Educação no Brasil

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Educação no Brasil
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Responsável
Ministério da Educação
Recursos nacionais para educação 5% do PIB (2009)
Língua oficial Português
Estrutura Educação infantil (4-5)
Ensino fundamental (6-14)
Ensino médio (15-17)
Ensino superior (18+)
Alfabetização (2010)
 • Homem
 • Mulher
90,4%
90,1%
90,7%
Índice de educação (2013) 0.891 (67º no mundo)
PISA 
Leitura
Matemática
Ciência



Diplomas
 • Educação secundária
 • Educação superior


Proporção Aluno x Professor ()
 • Educação primária
 • Educação secundária


A educação no Brasil, segundo o que determina a Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) deve ser gerida e organizada separadamente por cada nível de governo. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios devem gerir e organizar seus respectivos sistemas de ensino. Cada um desses sistemas educacionais públicos é responsável por sua própria manutenção, que gere fundos, bem como os mecanismos e fontes de recursos financeiros. A nova constituição reserva 25% do orçamento do Estado e 18% de impostos federais e taxas municipais para a educação.[1] [2]

Segundo dados da UNESCO, em 2012, o analfabetismo ainda afetava 8,7% da população (ou 13,9 milhões de pessoas).[3] Além disso, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), feita pelo IBGE, 18,3% dos brasileiros eram classificados como analfabetos funcionais em 2012.[4] No entanto, o Instituto Paulo Montenegro, organização vinculada ao IBOPE, estimou que cerca de 27% dos brasileiros eram analfabetos funcionais em 2012.[5] Estes índices, no entanto, variam muito entre os estados do país. Segundos dados do IBGE, em 2011 o tempo médio total de estudo entre os que têm mais de 25 anos foi, em média, de 7,4 anos.[6] A qualidade geral do sistema educacional brasileiro ainda apresenta resultados fracos.[7] No Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) de 2012, elaborado pela OCDE, o país foi classificado nas posições 55ª em leitura, 58ª em matemática e 59ª em ciências, entre os 65 países avaliados pela pesquisa.[8]

O ensino superior começa com a graduação ou cursos sequenciais, que podem oferecer opções de especialização em diferentes carreiras acadêmicas ou profissionais. Dependendo de escolha, os estudantes podem melhorar seus antecedentes educativos com cursos de pós-graduação Stricto Sensu ou Lato Sensu.[2] [1] Para frequentar uma instituição de ensino superior, é obrigatório, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, concluir todos os níveis de ensino adequados às necessidades de todos os estudantes dos ensinos infantil, fundamental e médio,[9] desde que o aluno não seja portador de nenhuma deficiência, seja ela física, mental, visual ou auditiva.[10] Outro requisito é ter um bom desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), uma prova realizada pelo Ministério da Educação, utilizada para avaliar a qualidade do ensino médio e cujo resultado serve de acesso a universidades públicas através do Sistema de Seleção Unificada (SiSU). O Enem é o maior exame do país e o segundo maior do mundo, atrás somente do vestibular da China.[11] Em 2012, cerca de 11,3% da população do país tinha nível superior.[12]

A educação brasileira é regulamentada pelo Governo Federal, através do Ministério da Educação, que define os princípios orientadores da organização de programas educacionais. Os governos locais são responsáveis por estabelecer programas educacionais estaduais e seguir as orientações utilizando os financiamentos oferecidos pelo Governo Federal. As crianças brasileiras têm que freqüentar a escola no mínimo por nove anos, porém a escolaridade é normalmente insuficiente. A Constituição Brasileira de 1988 estabelece que "educação" é "um direito para todos, um dever do Estado e da família, e está a ser promovida com a colaboração da sociedade, com o objetivo de desenvolver plenamente o desenvolvimento integral da personalidade humana e a sua participação nos trabalhos com vista ao bem-estar comum;

História[editar | editar código-fonte]

Símbolo da Companhia de Jesus.
Palácio Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a primeira instituição de ensino superior do Brasil (1792), além de ser a maior[13] e melhor[14] universidade federal do país.

Os exploradores portugueses chegaram no Brasil no século XV e começaram a colonizar suas novas terras no Novo Mundo, encontraram um território que era habitado por diversos povos e tribos indígenas que não tinham desenvolvido um sistema de escrita e nem a educação escolar.

