupção. Diz ele:

Cquote1.svg Ao tentar jogar a população contra o TCU, criticando o tribunal por condenar as obras superfaturadas do seu governo, Dilma corre o risco de institucionalizar a corrupção no Brasil. [...] Quer acelerar as obras do PAC, paralisadas em todos os cantos, por decreto ou bazófias. Quer ganhar no grito o que não conseguiu nos últimos três anos: administrar o país com competência. A um ano das eleições, Dilma percorre os estados anunciando projetos lunares e inaugurando obras de vereador. Promete bilhões e bilhões de reais para projetos que simplesmente não saem do papel, mas que são divulgados pela imprensa como factíveis a menos de um ano de acabar o governo."[142] Cquote2.svg

O senador Pedro Simon, apontando vários escândalos recentes de desvios de verbas públicas milionárias, que não tiveram solução, disse:

Cquote1.svg "É a impunidade pétrea vigente nessa República. Ninguém vai para a cadeia e o dinheiro não é devolvido."[143] Cquote2.svg

Protestos de 2013[editar | editar código-fonte]

Desde junho de 2013, em meio à histórica onda de protestos da população que se espalharam por todo País sobre insatisfação relacionada aos Poderes Executivo e Legislativo, aliada questões sobre condições de saúde, educação, segurança e a volta da inflação, geraram grande queda na popularidade da presidente da República, de governadores, prefeitos, deputados, da maioria dos partidos do País.[144] [145] [146]

Em 21 de junho de 2013, um dia após a maior manifestação registrada nessa onda de protestos, Dilma cancelou uma viagem que faria ao Japão e convocou uma reunião de emergência com alguns ministros, além do vice-presidente, e o presidente da câmara dos deputados.[147] No mesmo dia, foi gravado um pronunciamento presidencial, que foi transmitido na mesma noite.[148] Neste pronunciamento, Dilma anunciou a criação de cinco pactos e uma proposta de plebiscito.

Caso Belham[editar | editar código-fonte]

Em 9 de junho de 2013, o presidente da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro e da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Wadih Damous, pediu à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que demitisse o seu diretor geral adjunto, Ronaldo Martins Belham, por este ser filho do general da reserva remunerada José Antonio Nogueira Belham, chefe do extinto DOI-Codi do Rio de Janeiro, na época em que ex-deputado federal Rubens Paiva desapareceu em 1971, após ter sido preso no Rio de Janeiro.[149]

Fuga do Roger Pinto Molina e demissão de ministro Antonio Patriota[editar | editar código-fonte]

No início da noite do dia 26 de agosto de 2013, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, foi demitido pela presidenta Dilma Rousseff em virtude do turbulento processo de fuga do senador boliviano Roger Pinto Molina de La Paz (capital da Bolívia) para Corumbá (Mato Grosso do Sul, já em território brasileiro, ocorrido no dia anterior.[150]

Inicialmente, Antonio Patriota apresentou renúncia à presidente Dilma, o que não foi confirmado. Foi substituído por Luiz Alberto Figueiredo, representante do Brasil junto à ONU. Em seguida, Patriota foi nomeado para chefiar a Delegação Brasileira no referido órgão internacional.[151]

Questões indígenas e agrárias[editar | editar código-fonte]

Os povos indígenas do Brasil têm acusado o governo de ignorar suas demandas urgentes, favorecendo prioritariamente o agronegócio, empreiteiras e outros setores produtivos, que exploram suas terras sem seu consentimento prévio livre e informado, sem dar-lhes as compensações necessárias, passando por cima de direitos garantidos pela Constituição, sujeitando-os a inúmeras violências e abusos, suscitando conflitos que acabam em mortes e sofrimento, e deixando-os numa situação que se compara àquela que os povos sofreram nas mãos dos colonizadores europeus, e que dá continuidade ao genocídio histórico que eles vêm sofrendo desde então.[152] [153] [154] [155] A procuradora regional da República em São Paulo, Maria Luiza Grabner, disse que o governo

Cquote1.svg [...] Não tem cumprido a convenção da OIT [...] Muitas vezes, o que vemos são arremedos de consulta ou oitivas, quando o processo político já aconteceu e a tomada de decisões já ocorreu [...] Essa é uma das maiores queixas dos povos indígenas. Os empreendimentos estão acontecendo, os projetos de lei estão sendo aprovados, sem que exista uma real consulta. [156] Cquote2.svg

Os agravos têm sido tantos e tão graves que o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), uma das principais organizações que atuam em sua defesa, fez denúncia à ONU solicitando sua intervenção junto ao governo.[157] [158] Segundo o Cimi, em 2012 o índice de violência contra índios cresceu 237% em relação ao ano anterior, em crimes geralmente associados à questão das terras.[159] Um dos conflitos que se tornaram mais notórios envolveu a construção da polêmica Usina de Belo Monte. As violações de direitos humanos foram denunciadas à OEA, mas o governo se recusou a comparecer ao questionamento.[160] [161]

A reivindicação por terras para viver e produzir é compartilhada com outro setor da sociedade, os "sem-terra", organizados no Movimento dos Sem-Terra(MST), que vem acusando o governo de negligenciar essa população, o que tem gerado inúmeros conflitos violentos.[162] O fracasso do governo é apontado em uma carta entregue à presidente pelo MST em 13 de fevereiro de 2014:

Cquote1.svg O governo foi incapaz de resolver esse grave problema social e político. A média de famílias assentadas por desapropriações foi de apenas 13 mil por ano, a menor média após os governos da ditadura militar. É necessário assentar, imediatamente, todas as famílias acampadas.[163] Cquote2.svg

Política ambiental[editar | editar código-fonte]

Os problemas indígenas estão intimamente ligados à controversa política ambiental do governo, que da mesma forma tem recebido a condenação virtualmente unânime dos ambientalistas, aos quais se junta expressiva parcela da população brasileira. A controvérsia chegou a um ponto explosivo por ocasião da aprovação do Novo Código Florestal Brasileiro, considerado pelos ambientalistas um grande retrocesso. Uma pesquisa de opinião realizada pela Datafolha revelou que 79% da população era contrária à anistia aos desmatadores que consta no novo texto, mas ele foi aprovado no Congresso pela força da bancada ruralista. Os vetos presidenciais ao texto foram considerados tímidos e insuficientes para reverter os prejuízos.[164] [165] [166] [167] [168] [169] Como reflexo imediato da aprovação, a taxa de desmatamento no Brasil aumentou dramaticamente em 2013, revertendo a tendência de queda dos anos anteriores,[170] [171] que fazia o Brasil ser considerado, apesar dos inúmeros problemas, um modelo em gestão florestal, e que era uma das maiores bandeiras do governo na questão ambiental.[172] De acordo com o Imazon, o desmatamento na Amazônia Legal em junho de 2013 representou um aumento de 437% em relação ao mesmo período do ano passado. As áreas degradadas, por sua vez, se expandiram mais de 1.000%.[173] O governo tem sido acusado de fazer de toda a questão ambiental uma simples jogada política, atendendo algumas necessidades mas por outro lado favorecendo interesses econômicos abusivos, quando não criminosos, que provocam danos não compensados pelos ganhos, sendo considerado por inúmeros ambientalistas como a pior administração das últimas décadas na abordagem dos problemas socioambientais.[174] [175] [176]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Raio-X das eleições 2010. UOL (31/10/2010). Página visitada em 16/2/2011.
  2. " Dilma toma posse como primeira presidente do Brasil. R7 (1/1/2011). Página visitada em 16/2/2011.
  3. Dilma é exceção ao vencer primeira eleição que disputou. Estado de Minas (13/12/2010). Página visitada em 16/2/2011.
  4. Dilma Rousseff - Biografia. UOL Educação. Página visitada em 16/2/2011.
  5. Lula defende candidatura de Dilma à reeleição em 2014. O Globo. Página visitada em 16/2/2011.