A Companhia de Jesus (Jesuítas), foi fundada por Inácio de Loyola em 15 de agosto de 1534 na capela- cripta de Saint-Denis, na Igreja de Santa Maria em Montmartre. Desde o seu início, em 1540, com um fim missionário. A evangelização foi uma das principais metas dos Jesuítas, mas o ensino e a educação também eram metas da Companhia, tanto na Europa como no exterior. As atividades missionárias, tanto nas cidades quanto no campo, foram complementadas por um forte compromisso com a educação. Este assume a forma da abertura das escolas para os jovens rapazes, em primeiro lugar na Europa, mas rapidamente alargado à América e Ásia. A fundação de missões católicas, escolas e seminários foram outra consequência do envolvimento dos jesuítas com a educação. Como os países e culturas onde os jesuítas estiveram presentes eram muito diferentes, seus métodos de evangelização mudavam de um lugar para outro. No entanto, o envolvimento da sociedade no comércio, arquitetura, ciência, literatura, idiomas, artes, música e debate religioso correspondiam, na realidade, para a mesma finalidade principal da cristianização. Em meados do século XVI os jesuítas estavam presentes na África Ocidental, América do Sul, Etiópia, Índia, China e Japão. Este alargamento da atividade missionária tomou forma, em grande medida, no auge do Império Português. Poucos anos depois de chegarem ao Brasil, os portugueses perceberam que precisavam investir não apenas em educação missionária, mas na educação dos filhos dos colonos que moravam no país. Assim, em 1564 os jesuítas fundaram o primeiro colégio do Brasil, na Bahia, direcionado principalmente à educação de filhos de portugueses.[15]

Em um período da história onde o mundo tinha grande parte da população analfabeta, o Império Português, foi lar de uma das primeiras universidades fundadas na Europa - a Universidade de Coimbra, que atualmente continua a ser uma das mais antigas universidades em funcionamento contínuo. Durante a dominação portuguesa, os estudantes brasileiros, principalmente os graduados em missões jesuítas e seminários, foram permitidos e até incentivados a ingressarem no ensino superior em Portugal.

Por volta de 1700, refletindo uma maior transformação do Império Português, os jesuítas tinham se deslocado da Índias Orientais para o Brasil. No século XVIII, Marquês de Pombal atacou o poder da nobreza privilegiada e da Igreja e expulsou os jesuítas de Portugal e seus departamentos ultramarinos. Pombal fechou as escolas jesuítas e introduziu reformas educacionais em todo o Império. No Brasil, as reformas possibilitaram o surgimento de várias instituições de ensino, existentes até os dias atuais.

Uma carta real de 20 de novembro de 1800 escrita pelo Rei João VI de Portugal estabeleceu a Aula Prática de Desenho e Figura, no Rio de Janeiro. Foi a primeira instituição no Brasil sistematicamente dedicada ao ensino das artes. Durante a época colonial, as artes eram principalmente de natureza religiosa ou utilitária e foram aprendidas em um sistema de aprendizagem. Um decreto de 12 de agosto de 1816 criou a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, que criou um funcionário da educação nas artes plásticas e construiu os alicerces da atual Escola Nacional de Belas Artes.

Universidade Federal do Paraná, uma das mais antigas instituições de ensino superior do país, fundada em 1912.

No século XIX, a Família Real Portuguesa, chefiada por D. João VI, chegou ao Rio de Janeiro, fugindo do exército de Napoleão que invadia Portugal em 1807. D. João VI deu o impulso para a expansão da civilização européia no Brasil. Em um curto período (entre 1808 e 1810), o Governo Português fundou a Real Academia Naval e da Academia Militar Real (ambas as escolas militares), a Biblioteca Nacional, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a Escola de Medicina da Bahia, e a Escola de Medicina do Rio de Janeiro (Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Muitas das universidades públicas vêm sofrendo greves e paralisações nas últimas décadas.

O Brasil alcançou a independência em 1822, e até o século XX, foi uma grande nação rural, com baixos padrões sociais e econômicos em comparação com a média de norte-americanos e europeus da época. Sua economia era baseada no setor primário, possuindo uma população ativa cada vez maior e menos qualificada, composta por descendentes de europeus, indígenas e escravos ou seus descendentes diretos. Entre as primeiras escolas de direito fundadas no Brasil, estão as de Recife e São Paulo, em 1827, mas por muitas décadas, a maioria dos advogados brasileiros ainda estudava em universidades européias, tal como na antiga Universidade de Coimbra.

Com a maciça expansão do pós-guerra, que dura até hoje, o governo do Brasil centrou seus investimentos na educação superior e, consequentemente, negligenciou a assistência aos ensinos básico e secundário[16] .