  6. Dilma no discurso de posse: 'Venho consolidar a obra transformadora de Lula'. O Globo (1/1/2011). Página visitada em 21/4/2011.
  7. Meirelles diz que deixa BC com sensação de dever cumprido. Folha.com (25/11/2010). Página visitada em 21/4/2011.
  8. Tombini sinaliza com meta de inflação mais baixa. Veja (3/1/2011). Página visitada em 21/4/2011.
  9. Inflação oficial fecha 2010 com alta de 5,91%, maior nível em 6 anos. Agência Estado (7/1/2011). Página visitada em 22/4/2011.
  10. IPCA sobe 0,83% em janeiro, maior taxa desde abril de 2005. UOL Economia (8/2/2011). Página visitada em 22/4/2011.
  11. IBGE: transportes e alimentos puxam IPCA em março. Agência Estado Economia (7/4/2011). Página visitada em 22/4/2011.
  12. Governo dobra IOF de crédito a pessoa física para 3% ao ano. Agência Estado Economia (7/4/2011). Página visitada em 22/4/2011.
  13. IPCA desacelera, mas rompe o teto da meta em 12 meses. Reuters Economia (6/5/2011). Página visitada em 7/5/2011.
  14. Inflação oficial sobe 7,31% em 12 meses, a maior alta em mais de 6 anos. Agência Estado Economia (7/10/2011). Página visitada em 7/1/2012.
  15. IPCA fecha 2011 a 6,50%, no teto da meta de inflação. Reuters Economia (6/1/2012). Página visitada em 7/1/2012.
  16. Amorim, Daniela; & Congo, Mariana (10 de janeiro de 2013). Inflação oficial fica em 5,84% em 2012, acima do centro da meta do governo. Estadão. Página visitada em 21 de fevereiro de 2013.
  17. Abdala, Vitor (10 de janeiro de 2013). Inflação oficial fecha ano de 2012 em 5,84%, diz IBGE. Agência Brasil. Página visitada em 21 de fevereiro de 2013.
  18. Tombini reedita estreia de Meirelles e aumenta juros em 0,5 ponto. iG Economia (19/1/2011). Página visitada em 22/4/2011.
  19. Copom eleva Selic em 0,5 ponto, para 11,75% ao ano. Valor (2/3/2011). Página visitada em 22/4/2011.
  20. BC aumenta juro em 0,25 ponto porcentual, para 12% ao ano. Agência Estado (20/4/2011). Página visitada em 22/4/2011.
  21. Brasil segue com a maior taxa real de juros do mundo. UOL Economia (20/4/2011). Página visitada em 22/4/2011.
  22. Copom sobe juros para 12,50% ao ano no 5º aumento consecutivo. G1 Economia (20/7/2011). Página visitada em 22/7/2011.
  23. Copom surpreende e reduz taxa Selic para 12% ao ano. Agência Estado Economia (31/8/2011). Página visitada em 5/9/2011.
  24. Para economistas e oposição, BC perdeu a independência. Veja Economia (1/9/2011). Página visitada em 5/9/2011.
  25. Dilma 'começa a ver' chance de corte de juro. O Estado de S.Paulo Economia (31/8/2011). Página visitada em 5/9/2011.
  26. Mantega rebate críticas do mercado ao BC. Agência Estado Economia (2/9/2011). Página visitada em 5/9/2011.
  27. BC dividido derruba juros para 7,25% ao ano, menor taxa da história. Correio Braziliense Economia (10/10/2012). Página visitada em 9/3/2014.
  28. BC sobe juro para 10,75% e taxa volta ao nível do início do governo Dilma. Agência Estado Economia (26/2/2014). Página visitada em 9/3/2014.
  29. Economia brasileira cresce 1,3% no 1º trimestre de 2011, mostra IBGE. G1 Economia (3/6/2011). Página visitada em 4/6/2011.
  30. INMAN, Felipe (26 de dezembro de 2011). Business Economic growth (GDP) Brazil overtakes UK as sixth-largest economy. The Guardian. Página visitada em 26/12/2011.
  31. Economia brasileira cresce 2,7% em 2011, mostra IBGE. G1 Economia (6/3/2011). Página visitada em 11/3/2011.
  32. Economia brasileira cresceu 0,9% em 2012, diz IBGE. G1 Economia (1/3/2013). Página visitada em 28/7/2013.
  33. PIB de 2012 é revisado para expansão de 1,0%. Valor Econômico (3/12/2013). Página visitada em 9/3/2014.
  34. PIB cresce 0,7% no 4º trimestre, acima do esperado, e fecha 2013 com avanço de 2,3%. O Globo (27/2/2014). Página visitada em 9/3/2014.
  35. Brasil tem terceira maior alta do PIB em 2013 entre 13 grandes economias. RBS (27/2/2014). Página visitada em 9/3/2014.
  36. PIB maior pode evitar queda na nota de risco. O Estado de S. Paulo (28/2/2014). Página visitada em 9/3/2014.
  37. BBC Brasil (17/2/2011). Câmara aprova aprova salário mínimo de R$ 545. UOL Economia. Página visitada em 22/4/2011.
  38. Mínimo aprovado não repõe agora perda inflacionária. Folha.com Poder (17/2/2011). Página visitada em 22/4/2011.
  39. Dilma assina decreto e fixa salário mínimo em R$ 622 em 2012. O Globo País (23/12/2011). Página visitada em 1/1/2012.
  40. [ligação inativa]Dieese aponta maior gasto com novo salário mínimo em relação à Previdência. Correio Braziliense (27/12/2011). Página visitada em 1/1/2012.
  41. Governo anuncia corte recorde de R$ 50 bilhões no orçamento de 2011. G1 Economia (9/2/2011). Página visitada em 22/4/2011.
  42. Dilma e Serra negam que farão acerto nas contas públicas, mas representantes dos partidos admitem medida. O Globo País (24/8/2010). Página visitada em 22/4/2011.
  43. Minha Casa, Minha Vida terá corte de mais de R$ 5 bilhões. Folha.com Poder (28/2/2011). Página visitada em 22/4/2011.
  44. Governo Dilma suspende contratação de concursados. Destak (10/2/2011). Página visitada em 22/4/2011.
  45. Presidente surpreende até o PT com desoneração da cesta. Midiamaxnews UOL/MA (9 de março de 2013). Página visitada em 9 de março de 2013.
  46. O Documento. PAC 2 prevê investimentos em rodovias, ferrovias e hidrelétricas em MT. Página visitada em 29/03/2010.
  47. UOL. Governo lança PAC 2 para investir R$ 1,59 trilhão. Página visitada em 29/03/2010.
  48. R7. Saiba as diferenças entre o PAC 1 e o PAC 2. Página visitada em 30/03/2010.
  49. Fábio Amato e Alexandro Martello, "Investimentos do PAC 2 atingem R$ 665 bilhões até agosto, diz governo." O Globo, 17 de outubro de 2013.
  50. "Ministro reage às críticas ao programa Minha Casa Minha Vida." Portal Brasil, 18 de outubro de 2013
  51. "Dilma reage a críticas de Marina e diz que crescimento não é apenas PIB." Correio Braziliense, 16 de outubro de 2013
  52. Dimmi Amora, "Associação de empreiteiras critica governo sobre concessões." Folha de São Paulo, 22 de julho de 2013
  53. "Críticas de fora repercutem mais no Brasil, diz editor da 'Economist'". BBC Brasil, 24 de outubro de 2013
  54. Leilão dos aeroportos termina com ágio de até 673%. O Globo (6/2/2012). Página visitada em 6/2/2012.
  55. Destak Jornal (21 de Agosto de 2012]). Reforma do Galeão será bancada pelo Governo Federal, com dinheiro público, antes de leiloá-lo. Página visitada em 21 de Agosto de 2012.
  56. Estado de São Paulo (31 de janeiro de 2012 ]). Sindicatos vão à Justiça contra leilão de aeroportos. Página visitada em 31 de janeiro de 2012.
  57. NOTA DA SECRETARIA DE AVIAÇÃO CIVIL (30/09/2011]). Página visitada em 18/2/2012.
  58. a b Privatizações de aeroportos exigirá associação com empresa estrangeira. R7 (15/12/2011). Página visitada em 18/2/2012.
  59. NOTA DA SECRETARIA DE AVIAÇÃO CIVIL% (30/09/2011]). Página visitada em 18/2/2012.
  60. a b Governo arrecada R$ 24,535 bi em leilão de aeroportos. Estadão (06 de fevereiro de 2012). Página visitada em 18/2/2012.
  61. Estado de São Paulo (16 de agosto de 2012]). Governo muda de rota com plano bilionário de privatização de estradas e ferrovias. Página visitada em 16 de agosto de 2012.
  62. CUT (30/01/2013]). Volta dos leilões de petróleo é crime de lesa-Pátria, denunciam petroleiros de SP. Página visitada em 30/01/2013.