Hoje, o Brasil se esforça para melhorar a educação pública oferecida em fases anteriores e manter os altos padrões que a população espera das universidades públicas.

Apesar das suas deficiências, o Brasil avança substancialmente desde a década de 1980. A nação assistiu a um aumento da matrícula escolar para crianças com idades compreendidas entre os 7 e 14 anos, de 80,9% em 1980 para 96,4% no ano 2000. Na idade entre15 e 16 anos esta taxa subiu, no mesmo período, de 49,7% para 83%.[17] As taxas de literacia subiram, de 75% para 90% em 2007.[18]

Organização e estrutura[editar | editar código-fonte]

0~6 anos 6~7 7~8 8~9 9~10 10~11 11~12 12~13 13~14 14~15 15~16 16~17 17~18 18~19 19~20 20~21 21~22 22~23
Ensino pré-escolar Ensino fundamental Ensino médio Ensino superior
 

A educação brasileira em, apenas 2 níveis, a saber: Educação Básica e Educação Superior. O primeiro é composto pelas seguintes modalidades: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio; o segundo, pelas seguintes modalidades: Graduação e Pós-Graduação [carece de fontes?]

Educação infantil[editar | editar código-fonte]

A educação infantil é a primeira etapa da educação básica e tem como finalidade principal, segundo a LDB "o desenvolvimento da criança até os seis anos de idade, em seus aspectos corpo humano, psicólogo, intelecto e social, complementando a ação da família e da comunidade."[19] Ela é oferecida em creches (para crianças de até três anos de idade) e pré-escolas (para crianças de quatro a cinco anos de idade)

Na etapa da educação infantil a avaliação se faz mediante um acompanhamento e registro do desenvolvimento de cada aluno, sem o objetivo de promoção (até mesmo para a passagem ao ensino fundamental).

Ensino fundamental[editar | editar código-fonte]

Colégio Estadual Thales de Azevedo, em Salvador, Bahia.

O ensino fundamental é obrigatório para crianças entre as idades de seis e quatorze anos. Existem nove séries nesse nível de educação.[20] A atual 1º ano em grande medida corresponde à antiga pré-escola do passado, de instituições privadas, e seu objetivo é conseguir a alfabetização. De modo geral, o único requisito para matricular uma criança no primeiro ano é de que ela tenha seis anos de idade, mas alguns sistemas educacionais permitem que crianças com menos de seis anos se matriculem no primeiro ano. Os alunos mais velhos que, por alguma razão não tenham completado a sua educação fundamental estão autorizados a participar, embora pessoas com mais de 18 anos fiquem separados das crianças.

O Conselho Federal de Educação define uma grade curricular constituída de língua portuguesa, matemática, história, geografia, ciências, artes e educação física (do 1º ao 5º ano). A partir do 6ª ano as línguas inglesa e espanhola também são adicionadas. Algumas escolas também incluem informática como uma matéria.

Cada sistema educacional completa esta grade com um currículo diversificado definido pelas necessidades da região e as habilidades individuais dos alunos.

O ensino fundamental é dividido em duas fases, denominado Ensino Fundamental I (1º a 5º anos) e Ensino Fundamental II (6º a 9º anos). Durante o Ensino Fundamental I cada grupo de alunos geralmente é assistido por um único professor. Como para Ensino Fundamental II, há tantos professores como disciplinas.

A duração do ano escolar é fixada em pelo menos 200 dias pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação. As escolas fundamentais devem dar aos alunos com pelo menos 800 horas de atividades por ano. Em determinadas escolas o calendário escolar é fixado pelas temporadas de semeadura e colheita.

Ensino médio[editar | editar código-fonte]

Colégio Humboldt, um colégio privado de São Paulo.

O ensino médio dura três anos. O mínimo é de 2400 horas de aula ao longo de três anos. Os estudantes devem ter concluído o Ensino Fundamental antes de serem autorizados a inscrever-se no Ensino Médio. O ensino médio compreende a grade curricular em Português (incluindo o idioma Português e as literaturas portuguesa e brasileira), língua estrangeira (Inglês geralmente, também espanhol e francês hoje muito raramente), História, Geografia, Matemática, Física, Química e Biologia. Recentemente Filosofia e Sociologia, que foram proibidos durante a ditadura militar (1964-1985), tornaram-se obrigatórios novamente.