  63. Reservas internacionais fecham 2010 em nível recorde. Veja Economia (3/1/2011). Página visitada em 22/4/2011.
  64. Reservas internacionais atingem US$ 300 bilhões, novo recorde histórico. G1 Economia (10/2/2011). Página visitada em 22/4/2011.
  65. Em 2013, reservas internacionais têm a primeira queda em 13 anos. G1 Economia (3/1/2014). Página visitada em 21/4/2014.
  66. China abre mercado para carne suína brasileira. Agência Brasil (11/4/2011). Página visitada em 22/4/2011.
  67. Dilma amplia acordos para mercado chinês. DCI (12/4/2011). Página visitada em 22/4/2011.
  68. No Uruguai, Dilma assina acordos e consolida relação estratégica. BBC Brasil (30/5/2011). Página visitada em 31/5/2011.
  69. Países europeus e ONGs comemoram críticas de Dilma Rousseff ao Irã. O Estado de S.Paulo (6/6/2010). Página visitada em 22/4/2011.
  70. Aproximação com a Argentina marca primeiro ano de gestão de Dilma
  71. Moraes, Maurício. "Dúvidas sobre chegada de médicos cubanos alimentam debate jurídico". BBC Brasil. 2 de setembro de 2013. Página visitada em em 2 de setembro de 2013.
  72. Valcarenghi, Aline. "MPT defende que há ilegalidades". EBC. 10 de fevereiro de 2014. Página visitada em 14 de fevereiro de 2014.
  73. "Entidades médicas: Medidas na saúde representam alto risco." Viomundo, 8 de julho de 2013
  74. "DILMA SANCIONA LEI DA SAÚDE COM RESSALVAS E RECEBE CRÍTICAS DA OPOSIÇÃO." PORTAL DA CONFEDERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO BRASIL, 17/01/2012
  75. Sabine Righeti, Protesto pela saúde pública 'enterra' Dilma e ministros e critica governo. Folha de São Paulo, 17 de julho de 2013
  76. "Cebes e Abrasco apontam à Dilma os caminhos para a saúde." Viomundo, 23 de junho de 2013
  77. http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/ciencia/2013/09/10/74-da-populacao-e-favoravel-a-vinda-de-medicos-estrangeiros-diz-pesquisa.htm
  78. "Pesquisa indica aceitação do Mais Médicos em Porto Alegre". Zero Hora. 21 de agosto de 2013. Página visitada em 24 de agosto de 2013.
  79. []
  80. Apoio dos brasileiros à Copa do Mundo cresce após início do torneio. Datafolha (4 de julho de 2014).
  81. Por critérios matemáticos, estádios não ficaram prontos a tempo. Veja (25 de maio de 2011).
  82. Copa vai revelar ao mundo a nossa incompetência. CBN (6 de junho de 2014).
  83. Revista alemã diz que Copa pode virar fiasco: 'gol contra do Brasil'. UOL (13 de maio de 2014).
  84. Protesto anticopa com público abaixo do esperado termina em confronto em SP. UOL (15 de abril de 2014). Página visitada em 6 de julho de 2014.
  85. Copa: Brasil bem na foto na visão dos estrangeiros. O Globo (26 de junho de 2014).
  86. Pesquisão UOL Copa: para imprensa estrangeira, Brasil fez a melhor Copa. UOL Esporte (30 de junho de 2014).
  87. Financial Times: Copa do Brasil é a melhor dos últimos tempos. O Globo (6 de julho de 2014).
  88. Torcedores estrangeiros elogiam hospitalidade de brasileiros. SportTV (24 de junho de 2014).
  89. Brasil recebeu 1 milhão de turistas na Copa, e 95% querem voltar. IstoÉ (14 de julho de 2014).
  90. Copa injetou R$ 30 bi na economia do país, estima Ministério do Turismo. G1 (14 de julho de 2014).
  91. Em SP, Dilma lembra ditadura e defende liberdade de imprensa. R7 (22/2/2011). Página visitada em 22/4/2011.
  92. Presidência da República. Ministros. Página visitada em 12/2/2011.
  93. Palocci deixa governo; Gleisi Hoffmann assume Casa Civil. Último Segundo, IG (7/6/2011). Página visitada em 10/6/2011.
  94. a b Ideli Salvatti assume o ministério das Relações Institucionais. O Dia Online (10/06/2011). Página visitada em 10/6/2011.
  95. Novo ministro dos Transportes tem perfil técnico e 35 anos na pasta. R7 (11/7/2011). Página visitada em 20/7/2011.
  96. Jobim pede demissão do Ministério da Defesa; Celso Amorim assume. Reuters Brasil (4/08/2011). Página visitada em 04/08/2011.
  97. Aquino, Yara (18 de agosto de 2011). Governo confirma nome de Mendes Ribeiro Filho para o Ministério da Agricultura. Agência Brasil, acesso em 18 de agosto de 2011
  98. Ministro do Turismo entrega carta de demissão; presidenta Dilma aceita pedido. Planalto (14 de setembro de 2011). Página visitada em 14 de setembro de 2011.
  99. Deputado do PMDB do Maranhão é o novo ministro do Turismo. Correio do Brasil (14/09/2011). Página visitada em 15/09/2011.
  100. Título não preenchido, favor adicionar. Globo.com (27/10/2011). Página visitada em 27/10/2011.
  101. http://www.extralagoas.com.br/noticia/879/site/2011/12/05/manchetes-dos-principais-jornais-do-pais-de-segunda-feira-5-de-dezembro-de-2011.html
  102. a b Novos ministros da Educação e Ciência e Tecnologia tomam posse. Jornal Floripa. Acessado em 28/01/2012.
  103. Negromonte pede demissão e líder do PP assume Cidades. Correio do Brasil. Acessado em 03/02/2012.
  104. Eleonora Menicucci toma posse na pasta das Mulheres nesta sexta. Folha.com (9/02/2012). Página visitada em 19/02/2012.
  105. Crivella assume Ministério da Pesca nesta sexta-feira. Notíciasbr (1/3/2012). Página visitada em 1/3/2012.
  106. Novo ministro do Desenvolvimento Agrário assume em clima de insatisfação. Jornal do Brasil (14 de março de 2012). Página visitada em 14 de março de 2012.
  107. Dilma confirma Brizola Neto como ministro do Trabalho. UOL (30/4/2012). Página visitada em 30/4/2012.
  108. Planalto oficializa indicação de Brizola Neto para pasta de Trabalho. Folha.com (30/4/2012). Página visitada em 30/4/2012.
  109. a b Marta assume Cultura após gestão turbulenta de Ana de Hollanda. Correio do Brasil (13/9/2012). Página visitada em 13/9/2012.
  110. O troca-troca do Ministério de Dilma Rousseff. Estadão (14/03/2012). Página visitada em 14/03/2012.
  111. Dilma tem a mesma popularidade de Lula, segundo a Datafolha. Último Segundo (19/3/2011). Página visitada em 22/4/2011.
  112. Governo Dilma é aprovado por 47%, diz a Datafolha. O Globo (20/3/2011). Página visitada em 22/4/2011.
  113. Dilma iguala popularidade de Lula em início de governo. Folha.com Poder (20/3/2011). Página visitada em 23/4/2011.
  114. Dilma tem aprovação recorde, mas Lula é favorito para 2014. Folha.com Poder (22/4/2011). Página visitada em 23/4/2012.
  115. Popularidade de Dilma cai 27 pontos após protestos. Folha.com Poder (29/6/2013). Página visitada em 18/7/2013.
  116. Temer é alvo de inquérito no STF por suspeita de corrupção. Folha.com Poder (5/4/2011). Página visitada em 23/4/2011.
  117. Leandro Colon (22 de dezembro de 2010). Deputado que será ministro do Turismo pagou motel com dinheiro da Câmara. O Estado de S.Paulo. Página visitada em 26-02-2013.
  118. http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/dilma-se-irrita-com-pedro-novais-e-avalia-demissao/n1597208997689.html
  119. http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/pedro-novais-o-quinto-ministro-de-dilma-a-deixar-o-cargo
  120. http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/09/apos-serie-de-denuncias-ministro-do-turismo-pedro-novais-pede-demissao.html
  121. Palocci multiplica por 20 seu patrimônio. Folha.com Poder (15 de maio de 2011). Página visitada em 19-04-2011.