É possível ter uma formação técnica, juntamente com as bases do ensino médio, através de cursos específicos em diversas áreas. Esses cursos normalmente são iniciados durante o 2º e 3º anos do ensino médio, ou iniciados após o termino desses anos. Essas escolas têm geralmente uma maior quantidade de horas por semana. A instrução do curso completo tem duração normalmente de 1 ano e meio, dependendo do curso e modalidade de ensino.

Ensino superior[editar | editar código-fonte]

Cidade Universitária da USP em São Paulo, recentemente eleita a 94ª melhor universidade do mundo.[21] [22]

O ensino médio ou equivalente é obrigatório para aqueles que pretendem prosseguir com os estudos universitários. Além disso, os estudantes devem passar um exame vestibular para o seu curso específico de estudo. A partir de 2009, os estudantes passaram a poder utilizar a nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) para ingressar em algumas universidades do país.

O número de candidatos por vaga na universidade pode ser superior a 30 ou 40 para um dos mais competitivos em cursos de universidades públicas. Em alguns cursos com pequeno número de vagas disponíveis, este número pode ser tão alto quanto 200.

Palácio Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O ensino superior no Brasil, como em muitas nações, pode ser dividido em ambos em licenciados e não licenciados trabalho.

A norma brasileira para o grau de tecnologia, licenciatura, ou bacharelado, é atribuída, na maioria das áreas das artes, humanidades, ciências sociais, ciências exatas, ou ciências naturais, e exige normalmente dois anos para os cursos superiores de tecnologia, quatro anos para os cursos superiores de licenciatura e cinco anos para cursos de bacharelado como a arquitetura, engenharias, medicina veterinária, direito, etc. O profissional licenciado em medicina exige, por sua vez, seis anos de estudos pós-secundários. Residência, e cinco anos de estágio em um hospital de ensino. Apesar de não obrigatório o estágio é perseguido por muitos profissionais, especialmente aqueles que desejam se especializar em uma determinada área.

Sala de aula do Ciclo Básico I da Unicamp, em Campinas, São Paulo.

Os alunos que ocupam um quatro anos de bacharelado ou de um diploma profissional de cinco anos são qualificados para a admissão no curso de doutorado (pós-graduação). Licenciatura de mestrados são normalmente concedidas após a conclusão de um programa de dois anos que exigem desempenho satisfatório em um número mínimo de cursos avançados (normalmente entre cinco e oito classes), mais a apresentação, pelo candidato do grau de mestrado, uma tese, que é analisada por um painel oral de pelo menos três membros da faculdade, incluindo pelo menos um examinador externo. Doutorado em contrapartida normalmente requer quatro anos de estudos, durante o qual o candidato é o grau necessário para concluir a graduação cursos mais avançados, passar um exame qualificação doutorado, e apresentar uma extensa dissertação doutoral (tese de doutorado), que devem representar uma original e relevante contributo para o conhecimento atual no campo do estudo a que pertence o tópico da dissertação. A dissertação doutoral é examinada em um exame oral final público administrado por um painel de pelo menos cinco membros da faculdade, dois dos quais devem ser examinadores externos.

Políticas e investimento[editar | editar código-fonte]

Em 2005 o investimento em educação no país correspondia a 3,9% do PIB, em 2006 passou para 4,3%, em 2007 para 4,5%, em 2008 4,7%, e em 2009 para 5%.[23]

Em 2007 foi promulgada lei estabelecendo meta de 90% de aprovação nas Universidades, combinada com expansão de vagas no ensino superior.[24] . As metas não são consenso de professores preocupados com a qualidade de ensino, havendo estudos a respeito apontando falhas na implementação dessa medida.[25] Em 10 de agosto de 2009 o governo admitiu publicamente uma previsão orçamentária insuficiente para implementar o programa [26] . Algumas das consequências são a sobrecarga de trabalho de professores, absorvendo a expansão de vagas; e o consequente comprometimento da qualidade da educação superior [27] .

Por região[editar | editar código-fonte]

Como um grande país de rendimento médio, o Brasil ainda possui várias regiões subdesenvolvidas. Seu sistema de educação está em conformidade e muitas deficiências atormentada pelas disparidades regionais e raciais.

O analfabetismo é mais elevado no Nordeste, onde 19,9% da população é analfabeta (PNAD, em 2007).

Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (2009) por região
Região Anos iniciais do
Ensino Fundamental
Anos finais do
Ensino Fundamental
Ensino Médio
Sudeste 5,3 4,3 3,8
Sul 5,1 4,3 4,1
Centro-Oeste 4,9 4,1 3,5
Nordeste 3,9 3,7 3,4
Norte 3,8 3,6 3,3

Cobertura e qualidade[editar | editar código-fonte]

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A taxa de alfabetização brasileira é de 90% para a população com mais de quinze anos, mas isso significa 14,1 milhões de analfabetos.[18]

Outro grande problema na educação brasileira, atualmente - nas escolas públicas em geral, principalmente no ensino fundamental e médio - é a violência e o bullying, que é criticada principalmente pelos responsáveis dos alunos que estão preocupados com a segurança. A falta de professores no ensino público por causa desse problema faz com que sejam contratados professores sem muita experiência.

O sistema de ensino público brasileiro foi o pior colocado em um estudo promovido pelo Banco Mundial a respeito das condições dos principais países emergentes para se inserirem na chamada "sociedade do conhecimento", estágio mais avançado do capitalismo.[carece de fontes?] Em 26 de outubro de 2006, a Unesco publicou o relatório anual "Educação para Todos" colocou o país na 72º posição, em um ranking de 125 países. Com a velocidade de desenvolvimento atual, o país só atingiria o estágio presente de qualidade dos países mais avançados em 2036.

Estudos da Fundação Getúlio Vargas afirmam que 35% das desigualdades sociais brasileiras podem ser explicadas pela desigualdade no ensino.[28]

Segundo dados do PNAD em 2008, a taxa de literacia no país é de 90% entre a população com mais de quinze anos. O índice vai para 96% entre os menores de quinze anos.[29] A taxa de literacia se mantém quando comparada a 2007, que tinha 90% da população, o que correspondia a 14,1 milhões de analfabetos no país.[18] Já o analfabetismo funcional, em 2007 atingiu 21,6% da população.[18] Segundo o PNAD, o percentual de pessoas na escola, em 2007, foi de 97% na faixa etária de seis a quatorze anos e de 82,1% entre pessoas de quinze a dezessete anos. O tempo médio total de estudo entre os que têm mais de dez anos foi, em média, de 6,9 anos (nos EUA são doze anos, onze na Coreia do Sul e na Argentina oito anos de educação).[30] O ensino médio completo no país atinge apenas 22% da população (55% na Argentina e 82% na Coreia do Sul).[30] O Índice de educação (2009) do Brasil é de 0,891 (67º de 179).

Estudos sobre a qualidade da educação secundária avaliam os alunos com quinze anos de diversos países. Num estudo da OCDE de 2007, o Brasil ficou em 52º entre 57 países[31] . O mesmo estudo mostrou o país na 53ª posição em matemática (entre 57 países) e na 48ª em leitura (entre 56)[32] . Em 2010, o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) realizado em 2009 mostrou o Brasil na 53º posição dentre 65 países. A avaliação feita com questões de literatura, matemática e ciências mostrou que quase metade dos estudantes brasileiros não atinge nível básico de leitura.[33] Mesmo regiões economicamente ricas apresentam problemas, como o Estado de São Paulo, que não conseguiu ultrapassar até mesmo a média nacional em nenhuma das três áreas avaliadas - ciências, leitura e matemática.[34]

Um estudo da ONG Todos Pela Educação em 2013, mostrou que após a conclusão do ensino médio, apenas 10% dos jovens brasileiros aprenderam matemática, e apenas 29% aprenderam português.[35]

A qualidade da Educação Básica (ensino fundamental e médio) no Brasil é avaliada a cada dois anos pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), elaborado pelo INEP, subordinado ao Ministério da Educação.

Em relação ao ensino superior, as três melhores universidades do Brasil de acordo com rankings globais de 2011 são, em ordem: Universidade de São Paulo, Universidade Estadual de Campinas e Universidade Federal do Rio de Janeiro.[36] [37] [38]

Estudantes brasileiros no exterior[editar | editar código-fonte]

Os principais destino dos estudantes brasileiros são os Estados Unidos, o Canadá e a Europa. No ensino médio, é comum o intercâmbio estudantil com períodos de um semestre ou um ano em escolas públicas do exterior, é comum existirem pacotes geralmente com preço abaixo de 10.000 dólares.