  122. Palocci diz que declarou bens à Comissão de Ética Pública. Folha.com Poder (15 de maio de 2011). Página visitada em 19-05-2011.
  123. ACM Neto quer que Palocci explique fortuna à Câmara. Folha.com Poder (15 de maio de 2011). Página visitada em 19-05-2011.
  124. PSDB quer que Palocci se explique à comissão da Câmara. Folha.com Poder (15 de maio de 2011). Página visitada em 19-05-2011.
  125. Oposição aciona Procuradoria no caso Palocci. Folha.com Poder (15 de maio de 2011). Página visitada em 19-04-2011.
  126. Na Câmara, 266 votam contra convocar Palocci; 72 são a favor. Folha.com Poder (18 de maio de 2011). Página visitada em 19-05-2011.
  127. Internautas já pedem, pelo Twitter, a renúncia de Palocci. Folha.com Poder (18 de maio de 2011). Página visitada em 19-05-2011.
  128. Após suspeitas, Palocci pede demissão e deixa governo. Portal Terra (07-06-2011). Página visitada em 07-06-2011.
  129. Governo determina afastamento da cúpula do ministério dos Transportes. G1 Política (2 de julho de 2011). Página visitada em 3-7-2011.
  130. Após denúncias, Alfredo Nascimento deixa Ministério dos Transportes. G1 Política (6 de julho de 2011). Página visitada em 6-7-2011.
  131. Agricultura vira cabide de emprego da cúpula do PMDB. Folha de São Paulo (7 de agosto de 2011). Página visitada em 15-9-2013.
  132. Maurício Savarese (18 de agosto de 2011). Acuado por denúncias, Wagner Rossi pede demissão. UOL Notícias. Página visitada em 15-9-2013.
  133. Agência Nacional da Propina (trecho). Revista Época (26 de julho de 2011). Página visitada em 15-9-2013.
  134. Orlando Silva deixa o ministério. G1 Política (26 de outubro de 2011). Página visitada em 26-10-2011.
  135. Dilma é responsável por ministros corruptos, diz Serra. Último Segundo (19 de novembro de 2011). Página visitada em 19 de novembro de 2011.
  136. Dilma escolheu ministros sob suspeita, diz Serra. Agência Estado. Diário do Grande ABC (9 de novembro de 2011). Página visitada em 9 de novembro de 2011.
  137. Cliente de Pimentel, Fiemg emplacou nome em ministério. Estadão.com (10/12/2011). Página visitada em 24/12/2011.
  138. Luiza Damé, "Dilma rebate críticas em congresso do PT de que Lula foi conivente com a corrupção." O Globo, 2 de agosto de 2011
  139. "Mário Couto crítica corrupção e diz que governo mente sobre inflação." Diário de Pernambuco, 3 de dezembro de 2013
  140. "Aécio critica conivência do governo Dilma com corrupção." Veja, 7 de novembro de 2011.
  141. “El Pais” critica falta de reação dos brasileiros à corrupção do governo. Instituto Millenium, 11 de julho de 2011
  142. Jorge Oliveira, "Ao criticar o TCU, Dilma corre o risco de institucionalizar a corrupção." Diário do Poder, 11 de novembro de 2013
  143. "Simon critica o status quo e dispara: “Estado brasileiro é incompetente para punir corrupção." Ucho Info, 30 de agosto de 2013
  144. Pedro Venceslau (25 de julho de 2013). Após protestos, aprovação a governadores cai junto com popularidade de Dilma. O Estado de São Paulo. Página visitada em 11 de setembro de 2013.
  145. Nathalia Passarinho e Mariana Oliveira (25 de julho de 2013). Pesquisa Ibope indica que 89% aprovam manifestações. G1. Página visitada em 11 de setembro de 2013.
  146. Manifestações derrubam aprovação de governantes em três semana. Rede Brasil Atual (1 de julho de 2013). Página visitada em 11 de setembro de 2013.
  147. Dilma convoca reunião de emergência para avaliar protestos. DN Globo (21 de junho de 2013). Página visitada em 11 de setembro de 2013.
  148. Dilma grava pronunciamento e falará ao País hoje à noite sobre protestos. Top News (21 de junho de 2013). Página visitada em 11 de setembro de 2013.