Em ações governamentais, em 2011 o programa Ciência sem Fronteiras do Governo Federal foi criado com o objetivo de dar 75 mil bolsas de estudos para estudantes do nível superior e pós graduação em diversos países do mundo. Em 2012 o estado de Pernambuco criou o programa Ganhe o Mundo, oferecendo bolsas de um semestre no exterior para o ensino médio.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b (2005) "Sector Study for Education in Brazil" (PDF). ', Japan Bank for International Cooperation. Página visitada em 2008-06-10. 
  2. a b Education Brazil by Topics. Brazilian Government official website. Página visitada em 2008-06-11.
  3. "Brasil não deve cumprir meta contra o analfabetismo", O Estado de S. Paulo, 29 de janeiro de 2014. Página visitada em 6 de maio de 2014.
  4. UOLTaxa de analfabetismo para de cair no Brasil após 15 anos, diz Pnad (27 de setembro de 2013). Página visitada em 9 de maio de 2014.
  5. Instituto Paulo Montenegro: Instituto Paulo Montenegro e Ação Educativa mostram evolução do alfabetismo funcional na última década (2011-2012). Página visitada em 6 de maio de 2014.
  6. G1Brasil tem a menor média de anos de estudos da América do Sul, diz Pnud (14 de março de 2013). Página visitada em 6 de maio de 2014.
  7. Frederico Rosas (29 de abril de 2014). El PaísA educação brasileira: um longo caminho a percorrer, mas avanços são evidentes. Página visitada em 30 de abril de 2014.
  8. UOLUOL Educação: No Pisa 2012, Brasil está em 55º no ranking de leitura, 58º no de matemática e 59º no de ciências (3 de dezembro de 2013). Página visitada em 30 de abril de 2014.
  9. Sistema Educacional Brasileiro Dicionário Interativo da Educação Brasileira. Página visitada em 13 de dezembro de 2009.
  10. Discutindo Secretaria de Estado da Educação do Rio de Janeiro. Página visitada em 13 de dezembro de 2009.
  11. O GloboVestibular chinês tem 2 milhões de candidatos a mais do que o Enem (25 de outubro de 2013). Página visitada em 30 de abril de 2014.
  12. UOLIBGE: Quase metade da população com 25 anos ou mais não tem o fundamental completo (19 de dezembro de 2012). Página visitada em 6 de maio de 2014.
  13. UFRJ como a maior Universidade Federal
  14. QS Latin University Rankings. Página visitada em 15 de junho de 2012.
  15. Beabá do Brasil Portal Educar para Crescer. Página visitada em 20/05/2013.
  16. Educação
  17. Edudata Brasil
  18. a b c d "Cai proporção de jovens de 15 anos ou mais na escola", G1. Página visitada em 2008-09-19.
  19. Artigo nº 29 do LDB.
  20. Folha OnLine
  21. Fonte
  22. OGlobo.com
  23. [1]
  24. Lei Reuni, http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/decreto/d6096.htm
  25. Relatório Andes, www.andes.org.br/imprensa/migracao/reuni.doc
  26. Reportagem, http://antigo.andes.org.br/imprensa/ultimas/contatoview.asp?key=6015
  27. Universidade e Sociedade, n. 45. http://portal.andes.org.br/imprensa/publicacoes/imp-pub-5779608.pdf
  28. Revista ISTOÉ, 02/08/06, pg. 7
  29. Agência Brasil. Analfabetismo será erradicado neste década, diz Haddad, 16 de abril de 2010
  30. a b Educação separa o Brasil do 12º PIB do Brasil do 63º IDH
  31. Gois, Antonio; Pinho, Angela. (30 de novembro de 2007). Alunos brasileiros ficam entre os últimos em ciências. Folha de S.Paulo
  32. Gois, Antonio; Pinho, Angela. (5 de dezembro de 2007). Brasil é reprovado, de novo, em matemática e leitura. Folha de S.Paulo
  33. Program for International Student Assessment (PISA). (2010). Highlights From PISA 2009 - Performance of U.S. 15-Year-Old Students in Reading, Mathematics, and Science Literacy in an International Context. U.S. Department of Education, acesso em 13 de dezembro de 2010
  34. Scolese, Eduardo. (5 de dezembro de 2007). Abaixo da média, São Paulo perde de Rondônia e Sergipe. Folha de S.Paulo
  35. Só 10% dos alunos que concluem ensino médio sabem matemática G1 Globo.com. Página visitada em 09 March 2013.
  36. 2011 Academic Ranking of World Universities
  37. QS World University Rankings 2011/12 Quacquarelli Symonds. Página visitada em 29 October 2011.
  38. The World University Rankings 2011-2012 Times Higher Education. Página visitada em 29 October 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]