  149. Comissão da Verdade quer demissão de diretor da Abin. O Tempo (9 de junho de 2013, 3hs).
  150. Nathalia Passarinho (26 de agosto de 2013). Dilma demite ministro Patriota após episódio com senador boliviano. G1. Página visitada em 9 de novembro de 2013.
  151. Patriota é nomeado representante do Brasil na ONU. O Globo (7 de outubro de 2013). Página visitada em 9 de novembro de 2013.
  152. "Entidades entregam a Dilma carta com 10 reivindicações." Estadão, 5 de julho de 2013.
  153. Felipe Milanez, "Genocídio brasileiro, por Vincent Carelli." Carta Capital, 12 de junho de 2013.
  154. Patricia Fachin, "Uma hora ele é índio demais e atrapalha, outra hora ele é índio de menos, e não têm direitos." Instituto Humanitas, 24 de agosto de 2012
  155. Dermi Azevedo, "Novo genocídio ameaça povos indígenas do país." Carta Maior, 29 de maio de 2013.
  156. Elaine Patricia Cruz, "Brasil não cumpre convenção da OIT que garante consulta prévia a índios em projetos, diz procuradora." Agência Brasil, 2 de julho de 2012.
  157. "Cimi pede intervenção da ONU para resolução de problemas indígenas no Brasil." CIMI.
  158. Informações sobre violações dos Direitos Humanos: Povos Indígenas do Brasil. Cimi, 3 de abril de 2012
  159. Luciene Cruz, "Cimi aponta crescimento de 237% na violência contra os índios." Agência Brasil, 27 de junho de 2013.
  160. Luciana Coelho, "OEA cancela audiência sobre Belo Monte após Brasil se negar a ir". Folha de São Paulo, 26 de outubro de 2011
  161. A polêmica da Usina de Belo Monte. Instituto Socioambiental.
  162. "MST e CUT fazem críticas e cobranças ao governo Dilma." Estadão, 13 de dezembro de 2013
  163. [http://www.jornalodiario.com.br/TNX/conteudo.php?cid=37933&sid=180 "Em carta a Dilma, MST critica governo e pede mudança 'urgente' na política agrária." O Diário, Portal Estadão, 13.02.2014
  164. Bosco Carvalho, "Redes sociais mobilizadas para conseguir adiar a votação do Código Florestal." Revista EcoLógica, 30 de abril de 2013
  165. "Cientistas denunciam graves retrocessos no Código Florestal." Carta Maior, 9 de outubro de 2012
  166. Catarina Alencastro, "Código Florestal: segundo pesquisa Datafolha, 79% dos brasileiros são contra perdão de multas a quem desmatou ilegalmente." O Globo, 10 de junho de 2011
  167. "Ex-ministros do Meio Ambiente pedem veto integral do novo Código Florestal". Folha de São Paulo, 22 de maio de 2012
  168. Ivan Valente, "Com vitória no Código Florestal, bancada ruralista agora mira legislação trabalhista." Diário Liberdade, 25 de março de 2013
  169. "Bancada ruralista comemora aprovação do Novo Código Florestal". Federação das Indústrias do Estado do Paraná, 26 de abril de 2012.
  170. Giovana Girardi, "Desmate volta a subir na Mata Atlântica." Estadão, 5 de junho de 2013
  171. "Desmatamento alça novo voo na Amazônia." Greenpeace, 28 de maio de 2013
  172. Diogo Alcântara, "Desmatamento cai 84% em 8 anos; Dilma diz que País é referência mundial." Portal Terra, 5 de junho de 2013
  173. Daniele Silveira, "Com novo Código Florestal, desmatamento na Amazônia cresce 437%." Portal Brasília em Pauta, 21 de julho de 2013.
  174. "Entidades acusam Dilma de ter pior governo sócio-ambiental em 20 anos." CBN, 6 de março de 2012.
  175. "Desmonte do IBAMA e da política ambiental brasileira." Top News, 20 de junho de 2012
  176. "Para ambientalistas, política socioambiental de Dilma é a pior desde 1988." Radioagencia NP, 5 de junho de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Governo Lula
Coat of arms of Brazil.svg
Presidência da República
Governo Dilma Rousseff

2011 - presente
Sucedido por
-